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  • Jorge Vieira
  • 4/jan/2022

Deputado suspeito de desviar verbas públicas faz sorteio de dinheiro aos seus eleitores

O Globo — O deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL), alvo de operação da Polícia Federal que investiga desvio de verbas públicas, realizou em dezembro uma transmissão ao vivo nas redes sociais para sortear prêmios em dinheiro.

Ao lado da sua mulher, a deputada Dentinha (PL), o pré-candidato ao governo do Maranhão distribuiu cerca de R$50 mil, em prêmios que variavam de R$500 a R$2 mil.

Para participar do sorteio, o interessado mandava uma mensagem nas redes sociais do deputado, com o nome completo, o telefone e a cidade onde mora. Ao longo da “live”, Maraozinho e Dentinha retiravam papéis de um cesto e, em seguida, anunciavam o ganhador.

De acordo com os parlamentares, o dinheiro era proveniente de doações, do que chamaram de “parceiros”, que, segundo eles, eram prefeitos de cidades do Maranhão, empresários e pré-candidatos estaduais.

Com um boneco de Papai Noel, uma árvore iluminada e uma plateia ao fundo, Maranhaozinho, que é correligionário do presidente Jair Bolsonaro (PL),  apresentou um vídeo antes de começar o sorteio. A gravação mostrou supostos feitos do deputado no estado, como a inauguração de uma praça de eventos em Monção.

Durante a investigação que alcançou Maranhãozinho, a Polícia Federal gravou o deputado manuseando uma caixa de dinheiro e entregando a um homem desconhecido. Segundo a PF, a quantia faz parte de um esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares. Na gravação, Maranhaozinho chega a dizer que havia R$250 mil na caixa.

  • Jorge Vieira
  • 4/jan/2022

Apesar do discurso conciliador, novo presidente do PT terá dificuldade em manter a unidade

Embora tenha feito um discurso com certo apelo à unidade do partido, o novo presidente do PT, Francimar Melo, terá enorme dificuldade em reconstruir a ponte com a grande maioria da executiva da legenda que o acusa de comandar o golpe que subtraiu 45 dias do mandato do ex-presidente Augusto Lobato. Falta-lhe legitimidade para comandar o partido.

Terceiro colocado no processo que elegeu o comando estadual do PT, Francimar somente se tornou vice-presidente por conta de um acordo em que o deputado federal Zé Carlos, que havia apoiado a candidatura de Genilson, abriu mão da primeira vice-presidência permitinro que o terceiro colocado com apenas 23% dos votos se tornasse vice de Lobato.

Dirigentes do partido alinhados com  Augusto Lobato advertem que falta a Francimar legitimidade para comandar. E isso ficou bem claro na tarde desta segunda-feira (3) quando dez dos dezoitos integrantes da executiva estadual esvaziaram o ato em que não houve sequer transmissão de cargo. O até então presidente se recusou a pactuar com o que chama de golpe e não compareceu ao evento.

Mas como pode o terceiro colocado no Processo de Eleição Direta (PED) se tornar vice-presidente e agora assumir o comando da legenda sendo rejeitado pelos seus próprios companheiros quando sufragaram seus votos em Lobato e Genilson (segundo colocado)?  Essa aberração foi possível por conta de um acordo patrocinado pelo deputado Zé Carlos e seu apadrinhado que abriram mão da vice e elevaram Francimar.

Neste acordo ficou estabelecido que o mandato de quatro anos seria dividido. Os primeiros dois anos de Augusto Lobato e os dois restantes de Francimar. Pelas contas do presidente que saiu, seu mandato iria até 15 de fevereiro, mas numa manobra do grupo de Francimar junto a direção nacional reduziu para 31 de dezembro de 2021, provocando revolta nas correntes que apóiam Lobato.

Mesmo sendo elevado à condição de presidente estadual do PT, Francimar enfrentará resistência interna. O PT é um partido altamente democrático e suas decisões sempre são pautadas e decididas pela maioria, ou seja, suas posições somente poderão ser levadas adiante se houver maioria e pelas contas de quem milita e conhece o petismo, o novo dirigente petista é minoria.

Para se entender melhor o que está acontecendo no partido, vale lembrar que não está assumindo um novo comando, os membros da executiva estadual continuam os mesmos, mudou apenas o presidente, mas Augusto conta com a maioria, ou seja, os rumos que o partido vinha seguindo somente serão mudados se Francimar tiver consentimento  da maioria.

