O pré-candidato ao governo do Maranhão e ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Junior (PSD), aparece como segundo colocado na pesquisa do Instituto Escutec, divulgada nesta quarta-feira (1), de intenção de voto na corrida para o Palácio dos Leões de 2022.
No cenário com pré-candidatos já confirmados à disputa, o pessedista aparece com 16% na pesquisa estimulada, mantendo a vice-liderança já apontada em outubro. Já o senador Weverton Rocha aparece com 26%, o vice-governador Carlos Brandão com 13% e o deputado federal Josimar de Maranhãozinho pontua com 12%.
Numa provável disputa sem Josimar do Maranhão, mas com o atual secretário estadual de Educação, Felipe Camarão (PT), Edivaldo sobe o percentual de intenção para 17% na preferência dos eleitores. Já Weverton Rocha e Carlos Brandão mantém os percentual do cenário anterior e Felipe Camarão pontua com 4%.
Além de aparecer muito bem na pesquisa de intenção de votos, Edivaldo tem uma das menores rejeições do eleitorado maranhense. Apenas 4%, em cenário com outros oito nomes.
Edivaldo se filiou ao Partido Social Democrático (PSD) em agosto deste ano, e na ocasião foi anunciado pela direção nacional como pré-candidato ao governo no Maranhão. Desde então, tem percorrido dezenas de municípios e conquistado o apoio da classe política e de lideranças de diversos segmentos.
A decisão do presidente estadual do PT, Augusto Lobato, declarar apoio à pré-candidatura do vice-governador Carlos Brandão (PSDB) na reunião de dirigentes de partidos com o governador Flávio Dino, na noite de segunda-feira (29), acabou provocando um mal entendido entre dirigentes petistas que lançaram a pré-candidatura do secretário estadual de Educação, Felipe Camarão.
Diante da repercussão interna, Lobato veio a público nesta terça-feira (30) explicar que, em reunião de dirigentes de partidos, antes do lançamento da pré-candidatura de Camarão, já havia se manifestado a favor do vice-governador “pela lealdade que ele tem tido ao projeto político de transformação do Maranhão” posto em prática por Flávio Dino.
“É de conhecimento de todos que a candidatura do atual secretário de Educação, Felipe Camarão, está mantida pelo Partido dos Trabalhadores até o encontro estadual do partido que acontecerá no início de ano que vem, onde será definida a nossa tática eleitoral para as eleições 2022”, observa Augusto Lobato. Leia abaixo a nota encaminhada ao Blog do Jorge Vieira pelo presidente estadual do PT.
“Nesta segunda, foi realizada uma reunião com os 13 partidos que compõem a base governista, na qual estive presente enquanto Presidente Estadual do PT. Na ocasião defendi minha posição pessoal de apoio a pré-candidatura do vice-governador Carlos Brandão. É importante frisar que na reunião anterior dos partidos e antes da decisão do Governador Flávio Dino em apoio ao Carlos Brandão, e também anteriormente ao lançamento da pré-candidatura de Felipe Camarão, já havia posicionado a favor do vice-governador, pela lealdade que ele tem tido ao projeto político de transformação do Maranhão, portanto não tem subserviência e sim lealdade.
É de conhecimento de todos que a candidatura do atual Secretário de Educação, Felipe Camarão, está mantida pelo partido dos trabalhadores até o encontro estadual do partido que acontecerá no início de ano que vem, onde será definida a nossa tática eleitoral para as eleições 2022″,
Augusto Lobato
Presidente PT/MA
Apesar do apoio declarado do governador Flávio Dino (PSB) ao vice-governador Carlos Brandão (PSDB), os pré-candidatos Weverton Rocha (PDT), Simplício Araújo (SD) e Felipe Camarão (PT) anunciaram a través de suas redes sociais que mantém suas pré-candidaturas mesmo estando conscientes de que não poderão contar com o Palácio dos Leões. Os três preteridos possuem legitimidade para disputar o pleito, se assim seus partidos decidirem, mas não terão que se virar por conta própria, sem o apoio do grupo liderado pelo chefe do Executivo.
“Após a reunião de hoje com o governador, presidentes de partidos, aliados e líderes estaduais, decidimos manter o diálogo em aberto em busca da unidade. Teremos um novo encontro no final de janeiro e seguimos firme com nossa pré-candidatura ao governo do estado”, postou o senador Weverton Rocha tentando aliviar a decepção da sua tropa.
