O ex-presidente estadual do PT e membro do Diretório Nacional, Augusto Lobato defende que o partido indique o vice na chapa encabeçada pelo vice-governador Carlos Brandão (PSB). A proposta, que vem sendo defendida pelo militante histórico desde que comandava a legenda de Lula no Maranhão, ganha corpo e movimenta os bastidores petista.
Segundo Lobato, o PT quer participar da chapa indicando o vice e que existem quatro nomes disposto a encarar o desafio de ajudar Brandão, que assume o governo no final deste mês, vencer a eleição para dar continuidade aos projetos e programa desenvolvidos pela atual gestão e que colocaram o Maranhão em destaque no cenário nacional.
O dirigente petista lista como principais aspirantes ao posto de vice na chapa liderada por Brandão o secretário de Educação do Estado, Felipe Camarão, o deputado estadual Zé Inácio, a secretária adjunta de Direitos Humanos e Participação Popular, Creusamar Pinho, e a dirigente a do partido Crisciela. Essa discussão, no entanto, somente será definida no encontro estadual, provavelmente em abril.
As articulações para garantir o PT na chapa majoritária tiveram início e se consolidaram ainda na gestão de Lobato, sendo ele o principal defensor da aliança com o vice-governador, inclusive teria sido o motivo do golpe que encurtou seu mandato, que terminaria em 15 de fevereiro de 2022, para 31 de dezembro de 2021, motivo de muito protesto por parte do seu grupo político.
Como a palavra consenso não existe no dicionário do PT, há que defenda que a melhor opção para o partido seria indicar a primeira suplência de senador diante da possibilidade real de Lula se eleger presidente da República e nomear Flávio Dino para um ministério.
O que existe de real no momento é a decisão da direção nacional e estadual de apoiar o candidato do governador Flávio Dino, pré-candidato ao Senado, no caso, o vice-governador Carlos Brandão. Tudo está sendo feito de acordo com a executiva nacional a fim de evitar tomadas de posições que venham trazer problemas no futuro.
Como a presidente nacional da legenda, deputada federal Gleisi Hoffmann, confirmou, a aliança PT/PSB no Maranhão está consolidada, ou seja, a posição da direação local está sendo tomada de acordo com a cúpula do partido, sem chance de retrocesso.
O deputado federal Rubens Pereira Jr (MA) anunciou sua saída do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) em carta aberta, divulgada nesta quinta-feira (03) em suas redes sociais. No documento, o parlamentar afirma que sua decisão de desfiliação foi motivada pelas indefinições de como se dará a união dos partidos políticos a partir das Federações, novo sistema de composição aprovado recentemente pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Na mensagem direcionada aos maranhenses, Rubens agradeceu a oportunidade de ter construído uma trajetória de lutas a favor do seu povo, nesses anos em que teve a honra de compor os quadros do partido. “Este é um momento que requer de todos nós atenção, paciência e reflexão e tenho a certeza de que a mudança partidária fortalecerá as justas causas do nosso grupo político”, disse.
“No PCdoB lutei todos os justos combates. Sempre fui leal e ajudei com orgulho a liderar, na Assembleia Legislativa do Maranhão, um processo histórico de mudança dos rumos do nosso Estado, sempre defendendo as pautas populares. No PCdoB me elegi deputado federal duas vezes, fortalecendo a coerência, enfrentando com clareza e disposição as tentativas de retrocesso no Brasil, ao me opor firmemente aos governos Temer e Bolsonaro”, ressaltou o deputado.
Ainda no comunicado, Rubens Jr afirma que mudará de partido, mas não mudará de lado, mantendo a coerência política e os mesmos ideais. “Apoio firmemente a eleição de Flávio Dino ao Senado e a de Carlos Brandão ao Governo do Estado. Tenho a total convicção de que ambos representam o melhor caminho para o Maranhão. No campo nacional, fortaleço ainda mais a minha disposição para lutar contra o obscurantismo bolsonarista, apoiando a candidatura do presidente Lula”, complementou.
Leia a carta na íntegra:
Hoje me desfilio do PCdoB. É para mim, acima de tudo, um dia de agradecimento.
Agradeço a oportunidade de ter construído uma trajetória de lutas a favor do nosso povo, nesses mais de 13 anos em que tive a honra de compor os quadros do partido.
No PCdoB lutei todos os justos combates. Sempre fui leal e ajudei com orgulho a liderar, na Assembleia Legislativa do Maranhão, um processo histórico de mudança dos rumos do nosso Estado, sempre defendendo as pautas populares. No PCdoB me elegi deputado estadual e federal duas vezes, fortalecendo a coerência, enfrentando com clareza e disposição as tentativas de retrocesso no Brasil, ao me opor firmemente aos governos Temer e Bolsonaro.
