O Globo — Considerada dentro da Polícia Federal (PF) uma das investigações mais robustas concluídas recentemente, o inquérito no qual o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA) foi flagrado manuseando caixas de dinheiro e entregando o montante a aliados aguarda há dois meses uma definição da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a apresentação de denúncia ou arquivamento das acusações. O deputado vem se colocando como pré-candidato ao governo do Maranhão.
A PF finalizou a investigação em 13 de dezembro, afirmando que o parlamentar cometeu os crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, sob suspeita do desvio de recursos de emendas parlamentares. No dia 20, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski devolveu os autos para a PGR analisar o relatório final. A equipe do procurador-geral da República, Augusto Aras, direcionou o procedimento ao Supremo em janeiro, solicitando o compartilhamento de informações existentes em outras ações contra Maranhãozinho, para avaliar se há provas que podem ser úteis à investigação.
Lewandowski acolheu parcialmente o pedido e, em seguida, o processo foi devolvido para a PGR decidir se há elementos suficientes para denúncia ou se é o caso de arquivamento. Procurada, a Procuradoria-Geral da República disse que o caso está tramitando e segue em análise, mas que não poderia dar detalhes porque está sob sigilo.
O Código de Processo Penal prevê um prazo de 15 dias para o Ministério Público decidir sobre oferecimento de denúncia no caso de investigados que estejam soltos, mas não existe uma punição pelo descumprimento desse prazo. É comum que ele seja ultrapassado, a depender da complexidade da investigação.
Em duas apurações recentes envolvendo o presidente Jair Bolsonaro, a PGR adotou tramitação muito mais célere e apresentou ao STF em 15 dias os pedidos de arquivamento, sob argumento de que não havia configuração de crimes.
Maranhãozinho é aliado de Bolsonaro e participou da cerimônia de filiação do presidente ao PL, partido do qual o parlamentar é dirigente no Maranhão. À época, ele já articulava sua candidatura ao governo do Maranhão na eleição deste ano. Apesar de ser alvo de investigação, Maranhãozinho segue afirmando que tem aval do partido para concorrer.
Há duas semanas, Lewandowski também julgou uma reclamação ajuizada pela defesa do deputado contra a investigação da PF. O ministro entendeu que não houve irregularidades na conclusão da Polícia Federal e negou o pedido.
Durante a investigação, a PF realizou uma ação controlada com autorização do ministro Lewandowski e instalou câmeras e grampos no escritório político de Maranhãozinho. Um dos vídeos, por exemplo, mostra o deputado manuseando uma caixa de dinheiro e a entregando para um aliado. Na gravação feita pela PF, com autorização do STF, o próprio parlamentar afirma que a caixa continha R$ 250 mil.
Maranhãozinho negou irregularidades e disse na ocasião que a imagem retratava a sua atividade empresarial na pecuária “com compra e venda de gado e equipamentos com órgãos privado”. A PF suspeita que o dinheiro manuseado pelo deputado seria proveniente de um esquema de desvio de emendas parlamentares por meio de prefeituras do Maranhão, que contratariam empresas ligadas ao parlamentar para desviar os recursos. Os valores, de acordo com a investigação, eram sacados em dinheiro vivo e depois devolvidos ao deputado, que também os redistribuída a seus aliados.
Em dezembro, após a conclusão das investigações, Maranhãozinho fez uma transmissão em redes sociais na qual sorteou prêmios em dinheiro, de R$ 500 a R$ 2 mil, totalizando R$ 50 mil distribuídos. Os participantes do sorteio deveriam se inscrever enviando nome, telefone e endereço através das redes de Maranhãozinho. Segundo o deputado, o dinheiro era proveniente de doações de “parceiros”, como prefeitos, empresários e pré-candidatos.
A ex-governadora Roseana Sarney reafirmou nesta manhã de segunda-feira (28), em entrevista à Rádio Mirante AM, que será mesmo candidata a uma cadeira na Câmara Federal e que prefere se manter em posição neutralidade na disputa pelo governo do estado. A ex-chefe do Executivo por quatro mandatos, no entanto, observou que seguirá a decisão que os dirigentes do MDB tomarem sobre aliança.
Líder nas pesquisas de intenção de votos para o governo, mas com elevado índice de rejeição, a ex-governadora atribuiu à pandemia e aos seus problemas de saúde a falta de interesse em ganhar as ruas com campanha para o governo do estado. Com problemas de comorbidade, mesmo já tomando as três doses da vacina contra Covid-19, Roseana disse que prefere se resguardar e buscar um mandato de deputada federal.
