O senador Weverton Rocha, terceiro colocado na disputa pelo governo do estado, foi eleito em 2018 pela força de conjunto de partidos que formaram a aliança que reelegeu o governador Flávio Dino (PSB), sem dúvida, pode ser considerado o grande perdedor da eleição concluída no último domingo (2) e que reelegeu o governador Carlos Brandão (PSB) no primeiro turno.
Lançado com muito barulho em um ato público em que chefes políticos, parlamentares e prefeitos foram mandado buscar em seus domicílios pelo anfitrião e transportados de avião para a cidade de Imperatriz, a campanha do senador do PDT até chegou a empolgar alguns segmentos, mas à medida que os eleitores foram tomando conhecendo das práticas do candidato, começou a declinar.
A derrota logo no primeiro turno, sem dúvida, foi dura e coloca em xeque o seu futuro político, pois em 2026, para renovar o mandato, terá que enfrentar nas urnas, provavelmente, o governador Carlos Brandão, que não poderá concorrer à reeleição e deverá concorrer ao Senado tendo como aliada a senadora Eliziane Gama, que certamente tentará renovar o mandato.
O resultado das urnas deixou o senador e presidente estadual do PDT fragilizado e isolado. Rejeitado pelos partidos do campo popular democrático, Weverton se agarrou aos partidos da base de sustentação do governo Bolsonaro, mas os eleitores bolsonaristas o rejeitaram, preferiram o bolsonarista autentico Lahesio Bonfim, deixando-o em situação de extrema dificuldade em relação ao futuro político, pois até o seu partido, que já obteve vitória memoráveis, vem definhando sob seu comando.
Nesta segunda-feira (3), Weverton, que já não pode dizer que foi o mais votado da história do Maranhão para o Senado (Flávio Dino teve mais de 2 milhões de votos), reconheceu a derrota e parabenizou o governador reeleito Carlos Brandão (PSB) e anunciou que continuará trabalhando Brasília pelo Maranhão e vigilante na cobrança das promessas feitas pelo governador em campanha. Não faz mais que sua obrigação
Weverton foi vítima de sua própria ambição, sede de poder; acreditou que poderia medir forças com seu criador, mas acabou saindo com séria avaria e sujeito a ser cuspido da vida pública após o retumbante fracasso.
Com 84.815 votos, sendo o segundo deputado estadual mais votado do estado, o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, Othelino Neto (PCdoB), reelegeu-se para seu quarto mandato no Parlamento Estadual, nas eleições deste domingo (2). Após a finalização da apuração, ele falou da sua vitória maiúscula nas urnas e creditou esse resultado ao trabalho que já vem realizando em todo o Maranhão.“Um dia marcante para o Maranhão. Agradeço os quase 85 mil votos que me foram confiados pelo povo do meu estado e dizer que estou imensamente grato e feliz de poder continuar servindo aos meus conterrâneos por mais quatro anos. Sem dúvida, isso me deixa com mais responsabilidade ainda de trabalhar por nossa população, o que farei com o mesmo empenho de sempre para honrar cada apoio que nos foi dado nessa jornada”, disse Othelino.O deputado também destacou a vitória do governador Carlos Brandão (PSB), reeleito com 51,14%, e a eleição do ex-governador Flávio Dino (PSB) para o Senado, com Ana Paula Lobato, vice-prefeita de Pinheiro, na primeira suplência.“A reeleição do governador Carlos Brandão em primeiro turno e a eleição de Flávio Dino com mais de 2 milhões de votos são uma clara demonstração do prestígio desse grupo político que vem transformando o Maranhão para melhor, com muito trabalho e políticas sociais que têm beneficiado milhares de maranhenses”, ressaltou Othelino.Com a ida de Lula ao segundo turno das eleições para presidente da República, o parlamentar afirmou que vai cair em campo com todo o seu time para buscar votos ao ex-presidente. “Já estamos em campanha desde já e vamos vencer no segundo turno para o Brasil voltar a sorrir”, concluiu.
Zé Inácio e Adriano Sarney, dois deputados atuantes no plenário da Assembleia Legislativa, foram as principais vítimas da federação PT/PCdoB/PV e não conseguiram renovar os mandatos.
Em contrapartida, o PCdoB elegeu cinco parlamentares se constituindo na segunda maior representação no parlamento estadual
Como Adriano não conseguiu a reeleição, a família Sarney/Murad deixa de ter representante na Assembleia Legislativa, o que mostra o esfacelamento do grupo que mandou no estado por quase cinco décadas.
