Ao contrario do que parecia ser, a sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado não discutiu e muito menos deliberou sobre o requerimento em que 23 parlamentares questionam a decisão da Mesa Diretora que entregou a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) ao deputado do PDT Márcio Honaiser, fiel escudeiro do senador e pré-candidato ao governo, Weverton Rocha.
O recurso foi lido pelo presidente Othelino Neto (PDT), mas não foi colocado à deliberação do plenário, conforme pretendia o líder do governo, deputado Rafael Leitoa (PDT). O parlamentar chegou a cobrar a apreciação da matéria, mas o presidente da Casa informou que caberia a ele analisar o documento antes de tomar qualquer decisão.
Um suposto confronto que estava sendo esperado entre apoiadores do vice-governador Carlos Brandão e do senador Weveton Rocha não se concretizou e nenhum deputado usou a tribuna para tratar sobre o assunto que vem provocando mal estar e até ameaça de judicialização, caso não seja colocado à deliberação do plenário.
Na sexta-feira (11), um grupo de 23 parlamentares protocolou requerimento para revogar a decisão da Mesa Diretora relacionada a formação das comissões permanentes da Casa argumentando que a Mesa Diretora teria rasgado o regimento e usado de suposta manobra para montar a CCJ à revelia da maioria dos deputados.
Nesta manhã de terça-feira, antes da sessão plenária, a CCJ tentou reunir sob o comando de Márcio Honaiser, mas não houve quórum.
Pesquisa do Instituto Exata publicada nesta terça-feira (15) pelo jornal O Imparcial mostra um cenário completamente indefinido na disputa pelo Governo do Estado. Weverton Rocha (PDT) tem 24% de intenção de votos, seguido por Carlos Brandão (PSB) 17%, Roberto Rocha (sem partido) 13%, Edivaldo Holanda Junior (PSD) 10%, Lahérsio Bonfim Agir36) 9%, Josimar de Maranhãozinho (PL) 6% e Simplício Araújo (SD)1%. Enilton Rodrigues (PSOL) não pontuou. O Exata encontrou ainda 8% que pretendem votar em branco ou anular o voto, e 12% que não souberam ou não quiseram responder. A pesquisa ouviu 1.413 eleitores em todo o estado, tem margem de erro de 3,3%, confiabilidade de 95% e está registrada na Justiça Eleitoral sob o número 02686/22.
Mais que números, a sondagem feita junto ao eleitorado, mostra o pré-candidato do PDT estagnado, crescimento do vice-governador Carlos Brandão, que já encosta e ao que tudo indica com muito fôlego na corrida ao Palácio dos Leões e injetou ânimo nos pré-candidatos Roberto Rocha (sem partido), Edivaldo Holanda Junior e Lahérsio que continuam vivo na disputa que promete ser uma das mais emocionantes da história política do estado, pois será a primeira em que não terá um representante direto da família Sarney e o seu grupo que mandou no Maranhão ao longo de quase cinco décadas disputando cargo majoritário. Já Simplício permaneceu na casa do 1% e sem poder de reação.
O ex-prefeito de São Luís, dentro da margem de erro está empatado tecnicamente com o senador Roberto Rocha, enquanto Lahérsio também mostra que está vivo e empata também dentro da margem de erro, com Edivaldo, ou seja, o segundo pelotão está embolado, enquanto Weverton e Brandão, no universo pesquisado, continuam favoritos para passar ao segundo turno, embora um boa fatia do eleitorado ainda não decidiu o voto e tudo ainda esteja na fase da intenção, que pode mudar ao longo da campanha que só começa para valer após as convenções. Já Josimar de Maranhãozinho, Simplício e Enilton não decolam, sendo que o representante do Solidariedade sem mantém na casa de 1%.
Ainda liderando as pesquisas, mas já apresentando declínio, o candidato do PDT parece ter atingido o teto, o que é péssimo para que quem ainda está em pré-campanha e tende a enxugar ao longo da refrega eleitoral. Na última sondagem Weverton obteve 27% dei intenção de voto, agora enxugou para 24% e a tendência é perder terreno ainda mais com as definições partidárias a favor de Brandão e da entrada do governador Flávio Dino e do ex-presidente Lula na campanha. Weverton sofre ainda esvaziamento político e, assim como perdeu o PT, deve ter nova baixa em seus apoiadores. O PP, do deputado federal André Fufuca, deverá ser o próximo a abandonar a barca pedetista e declarar apoio ao vice-governador.
Sem a ex-governadora Roseana Sarney no páreo, o quadro de candidatos começa ficar mais nítido, embora ainda não definitivo. Rorbeto Rocha ainda não decidiu se será candidato, assim como existe muita desconfiança da classe política quanto ao projeto de Maranhãozinho.
Os números do Exata neste momento das articulações, segundo aliados de Brandão, deu novo ânimo ao vice-governador que vê a distância do pedetista reduzir ao mesmo tempo em que descola do segundo pelotão. A pesquisa revela ainda que e tendência de Weverton é cair ainda mais, o que aumenta as possibilidades de Edivaldo está presente no provável segundo turno.
