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  • Jorge Vieira
  • 29/maio/2012

Gurgel encaminha ao MPF-DF representação contra Lula

Gustavo
Gantois
Direto de Brasília
O
procurador-geral da República, Roberto Gurgel, informou nesta terça-feira que
encaminhou para o Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF-DF) a
representação protocolada contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por
supostamente ter pressionado o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal
Federal (STF), para adiar o julgamento do mensalão. Segundo Gurgel, como Lula
não tem mais foro privilegiado – e a representação não cita o ministro -, não
cabe à PGR analisar o caso.
Segundo
reportagem da revista Veja, Lula e Gilmar Mendes teriam se encontrado no
escritório do ex-ministro e ex-presidente do STF Nelson Jobim no dia 26 de
abril. Lula teria pedido a Mendes o adiamento do julgamento do mensalão pelo
STF. Em troca, teria oferecido blindagem na CPI que investiga as relações do
bicheiro Carlinhos Cachoeira com políticos e empresários. Ontem, Lula divulgou
nota na qual afirma estar “indignado” com a notícia.
Lula
disse ao ministro, segundo relato de Mendes à revista, que é
“inconveniente” julgar o processo agora e chegou a fazer referências
a uma viagem a Berlim, na Alemanha, em que o ministro se encontrou com o
senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), hoje investigado por suas ligações
com o bicheiro Carlinhos Cachoeira.
A
representação, protocolada pelo PSDB, pede a investigação de três crimes:
coação no curso do processo, tráfico de influência ativo e, ainda, promessa de
vantagens indevidas.
Carlinhos
Cachoeira

 
Acusado de comandar a exploração do jogo ilegal em Goiás, Carlos Augusto Ramos,
o Carlinhos Cachoeira, foi preso na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal,
em 29 de fevereiro de 2012, oito anos após a divulgação de um vídeo em que
Waldomiro Diniz, assessor do então ministro da Casa Civil, José Dirceu, lhe
pedia propina. O escândalo culminou na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI)
dos Bingos e na revelação do suposto esquema de pagamento de parlamentares que
ficou conhecido como mensalão.
Escutas
telefônicas realizadas durante a investigação da PF apontaram contatos entre
Cachoeira e o senador democrata Demóstenes Torres (GO). Ele reagiu dizendo que
a violação do seu sigilo telefônico não havia obedecido a critérios legais.
Nos dias
seguintes, reportagens dos jornais Folha de S.Paulo e O Globo
afirmaram, respectivamente, que o grupo de Cachoeira forneceu telefones
antigrampos para políticos, entre eles Demóstenes, e que o senador pediu ao
empresário que lhe emprestasse R$ 3 mil em despesas com táxi-aéreo. Na
conversa, o democrata ainda vazou informações sobre reuniões reservadas que
manteve com representantes dos três Poderes.
Pressionado,
Demóstenes pediu afastamento da liderança do DEM no Senado em 27 de março. No
dia seguinte, o Psol representou contra o parlamentar no Conselho de Ética e,
um dia depois, em 29 de março, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF)
Ricardo Lewandowski autorizou a quebra de seu sigilo bancário.
O
presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), anunciou em 2 de abril que
o partido havia decidido abrir um processo que poderia resultar na expulsão de
Demóstenes, que, no dia seguinte, pediu a desfiliação da legenda, encerrando a
investigação interna. Mas as denúncias só aumentaram e começaram a atingir
outros políticos, agentes públicos e empresas.
Após a
publicação de suspeitas de que a construtora Delta, maior recebedora de
recursos do governo federal nos últimos três anos, faça parte do esquema de
Cachoeira, a empresa anunciou a demissão de um funcionário e uma auditoria. O
vazamento das conversas apontam encontros de Cachoeira também com os
governadores Agnelo Queiroz (PT), do Distrito Federal, e Marconi Perillo
(PSDB), de Goiás. Em 19 de abril, o Congresso criou a CPI mista do Cachoeira.