O partido terá que tomar decisões importantes e uma dela será se posicionar na reunião do 31 de janeiro em que os dirigentes partidários que integram a base de sustentação do governo irão reunir para concluir a chapa majoritária em que o vice-governador Carlos Brandão conta com o apoio de Flávio Dino para ser candidato ao governo. E o ex-presidente Lobato já deu inúmeras declarações de que segue a orientação do governador. E esta posição somente poderá ser revestida se Francimar conseguir maioria ou houver uma nova intervenção da executiva nacional.

  • Jorge Vieira
  • 3/jan/2022

Governador Flávio Dino testa positivo para Covid-19

O governador Flávio Dino (PSB) anunciou nas suas redes sociais que testou positivo para a Covid-19. No comunicado, Dino diz se sentir bem e que continuará fazendo despachos interno em isolamento domiciliar.

“Informo que recebi hoje teste positivo para Covid. Me sinto bem, graças a Deus. Quadro atualmente existente não impede despachos internos, em isolamento domiciliar. Qualquer eventual alteração será informada”, comunicou o governador em sua rede social”, observou.
Políticos, lideranças e apoiadores da gestão externamram solidariedade e desejaram plena recuperação ao governador. Os senadores Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (Cidadania) puxaram  coro: “Rápida recuperação governador, estamos orando por você. Logo estará recuperado”, postou a senadora.

  • Jorge Vieira
  • 3/jan/2022

Em protesto contra o golpe, maioria da executiva do PT não comparecerá a posse de Francimar

A grande maioria da executiva estadual do PT decidiu não participar da solenidade de posse de Francimar Melo na presidência do partido, marcada para as 17h desta segunda-feira (3), na sede do Diretório Regional, em protesto contra o que consideram um golpe contra o presidente Augusto Lobato. Não haverá transmissão de cargo.

Dos dezoito integrantes da Executiva Estadual, doze, segundo apurou o Blog do Jorge Vieira, decidiram não comparecer, o que revela a grande dificuldade do novo presidente em conduzir o partido sendo minoria e sem legitimidade já que foi terceiro colocado no PED (Processo de Eleição Direta) que elegeu a atual direção petista, com apenas 23%.  Francimar, portanto, terá que se submeter à decisão da maioria.

“Em situação de golpe não se transmite cargo. Ou você acha que Dilma deveria ter transmitido o cargo a Temer (Michel)? Não podemos reforçar ou naturalizar atitude golpista, seja de fora ou de dentro. Não podemos achar natural essa prática da Executiva Nacional, a mesma prática ocorrida quando não respeitou a decisão democrática do Encontro que decidiu apoiar Flávio Dino em 2010”, diz Augusto Lobato.

Lobato, que assumirá a função de vice-presidente, diz que sempre buscou apoiar as decisões democráticas, mas que nesse caso foi uma imposição nacional, mesmo ele ganhando a eleição e se submetido a divisão de mandato e ainda assim não respeitaram a divisão acordada e lhe usurparam 45 dias de seu mandato, que seria concluido em 15 de fevereiro e foi antecipado pela direação nacional para 31 de dezembro.

“Entendo desnecessário a minha presença e deste campo nesse ato. Que sentido há no PED ou outros processos internos se estamos sob risco de golpes? Só há acordos quando ocorre com aceite das partes, nesse caso foi imposição”, observa Lobato.

Militante histórico do PT e membro da atual executiva estadual, Raimundo Monteiro também não comparecerá à posse do novo presidente. Ele alega que já estava com viagem programada ao interior do Estado para conversar com um grupo de apoiadores de sua candidatura a deputado federal, mas criticou a forma com que usurparam 45 dias do mandato do presidente legitimamente eleito .  

“Pelo acordo que foi feito, Lobato teria ainda mai 45 dias de mandato. Em nosso entendimento, a gestão iria até o dia 15 de fevereiro e eu acho que deveriam ter respeitado, pois no PT se faz tudo na base do entendimento, mas como não respeitaram o entendimento, Lobato foi prejudicado”, disse Monteiro

  • Jorge Vieira
  • 1/jan/2022

Ano começa com quadro de pré-candidatos ao Governo do Estado indefinido

As cartas para sucessão governamental deste ano estão sendo jogadas desde o início de 2021. Por enquanto se apresentaram para a disputa Carlos Brandão (PSDB), Edivaldo Holanda Junior (PSD), Weverton Rocha (PDT) e Simplício Araújo (SD), Josimar de Maranhãozinho (PL) e Lahércio Bonfim (PTB) mas a este grupo deve se juntar novos pretendentes até as convenções partidárias que definirão o quadro de candidatos na corrida ao Palácio dos Leões.

