Estudos têm mostrando que o fechamento temporário de bares e restaurantes em meio ao crescimento da pandemia de coronavírus é uma arma fundamental para combater a doença.
É consenso que esses estabelecimentos são muito importantes para a economia e que, tão logo possível, devem voltar a funcionar.
Mas, neste momento, a suspensão temporária está em linha com o que diz a ciência. Por mais que os donos dos estabelecimentos sigam as normas sanitárias, a própria dinâmica do local (pessoas precisam tirar a máscara para comer e beber; conversam e trocam gotículas) torna arriscado o ambiente.
Várias constatações listadas recentemente pelo jornal El País resumem a importância do fechamento temporário:
– Estudo da Saúde Pública do Reino Unido mostra que a taxa de infecção entre garçons era o dobro da de outras profissões na época em que foram impostas restrições à venda de álcool para frear a propagação do vírus e, após três semanas, o nível estava igual ao das demais.
– O mesmo estudo constatou que os trabalhadores de bares e restaurantes são a categoria profissional com maior risco de contágio, atrás apenas do pessoal da saúde.
– Estudo da revista Nature mostra que os restaurantes são os locais mais perigosos, até três ou quatro vezes mais do que academias ou hotéis.
– Estudo do Instituto Pasteur diz que a proporção de idas recentes a bares ou restaurantes entre os que testaram positivo para a Covid-19 era quase o dobro da dos demais.
– Estudo publicado pelo Washington Post mostra que nos EUA o fechamento de bares, restaurantes e academias levou a reduções significativas na taxa de crescimento de casos de covid-19 em todos os períodos após a sua implementação.
Em entrevista concedida à TV Mirante, nesta segunda-feira (22), o deputado federal licenciado e Secretário de Estado de Articulação Política, Rubens Jr. (PCdoB), avaliou o cenário político para a sucessão do governador Flávio Dino.
Para Rubens, a capacidade de manter as mudanças implantadas por Dino está entre os principais critérios para a escolha do candidato a ser apoiado pelo grupo governista.
“Nós temos uma série de bons nomes. A definição não pode ser somente uma pauta da política. Quem mostrar que tem que condição de fazer um governo voltado para a população será o nosso candidato e vencerá a eleição”, disse Rubens.
Oposição não tem nome para apresentar – Para o secretário a situação do grupo político do governador Flávio Dino é muito confortável. Para ele, a oposição não tem um nome e torce para a cisão do grupo do governador.
“Hoje a oposição a nós não tem sequer um nome a apresentar, está torcendo para que nosso grupo se divida. Eu tenho maturidade suficiente para não embarcar nessa tentativa de cisão por parte da oposição e trabalhar por essa unidade, que tenho certeza, é o melhor para a população”, explicou.
Para Rubens, os critérios para a escolha do sucessor de Flávio Dino dentro do grupo estão mais relacionados á capacidade de gestão do que a questão meramente partidária.
“A escolha do candidato deve ouvir a sociedade, os partidos, temos que levar em consideração a lealdade a esse projeto e o mais importante é saber quem tem condições de garantir uma continuidade a um governo que melhore a vida das pessoas”, disse.
“Nosso grupo político unido é o maior do Estado e mantendo a unidade, temos condições de vencer a eleição no primeiro turno. Quanto mais unidos estivermos, maiores as chances da nossa vitória e é para isso que estamos trabalhando”, concluiu Rubens.
O Secretário de Articulação política também comentou as possibilidades em relação a seu futuro político.
“Eu sou soldado do nosso grupo, eu quero estar à disposição para servir a população maranhense, pode ser na condição de candidato a deputado federal, ou continuar à frente da articulação política. Neste momento, nosso foco é ajudar a combater a pandemia e a Secretaria de Articulação Política tem a missão de ofertar capacitação e assistência técnica para que todos os prefeitos possam governar bem”, disse.
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) terá enorme dificuldade em encontrar no Maranhão um nome para disputar o governo do estado que lhe ofereça condições de montar um palanque forte e capaz de lhe garantir uma boa fatia do eleitorado nas eleições de 2022. Seus apoiadores são considerados meros coadjuvantes na sucessão governamental, já polarizada entre o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) e o senador Weverton Rocha (PDT) .
Dos pretensos candidatos a governador nenhum possui estatura política para desenvolver campanha que possa reverter os elevados índices de rejeição do presidente, principalmente se o candidato apoiado pelo governador Flávio Dino (PCdoB) for o ex-presidente Lula (PT).
O senador Roberto Rocha, em recente entrevista à TV Mirante, insinuou que se a conjuntura para eleição presidencial estiver favorável a Bolsonaro em 2022 poderá lançar sua candidatura ao governo, mas diante do fiasco de 2018, quando se candidatou e teve apenas 2% dos votos, é pouco provável que se lance na aventura, a não ser que esteja querendo uma oportunidade para se retirar da vida pública.