Outra surpresa desta eleição foi o PT perder seu único representante na Assembleia Legislativa. Zé Inácio (PT) está fora da relação dos eleitos, na primeira suplência. Já Adriano amargou a terceira.
Desta vez não deu para “meu preto”. O senador Weverton Rocha (PDT), aquele do foguete sem marche ré, saiu da campanha bem menor que entrou. Insistiu tanto com seu projeto pessoal de poder após romper com o grupo liderado pelo senador eleito Flávio Dino (PSB), que fez opção pela candidatura do então vice-governador Carlos Brandão (PSB), e acabou sendo o grande fiasco da eleição.
Arrogante e fazendo questão de afirmar ter sido o senador mais bem votado na história do Maranhão, quase dois milhões de votos, e se achando líder, algo que nunca foi, mesmo que os votos que o elegeram em 2018 tenha sido fruto do esforço pessoal do governador Flávio Dino e do grupo palaciano, Weverton acabou conhecendo a realidade sobre real tamanho.
Além de ficar em terceiro lugar, perdendo para fala mansa ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim (PSC), que tomou a segunda colocação, o senador do PDT ainda viu seu principal adversário e motivo de se seu rompimento com o grupo palaciano, Carlos Brandão, ser reeleito no primeiro turno, o que torna incerto o futuro político do pedetista.
Dono de uma campanha agressiva, esbanjando poder político e financeiro, Weverton pensou que tinha estatura para comandar o estado, que era líder, que os votos obtidos quando se elegeu senador eram seus e por isso poderia sonhar com o Palácio dos Leões; o sonho acabou se transformando em pesadelo, pois sai da campanha com a moral baixa e com o futuro político comprometido.
O Maranhão continua no caminho certo, com Carlos Brandão no comando e tendo agora dois senadores aliados: Flávio Dino e Eliziane Gama.
A eleição para Câmara Federal e Assembleia Legislativa do Maranhão tiveram renovação e algumas surpresas, como por exemplo o pífio desempenho da ex-governadora Roseana Sarney, que entrou da disputa por uma vaga de deputada federal com o objetivo de turbinar a bancada do MDB, conseguiu apenas o mandato com uma votação muito a baixo da expectativa.
A bancada que contava com os deputados federais Hildo Rocha e João Marcelo, passa a contar agora com apenas uma deputada, no caso, Roseana. Aliados da ex-governadora esperavam uma votação que fosse capaz de ajudar a eleger uma bancada robusta, mas acabou decepcionando.
Na Assembleia Legislativa do Estado, o partido conta agora com apenas dois representantes. Dos três parlamentares, o único que conseguiu renovar o mandato foi Roberto Costa. Ricardo Arruda vai estrear como deputado.
Além da performance abaixo do esperado, a falência do grupo Sarney ficou ainda mais evidente com a não reeleição do Adriano Sarney (PV), sobrinho de Roseana e neto do ex-presidente José Sarney, que chegou a pedir votos para os candidatos do MDB, mas não foi atendido.
Outra decepção foi o deputado Edilázio Junior (PSD), genro da desembargadora Nelma Sarney, que mesmo tendo o prefeito de São Luís Eduardo Braide (sem partido) como aliado, não se reelegeu.
A decepção, porém, não foi exclusividade da família Sarney. No campo progressista também houve choro: Bira do Pindaré (PSB) e Zé Carlos da Caixa (PT), também deram adeus aos mandatos
Na Assembleia Legislativa, deputado veteranos como Arnaldo Melo, ex-presidente da Casa, trocou o MDB pelo PP e se elegeu, já o deputado César Pires, ligado à ex-governadora, não conseguiram renovar os mandatos, o mesmo acontecendo com a deputada Helena Duailibe. Houve uma grande renovação no plenário do Palácio Manuel Bequimão. Veja abaixo a relação dos eleitos.
Eleitos para a Câmara Federal:
Eleitos para a Assembleia Legislativa:
O governador do Carlos Brandão foi reeleito governador do Maranhão. Com 96,40% das urnas apuradas, Brandão garantiu mais quatro anos de mandato com 50,94% dos votos válidos.
A previsão de alguns institutos de que o pleito poderia ser decidido logo no primeiro turno acabou se concretizando, assim como foi confirmada a virada do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes, Lahesio Bonfim sobre o senador do PDT, Weverton Rocha, que terminou em terceiro lugar.