Sou profundamente grato à militância do PCdoB, sobretudo pelo firme apoio nas eleições de 2020. Jamais esquecerei a liderança do presidente do partido, deputado Márcio Jerry que, ao lado da UJS, da UNEGRO, da UBM, da CTB e de tantos outros movimentos sociais carregaram a bandeira da nossa candidatura na reta decisiva da campanha.
Agradeço especialmente ao governador Flávio Dino, que me motivou a ingressar no partido, me inspirando a superar os muitos desafios em nome da causa progressista, à favor dos que mais precisam.
Neste momento de muitas transformações no sistema eleitoral, a decisão de mudança partidária é motivada pelas indefinições no sistema de Federações Partidárias.
Mudo de partido, mas não mudo de lado, mantendo a coerência política e os mesmos ideais. Apoio firmemente a eleição de Flávio Dino ao Senado e a de Carlos Brandão ao Governo do Estado. Tenho a total convicção de que ambos representam o melhor caminho para o Maranhão. No campo nacional, fortaleço ainda mais a minha disposição para lutar contra o obscurantismo bolsonarista, apoiando a pré-candidatura do presidente Lula.
Este é um momento que requer de todos nós atenção, paciência e reflexão, tendo a certeza de que a mudança partidária fortalecerá as justas causas do nosso grupo político.
Em 2014 mudamos os rumos do Maranhão. Com o governador Flávio Dino aproximamos as políticas públicas dos que realmente precisavam do apoio do Estado.
Em 2022 a luta é para garantir que esse firme legado se mantenha e se amplie. Para isso, todos temos que fortalecer nossas convicções, reorganizar nossas formas de luta, afirmando nosso compromisso com o que é justo, sem jamais esquecer de onde viemos e dos ideais que representamos.
Muito obrigado, PCdoB!
Rubens Pereira Júnior – Deputado Federal
São Luís, 03 de março de 2022
Pesquisa PoderData divulgada nesta quarta-feira (2) mostra que o ex-presidente Lula (PT) se mantém na liderança da corrida pela Presidência da República, seguido por Jair Bolsonaro (PL).
O petista tem 40% das intenções de voto e Bolsonaro 32%. Em relação à rodada anterior do levantamento, o ex-presidente se manteve no mesmo patamar e Bolsonaro oscilou um ponto para cima.
Em seguida aparecem Ciro Gomes (PDT), com 7%, e Sergio Moro (Podemos), com 6%.
A pesquisa foi realizada pelo PoderData, com 3.000 entrevistas por telefone, de 27 de fevereiro a 1º de março de 2022. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR 01570/2022.

A partir desta quinta-feira (3), até o dia 2 de abril, os parlamentares que desejarem mudar de legenda para disputar as eleições deste ano estarão livres para buscarem novos partidos sem risco de perder o mandato. E tudo indica que um expressivo número de parlamentares deve trocar de sigla, a exemplo do presidente da Assembleia Legislativa do Estado, deputado Othelino Neto, que vai deixar o PCdoB para se filiar ao PDT, que tem como pré-candidato ao governo o senador Weveton Rocha.
A janela partidária, instrumento pelo qual a justiça eleitoral permite que o deputado insatisfeito com seu partido possa mudar sem sofrer qualquer tipo de penalidade, vai proporcionar um reajuste no quadro partidário, com influência direta na composição das nominatas para a disputa da eleição proporcional. Os parlamentares terão ate o dia 2 de abril para tomarem suas decisões, mas alguns devem aproveitar logo o primeiro momento para ingressarem em seus novos partidos, como é o caso do deputado estadual César Pires que está trocando o PV pelo PSD. Pires é um dos principais articuladores da pré-candidatura ao governo do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Junior.
As atenções neste mês de março estarão voltadas para as mudanças que acontecerão, principalmente, no plenário da Assembleia Legislativa onde especula-se que o deputado Wendel Lages está deixando o PMN para se filiar ao PDT e do deputado Rafael que está de saída do PDT e deve ingressar no PSB, partido que terá como candidato ao Governo do Estado a vice-governador Carlos Brandão, que já tem data marcada para deixar o PSDB e assinar ficha de filiação ao PSB. Existe ainda a possibilidade da deputada Betel Gomes trocar o PRTB pelo PP, do deputado federal André Fufuca, que deve anunciar apoio a Carlos Brandão nos próximos dias.