A prefeita de Lago da Pedra, Maura Jorge, também ex-candidata ao governo do estado em 2018, que chegou a surpreender obtendo mais de 10% dos votos, começou a dar sinais e admitir disputar novamente e formar palanque para Bolsonaro, mas poucos acreditam no meio político que ela largará dois anos de mandato para se aventurar numa disputa sem a menor possibilidade de sucesso.
Em condições menos favorável ainda aparece o prefeito do pequeno município de São Pedro dos Crentes, Lahercio Bonfim, que já lançou sua pré-candidatura na região tocantina, porém carece de liderança no restante do estado e também teria muito pouco a oferecer ao capitão em termos de voto.
Por fim temos o polêmico deputado federal Josimar de Maranhãozinho. Alvo da Polícia Federal por conta do suposto desvio de finalidade de emendas destinadas aos municípios maranhense, Maranhãozinho, embora tenha patrocinado a eleição de vários prefeitos, é visto com certa desconfiança pela classe política. Há quem acredite que sua pré-candidatura é para ajudá-lo em negociações futuras, ou seja, não passa de um blefe.
“Lembrar de como tudo começou é bem difícil, os primeiros momentos foram muito angustiantes e tensos, por diversas vezes chorei e me desesperei, não foi fácil. Existem imagens que nunca saíram da minha cabeça e eu creio que nunca sairá, mas apesar disso, coisas muito boas também aconteceram”. O depoimento é da fisioterapeuta e coordenadora da equipe multiprofissional do Hospital Dr. Carlos Macieira (HCM), Alessandra Mesquita, que relata os momentos vividos durante um ano de pandemia do novo coronavírus (Covid-19).
O Hospital Dr. Carlos Macieira (HCM), da rede da Secretaria de Estado da Saúde (SES), foi a primeira unidade a receber leitos específicos para tratamento da Covid-19, antes mesmo do registro do primeiro caso da doença no dia 20 de março de 2020, e, logo se tornou uma das referências no estado para tratamento de casos mais graves do novo coronavírus. A unidade, que começou com 30 leitos de UTI para tratamento da doença, hoje conta com mais de 200 leitos de UTI e enfermaria, além de centenas de profissionais no combate à Covid-19.
“A luta contra o coronavírus no Hospital Carlos Macieira começou muito antes do primeiro caso, ainda em janeiro de 2020, através de capacitação das equipes para que, a partir de março, tivéssemos uma Unidade de Terapia Intensiva específica montada no hospital, que inicialmente começou com 30 leitos [de UTI] e foi expandindo no ano de 2020. Atualmente, em 2021, aumentamos em mais de 50% a capacidade que o hospital tinha”, afirma o diretor da unidade, Edilson Medeiros.
A internação do primeiro paciente acometido pelo novo coronavírus marcou os profissionais de saúde da unidade como relata o médico da UTI, Dr. Almir Guimarães. “A chegada do primeiro paciente foi um momento de medo, mas também decisivo, quando muitos colegas decidiram trabalhar no tratamento da Covid-19, assim como eu. Naquele momento, eu tive que escolher entre estar com a minha família ou trabalhar na UTI Covid”, contou.
O médico complementa. “Saí da minha casa e fui morar com outros amigos médicos, passei cinco meses sem contato direto com a minha família, vendo eles apenas pela janela. Foram cinco meses muito difíceis, onde também trabalhamos em jornadas exaustivas para combater a doença”, relembra.
Durante esse período, os profissionais da saúde, tiveram que lidar com os inúmeros casos de óbitos causados pela doença, tanto de pacientes quanto dos seus próprios familiares.
“Esse ano foi uma caminhada muito longa e difícil, vi muitas pessoas falecerem, inclusive o meu avô. Mesmo diante de tudo isso, não me deixei abater, me levantei, pois vi que outros pacientes continuavam precisando de mim. Não podemos negar o quanto essa situação é difícil, mas nossa equipe é muito unida e cada alta de paciente é uma felicidade, assim como cada óbito é um momento de tristeza”, conta a técnica de enfermagem, Dir Lene Maria de Sá Leite.
Além disso, muitos profissionais da saúde acabaram contraindo a doença. “Chegamos a internar colegas nossos de outras unidades que também estavam na linha de frente e contraíram a doença. Esse momento foi bastante difícil no que diz respeito ao acompanhamento deles, justamente por conta da relação próxima que nós tínhamos”, relata o médico Almir Guimarães.