Desde a início da contagem dos votos, o governador tomou a dianteira e se manteve com larga margem para o segundo colocado, Lahesio Bomfim que assumiu esta posição desde o início da totalização dos votos, deixando para trás o candidato pedetista que entrou na campanha montado num foguete, segundo ele, sem marcha ré, mas acabou sendo reprovado pela população.
Com alguns institutos haviam constatado a possibilidade do pleito ser resolvido a favor do governador logo no primeiro turno, Brandão conquista o mandato sem a necessidade de se submeter a uma nova rodada de votação, já que seu percentual de ultrapassou os demais juntos, conforme determina Justiça Eleitoral e permanecerá no comando do estado pelos próximos quatro anos.
A grande decepção desta eleição foi o desempenho pífio do senador Weverton Rocha. Mesmo com toda estrutura montada para dar sustentação política e financeira à campanha, inclusive um canal de televisão e uma rádio, o desempenho do candidato, pelo visto não agradou e ela sai do processo eleitoral muito menor do que entrou e risco de definhar na vida pública.
Outra decepção foi a votação insignificante do ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Junior. Candidato pelo PSD, o ex-gestor da capital vê comprometido seu futuro político, embora seja considerado um político leve, agradável, humano e capaz de se reinventar.
Senado – o ex-governador Flávio Dino (PSB) foi eleito com mais de dois milhões de votos e vai representar o Maranhão no Senado. Ele derrotou com larga margem de votos o senador Roberto Rocha (PTB), que tentava a reeleição.
Os números da última pesquisa IPEC para o Governo do Maranhão que apresentaram o governador Carlos Brandão (PSB), candidato à reeleição, com 48% dos votos válidos deixou aberta a possibilidade da eleição ser decidida logo no primeiro turno, mas nos bastidores da sucessão são poucos os que acreditam em definição logo neste domingo (2) quando mais de cinco milhões de eleitores estão aptos a sufragar o voto e eleger seus representantes legislativos e executivo.
O resultado da sondagem do IPEC deste sábado, véspera do pleito que definirá os 18 deputados federais, 42 estaduais, um senador, governador e presidente da República aponta o governador Brandão como franco favorito para vencer o primeiro turno, porém mostrar indefinição sobre quem irá disputar com ele. Lahesio Bonfim (PSC) com 23% e Weverton Rocha (PDT) com 22% dos votos válidos estariam rigorosamente empatados, com ligeira vantagem para o ex-prefeito de São Pedro dos Crentes.
Num segundo pelotão, aparentemente sem chance, estariam Edivaldo 5% dos votos válidos, Simplício Araújo (SD) 1% e, Joás Moraes (DC) 1%. Enilton Rodrigues (PSOL), Hertz Dias (PSTU) e Frankle Costa (PCB) não pontuaram. A pesquisa encontrou ainda 7% de eleitores votarão em branco ou anularão o voto.
Pelo levantamento do IPEC a eleição terá segundo turno, mas pode ser que a campanha pelo voto útil na reta final tenha aumentado o percentual de votos no governador Brandão e a consequente reeleição sem a necessidade do eleitor voltar novamente à cabina de votação para definir quem será o chefe do Executivo pelos próximos quatro anos.
Caso seja confirmado os números da sondagem do IPEC, resta saber quem disputar o segundo turno com Brandão. Eleitores bolsonarista decidiram abraçar a candidatura de Lahesio, o que torna o complicador a mais para o candidato do PDT, que liderou a intenção de votos, perdeu fôlego ao longo da campanha, foi ultrapassado e caiu para a terceira colocação, embora em situação de empate técnico com o prefeito de São Pedro dos Crentes.
Existe a expectativa do pleito ser decido em turno único por conta da margem de erro que é de 3% sobre os votos válidos. Neste caso Carlos Brandão poderá chegar a 51%, o que lhe daria a possibilidade de ser reeleito neste domingo de festa da democracia. Os mais prudentes, porém, advertem que é melhor esperar o resultado das urnas.
Embora não tenha pontuado bem na pesquisa do IPEC, o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Junior, que alguns analistas políticos acreditam que esteja fora do páreo, continua otimista quanto a passar para o segundo turno e para isso espera contar com uma grande votação em São Luís, maior colégio eleitoral do estado, onde foi gestor bem avaliado nos dois mandatos e concentrou sua campanha na reta final promovendo caminhadas e carreatas diariamente.