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  • Jorge Vieira
  • 23/mar/2022

Socorro bolsonarista: chefão do orçamento secreto vem ao MA apoiar Weverton

Vendo sua pré-campanha ao governo definhar a cada dia que passa, o senador Weverton Rocha (PDT) resolver pedir socorro para o controverso deputado bolsonarista Arthur Lira, presidente da Câmara Federal. Ele estará no Maranhão amanhã para, segundo interlocutores do parlamentar maranhense, declarar apoio ao pedetista.

Lira é acusado por alguns de seus pares de usar as emendas parlamentares de relator, constantemente chamadas de ‘orçamento secreto’, para comprar os votos de parlamentares na eleição para presidente da Câmara. O valor prometido, segundo o deputado Delegado Waldir (PSL-GO), foi de R$ 10 milhões por voto.

Perdendo aliados locais todos os dias para o vice-governador Carlos Brandão, Weverton resolveu apelar para os seus amigos bolsonaristas em Brasília para mostrar força política. O problema é que essa estratégia vai contra a tática utilizada pelo pedetista de que ele é o representante progressista ao governo do Maranhão.

Na verdade, essa atitude de Weverton só expõe que para ele a única coisa que importa é o poder. Mesmo que pra isso ele seja amigo de Lula na televisão e receba apoio dos bolsonaristas por baixo dos panos.

  • Jorge Vieira
  • 23/mar/2022

Filiado ao PSB, Brandão diz ser ficha limpa e que está pronto para disputar a sucessão de Flávio Dino

Pré-candidato do PSB ao Governo do Maranhão, o vice-governador Carlos Brandão, ao se manifestar no ato de filiação que marcou seu ingresso no partido, nesta manhã de quarta-feira (23), disse ser ficha limpa e que está pronto para disputar a sucessão do governador Flávio Dino.

Ao lado do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, provável candidato a vice-presidente na chapa de Lula, Brandão teve sua ficha abonada e passa agora fazer parte dos quadros do PSB, legenda histórica que sempre esteve no campo popular democrático.

Em seu discurso, o vice-governador destacou os vários programas e projetos desenvolvidos pela atual gestão de Dino, com destaque para as políticas públicas de combate a fome, geração de emprego e renda e defendeu a candidatura de Lula para presidente.

Político sem mancha no currículo, Brandão também ressaltou o fato de ser ficha limpa, não responder a processos judiciais, ao contrário do seu principal adversário, o senador Weverton Rocha (PDT), que enfrenta este tipo de problema.

Prestes a assumir o comando do estado com desincompatibilização de Flávio Dino, que acontecerá dia 31 de março, Carlos Brandão ressaltou as principais obras do governo e se comprometeu em manter e ampliar os projetos que estão melhorando a qualidade de vida da população maranhense.

Para finalizar, o vice-governador destacou: “A grande mudança iniciada pelo governo Dino e por mim não vai ficar para trás. A grande mudança vai continuar“, afirmou.

  • Jorge Vieira
  • 23/mar/2022

Neto Evangelista confirma indefinição do União Brasil sobre entrega do comando no Maranhão

O deputado Neto Evangelista, que disputou a Prefeitura de São Luís pelo DEM, partido que se fundiu com o PSL e deu origem ao União Brasil, disse nesta manhã de quarta-feira (23) no comitê de Imprensa da Assembleia Legislativa que sua permanência vai depender dos rumos que o partido tomar no Maranhão.

O parlamentar deixou claro que existe uma disputa pelo comando do partido no estado entre os deputados Juscelino Filho e Pedro Lucas, ambos com projetos políticos propirio para a eleição de governador, e que dependem da decisão da direção nacional sobre com quem ficará a direção da legenda.

“Nosso projeto segue a orientação do deputado Juscelino Filho de apoio à candidatura de Weverton Rocha, mas se o partido for entregue ao deputado Pedro Lucas, que defende outra candidatura, com certeza vamos procurar outro partido para disputar a eleição”, observou Evangelista.

O parlamentar disse esperar que a situação esteja resolvida até o dia 31 próximo já que o prazo para filiação expira dia primeiro de abril e ele precisa decidir se fica ou sai do União Brasil, ou seja, ao contrário do que especulam os aliados de Weverton, o partido pode ficar com Pedro Lucas e declarar apoio a Carlos Brandão.

  • Jorge Vieira
  • 23/mar/2022

Filiação de Brandão ao PSB consolida aliança com o PT no Maranhão

Ao se filiar nesta quarta-feira (23) ao PSB, o vice-governador Carlos Brandão consolida a aliança com o PT para a disputa do Governo do Estado ao mesmo tempo em que põe fim as esperanças do senador Weverton Rocha (PDT) aliar seu nome ao ex-presidente Lula, líder nas pesquisas para presidente da República no Maranhão.