  • Jorge Vieira
  • 29/maio/2012

Deputado acusa Poder Legislativo de ser anexo do governo

O deputado Neto Evangelista (PSDB), segundo vice-presidente da Assembleia Legislativa, acusou, nesta manhã de terça-feira (29), o Poder Legislativo de ser um simples anexo do Palácio dos Leões. Indignado, ele propôs uma “moção de repúdio à Assembleia do Governo”.
Neto Evangelista se revoltou com uma manobra do vice-presidente Marcos Caldas (PRB), que, ao colocar em votação um requerimento do deputado Bira do Pindaré (PT), solicitando investigação sobre o assassinato de uma mulher dentro da delegacia em Boa Vista do Gurupi,  pediu que ele se retirasse da Mesa e convocou a deputada governista Francisca Primo (PT).
Como o requerimento era para a deliberação da Mesa e a deputada Cleide Coutinho (PSB), também da oposição, ajudava a condução dos trabalho, Marcos Caldas, sentindo-se minoria, decidiu trocar Neto por Francisca, provocando um ligeiro bate-boca entre os dois parlamentares.
Apesar do clima nada amistosos em plenário, a matéria foi colocada em votação na Mesa Diretora e as deputadas Cleide Coutinho e Francisca Primo votaram pela aprovação da investigação proposta por Bira. 
Caldas justificou sua atitude alegando ser regimental. 

  • Jorge Vieira
  • 29/maio/2012

Mídia deve ser livre, mas cumprir com o dever, diz Nobel da Paz

Nobel da Paz em 1984, o arcebispo sul-africano Desmond
Tutu defendeu ontem em São Paulo que “a mídia e a indústria de comunicação
precisam ser livres, mas devem cumprir suas obrigações com
responsabilidade”.
Para ele, que participou do 5º Congresso da Indústria da Comunicação, a
busca pela liberdade de expressão deve ser um objetivo de todos, não só dos
meios de comunicação.
Ainda no encontro, organizado ela Associação Brasileira de Agências de
Publicidade e pelo Fórum Permanente da Indústria da Comunicação, o presidente
do STF, Carlos Ayres Britto, disse que a liberdade “vitaliza” a
democracia.
“Imprensa e democracia são irmãos siameses.”
(Folha)

  • Jorge Vieira
  • 28/maio/2012

Deputado denuncia prefeito João Castelo ao Ministério Público

Depois de
14 dias de greve no sistema de transporte público em São Luís, o deputado
Roberto Costa (PMDB) subiu à tribuna para denunciar a omissão do prefeito da cidade,
João Castelo. De acordo com o parlamentar a única ação do prefeito foi dizer,
por meio de nota oficial, que nada tem a ver com a greve e que essa é uma
questão trabalhista.
“A única
ação do prefeito foi dizer que não tem nada a ver com a greve. Se ele não tem
nada a ver com a greve então os responsáveis são as 700 mil pessoas
prejudicadas? A presidente do TRT, desembargadora Ilka Esdra, é a única
autoridade que já interveio na greve e já fez, com excelência, tudo o que podia
dentro do âmbito judicial”, disse Costa.
Diante
dos fatos expostos por Costa, ele irá protocolar no Ministério Público, nesta
terça-feira (29), uma representação pedindo apurações sobre a omissão do
prefeito de São Luís no tocante à greve no sistema de transporte público em São
Luís.
O
parlamentar lembrou a decisão da desembargadora Ilka, a qual chama a atenção da
prefeitura enquanto concedente de um serviço público. “Em uma parte de sua
decisão, a doutora Ilka afirma que a intervenção da prefeitura é necessária:
‘Registra-se, ainda, que a Lei nº 8.987/1985, que dispõe sobre o regime de
concessão e permissão da prestação de serviços públicos, em seu art. 32, reza
que o poder concedente poderá intervir na concessão, com o fim de assegurar a
adequação na prestação do serviço, bem como o fiel cumprimento das normas
contratuais, regulamentares e legais pertinentes. Essa intervenção do
concedente na exploração do serviço concedido é necessária para assegurar a
regularidade e continuidade em caso de deficiência na prestação de serviços concessionário’”,
afirmou o deputado.
Roberto
Costa explicou que os danos da greve se estendem à população como um todo,
inclusive para os setores do comércio, educação e saúde. “De acordo com um
levantamento feito pelo Sindicato dos Comerciários, da CDL e da Fercomércio, os
comerciantes já tiveram um prejuízo em torno de 35%, portanto o comércio está
extremamente prejudicado. As aulas em muitas faculdades foram suspensas e nas
escolas vários alunos estão faltando. E as pessoas agora perderam até o direito
de ficar doentes, já que não tem nem como ir a um hospital”, lembrou Costa.
“É
necessário que o poder público municipal faça uma intervenção para garantir a
solução deste problema. E aqui eu falo sem nenhum rancor político ou
ideológico. O que não pode é a população ficar desassistida”, finalizou Roberto
Costa.