Apesar de toda a dificuldade, medos e incertezas, os profissionais da linha de frente no combate à Covid-19 não se deixam abater, como afirma o auxiliar de transporte, Litiele da Costa Santos. “Eu trabalho com o transporte dos pacientes, e sempre acabo me apegando a eles, a gente chora e sorri. Às vezes o plantão é tão difícil que não conseguimos comer ou beber água, ainda assim, nunca passou pela minha cabeça desistir, essa equipe e esses pacientes são como se fossem a minha família e família a gente não abandona, por isso, a gente continua lutando para vencer essa batalha”, declara Litiele Santos.
Sentimento compartilhado pela enfermeira da UTI Covid, Andressa Mendonça. “O que me faz levantar da cama e vir para o trabalho todos os dias de manhã é saber que o meu trabalho ajuda muitos pacientes a vencerem a doença e voltarem para as suas famílias. Sei que a nossa equipe unida vencerá essa guerra”, almeja.
Os profissionais contam ainda que a diminuição dos casos da doença em 2020 trouxe a sensação de que a guerra estaria chegando ao fim, mas o surgimento da nova variante da Covid-19 trouxe a mudança de sentimento. “Apesar do ano tenso, chegamos em um momento em que realmente achamos que o pior já tinha passado, porém, neste ano estamos vendo que o turbilhão voltou novamente e com mais força. Hoje, nós temos muito mais leitos do que tínhamos no ano passado, os esforços são muito maiores, as equipes também. É nítido o desgaste físico e emocional dos colaboradores”, diz a coordenadora da equipe multiprofissional, Alessandra Mesquita.
De acordo com cientistas, a estimativa para as próximas semanas é para um agravamento do cenário epidemiológico. Da linha de frente, tendo que lidar com altas e óbitos, os trabalhadores da saúde reforçam o apelo à população. “Os profissionais estão exaustos, estão muito cansados, a sociedade tem que nos ajudar a vencer essa guerra e a maneira mais correta de nos ajudar é usando máscara, evitando aglomeração e fazendo essa higienização para que possamos diminuir a transmissão. Com as taxas que nós temos hoje de transmissão, podemos ficar em uma situação ainda mais dramática em breve, e podem não ter leitos para todos. Estamos cansados, porém, estamos prontos para continuar na guerra pelo nosso povo do Maranhão”, sensibiliza o diretor do Hospital Dr. Carlos Macieira, Edilson Medeiros.
As medidas anunciadas pelo governador Flávio Dino nesta sexta-feira (19) contra o coronavírus são divididas em duas: as que valem para todo o estado e as que valem apenas para a Ilha de São Luís.
Em ambos os casos, as medidas que já haviam sido decretadas antes foram estendidas e também continuam valendo.
Veja como ficou:
Para o Estado todo
Foram anunciadas medidas novas que valem para todo o Maranhão. São elas:
– O feriado de 28 de julho será antecipado para 26 de março, a próxima sexta-feira. Trata-se de um feriado estadual, o da Adesão do Maranhão à Independência.
– Haverá suspensão de atividades não essenciais em 27 e 28 de março, os próximos sábado e domingo. Ou seja, serão três dias seguidos de forte redução de atividade. A ideia é diminuir a circulação de pessoas e combater a contaminação.
– Serviços essenciais vão continuar funcionando. Entre eles, estão hospitais, farmácias e supermercados. O horário de funcionamento ainda vai ser determinado.
– Entre a segunda-feira (22) e o domingo (27), haverá a suspensão das cirurgias eletivas, que são aquelas agendadas. Vale para a rede privada também. Isso será feito para preservar insumos e materiais para pacientes em estado grave. Todos os Estados brasileiros estão encontrando dificuldade em encontrar fornecedores, por causa da alta procura.
Além dessas novas medidas, continua valendo as que já haviam sido decretadas:
– Aulas presenciais estão suspensas nas escolas estaduais, municipais e privadas. As universidades estaduais e privadas também entram na lista. Creches e berçários podem funcionar.
– Eventos, festas, cinema e teatro estão suspensos.
– Serviço público estadual segue sem atividade presencial, com exceção para serviços essenciais.
Para São Luís
Juntando as medidas anteriores, que continuam valendo, e as novas, ficou assim:
– Bares e restaurantes continuam fechados até o dia 28, domingo.
– Academias, pilates e escolas de esporte podem funcionar das 6h às 21h, com apenas metade da capacidade (com exceção dos dias 26, 27 e 28, quando estarão fechados).
– Mercados podem funcionar das 6h às 21h, com apenas metade da capacidade e uma pessoa por família (nos dias 26, 27 e 28 poderá haver horários mais limitados).
– O horário permitido para a construção civil é das 7h às 16h (com exceção dos dias 26, 27 e 28, quando estarão fechados).
– Delivery está permitido até as 23h.
– Loja de conveniência pode abrir, mas não pode servir comida e bebida no local.