O encontro a que se refere o pré-candidato do PDT, ao contrário do que ele tenta passar, será apenas para conferir se os partidos vão unidos em torno de Brandão, já que o governador Flávio Dino não deixou a menor dúvida sobre quem terá o seu apoio. Essa discussão foi encerrada na reunião de segunda-feira, agora cabe aos partidos tentarem a unidade em torno do que foi decidido.
O senador do PDT tenta disfarçar o tombo e manter esperança de sua tropa de choque de que ainda pode reverter a decisão favorável a Brandão, porém, o governador não deixou a menor dúvida sobre o que vai acontecer até janeiro: os partidos vão tentar o máximo consenso em torno do nome anunciado na reunião desta segunda-feira (29).
“Nesta segunda, fizemos reunião com os 13 partidos que compõem o nosso governo. A eles manifestei a posição de apoiar a pré-candidatura do vice-governador Carlos Brandão ao cargo de governador em 2022. Agora os partidos vão debater em busca da máxima unidade”, disse Dino em sua rede social.
Pelo que deixou claro o governador, os partidos irão debater a possibilidade de unidade em torno do vice-governador e não abrir a discussão sobre o nome que terá seu apoio, hoje, sem dúvida, a maior liderança política do estado e que vê em Brandão o perfil ideal para dar sequencia aos programas em execução pelo atual gestão.
Na prática, Dino deu apenas um tempo para os partidos discutirem e chegarem à conclusão de que o grupo unido é melhor para todo mundo, mas que se isso não for possível cada um que siga seu caminho, já que o martelo foi batido. Os dirigentes partidários aliados de Weverton, na verdade, ganharam mais um tempinho para se convencerem que o vice-governador é caminho.
O pré-candidato do PT, secretário de Educação Felipe Camarão, também recorreu às redes sociais para externar sua posição sobre a decisão do governador e disse que sua caminhada continua, mas que será reavaliada no encontro estadual do partido, que deverá acontecer entre março e abril do ano que vem, ou seja, os petistas ainda vão decidir de mantém a candidatura ou declaram apoio a Brandão, como defende o presidente o presidente estadual da legenda, Augusto Lobato.
“Democrática reunião liderada pelo gov Flávio Dino. Seguiremos em busca da união e consenso. De minha parte continuarei dialogando com nossos aliados, com os partidos, com nossa militância e com nossa base. Nossa caminhada continua e será reavaliada em encontro da executiva do PT’, disse Camarão em sua página no Twitter após o encontro.
O secretário de Indústria e Comércio, Simplício Araújo também recorreu ao Twitter para se manifestar sobre a decisão do governador em declarar apoio ao vice: “Registro a democrática reunião com o gov @FlavioDino e colegas presidentes de partidos e pré-candidatos a governador. Vamos manter nossa pré candidatura a governador e levar aos nossos apoiadores e a executiva nacional do Solidariedade para deliberar sobre 2022″, declarou Simplício.
Comentam nos bastidores da sucessão que o governador convocou uma nova reunião para janeiro de 2022 para dar tempo dos aliados convencerem o senador pedetista a desistir do seu projeto pessoal e se unir em torno de Brandão, se ele não se convencer e manter sua candidatura que assuma as consequências.
Já Brandão foi comedido em sua declaração que o alçou à condição de candidato do grupo governista: “Recebo com alegria o apoio do amigo Flávio Dino para a minha pré-candidatura à sua sucessão. Reitero nosso compromisso com sua pré-candidtura ao Senado. Seguimos juntos em prol da unidade de nosso grupo. Vamos em frente!”, postou Carlos Brandão em sua rede social.
Em reunião com representes dos treze partidos que dão sustentação política à administração estadual, nesta noite de segunda-feira (29), o governador Flávio Dino (PSB) oficializou seu apoio à pré-candidatura do vice-governador Carlos Brandão ao Governo do Estado nas eleições de 2022.
Dino falou logo no início da reunião, declarou apoio a Brandão pondo fim à disputa interna e sinalizando o nome daquele que será o candidato do grupo, dentro dos critérios estabelecidos no primeiro encontro de líderes partidários em 5 de julho. Houve reação contrária de aliados de Weverton Rocha, que defenderam o adiamento da decisão para início do ano que vem.