  • Jorge Vieira
  • 28/maio/2012

Vice-prefeito de Imperatriz desiste de disputar reeleição para não subir no palanque de Roseana

Carlos Amorim, Flávio Dino e Jean Carlos

O
vice-prefeito de Imperatriz, Jean Carlos, está comunicando oficialmente ao PDT
que desistiu de fazer parte da chapa do prefeito Sebastião Madeira,
argumentando não dispor de afinidade políticas, ideológicas e éticas para
dividir o mesmo palanque com o grupo da governadora Roseana Sarney (PMDB).

Embora
tenha sido eleito com o apoio do ex-governador Jackson Lago e dos partidos que
integram o campo de oposição à oligarquia Sarney, Madeira traiu a causa
oposicionista, sendo considerado hoje, o mais fiel aliado de Roseana na Região
Tocantina. 

Mesmo sendo do PSDB, fez campanha prá ela na eleição de 2010 e estreitou os laços com o grupo que sempre esteve com Sarney em Imperatriz. Para a oposição, Sebastião Madeira é considerado hoje um “sarneisista de carteirinha”. 

“Agradeço
aos companheiros a lembrança do meu nome na ultima reunião do PDT, mas já
comuniquei oficialmente ao presidente municipal de Imperatriz, deputado Carlinhos
Amorim, minha decisão pessoal de não mais integrar a chapa como vice prefeito
de Sebastião Madeira PSDB.



Além de recusar integrar a chapa que terá o apoio de Roseana Sarney nas eleições
municipais de Imperatriz em 2012, Jean Carlos adianta que “estarei caminhando
no palanque da oposição liderado pelo ex-deputado federal e Presidente da
EMBRATUR Flávio Dino”.




  • Jorge Vieira
  • 28/maio/2012

TJ apoia mutirão processual em Coroatá

O presidente
do Tribunal de Justiça do Maranhão, desembargador Antonio Guerreiro Júnior,
garantiu o apoio técnico do Poder Judiciário nas atividades do projeto
“Esforço Concentrado: Uma via de acesso à justiça e à cidadania”,
apresentado pela juíza Josane Braga, titular da 1º Vara de Coroatá.
A
iniciativa pretende dar maior agilidade à tramitação dos processos do Juizado
Especial Cível daquela comarca, onde ocorrerá um mutirão processual entre os
dias 18 e 22 de junho.
“O
TJMA vai oferecer o apoio logístico nas áreas de informática e telefonia, com
o envio de uma equipe de técnicos para adequação de rede e instalação de
computadores e equipamentos”, afirmou Guerreiro Júnior.
O
“esforço concentrado” vai contar com a participação de 12 juízes,
assessores e servidores da comarca. A previsão é de que sejam realizadas 600
audiências unas de conciliação, instrução e julgamento e proferidas
sentenças, despachos e decisões de aproximadamente 250 processos.
“Estamos
trabalhando muito para aproximar o jurisdicionado da Justiça e, sobretudo,
exercer aquilo que é a nossa função máxima – a prestação jurisdicional célere
e eficiente”, declarou a juíza Josane Braga, em reunião com o presidente
do TJMA.
O
projeto foi idealizado a partir da constatação de que a maior parte da
demanda de processos da 1ª Vara de Coroatá é referente ao rito dos juizados
cíveis.
De
acordo com dados do Relatório Mensal de Atividades (RMA) da unidade
jurisdicional, relativos ao mês de março de 2012, foi verificado um total de
3.669 processos, dos quais 2.001 (mais da metade) são processos do Juizado
Cível. Em média, são distribuídos 150 processos por mês para o Juizado
Especial Cível.
A
maioria dos processos envolve idosos e pensionistas, relacionados a
empréstimos consignados descontados em benefícios do INSS.