– Comércio em geral continua funcionando entre 9h e 21h (com exceção dos dias 26, 27 e 28, quando estarão fechados).
– Creches e berçários podem funcionar das 6h às 21h (com exceção dos dias 26, 27 e 28, quando estarão fechados).
– Ceasa pode funcionar das 0h às 16h (com exceção dos dias 26, 27 e 28, quando estarão fechados).
– Postos de combustível, farmácias, hospitais e veterinários podem funcionar 24 horas.
– O limite máximo de 30% de ocupação nas igrejas vale para todas as religiões.
O presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), por meio da Resolução Administrativa 325/21, publicada nesta sexta-feira (19), prorrogou, até dia 26 de março, a suspensão temporária de todas as atividades presenciais da Casa, incluindo as sessões ordinárias e extraordinárias que serão realizadas apenas na forma remota.
O chefe do Legislativo considerou ser necessário manter as medidas restritivas para conter o avanço da contaminação pela Covid-19, principalmente pela presença da nova cepa do coronavírus, mais contagiosa e agressiva.
“Seguiremos a mesma linha do Governo do Estado, que, mais uma vez, prorrogou o decreto, mantendo apenas os serviços essenciais. Este é o melhor caminho para todos nós, servidores e sociedade em geral, para que possamos preservar nossa saúde, nesse momento em que a infecção ainda está em alta. Fica nosso apelo para que as pessoas mantenham o distanciamento e usem a máscara“, justificou Othelino Neto.
A suspensão das atividades no Legislativo Estadual também foi prorrogada em consideração ao aumento da taxa de internação hospitalar e à possibilidade de esgotamento de leitos nos municípios da Ilha de São Luís e Imperatriz.
Ainda, de acordo com a Resolução do presidente da Assembleia, poderão funcionar, na forma presencial, apenas os serviços essenciais para o funcionamento e manutenção do Parlamento e a realização das sessões remotas será com um número reduzido de servidores, conforme determinação dos respectivos diretores.
A escala de servidores deverá ser encaminhada ao Gabinete Militar, setor responsável pelo acesso às dependências do Palácio Manuel Beckman.
Cuidado – A Assembleia Legislativa tem seguido as determinações do Executivo e órgãos de saúde desde o primeiro decreto estadual com as novas restrições, por conta do aumento de casos da COVID no Maranhão e a lotação de leitos nos hospitais públicos e particulares.
O objetivo é continuar zelando pela saúde dos servidores, parlamentares e demais colaboradores do Parlamento Estadual.
O governador Flávio Dino (PCdoB), ao contesta a ação que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), encaminhou ao Supremo Tribunal Federal como tentativa de suspender as medidas restritivas de combate ao Covid-19, aplicadas pelos governadores do Distrito Federal, Bahia e Rio Grande do Sul, disse que o mandatário da Nação quer esconder sua incompetência perpetrando insanidades, com comparar as medidas de isolamento social com estado sítio,
“Presidente da República não sabe o que fazer com a economia, que cabe a ele gerir, conforme a Constituição. Para esconder a incompetência, fica perpetrando insanidades, como falar em estado de sítio. Deveria tratar de trabalhar, dar expediente, ter uma agenda séria”, criticou o governador em sua rede social.
Quem também se manifestou sobre o suposto estado de sítio que estaria sendo praticado pelo governadores que decretaram toque de recolher em determinados horários para conter o avanço da pandemia foi a senadora Eliziane Gama. Para ela, no país não existe clima para falar estado de sítio.
“Há muitos fantasmas empoleirados pedindo restabelecimento da ordem e até o estado de sítio. Apesar do governo, o povo brasileiro está em ordem, e estado de sítio é uma decisão que cabe ao Congresso, não ao presidente, como lembrou o ex-ministro Jungmann”, observa Eliziane em postagem em sua rede social.
A senadora enfatiza ainda: “Ao ameaçar o país c/estado de sítio, medida q/só é válida com a aprovação do Congresso Nacional, o PR mostra q/ não haverá mudança de rumos no negacionismo q/ já vitimou tantos brasileiros. É hora de usarmos a CF e as instituições p/frearmos tantos abusos”.
Na ação que enviou ao STF para tentar suspender as medidas anunciadas pelos governadores Bolsonaro comentou: “Os decretos falam em simplesmente toque de recolher… O que é toque de recolher? Só em países ditatoriais. Estão aqui aplicando a legislação do estado de sítio prevista na Constituição, que não basta eu decretar estado de sítio, o Congresso tem que validar embaixo. E governadores e prefeitos humilhando a população, dizendo que estão defendendo a vida deles. Ora bolas, que defendendo a vida, estão matando essas pessoas”, afirmou o presidente.