O presidente em exercício do PSB, deputado federal Bira do Pindaré, através de sua rede social, anuncia para os próximos dias a filiação do vice-governador Carlos Brandão ao partido. Bira esteve reunido nesta segunda-feira com Brandão tratando sobre o assunto.
Sem informar a data em que acontecerá a solenidade de recepção ao novo filiado e pré-candidato ao Governo do Estado, Bira, que vem comando as ações do partido enquanto Flávio Dino não se desincompatibiliza do cargo, apenas anunciou para os próximos dias.
“Reuni com o vice-governador Carlos Brandão, pré-candidato a governador do Maranhão, para tratar sobre a filiação dele ao PSB, que deve acontecer nos próximos dias”, informou o dirigente socialista sobre sem dar maiores detalhes.
Carlos Brandão esta saindo do PSDB para ser candidato ao governo do estado pelo PSB em aliança com vários partidos que integram a base de sustentação da administração, entre os quais o PT, e contando com o apoio dos dois políticos de maior densidade eleitoral no Maranhão: Flávio Dino e Lula.
A confirmação do dirigente socialista só confirma o que já era conhecimento geral: Brandão está se mudando para o PSB numa articulação para ter o PT em seu palanque.
Tido com carta fora do baralho sucessório, o polêmico deputado federal Josimar de Maranhãozinho (PL) confirmou em entrevista à TV Mirante nesta manhã de segunda-feira (14) que mantém sua pré-candidatura a governador do Estado e que vai apresentar nos próximos dias seu plano de governo.
Investigado pela Polícia Federal por suposto desvio de emendas parlamentares destinadas à saúde pública dos municípios onde desenvolve atividade política, Maranhãozinho disse que a questão da pré-candidatura já um assunto superado no seu partido, ainda que seus adversários insistam a dizer o contrário.
Embora tenha afirmado que seu projeto é irreversível, nos bastidores da sucessão as apostam são de que o parlamentar esteja apenas querendo se valorizar para sentar à mesa tendo como trunfo a retirada de sua candidatura em troca de posições num futuro governo já que corre o risco de ser transformado em ficha suja por conta das investigações da Polícia Federal que o acusa de comandar uma organização criminosa.
O parlamentar diz que não existe nenhuma denúncia formal contra ele e que quando houver vai se defender nas instâncias competentes. É fato que ainda não existe denúncia porque a investigação ainda não foi concluída, mas provavelmente, pela forma como a operação da PF se desenvolveu, o parlamentar terá que dar muitas explicações sobre a origem dos maços de dinheiros filmados em seu escritório político em São Luís.
Na entrevista que concedeu ao quadro Bastidores da TV Mirante, o parlamentar, embora seja presidente estadual do PL não garantiu apoio automático a Jair Bolsonaro. Josimar disse que seu projeto nasceu antes de Bolsonaro entrar no PL e que vai analisar se o projeto do presidente que encontra dificuldades para garantir a reeleição bate com o que pretende para o Maranhão.
Uma pesquisa da Genial/Quaest a que a Coluna teve acesso com exclusividade mapeou o sentimento da população em relação ao governo de Jair Bolsonaro e mostrou que “decepção” é o sentimento mais relacionado ao governo, para 36% dos entrevistados.
Vergonha e desapontamento aparecem na sequência entre os sentimentos negativos, com 30% e 19%. A pesquisa foi feita com 2 mil entrevistados em todo o País no início do fevereiro.
Entre os sentimentos positivos sobre o governo, “esperança” foi citada por 28% dos entrevistados. “Confiança” (14%) e “admiração” (13%) vieram na sequência.
“O governo Bolsonaro é sinônimo de vergonha para os eleitores de Lula, sinônimo de decepção para eleitores do Moro e do Doria, e sinônimo de otimismo e esperança para os eleitores de Bolsonaro. Sentimentos divergentes, que vão do otimismo eleitoral à frustração de quem acreditou no projeto”, disse Felipe Nunes, cientista político e diretor da Quaest. (Coluna do Estadão)
A Assembleia Legislativa do Maranhão deve viver dias agitados por conta da decisão da Mesa Diretora de entregar a presidência a Comissão de Constituição de Justiça ao deputado do PDT Márcio Honaiser, o que levou 23 dos 42 deputados a protocolarem um requerimento de revogação da decisão, o que obriga a presidência a colocá-lo para deliberação do plenário. O recurso contesta a forma como foram formadas as comissões técnicas da Casa e pede a anulação dos atos.
O racha na bancada governista no parlamento estadual é só mais um indicativo de que a sucessão governamental entrou na ordem do dia e os debates prometem ser acalorados esta semana quando parlamentares ligados ao vice-governador Carlos Brandão (PSDB de mudança para o PSB) devem pressionar para que o recurso que pede a revogação do ato que formalizou as comissões e entregou a presidência da CCJ ao deputado pedetista seja colocado à deliberação do plenário.