O partido Republicano deverá perder os deputados Ariston Ribeiro e Fábio Macedo para o PSB. “Estamos esperando a abertura de janela para mudar de legenda e nosso caminho deve ser o PSB, pois apoiamos a candidatura de Carlos Brandão. Outros parlamentares também deverão se juntar a nós no Partido Socialista Brasileiro”, disse Ariston.
No plano federal, existe perspectiva de mudança do deputado federal Rubens Júnior. Ele deve convocar uma entrevista coletiva, provavelmente nesta quinta-feira (3), para anunciar desfiliação ao PCdoB. O parlamentares disse ao blog que recebeu convite de vários partidos, inclusive do União Brasil, mas que ainda não definiu por qual legenda vai concorrer a reeleição. Pelo que deixou transparecer, tudo indica que está deixando a legenda comunista, mas buscará uma sigla que esteja aliada ao vice-governador Carlos Brandão.
Existe ainda o caso do senador Roberto Rocha, que permanece filiado ao PSDB, mas enfrenta dificuldade para encontrar um abrigo por onde possa disputar o pleito de outubro próximo. Existe, no entanto, a opção do PTB, legenda da base do governo Bolsonaro. O senador ainda não definiu se será candidato a reeleição ou tentará o governo, porém, deve se juntar a um partido da base de sustentação do governo federal, de quem se transformou num fiel escudeiro desde que se afastou do governo de Flávio Dino (PSB).
O Globo — Considerada dentro da Polícia Federal (PF) uma das investigações mais robustas concluídas recentemente, o inquérito no qual o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA) foi flagrado manuseando caixas de dinheiro e entregando o montante a aliados aguarda há dois meses uma definição da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a apresentação de denúncia ou arquivamento das acusações. O deputado vem se colocando como pré-candidato ao governo do Maranhão.
A PF finalizou a investigação em 13 de dezembro, afirmando que o parlamentar cometeu os crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, sob suspeita do desvio de recursos de emendas parlamentares. No dia 20, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski devolveu os autos para a PGR analisar o relatório final. A equipe do procurador-geral da República, Augusto Aras, direcionou o procedimento ao Supremo em janeiro, solicitando o compartilhamento de informações existentes em outras ações contra Maranhãozinho, para avaliar se há provas que podem ser úteis à investigação.
Lewandowski acolheu parcialmente o pedido e, em seguida, o processo foi devolvido para a PGR decidir se há elementos suficientes para denúncia ou se é o caso de arquivamento. Procurada, a Procuradoria-Geral da República disse que o caso está tramitando e segue em análise, mas que não poderia dar detalhes porque está sob sigilo.
O Código de Processo Penal prevê um prazo de 15 dias para o Ministério Público decidir sobre oferecimento de denúncia no caso de investigados que estejam soltos, mas não existe uma punição pelo descumprimento desse prazo. É comum que ele seja ultrapassado, a depender da complexidade da investigação.
Em duas apurações recentes envolvendo o presidente Jair Bolsonaro, a PGR adotou tramitação muito mais célere e apresentou ao STF em 15 dias os pedidos de arquivamento, sob argumento de que não havia configuração de crimes.
Maranhãozinho é aliado de Bolsonaro e participou da cerimônia de filiação do presidente ao PL, partido do qual o parlamentar é dirigente no Maranhão. À época, ele já articulava sua candidatura ao governo do Maranhão na eleição deste ano. Apesar de ser alvo de investigação, Maranhãozinho segue afirmando que tem aval do partido para concorrer.
Há duas semanas, Lewandowski também julgou uma reclamação ajuizada pela defesa do deputado contra a investigação da PF. O ministro entendeu que não houve irregularidades na conclusão da Polícia Federal e negou o pedido.
Durante a investigação, a PF realizou uma ação controlada com autorização do ministro Lewandowski e instalou câmeras e grampos no escritório político de Maranhãozinho. Um dos vídeos, por exemplo, mostra o deputado manuseando uma caixa de dinheiro e a entregando para um aliado. Na gravação feita pela PF, com autorização do STF, o próprio parlamentar afirma que a caixa continha R$ 250 mil.
Maranhãozinho negou irregularidades e disse na ocasião que a imagem retratava a sua atividade empresarial na pecuária “com compra e venda de gado e equipamentos com órgãos privado”. A PF suspeita que o dinheiro manuseado pelo deputado seria proveniente de um esquema de desvio de emendas parlamentares por meio de prefeituras do Maranhão, que contratariam empresas ligadas ao parlamentar para desviar os recursos. Os valores, de acordo com a investigação, eram sacados em dinheiro vivo e depois devolvidos ao deputado, que também os redistribuída a seus aliados.
