A ex-governadora Roseana Sarney (MDB) que aparece com 30% no levantamento da Exata e 23% na Escutec, ainda não se animou a tirar o pijama e voltar à arena política para disputar um mandato majoritário. Fontes ligadas ao que restou do grupo Sarney admitem que ela não se sente segura e que o caminho natural será concorrer a um mandato de deputada federal
A indecisão da filha de José Sarney faz sentido. Em 2018, com seu grupo político esfacelado, resolveu correr o risco e sofreu o pior vexame da sua vida pública ao ser derrotada logo no primeiro turno pelo atual governador Flávio Dino (PCdoB). Depois disso se recolheu e voltou agora a dar sinais de que pretende rever a aposentadoria ao anunciar que será candidata a presidente do MDB, provavelmente em junho, mas sem dar o menor indicativo a que cargo pretende concorrer.
Embora tenha aparecido bem nas duas primeiras pesquisas, é fato que a ex-governadora não possui mais força para entrar numa batalha onde normalmente quem vence é quem comanda o maior exército político partidário, hoje em mãos de novas lideranças bem articuladas e com futuro político promissor. O grupo Sarney faz parte do passado.
As pesquisas registram apenas um quadro de momento, muito distante da realidade do que será 2022 quando as forças governistas entrarão em campo disposta a lutar pela manutenção do projeto que está sendo executado pelo governador Flávio Dino, seja quem for o candidato escolhido para representar o grupo. E nome é o que não falta: Carlos Brandão (PSDB), Weverton Rocha (PDT), Edivaldo Holanda Junior (PDT) e Eliziane Gama (Cidadania) estão no páreo.
Roseana herdou do pai a obsessão por pesquisa antes de tomar qualquer decisão política eleitoral. Sempre recorreu a estatísticos para uma leitura mais aprimorada dos números e desta vez não será diferente. Como em 2018 os levantamento diziam que ela não teria chance contra Dino e ainda assim foi para o sacrifício a contragosto, desta vez se mostra mais cautelosa e, segundo fontes ligadas à sua família, não estaria disposta a passar novo vexame, preferindo concorrer a um mandato legislativo.
A pesquisa Escutec contratada pelo Sistema Mirante de Comunicação e publicada neste sábado (27) pelo jornal O Estado do Maranhão praticamente repete os números do levantamento realizado pelo Instituto Exata semana passada. Nenhuma novidade: Roseana Sarney (MDB) lidera para o governo do estado e Flávio Dino (PCdoB) para o Senado.
A novidade no levantamento feito pelo Escutec na corrida pelo governo é o empate técnico entre o senador Weverto Rocha (PDT) que aparece 14% e o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Junior (PDT) 13%. O vice-governador Carlos Brandão vem em seguida com com 9% e senador Roberto Rocha com 8%, no cenário em que foi apresentado ao entrevistado doze possíveis candidatos. Roseana lidera com 23% de intenção de votos.
O levantamento do Escutec confirma o fosso que separa Fávio Dino do senador Roberto Rocha, caso o atual governador confirme sua candidatura ao Senado. Se a eleição fosse hoje, Dino teria 51% contra 21% de Rocha, ou seja, o principal represente de Jair Bolsonaro (sem partido) no Maranhão não teria a menor chances de renovar o mandato.
Rocha, que se converteu ao bolsonarismo com a esperança de ser indicado ministro do Tribunal de Contas de União (TCU), mas não vê nenhum indicativo do presidente neste sentido, deve torcer o governador levar adiante seu projeto nacional e viabilizar sua candidatura a presidente ou vice numa chapa de esquerda ou centro esquerda.
Ainda assim nada lhe garante um futuro promissor, pois caso o governador concorra a um mandato nacional, terá a forte concorrência do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), que já anunciou sua disposição de concorrer ao Senado se o governador não for candidato e que obteve 15% da intenções de votos.
Segundo o Escutec, o levantamento abrangeu 1,4 mil eleitores no período de 20 a 25 de março, possui margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e intervalo de confiança é de 90%.
O governador do Maranhão e também presidente do Consórcio da Amazônia Legal solicitou, nesta sexta-feira (26), por meio de ofício, apoio internacional para aquisição de vacinas.
Na condição de presidente do Consórcio da Amazônia Legal, o governador do Maranhão pediu apoio à Organização Mundial da Saúde (OMS) e à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para a compra de vacinas contra a COVID-19.
“Diante da gravidade dos indicadores da pandemia no País e nas Américas, critérios eficientes para a distribuição das vacinas do consórcio Covax Facility são essenciais no enfrentamento global da COVID-19 garantindo uma resposta célere às necessidades epidemiológicas específicas de cada localidade”, argumenta o presidente da Amazônia Legal.