Dos pré-candidatos que ensaiaram participar da eleição para governador, Roseana Sarney (MDB), mesmo liderando as pesquisas, desistiu de concorrer e deve ser mesmo candidata a deputada federal. Levantamento dos mais diversos institutos de pesquisas constataram elevado índice de rejeição que praticamente a impede de concorrer a um quinto mandato com alguma chance de sucesso.

Por motivo diferente, o secretário de Educação do Estado, Felipe Camarão (PT), um jovem bem articulado e com futuro político promissor, que teve seu nome lançado por um grupo de lideranças do partido ao Governo do Estado, também desistiu de continuar lutando internamente e acabou por reativar seu projeto original de disputar um mandato de deputado federal.

O PT agora discute a possibilidade de indicar o vice na chapa governista. O secretário Camarão chegou a ser cogitado pra compor a chapa do tucano, mas perdeu espaço para o deputado federal Zé Carlos, que colocou seu nome à disposição do partido e do grupo liderado pelo governador para ser vice de Carlos Brandão.

A preferência pela indicação do vice, no entanto, continua sendo do PDT. Caso o senador Weverton Rocha desista do seu projeto pessoal e resolva atender os apelos em defesa da unidade do grupo, terá garantido o direito de indicar e já teria até nomes para apresentar: o deputado estadual Márcio Honaiser e o presidente da Famem Erlânio Xavier.

O desfecho dessas discussões no grupo governista está previsto para acontecer dia 31 de janeiro quando dirigentes de partidos e lideranças que formam a base de sustentação do governo voltarão a reunir para o fechamento da chapa que já tem Brandão como candidato ao governo e Dino ao Senado, faltando apenas conhecer o vice e os dois suplentes de senador.

No final deste mês a população maranhense finalmente ficará sabendo se o PDT vai romper com o governo e lançar candidatura própria ou reagrupará. Weverton continua afirmando que seu projeto não tem recuou e que será candidato com o sem o apoio do governador. Na reunião de 29 de novembro de 2021 com dirigentes partidários, Flávio Dino declarou apoio ao seu vice Brandão e o senador abriu dissidência.

Outro problema na base governista atende pelo nome de Simplício Araújo, secretário de Indústria, Comércio e Energia. Mesmo após  Dino externar sua preferência, o auxiliar mantém a pré-candidatura e não dar sinais que pretenda desistir de levar adiante sua luta por um plano diretor para o Estado. E para isso conta com o apoio da direção nacional do partido Solidariedade.

O jogo sucessório, porém não está limitado aos pré-candidatos da base do governo. Indiferentes ao que ocorre no arraial governista, o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Junior fechou o ano com sua candidatura ao Governo do Estado pelo PSD consolidada e mostrando consistência eleitoral. Conta com o apoio integral do presidente nacional do partido Gilberto Kassab e da estrutura estadual da legenda, sendo um forte candidato a passar para o segundo turno nas eleições de 2 de outubro.

O deputado federal Josimar de Maranhãozinho continua sendo dúvida. Após entrar no radar da Polícia Federal por suspeita de desvio de emendas parlamentares e outros delitos, como lavagem de dinheiro, parece que perdeu fôlego, mas continua no páreo. Resta saber se manterá a candidatura após sucessivos escândalos de corrupção investigados pela PF e que o apontam como principal suspeito.

Já o prefeito de São Pedro dos Crentes se lançou na corrida ao Palácio dos Leões e vem alimentando essa possibilidade, mas nos bastidores da sucessão há quem acredite que a falta de estrutura e densidade eleitoral deverão pesar e levar o Lahércio Bonfim a repensar seu projeto de deixar a prefeitura para se aventurar numa disputa sem perspectiva de vitória.

A este grupo que já se apresentou, pode se juntar o senador Roberto Rocha. Atualmente sem partido, Rocha conta com o apoio do presidente Jair Bolsonaro, mas ainda não veio a público se manifestar sobre seu projeto político para 2022.

Os partidos da chamada esquerda radical também devem apresentar representantes para a eleição majoritária. Até as convenções, prevista para acontecer entre 20 de julho e 5 de agosto, ainda vai rolar muita água por debaixo da ponte e o quadro de pré-candidatos deverá enxugar.

  • Jorge Vieira
  • 30/dez/2021

Pesquisa Escutec: Edivaldo segue entre os favoritos na disputa para governo em 2022

O ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Junior (PSD), obtém mais uma vez números muito favoráveis na sondagem do Instituto Escutec para governo do estado em 2022 e segue entre os favoritos na preferência do eleitorado maranhense para ocupar a vaga no Palácio dos Leões.