Aliados do senador pedetista que ainda insinuavam a possibilidade de uma reviravolta dos petista estão convencidos que a aliança PSB/PT no Maranhão é fato consumado, prego batido, ponte virada, sem a menor condição de retrocesso. Brandão deixa o PSDB e filia-se ao PSB em ato que será realizado em Brasília junto com o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin.

O ingresso do vice-governador no Partido Socialista Brasileiro é mais um passo em busca da consolidação da aliança que está se firmando em torno de sua candidatura, que ganhou musculatura a partir do momento em que o governador Flávio Dino declinou sua preferência e comunicou aos grupo de presidentes de partidos que apoiam seu governo sua opção por Brandão.

Portanto, o ato em Brasília representa mais um duro revés no projeto político do senador do PDT, que insiste em querer colar sua imagem a Lula, mas já sabe em qual palanque o ex-presidente estará pedindo votos. E isso assombra o pedetista do foguete que continua perdendo tripulação.

  • Jorge Vieira
  • 23/mar/2022

Pastor pediu 1 kg de ouro para liberar dinheiro no MEC, diz prefeito de Luis Domingues

Estadão — Um dos pastores que controlam um gabinete paralelo no Ministério da Educação pediu pagamentos em dinheiro e até em ouro em troca de conseguir a liberação de recursos para construção de escolas e creches, disse ao Estadão o prefeito do município de Luís Domingues (MA), Gilberto Braga (PSDB). Segundo o prefeito, o pastor Arilton Moura solicitou R$ 15 mil antecipados para protocolar demandas da prefeitura e mais um quilo de ouro após a liberação dos recursos.

“Ele (Arilton) disse: ‘Traz um quilo de ouro para mim’. Eu fiquei calado. Não disse nem que sim nem que não”, afirmou Braga, que diz não ter aceitado a proposta.

O prefeito afirmou que a conversa ocorreu em abril de 2021 durante almoço no restaurante Tia Zélia, em Brasília, logo após uma reunião com o ministro Milton Ribeiro no Ministério da Educação. A reunião no MEC, fora da agenda oficial do ministro, foi uma das diversas solicitadas pelos pastores Arilton Moura e Gilmar Santos.

“Ele disse que tinha que ver a nossa demanda, de R$ 10 milhões ou mais, tinha que dar R$ 15 mil para ele só protocolar (a demanda no MEC). E, na hora que o dinheiro já estivesse empenhado, era para dar um tanto, X. Para mim, como a minha região era área de mineração, ele pediu 1 quilo de ouro”, afirmou Braga ao Estadão. Na cotação desta terça-feira, 22, um quilo de ouro valia R$ 304 mil.

“Ele (Arilton) falou, era um papo muito aberto. O negócio estava tão normal lá que ele não pediu segredo, ele falou no meio de todo mundo. Inclusive, tinha outros prefeitos do Pará. Ele disse: ‘Olha, para esse daqui eu já mandei tantos milhões, para outro, tantos milhões’”, declarou, se referindo a verbas do MEC. “Assim mesmo eu permaneci calado, não aceitei a proposta”, disse o prefeito. Braga afirmou que até hoje não recebeu os recursos que solicitou no MEC.

Também nesse encontro, segundo o Estadão apurou, o pastor repassou o número da sua conta-corrente para que prefeitos anotassem e pudessem fazer os repasses da taxa de R$ 15 mil, apenas para dar entrada nas demandas ao ministério. Um dos presentes relatou que, após deixar “as demandas na mão” de Arilton, recebeu a conta do pastor para que o dinheiro fosse transferido. Como não efetuou a transferência, o pedido “não foi protocolado”.

No encontro que antecedeu o almoço, o ministro teria afirmado que havia muitos recursos no MEC e estimulou prefeitos a buscarem verbas para seus municípios.

Um vídeo postado no perfil da prefeitura de Luís Domingues no Instagram comprova que Braga esteve em Brasília e se reuniu com Ribeiro em abril de 2021. “O prefeito Gilberto Braga está nesse (sic) momento em Brasília na reunião dos prefeitos maranhenses com ministro da Educação, Milton Ribeiro, senador Roberto Rocha e a equipe do MEC”, diz trecho da legenda do vídeo.

O Estadão revelou com fotos, vídeos e documentos públicos que os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura têm livre acesso ao gabinete do ministro Milton Ribeiro e participaram de 22 reuniões no MEC.