Os pedidos foram feitos por meio de cartas enviadas a Thedros Adhanom, diretor da OMS, e Carissa Etienne, diretora da Opas. Nos documentos, o presidente do Consórcio da Amazônia Legal pede uma revisão de critérios para a distribuição das vacinas do consórcio Covax Facility diante do agravamento da crise sanitária no Brasil.
Na carta, o governador pede para que a ONU interceda “a fim de que o excedente das vacinas nos países desenvolvidos seja destinado ao Brasil, haja vista sua população de mais de duzentos milhões de habitantes e as dificuldades próprias de um país de dimensões continentais”.
Em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (26), o governador Flávio Dino anunciou novos Auxílios financeiros como procedimento emergencial. Desta vez , Dino destinou auxílio combustível para motoristas por aplicativo, taxistas e mototaxistas . “Hoje anunciei auxílios emergenciais a trabalhadores dos setores de eventos e de turismo; e a taxistas, mototaxistas e motoristas de aplicativos”, disse Dino.
Em fevereiro, o secretário estadual de Articulação Política (Secap), Rubens Pereira Jr, promoveu diversos encontros com os representantes de cooperativas de motoristas para tratar da pauta de reivindicação da categoria e buscar alternativas para melhorar as condições de trabalho dos profissionais. As demandas foram ouvidas pelo governador que criou um auxílio financeiro de 2 meses em todo o Maranhão, com valores que variam de acordo com a demanda de cada categoria.
“Estávamos atentos ao tema e a sua importância, e fico feliz que o governador conseguiu atender esta demanda. O auxílio terá dois meses de duração com valores que variam de R$ 60 reais para motos em cidades pequenas até R$ 300 para carros em cidades maiores”, ressaltou Rubens Jr.
O presidente da Cooperativa Oficial de Motoristas de Aplicativo (Comap) Márcio Zapareli, falou da importância do diálogo com o secretário e agradeceu o apoio. “Esse auxílio vem em um momento que mais precisamos e eu agradeço o secretário Rubens que nos recebeu muito bem e levou essa demanda ao governador Flavio Dino. O auxílio vai facilitar a vida dos motoristas de aplicativo principalmente com essa alta de combustivel. Agradeço em nome de todos os motoristas beneficiados”, disse.
Novas Medidas
Além disso, outras medidas foram anunciadas para entrar em vigor a partir de segunda-feira (29), com readequações conforme as necessidades criadas pelo cenário pandemico.
O governador adiou imposto de micro e pequenas empresas. E teremos vale-gás para 115.000 famílias mais pobres, segundo CAD-UNICO”, explicou o governador.
– Escolas autorizadas para funcionamento híbrido. Rede estadual somente remoto.
– Serviço público estadual segue suspenso, ressalvados serviços essenciais.
– Horário do comércio permanece restrito.
– Bares e restaurantes, academias, supermercados funcionando com 50% de ocupação.
Auxílios emergenciais e financeiros:
– Programa Social Vale Gás para 115 mil famílias de baixa renda.
– Auxílio Combustível para taxistas, mototaxistas e motoristas de aplicativo por dois meses.
– Auxílio Emergencial para trabalhadores do setor de eventos, parcela única de R$ 600.
– Auxílio Emergencial para guias de turismo e empresas de transporte turístico, parcela única de R$ 600 e R$ 1000, respectivamente.
– Aprovação do adiamento do pagamento do ICMS para 130 mil micro e pequenas empresas.
– Antecipação da primeira parcela do 13° salário dos servidores estaduais para abril.
Apoio à vacinação nos municípios:
– Contratação de 2 técnicos e 1 digitador para cada cidade com menos de 50 mil habitantes.
Novas entregas de leitos em Pedreiras: 77 leitos ao todo. Ampliação entregue nesta sexta (26).
– Hospital de Campanha de São Luís: próxima semana.
– Anexo da Maternidade de Alta Complexidade: leitos de UTI nesta semana.
– Obras para 35 novos leitos em Bacabal e 26 em Caxias.
Dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES) apontam que a taxa de ocupação de leitos clínicos e de UTI ultrapassou a marca dos 95% em São Luís, mas os números da doença não avançam apenas na capital. Somente na última quarta-feira (24) foram computados em todo o estado 1.186 novos casos da Covid-19. A escalada de contágio foi determinante para a adesão de medidas mais enérgicas, como os três dias de paralisação de atividades (dias 26, 27 e 28) em todo o território maranhense para frear a circulação do vírus.
Mas as ações de enfrentamento ao novo coronavírus não param aí. Com a nova escalada da pandemia, o Governo do Estado adotou medidas céleres para garantir tratamento, vacinação e auxílio às populações mais vulneráveis. Um dos pontos é a abertura de novos leitos exclusivos para tratamento do novo coronavírus.