Em um dos cenários da pesquisa, divulgada nesta quinta-feira (30) pelo portal Imirante, o pessedista aparece com 16%, o que lhe garante o segundo lugar em eventual disputa eleitoral, empatado tecnicamente com um dos postulantes.

O desempenho de Edivaldo Holanda Junior em mais uma pesquisa mostra que a sua popularidade vai muito além da capital (onde foi prefeito por dois mandatos ) e Grande São Luís, como alguns chegaram a acreditar.

Por onde tem passado desde que começou a percorrer o estado com a sua pré-candidatura, Edivaldo tem recebido apoios importantes e fortalecido seu nome entre lideranças municipais e a população. Sinal de que o trabalho realizado em São Luís reverberou nos municípios, o credenciando como gestor competente em todo o estado.

  • Jorge Vieira
  • 30/dez/2021

Roseana encerra o ano blefando sobre candidatura ao governo

No meio político é tido como certa a candidatura da ex-governadora Roseana Sarney a deputada federal. O MDB aposta suas fichas e acredita que ela com recall de eleições passadas, quatro mandatos de governadora e poder de persuasão poderá ajudar constituir uma bancada mais robusta do partido na Câmara Federal. A ex-chefe do Executivo estadual, no entanto, insiste em fazer suspense sobre a possibilidade de concorrer ao governo do estado.

Observadores do cenário político pré-eleitoral acreditam que a filha de Sarney, como boa jogadora, esteja apenas blefando quando afirma que ainda não decidiu se concorrerá ou não ao governo porque  quer “vender” caro o apoio do seu partido a um dos candidatos, ainda que o discurso do vice-presidente do MDB, deputado estadual Roberto Costa, condicione este apoio apenas ao projeto de desenvolvimento para o Maranhão.

Na última entrevista que concedeu, Roseana afirmou que não retirou seu nome da disputa pelo governo e que aguarda uma decisão do MDB, mas os dirigentes da legenda não dão o menor indicativo de que estejam dispostos a lançar candidatura própria com os índices de rejeição da ex-governadora nas alturas e sem a menor chance de reverter a antipatia da população ao clã Sarney.

Roseana disputou o governo em 2018 e sofreu a pior derrota de sua vida pública. Em 2006 perdeu para Jackson Lago no segundo turno, mas conseguiu junto com seu pai articular um golpe no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que em abril de 2009 cassou o pedetista e entregou o comando do Maranhão a ela novamente. Já em 2018 foi derrotada logo no primeiro turno pelo governador Flávio Dino, que se reelegeu sem fazer grande esforço.

Ciente de que já não possui um exército de prefeitos ou lideranças políticas disposta a levantar seu nome novamente nas comunidades que ficaram abandonadas por quase cinco décadas de mando do destroçado grupo Sarney, Roseana foi taxativa ao responder pergunta sobre concorrer novamente ao governo: “ Eu não gostaria mais de me candidatar ao governo do estado. Eu gostaria de me candidatar à deputada federal porque foi lá que eu comecei”, afirmou à rádio Mirante AM.

Roseana sabe que a única forma de tentar voltar a vida pública após ter abandonado o governo do estado, entregá-lo para o então presidente da Assembleia Legislativa, Arnaldo Melo, e anunciar aposentadoria, é através da Câmara Federal, por onde começou, mas para que isso ocorra terá que fazer campanha, pois esta eleição será uma das mais complicadas da história política do estado. Os dezoito deputados são candidatos à reeleição e estão a quatro anos injetando dinheiro nas prefeituras, fruto de emendas parlamentares convencionais e do famigerado orçamento secreto.

Sem força política e eleitoral para concorrer a cargo majoritário, Roseana já decidiu, e o MDB também, que será candidata a deputada federal, mas continuará mantendo em suspense a possibilidade de concorrer ao governo para levar alguma vantagem em acordos futuros com o candidato que vier, de fato, apoiar. O problema é saber se o apoio ajuda a levantar ou afundar o apoiado.

Para quem diz está em fim de carreira, concluir seu ciclo político na Câmara Federal é um grande negócio, mesmo que durante o tempo em que esteve lá não tenha apresentado nada que tivesse alguma influência na vida do país.

Como o MDB, segundo Roberto Costa, continua conversando com todos os partidos sobre possibilidade de aliança, Roseana é carta fora do baralho no jogo sucessório que vai reiniciar a todo vapor a partir de 31 de janeiro de 2022 quando o grupo governista vai anunciar a chapa majoritária, ao que tudo indica com Carlos Brandão governador e Flávio Dino senador.

Nos bastidores da sucessão as aposta são que o partido de Roseana vai declarar apoio a Brandão.

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