Os signatários do documento questionam a forma como foi feito o processo que entregou a CCJ ao PDT, partido que tem como pré-candidato ao governo o senador Weverton Rocha (PDT) e que já anunciou que fará oposição ao governo de Carlos Brandão que terá início a partir de 31 de março, data em que o governador Flávio Dino (PSB) vai se desincompatibilizar do cargo para concorrer ao Senado.
Comissão mais importante da Casa, nenhum projeto é levado à votação do plenário antes de receber parecer da CCJ, e sendo Márcio Honaiser um declarado apoiador do representante do PDT, os deputados que apoiam a pré-candidatura do vice-governador e que são maioria na Casa queiram manter o controle, até para evitar que seja usada como instrumento para atrapalhar a futura gestão.
O clima deve esquentar ainda mais esta semana. A maioria dos parlamentares contesta e pede anulação dos atos da Mesa Diretora, principalmente o que entregou a CCJ para Honaiser; não estando descartada a judicialização caso não seja colocado para manifestação do plenário, conforme adiantou o atual vice-líder do governo, deputado Zé Inácio.
Ao anunciar sua saída do PCdoB e ingresso no PDT, o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto, ao ser questionado se haveria mudança do comportamento do parlamento em relação ao governo Brandão, disse que jamais admitiria que a instituição fosse usada para prejudicar a futura gestão, mas a julgar pela reação dos aliados de Carlos Brandão, não querem pagar para vê.
Apesar do discurso do presidente de Casa, conveniente para o momento, parlamentares ligados ao vice-governador querem evitar que um instrumento que pode atrapalhar o governo seja controlado por um deputado militante histórico do PDT e que está a serviço da candidatura do adversário.
A sucessão, pelo visto, definitivamente entrou na ordem do dia e promete muito barulho em plenário nas próximas sessões.
O deputado estadual Zé Inácio, em discurso na Assembleia esta semana, deu destaque para as últimas pesquisas eleitorais entre elas a do IPESP que confirma a liderança de 44% de intenções de votos ao ex-presidente Lula, enquanto Bolsonaro segue diminuindo o seu percentual de voto, alcançando nesta pesquisa apenas 24% das intenções. Na mesma pesquisa os candidatos Ciro Gome e Sergio Moro aparecem com 8% das intenções de voto. Em outra pesquisa destacada pelo parlamentar, do XP Investimentos, o cenário se mantém.
“Essas pesquisas que estou me referindo, a maioria é deste ano, registradas no Superior Tribunal Eleitoral e pesquisas feitas por diferentes institutos, todas apontando larga vantagem do presidente Lula, inclusive colocando com possibilidade de vitória em primeiro turno.”
Segundo Inácio esse cenário demonstra a enorme insatisfação do povo brasileiro com o governo Bolsonaro, que, segundo a própria pesquisa do IPESP, é reprovado por 64% da população brasileira.
“A reprovação a esse Governo que está aí, é por conta do aumento da inflação, a fome que voltou, o aumento abusivo da gasolina, por conta da política econômica do Bolsonaro e do Guedes, o aumento do gás de cozinha, o aumento da cesta básica, que demonstram a incapacidade, tanto de Bolsonaro como do Guedes, de resolver os principais problemas do nosso povo. Aí não tem outra: é a saudade do ex-presidente Lula e a reprovação em quase 70% desse (des)governo que está aí.”, afirmou.
Zé Inácio também atribui a alta reprovação do governo Bolsonaro a guerra que o atual presidente trava contra a ciência e contra a vacinação, mostrando seu desprezo pela vida da população brasileira.
“São quase 650 mil brasileiros que foram mortos pelo Covid, fruto de uma política negacionista, que nega a eficácia das vacinas. Mais de 80% das pessoas internadas hoje em decorrência da Covid são aquelas que seguem Bolsonaro e se recusam a tomar a vacina.”, disse.
No estado de São Paulo Lula aparece com 32% e Bolsonaro 27% das intenções de voto, no Rio de Janeiro – estado de Bolsonaro – Lula tem 43% e o presidente 30%, no Paraná Lula também lidera as pesquisas com 32% enquanto Bolsonaro aparece com 29% e na região nordeste Lula mantem o favoritismo chegando a 57% das intenções de voto e Bolsonaro não ultrapassa 30%. Já nas pesquisas feitas entre os evangélicos Lula tem tido um crescimento significativo e aparece com 32% das intenções contra 40% de Bolsonaro.
“Os evangélicos estão enxergando que o presidente Lula, de fato, é a esperança do povo brasileiro para dias melhores, para acabar com essa carestia dos preços altos, garantir comida no prato, moradia digna, retomar a geração de emprego e renda, uma educação de qualidade e saúde para o povo. Isso sim é valorizar a família, e é essa luta que nós vamos travar de forma muito firme em 2022.”, finalizou Zé Inácio.