Desde o início de janeiro, o Maranhão já criou 850 leitos dedicados para contaminados com a Covid-19. O número expressivo corresponde a uma média de 11 novos leitos por dia no Maranhão.
Além dos leitos, o Maranhão segue abrindo novos hospitais, ampliando estruturas e reformando unidades em todas as regiões, como os Hospitais de Campanha de Imperatriz (já entregue), de Bacabal (doado pelos Estados Unidos e gerido pela SES) e o de São Luís (que está em fase de montagem, com 60 novos leitos).
Vacinação – Destaque também para os números da vacinação no Maranhão. Foi montada uma verdadeira força-tarefa para que os imunizantes cheguem aos 271 municípios. Até o momento já foram distribuídas aproximadamente 572 mil vacinas em 300 voos.
O Maranhão também saiu na frente ao assinar contrato para compra de 4,582 milhões de doses da vacina Sputnik V.
“Estamos executando a maior operação logística da história da saúde no Maranhão, todos os dias, para que as vacinas cheguem rapidamente aos nossos municípios”, disse o governador Flávio Dino, em vídeo postado nas redes sociais, que mostra o esforço de várias equipes mobilizadas para as entregas.
Apesar de toda movimentação nos bastidores da sucessão estadual, que inclui realização de pesquisas, assédio a prefeitos e lideranças políticas, o vice-governador Carlos Brandão (PSDB), provável pré-candidato à sua própria reeleição pois estará no comando do estado a partir de abril de 2022, transpira tranquilidade e vem dando mostras de que sua única preocupação no momento é ajudar o governador Flávio Dino (PCdoB) a desenvolver com excelência sua administração.
Discreto, leal e focado nas missões a que lhe são atribuídas pelo governador, Brandão não deu a menor importância ao resultado da última pesquisa que o colocou em quinto lugar numa corrida que ainda não começou e apresentou em primeiro a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), que nem seus poucos aliados acreditam que tenha disposição de voltar a concorrer a cargo majoritário depois de ter sido derrotada em primeiro turno em 2018.
O silêncio do Brandão é justificado. O Maranhão vive momentos difíceis por conta da pandemia, todos os esforços tem sido dirigidos para o enfrentamento do vírus que já matou mais de 300 mil pessoas no país e continua fazendo vítimas no estado, por isso nada mais humano de que voltar sua atenção para o problema e ajudar o governador a criar condições para proteger a população, principalmente nesta fase mais aguda da crise sanitária, agravada pela negligência do governo federal.
Político experiente, Carlos Brandão sabe que não é hora de falar em eleição, muito menos de sucessão, até porque o governador, liderança maior do grupo já anunciou que só pretende tratar desse assunto a partir de outubro ou novembro, portanto, antecipar essa discussão, seria até um desserviço ao estado e principalmente ao governo pois tiraria o foco da gestão.
O governador Flávio Dino (PCdoB) teceu severa crítica ao ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, o responsabilizou pelo isolamento do Brasil e defendeu que já está hora do chanceler e do seu assessor internacional, Filipe Martins, pedirem para desocupar os cargos.
“O ministro das Relações Exteriores e o tal assessor internacional não deviam nem ter entrado. E já passou da hora de saírem. Causaram danos graves ao Brasil, com uma política externa inconstitucional, à luz do art 4º da Constituição. Qual a vantagem em isolar o Brasil no mundo ??”, questionou Flávio Dino.
A intervenção do governador ocorre após Araújo ter sido duramente criticado em sabatina no Senado nesta quarta-feira (24) quando vários senadores atribuíram a ele o desastre da política internacional de governo, a consequente dificuldades na aquisição de vacina contra a Covid-19 e pedirem sua renúncia.
O episódio mais degradável, no entanto, ocorreu no momento em que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, se pronunciava sobre a necessidade de vacina na pandemia, momento em que assessor internacional do Ministério foi flagrado fazendo gesto obsceno, o que levou o senador Randolfe Rodrigues a pedir sua retirada do ambiente. Pacheco mandou apurar o episódio.
Filipe Martins foi filmado com o dedo indicador tocando no polegar. A dúvida é se seria uma manifestação de OK, um gesto obsceno ou símbolo do movimento supremacista branco dos Estados Unidos. O fato é que o presidente do Senado abriu representação para apurar o caso. Martins justificou que estava apenas ajeitando o terno, mas a desculpa não convenceu o senador.
Ernesto Araújo balança no cargo. Sem apoio do Centrão e de setores do governo Bolsonaro, a observação de Flávio Dino de que já passou da hora de sair faz todo sentido. O assessor internacional, por conta do episódio no Senado, segundo publica o portal de notícia UOL, nesta tarde de quinta-feira (25), deverá ser demitido.