Segundo a ex-governadora, o MDB vai continuar conversando com os pré-candidatos, porém, não deu prazo para encerrar essas conversações que poderão levar o partido para um dos palanques que estão lhe oferecendo espaço. Embora ela não tenha dado nenhum indicativo neste sentido, são fortes as especulações de que os entendimentos com o vice-governador Carlos Brandão estariam bastante avançados.
Brandão esteve semana passada com o presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi, conversaram sobre a situação do Maranhão, o que aumentou ainda mais as especulações sobre um possível acordo para a inclusão do partido na aliança que está sendo formada em torno do vice-governador para a eleição de outubro próximo.
O vice-governador Carlos Brandão, que deixará o PSDB e filiará ao PSB durante o congresso estadual do partido marcado para acontecer entre os dias 25 e 26 de março, após garantir participação do PT, PCdoB, PROS, Cidadania e avançar nas conversações para ter o MDB e o União Brasil na aliança que está sendo construída para apoiar sua candidatura ao Governo do Estado, deve ganhar nos próximos dias um reforço oficial de peso, que consolidará ainda mais seu projeto de reeleição.
Segundo fonte ligada ao comitê da pré-campanha do vice-governador, o presidente estadual do PP, deputado federal André Fufuca, concluiu as conversações com Carlos Brandão e deverá anunciar o ingresso do partido na aliança que dará sustentação à candidatura nos próximos dias. A legenda comandada pelo parlamentar vai fazer parte do governo Brandão e deve indicar o novo diretor geral do Detran-MA.
Brandão assumirá o comando do estado a partir de 31 de março, data em que o governador Flávio Dino vai se desincompatibilizar do cargo para disputar o Senado, com a missão de dar continuidade aos projetos e programas desenvolvidos pela atual gestão e que colocaram o Maranhão em outro patamar em termos administrativos.
Partido da base do governo onde ocupa a pasta do Meio Ambiente, a confirmação do PP no palanque de Brandão representa um duro golpe na pré-candidatura do representante do PDT, senador Weverton Rocha, que vê as legenda com as quais pretendia coligar iniciarem processo de migração para a campanha do vice-governador.
Weverton tentou de todas as formas obter o apoio do PT, insinuou que teria o aval de Lula, chegou até fazer publicidade sem autorização, mas foi vencido pelos fatos. O PT declarou apoio oficial ao candidato de Flávio Dino numa decisão articulada com a direção nacional e a presidente Gleisi Hoffmann tratou que por fim a qualquer especulação ao afirmar que no Maranhão o PT vai apoio ao candidato do PSB, ou seja, Brandão.
O PP, que era considerado certo no palanque do pedetista, chega com toda sua estrutura de prefeitos, vereadores e lideranças municipais, o que representa um substancial reforço na já consolidada pré-candidatura Brandão, que deve ganhar ainda musculatura se for concretizada a articulação para conquistar a declaração de apoio do União Brasil, caso o comando da legenda fique o deputado Pedro Lucas Fernandes, parlamentar muito próximo ao Palácio dos Leões.
Fufuca, segundo fonte ligada ao vice, prometeu fazer um grande ato público para marcar o ingresso do PP na robusta aliança que dará sustentação às candidaturas de Carlos Brandão governador e Flávio Dino senador.
O valor total liberado, pelo Ministério do Desenvolvimento Regional, é de mais de R$ 2,5 milhões e servirá para atender as cidades de Barra do Corda, Conceição de Lago Açu e Grajaú, para custeio de cestas básicas, colchões, kit dormitório e combustível.
O prazo de execução é de 180 dias, a partir da data de publicação de ambas as portarias no Diário Oficial da União.
A solicitação aconteceu após reunião entre o vice-governador, Carlos Brandão, em Brasília, em janeiro deste ano, e o secretário nacional de Proteção e Defesa Civil, coronel Alexandre Lucas Alves, representando o Ministério do Desenvolvimento Regional.
A iniciativa estadual ensejou na visita do secretário nacional ao Maranhão, como última etapa para a definição de liberação dos recursos
O presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), manifestou-se, na manhã desta sexta-feira (25), através de suas redes sociais, sobre a decisão da desembargadora Nelma Sarney de revogar a liminar por ela concedida invalidando o processo que colocou na presidência da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Casa o deputado do PDT Márcio Honaiser.