A reportagem procurou os pastores para questionar sobre o relato de pedido de pagamento. Arilton não quis se manifestar. “Não, não vou comentar”, disse. Gilmar Santos não atendeu. O jornal não conseguiu contato com o MEC. Em conversas anteriores com o Estadão, os pastores confirmaram que usaram a relação com Ribeiro para abrir as portas do MEC aos prefeitos. E negaram ter pedido contrapartida

 

  • Jorge Vieira
  • 22/mar/2022

Deputado Bira diz que corrupção corre solta no governo Bolsonaro

Para o deputado federal Bira do Pindaré, líder do bancada do PSB na Câmara, a revelação da existência de gabinete paralelo também no Ministério da Educação e mais uma prova de que a corrupção corre solta no governo de Jair Bolsonaro.

Segundo revelou o jornal O Estado de São Paulo, o gabinete paralelo formado pelos pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, controlam a agenda do ministro Milton Ribeiro e intermediam encontros de prefeitos no MEC que já resultaram em pagamentos de empenhos milionários.

“A corrupção corre tão solta no governo Bolsonaro que mais parece enredo da @NetflixBrasil”, diz o parlamentar socialista, através de sua rede social. Bira observa que “em áudio vazado, o ministro Milton Ribeiro confirma a existência de gabinete paralelo também na Educação; cujo objetivo/prioridade é favorecer ‘amigos do Bolsonaro”.

Conforme o Estadão, ao menos 48 prefeituras, dentre as quais cinco prefeituras do Maranhão (Rosário, Bom Lugar, Anajatuba, Cenro Novo do Maranhão e Amapá do Maranhão) tiveram recursos liberados em prazo recorde após reunião com os pastores.

A prefeita de Bom Lugar, por exemplo, conforme a reportagem do Estadão, teve pedido de dinheiro atendido em apenas 16 dias, prazo fora dos padrões da distribuição de recursos federal, segundo especialistas.

É muito estranho que prefeitos para terem verbas liberadas no Ministério da Educação tenham que marcar entrevista primeiro com pastores amigos de Bolsonaro para depois serem levados à presença do ministro, que tem ordens do presidente para atender os relegiosos.

“Essa gente não tem escrúpulos”, arremata o deputado!

  • Jorge Vieira
  • 22/mar/2022

As dificuldades de Weverton para montagem de chapa

Ainda pré-candidato ao governo do Estado, o senador Weverton Rocha (PDT) tem enfrentado uma série de dificuldades no atual momento da sua pré-campanha. A deserção em massa de aliados, que tem marcado os últimos dias das suas movimentações, acende um alerta no pedetista: a dificuldade para montar uma chapa competitiva.

O primeiro obstáculo é escolher um vice que agregue votos e apoio político. Hoje, no seu pequeno arco de alianças, não existe um nome forte o suficiente que desponte como favorito, diferente do que acontece com o seu principal adversário, o vice-governador Carlos Brandão (PSB), que deve ter o secretário de Educação Felipe Camarão (PT) como companheiro de chapa.

Com confirmação de apenas Republicanos, Rede e PROS ao seu lado, Weverton não vê, nesses três partidos, ninguém com o perfil que ele deseja. E talvez seja por isso que o debate em torno do candidato a vice na chapa pedetista ainda não tenha surgido. Caindo nas pesquisas e perdendo apoios, a tendência é que a vaga fique cada vez mais sem valor em uma possível negociação.

Para o Senado, por hora, Weverton achou uma boa solução: bancar que apoiará Flávio Dino (PSB). Mas é sabido por todos que dificilmente isso vai se concretizar. E, diferente do que ocorre com a vice, a vaga de senador na chapa pedetista já teve alguns nomes lembrados.

O mais comentado até o momento é o do prefeito de Igarapé Grande, Erlânio Xavier. Mas existem dois problemas se o seu nome for escolhido. O primeiro deles é o fato de que ele terá que abrir mão do mandato, faltando ainda mais de dois anos como gestor municipal. O segundo é enfrentar Flávio Dino, de quem Erlânio fala bem há sete anos nos quatro cantos do Maranhão.

O atual governador, aliás, é a grande pedra no sapato de Weverton quando o assunto é ter que colocar um candidato ao Senado. A maioria dos nomes ventilados que são ligados ao projeto pedetista já foram umbilicalmente ligados a Dino nos últimos anos. Além disso, é consenso entre todos eles que a eleição do socialista para o Senado são favas contadas.

E assim segue Weverton na luta para viabilizar seu nome e conseguir montar uma chapa forte para disputar a eleição ao governo do Estado. As dificuldades para o senador parecem só aumentar.

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