  • Jorge Vieira
  • 28/maio/2012

Episódio anômalo: Comportamento de Lula é indecoroso, avaliam ministros


“Se
ainda fosse presidente da República, esse comportamento seria passível
de impeachment por configurar infração político-administrativa, em que
um chefe de poder tenta interferir em outro”. A frase é do decano do
Supremo Tribunal Federal, ministro Celso de Mello, em
reação à informação de que o ex-presidente da República, Luiz Inácio
Lula da Silva, tem feito pressão sobre ministros do tribunal para que o
processo do mensalão não seja julgado antes das eleições municipais de
2012. “É um episódio anômalo na história do STF”, disse o ministro.

As informações sobre as pressões de Lula foram publicadas em reportagem da revista Veja deste fim de semana. Os dois mais antigos ministros do Supremo — além de Celso de Mello, o ministro Marco Aurélio — reagiram com indignação à reportagem. Ouvidos neste domingo (27/5) pela revista Consultor Jurídico, os dois ministros classificaram o episódio como “espantoso”, “inimaginável” e “inqualificável”.

De
acordo com os ministros, se os fatos narrados na reportagem da semanal
espelham a realidade, a tentativa de interferência é grave. Para o
ministro Celso de Mello, “a conduta do ex-presidente da República, se
confirmada, constituirá lamentável expressão de grave desconhecimento
das instituições republicanas e de seu regular funcionamento no âmbito
do Estado Democrático de Direito. O episódio revela um comportamento eticamente censurável, politicamente atrevido e juridicamente ilegítimo”.


o ministro Marco Aurélio afirmou que pressão sobre um ministro do
Supremo é “algo impensável”. Marco afirmou que não sabia do episódio
porque o ministro Gilmar Mendes, como afirmou a revista Veja,
tinha relatado o encontro com Lula apenas ao presidente do STF, ministro
Ayres Britto. Mas considerou o fato inconcebível. “Não concebo uma
tentativa de cooptação de um ministro. Mesmo que não se tenha tratado do
mérito do processo, mas apenas do adiamento, para não se realizar o
julgamento no semestre das eleições. Ainda assim, é algo inimaginável.
Quem tem de decidir o melhor momento para julgar o processo, e decidirá,
é o próprio Supremo”.

De acordo com Veja, o ministro
Gilmar Mendes foi convidado para um encontro com Lula no escritório de
Nelson Jobim, advogado, ex-presidente do Supremo e ex-ministro da Defesa
do governo petista. Lula teria dito a Mendes que é inconveniente que o
mensalão seja julgado antes das eleições e afirmado que teria o controle
político da CPI do Cachoeira. Ou seja, poderia proteger Gilmar Mendes.

O
encontro foi patrocinado por Jobim. Lula começou por
oferecer “proteção” a Gilmar Mendes, no âmbito da CPI do Cachoeira, uma
vez que ele teria a comissão sob seu comando. Gilmar reagiu
negativamente e Jobim tentou consertar: “O que o presidente quis dizer é
que o Protógenes pode querer convocá-lo”. Ao que Gilmar teria retrucado
que, nesse caso, quem precisa de proteção é ele, pelas suas ligações
com o esquema de Cachoeira. Ao repetir que suas ligações com o senador
Demóstenes nunca passaram dos limites institucionais, Lula teria
perguntado sobre a viagem de Gilmar e Demóstenes a Berlim. “Vou a Berlim
como você vai a São Bernardo do Campo. Minha filha mora lá. Vá fundo na
CPI”. Mendes confirma o encontro com Demóstenes na Alemanha, mas
garante que pagou as despesas da viagem de seu bolso. Sem favor de
ninguém.

O ministro Celso de Mello lamentou a investida. “Tentar interferir dessa maneira em um julgamento do STF é inaceitável
e indecoroso. Rompe todos os limites da ética. Seria assim para
qualquer cidadão, mas mais grave quando se trata da figura de um
presidente da República. Ele mostrou desconhecer a posição de absoluta
independência dos ministros do STF no desempenho de suas funções”, disse
o decano do Supremo.

Para Marco Aurélio, qualquer tipo de
pressão ilegítima sobre o STF é intolerável: “Julgaremos na época em que
o processo estiver aparelhado para tanto. A circunstância de termos um
semestre de eleições não interfere no julgamento. Para mim, sempre
disse, esse é um processo como qualquer outro”. Marco também disse
acreditar que nenhum partido tenha influência sobre a pauta do Supremo.
“Imaginemos o contrário. Se não se tratasse de membros do PT. Outro
partido teria esse acesso, de buscar com sucesso o adiamento? A resposta
é negativa”, afirmou.