A senadora Eliziane Gama e o presidente da Assembleia Legislativa Othelino Neto soliicitaram que a decisão ficasse para janeio de 2022. Já os deputados federais Bira do Pindaré (PSB) e Márcio Jerry (PCdoB), apoiam a decisão do governador, mas se manfestaram pelo adiamento, dando assim mais uma portunidade para a construção da sonhada unidade.
O governador, no entanto, voltou a se posicionar, reagiu às falas pelo adiamento, bateu o martelo e reafirmou seu apoio a Carlos Brandão, pondo fim aos questionamentos sobre sua decisão.
Nas redes sociais, o govetnsdor, resumiu o que foi a reunião: “Nesta segunda, fizemos reunião com os 13 partidos que compõe o nosso governo. A eles manifestei a posição de apoiar a pré-candidatura do vice-governador Carlos Brandão ao cargo de governador em 2022. Agora os partidos vão debater em busca da máxima unidade”

Finalmente chegou o dia em que a população maranhense deverá conhecer o candidato que representará o grupo do governador Flávio Dino (PSB) na sucessão estadual de 2022. Nos bastidores da política local as apostas indicam um amplo favoritismo para o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) por se enquadrar dentro dos três critérios anunciados pelo chefe do Executivo: “lealdade e fidelidade ao programa, agregação política e potencial eleitoral.
Pela lógica, por tudo que vem fazendo para ajudar o governador a desenvolver uma grande gestão e pela forma discreta que tem se comportado ao longo dos dois mandatos como vice, cumprindo com determinação as tarefas que lhe são confiadas pelo governador, Brandão deverá ser anunciado como candidato que terá o apoio de Flávio Dino e da aliança liderada por ele, pois é íntegro, leal, agregador, possui potencial eleitoral e é profundo conhecedor dos programas do governo em fase de execução.
Já seu principal concorrente no grupo, senador Weverton Rocha (PDT), desde que se elegeu com o apoio integral do governador tem mostrado um comportamento estranho. Se lançou candidato ao governo antes mesmo de sentar na cadeira de senador, lançou o movimento “Maranhão Mais Feliz”, uma forma de fazer campanha fora de época, e saiu pelo interior do estado afrontado e ameaçando não cumprir o acordo que assinou no dia 5 de julho, no qual se submeteu as regras, se for não for ele o escolhido, e ainda debochou dizendo que “foguete não dá ré”.
No meio político, a elevação de Brandão à condição de candidato do grupo liderado por Dino é dada como certa, resta saber apenas se Weverton vai manter a candidatura caso não seja o indicado, como vem prometendo, ou se integrará à campanha de Brandão. Como o senador tem afirmado que seu projeto não tem recuo e que será candidato com ou sem o apoio do governador, resta saber se a ameaça se concretizará.
De forma discreta, mas eficiente, o vice-governador foi quem conseguiu reunir as melhores condições de representar a aliança governista. Dos doze partidos que integram a aliança, apenas cinco manifestaram apoio ao representante do PDT, a maioria dos deputados está com Brandão e para completar um grande grupo de prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, ex-candidatos a prefeitos nas eleições de 2020 vão entregar um manifesto a Dino referendando Brandão.
O governador continua comprometido com tentar a união, por isso é bom lembrar a declaração que deu a um portal de notícias quando afirmou: “Fizemos um pacto de todos os partidos abrangendo três critérios e esses são os critérios eu estou levando em conta nesse diálogo com os partidos: o primeiro, lealdade e fidelidade ao programa, às mudanças que nós fizemos no Maranhão; em segundo, agregação política, ou seja, quem consiga reunir o apoio da maior parte da classe política, abrangendo prefeitos, deputados, partidos; e em terceiro lugar, potencial eleitoral. Nós assinamos esse acordo, todos assinaram e esses são os três critérios que estão sobre a mesa”.
Embora existam quatro pré-candidatos no grupo, é fato que apenas as pré-candidaturas de Brandão e Weverton estão sendo levadas em consideração. Felipe Camarão (PT) e Simplício Araújo (Solidariedade) são azarões. O primeiro ainda não recebeu aval do seu partido, enquanto Simplício, apesar de ter a confirmação da legenda, não possui apoio político e as pesquisas revelam que falta a ele potencial eleitoral.