Em dezembro, após a conclusão das investigações, Maranhãozinho fez uma transmissão em redes sociais na qual sorteou prêmios em dinheiro, de R$ 500 a R$ 2 mil, totalizando R$ 50 mil distribuídos. Os participantes do sorteio deveriam se inscrever enviando nome, telefone e endereço através das redes de Maranhãozinho. Segundo o deputado, o dinheiro era proveniente de doações de “parceiros”, como prefeitos, empresários e pré-candidatos.
A ex-governadora Roseana Sarney reafirmou nesta manhã de segunda-feira (28), em entrevista à Rádio Mirante AM, que será mesmo candidata a uma cadeira na Câmara Federal e que prefere se manter em posição neutralidade na disputa pelo governo do estado. A ex-chefe do Executivo por quatro mandatos, no entanto, observou que seguirá a decisão que os dirigentes do MDB tomarem sobre aliança.
Líder nas pesquisas de intenção de votos para o governo, mas com elevado índice de rejeição, a ex-governadora atribuiu à pandemia e aos seus problemas de saúde a falta de interesse em ganhar as ruas com campanha para o governo do estado. Com problemas de comorbidade, mesmo já tomando as três doses da vacina contra Covid-19, Roseana disse que prefere se resguardar e buscar um mandato de deputada federal.
Segundo a ex-governadora, o MDB vai continuar conversando com os pré-candidatos, porém, não deu prazo para encerrar essas conversações que poderão levar o partido para um dos palanques que estão lhe oferecendo espaço. Embora ela não tenha dado nenhum indicativo neste sentido, são fortes as especulações de que os entendimentos com o vice-governador Carlos Brandão estariam bastante avançados.
Brandão esteve semana passada com o presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi, conversaram sobre a situação do Maranhão, o que aumentou ainda mais as especulações sobre um possível acordo para a inclusão do partido na aliança que está sendo formada em torno do vice-governador para a eleição de outubro próximo.
O vice-governador Carlos Brandão, que deixará o PSDB e filiará ao PSB durante o congresso estadual do partido marcado para acontecer entre os dias 25 e 26 de março, após garantir participação do PT, PCdoB, PROS, Cidadania e avançar nas conversações para ter o MDB e o União Brasil na aliança que está sendo construída para apoiar sua candidatura ao Governo do Estado, deve ganhar nos próximos dias um reforço oficial de peso, que consolidará ainda mais seu projeto de reeleição.
Segundo fonte ligada ao comitê da pré-campanha do vice-governador, o presidente estadual do PP, deputado federal André Fufuca, concluiu as conversações com Carlos Brandão e deverá anunciar o ingresso do partido na aliança que dará sustentação à candidatura nos próximos dias. A legenda comandada pelo parlamentar vai fazer parte do governo Brandão e deve indicar o novo diretor geral do Detran-MA.
Brandão assumirá o comando do estado a partir de 31 de março, data em que o governador Flávio Dino vai se desincompatibilizar do cargo para disputar o Senado, com a missão de dar continuidade aos projetos e programas desenvolvidos pela atual gestão e que colocaram o Maranhão em outro patamar em termos administrativos.
Partido da base do governo onde ocupa a pasta do Meio Ambiente, a confirmação do PP no palanque de Brandão representa um duro golpe na pré-candidatura do representante do PDT, senador Weverton Rocha, que vê as legenda com as quais pretendia coligar iniciarem processo de migração para a campanha do vice-governador.
Weverton tentou de todas as formas obter o apoio do PT, insinuou que teria o aval de Lula, chegou até fazer publicidade sem autorização, mas foi vencido pelos fatos. O PT declarou apoio oficial ao candidato de Flávio Dino numa decisão articulada com a direção nacional e a presidente Gleisi Hoffmann tratou que por fim a qualquer especulação ao afirmar que no Maranhão o PT vai apoio ao candidato do PSB, ou seja, Brandão.
O PP, que era considerado certo no palanque do pedetista, chega com toda sua estrutura de prefeitos, vereadores e lideranças municipais, o que representa um substancial reforço na já consolidada pré-candidatura Brandão, que deve ganhar ainda musculatura se for concretizada a articulação para conquistar a declaração de apoio do União Brasil, caso o comando da legenda fique o deputado Pedro Lucas Fernandes, parlamentar muito próximo ao Palácio dos Leões.
Fufuca, segundo fonte ligada ao vice, prometeu fazer um grande ato público para marcar o ingresso do PP na robusta aliança que dará sustentação às candidaturas de Carlos Brandão governador e Flávio Dino senador.