Segundo Othelino, “a eleição do comando da CCJ da Assembleia ocorreu em absoluto respeito ao Regimento Interno. Com isso, a magistrada desfaz uma indevida invasão a um assunto interno do Poder Legislativo”.
Para o chefe do legislativo, ao reconhecer a prevenção de outro desembargador para o caso, Nelma Sarney ratifica o princípio constitucional do juiz natural e ainda coloca por terra uma provável tentativa de burlar o sistema de distribuição do Tribunal de Justiça.
O dirigente do Poder Legislativo disse ainda que manterá sua posição em defesa da independência entre os Poderes. “Manterei firme a minha posição de garantir a harmonia e a independência entre os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário”.
Após ter concedido a liminar que tornou sem efeito a eleição para a presidência e vice-presidência da CCJ, na quinta-feira (24), a desembargadora revogou a sua própria liminar, voltando a valer a escolha do deputado do PDT para presidir a comissão mais importante da Casa e por onde passam todos as proposições antes de serem levadas a plenário.
Pesquisa telefônica do Ipespe, patrocinada pela XP Investimentos, divulgada nesta sexta-feira (25) mostra o ex-presidente Lula (PT) se mantendo na liderança da corrida presidencial.
Lula tem 43% das intenções de voto contra 26% de Jair Bolsonaro (PL). A diferença entre os dois candidatos favoritos apresentou uma ligeira diminuição em relação ao levantamento do mesmo instituto há cerca de um mês. Em janeiro, Lula tinha 20 pontos percentuais de vantagem. Agora, o petista tem 17 pontos de dianteira.
Depois de Bolsonaro aparecem Sergio Moro (Podemos), com 9%, Ciro Gomes (PDT), com 7%, e João Doria (PSDB), com 3%.
No segundo turno também houve diminuição na vantagem do ex-presidente sobre Bolsonaro, mas ainda sim a distância é grande. Lula tem 54% das intenções de voto contra 32% do atual chefe do governo. Nenhum candidato supera Lula no segundo turno, de acordo com a pesquisa.
O levantamento, realizado entre os dias 21 e 23 de fevereiro, ouviu 1.000 pessoas por telefone por meio do sistema CATI IPESPE. A margem de erro é 3.2 pontos percentuais para mais ou para menos e o nível de confiança de 95,5%. A pesquisa está registrada nos sistemas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-05015/2022.
Embalado pelo resultado das pesquisas que o apontam em franca ascensão, o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Junior retomou sua agenda de visita ao interior do Maranhão nesta quinta-feira (24) tendo sido recebido de forma calorosa em Timon, um dos maiores colégios eleitorais do Estado.
Ao lado do deputado federal e presidente estadual do PSD, Edilázio Junior, o ex-prefeito da capital conversou com aliados e o público que prestigiou o ato sobre suas propostas para governar o estado, o que o deixou ainda mais otimista em relação a passagem para o segundo turno da eleição.
“Recepção calorosa da população de Timon, onde estive nesta quinta-feira, ao lado do deputado federal Edilázio Júnior, apresentando a nossa pré-candidatura ao governo nas eleições deste ano”, disse o ex-prefeito de São Luís após o ato.
Edivaldo foi convidado para se filiar ao PSD pelo presidente nacional do partido, ex-ministro Gilberto Kassab, juntamente com o presidente estadual Edilázio Junior. A pré-candidatura foi lançada em Brasília, com a presença de vários líderes nacionais. É um projeto sólido e tem incomodado os imponentes, em especial Werverton Rocha, que vê ameaçado e parte para tentar plantar discórdia entre os dirigentes do PSD.
Nos bastidores da pré-campanha foi considerado até desrespeitoso o fato do representante do PDT ter convidado o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco para vir ao Maranhão e armar uma situação tentando criar discórdia com os dirigentes locais do PSD e com o pré-candidato do partido ao qual Pacheco pertencente.
Com um projeto sólido e respaldado pela direção nacional e local do PSD, Edivaldo se movimenta com desenvoltura, o que tem incomodado muito adversários. O deputado Edilázio, por exemplo, reafirma que a candidatura é para valer e vai estar no segundo turno.
O pré-candidato segue nesta sexta-feira (25) com mais agendas no interior do estado com o propósito de continuar fortalecendo o seu nome na disputa. “Tenho percorrido o estado e tem sido muito gratificante a receptividade das pessoas ao nosso projeto, e em Timon não foi diferente. Agradeço a todos pelo carinho e a oportunidade de conversar, debater e construir conosco esse projeto para o Maranhão”, disse Edivaldo Holanda Junior.