De acordo com o ministro, as referências do
ex-presidente sobre a tentativa de influenciar outros ministros por via
indireta são quase ingênuas. “São suposições de um leigo achar que um
integrante do Supremo Tribunal Federal esteja sujeito a esse tipo de
sugestão”, disse. Na conversa relatada por Veja, Lula teria
dito que iria pedir ao ministro aposentado Sepúlveda Pertence para falar
com a ministra Cármen Lúcia, sua prima e a quem apadrinhou na indicação
para o cargo. E também que o ministro Lewandowski só liberará seu voto
neste semestre porque está sob enorme pressão.

Marco Aurélio não
acredita em nenhuma das duas coisas: “A ministra Cármen Lúcia atua com
independência e equidistância. Sempre atuou. E ela tem para isso a
vitaliciedade da cadeira. A mesma coisa em relação ao ministro Ricardo
Lewandowski. Quando ele liberar seu voto será porque, evidentemente,
acabou o exame do processo. Nunca por pressão”.

O ministro Celso de Mello também disse que a
resposta de Gilmar Mendes “foi corretíssima e mostra a firmeza com que
os ministros do STF irão examinar a denúncia na Ação Penal que a
Procuradoria-Geral da República formulou contra os réus”. Para o decano
do STF, “é grave e inacreditável que um ex-presidente da República tenha
incidido nesse comportamento”.

De acordo com o decano, o episódio é grave e inqualificável sob todos os aspectos: “Um
gesto de desrespeito por todo o STF. Sem falar no caráter indecoroso é
um comportamento que jamais poderia ser adotado por quem exerceu o mais
alto cargo da República. Surpreendente essa tentativa espúria de
interferir em assunto que não permite essa abordagem. Não se pode
contemporizar com o desconhecimento do sistema constitucional do país
nem com o desconhecimento dos limites éticos e jurídicos”.

Celso
de Mello tem a convicção de que o julgamento do mensalão observará
todos os parâmetros que a ordem jurídica impõe a qualquer órgão do
Judiciário. “Por isso mesmo se mostra absolutamente inaceitável esse ensaio
de intervenção sem qualquer legitimidade ética ou jurídica praticado
pelo ex-presidente da República. De qualquer maneira, não mudará nada.
Esse comportamento, por mais censurável, não afetará a posição de
neutralidade, absolutamente independente com que os ministros do STF
agem. Nenhum ministro permitirá que se comprometa a sua integridade
pessoal e funcional no desempenho de suas funções nessa Ação Penal”,
disse o ministro.

Ainda de acordo com o decano do
Supremo, o processo do mensalão será julgado “por todos de maneira
independente e isenta, tendo por base exclusivamente as provas dos
autos”. O ministro reforçou que a abordagem do ex-presidente é
inaceitável: “Confirmado esse diálogo entre Lula e Gilmar, o
comportamento do ex-presidente mostrou-se moralmente censurável. Um
gesto de atrevimento, mas que não irá afetar de forma alguma a isenção, a
imparcialidade e a independência de cada um dos ministros do STF”.

Celso de Mello concluiu: “Um
episódio negativo e espantoso em todos os aspectos. Mas que servirá
para dar relevo à correção com que o STF aplica os princípios
constitucionais contra qualquer réu, sem importar-se com a sua origem
social e que o tribunal exerce sua jurisdição com absoluta isenção e
plena independência”.

O anfitrião do encontro entre
Lula e Gilmar Mendes, Nelson Jobim, negou que o ex-presidente tenha
feito pressão sobre o ministro do Supremo. De acordo com notícia
publicada no Blog do Noblat na noite deste domingo, em entrevista ao jornal Zero Hora,
do Rio Grande do Sul, que será publicada nesta segunda-feira (28/5),
Jobim repetiu o que disse desde que a semanal chegou às bancas: “nada do
que foi relatado pela Veja aconteceu”. O ex-ministro ainda disse ao jornal: “Estranho
que o encontro tenha acontecido há um mês e só agora Gilmar venha se
dizer indignado com o que ouviu de Lula. O encontro foi cordial. Lula
queria agradecer a colaboração de Gilmar com o seu governo”.

Rodrigo Haidar é editor da revista Consultor Jurídico em Brasília.

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