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  • Jorge Vieira
  • 23/maio/2013

Sarney, censura e ditadura: uma semana que resume sua história

 
Sarney tenta se pintar de democracia desde 1984, com a
derrocada do regime ditatorial que ele ajudou a criar e que o criou, apoiando
sua eleição a governador em 1965. E, por mais que ele tente através de
biografias encomendadas, discursos no Senado e imprensa comprada, a imagem do
velho coronel não sai dele.
Dois processos que foram julgados esta semana demonstram com maior
contundência que qualquer artigo em defesa de Sarney a postura típica estadista-às-avessas
que o oligarca maranhense adota ao longo dos anos.
Numa mesma semana, Sarney conseguiu manter a censura ao
jornal O Estado de São Paulo, que desde 2009 está proibido de divulgar qualquer
informação sobre as investigações que acusam seu filho Fernando Sarney de fazer
Caixa 2 para Roseana Sarney nas eleições de 2006.
Nenhuma crítica ou investigação sobrevive às investidas de
Sarney em todas as esferas de poder, tramando para se safar de inquéritos,
condenações, críticas, sejam elas as mais embasadas possíveis.
Nem mesmo um blog escapou. Também na última semana, uma
blogueira do Amapá teve as contas bloqueadas por dever R$ 2 milhões depois de
processo movido por José Sarney devido a uma crítica tecida pela jornalista
Alcinea Cavalcante.
O detalhe é: Alcinea é aposentada e teve todos os seus bens
bloqueados por ousar criticar o chefe do clã mais longevo do país. É justo,
Sarney?

  • Jorge Vieira
  • 23/maio/2013

Comissão Parlamentar da Verdade define lista de nomes a serem ouvidos

A Comissão Parlamentar da Verdade do Maranhão (CPV/MA) se reuniu durante toda tarde desta quara-feira (22), na Sala de Comissões da Assembleia Legislativa. O deputado Bira do Pindaré (PT), presidente da Comissão mediou os trabalhos ao lado dos deputados Othelino Neto (MD) e Carlinhos Amorim (PDT).

A reunião teve como objetivo definir a lista de nomes das pessoas que serão ouvidas oficialmente pela CPV/MA. As datas das oitivas ainda não foram definidas pelos membros da Comissão. Foram listados 53 nomes de vítimas e/ou familiares de vítimas em todo o estado.

Ao final dos trabalhos e oitivas da CPV/MA será elaborado um relatório que será encaminhado a Comissão Nacional da Verdade. Várias personalidades do Maranhão com reconhecida atuação junto aos movimentos sociais e aos movimentos de esquerda contribuíram com a audiência e indicaram nomes a serem ouvidos.

O poeta Joãozinho Ribeiro, a ex-deputada Helena Heluy, o ex-deputado Haroldo Sabóia, o advogado Antônio Pedrosa, os jornalistas Franklin Douglas e Aldionor Salgado, o bispo Dom Xavier Guilles e o advogado da Comissão Pastoral da Terra Diogo Cabral engrandeceram os debates apontando nomes e sugestões quanto à metodologia das oitivas.

Francisco Soares, sobrinho do militante político de esquerda Ruy Frazão, compareceu ao evento e comprometeu-se em contribuir com o que for necessário na recuperação da memória e da verdade no Maranhão e no Brasil. Diogo Cabral destacou o massacre sofrido por 20 trabalhadores rurais na região limítrofe entre Buritucupu e Santa Luzia, no ano de 1979.

De acordo com o trabalhador rural Manoel do Pindaré, as ossadas dos trabalhadores estão em uma depressão/buraco de difícil acesso justamente entre os dois municípios. Os ex-deputados Haroldo Sabóia e Helena Heluy foram os que mais contribuíram com a indicação de nomes.

A Sociedade Maranhense de Direitos Humanos a CPT e a FETAEMA apresentaram uma lista com mais de 140 nomes de trabalhadores rurais assassinados durante o período da Ditadura Militar. A próxima reunião da CPV/MA, com data a ser definida, definirá o calendário das oitivas e as prioridades.
Lista elaborada pela Comissão Parlamentar da Verdade do MA

Alípio Cristiano de Freitas
André Carneiro
Antonio Campos
Augusto José do Nascimento
Bandeira Tribuzzi
Benedito Buzar
Carlos César Armes
Carlos Lima
Cesar Teixeira
Diguinho
Dom Xavier
Francisco das Chagas
Gilmar
Hortencia dos Santos
Hubert Lima de Macedo
João (Rocha)
João Carlos Rass Sobrinho
João Francisco dos Santos
Joãozinho Ribeiro
José Alexandre
José Antonio Magalhaes Monteiro
José Augusto Mochel
José Mário Machado
Keyla
Kleber Leite
Lélis
Luís Alberto (Luisão)
Malaquias
Manoel da Conceição
Manoel da Ematé
Manoel Ventura
Maria Aragão
Maria de Lourdes Siqueira
Marileide
Monsenhor Hélio Maranhão
Nagib Jorge Neto
Nazaré Castro Gomes
Neiva Moreira
Nonatinho
Nonato Pudim
Othelino Nova Alves
Padre Eider Furtado
Raimundo Miolo
Rosa Mochel
Rui Frazão
Salvio Dino
Tácito Borralho
Thomás José dos Santos
Valmir
Zé Machado
Zé Maria

  • Jorge Vieira
  • 23/maio/2013

Dino fará palestra no projeto Brasil de Idéias

Flávio Dino, presidente da Embratur
O presidente
da Embratur, Flávio Dino, foi convidado para a edição de Maio 2013 do projeto Brasil
de Ideias
, promovido mensalmente pela Revista Voto. O evento será realizado
amanhã (24), no Sheraton Porto Alegre, das 12h às 14 h.
O projeto
aborda debates de relevância nacional e desta vez trará o tema “Como os grandes
eventos devem impactar o crescimento do turismo no Brasil?”, que será discutido
com presidente da Embratur no Hotel Sheraton, em Porto Alegre.
A revista
Voto, que está há 9 anos no mercado editorial, conversará com Flávio Dino sobre
os grandes eventos que o Brasil tem recebido e os impactos para o turismo.
O evento
promete ser bastante produtivo, diante das recentes propostas de Flávio Dino
para incentivar o crescimento de visitantes estrangeiros no país. Em debate no
Senado Federal, Flávio Dino defendeu o fim recíproco dos vistos para turistas
norte-americanos e brasileiros.
Outras
propostas que vêm sendo defendidas por Dino é a política de Céus Abertos (que
visa aumentar a concorrência no mercado de passagens aéreas e diminuir o preço
de vôos dentro do país) e incentivos à rede hoteleira para baixar preços das
hospedagens no Brasil.

  • Jorge Vieira
  • 23/maio/2013

Pegou mal: Piti de Roseana repercute em todo país. Enquanto isso, Flávio Dino trabalha

Foi
péssima a impressão causada por Roseana Sarney na reunião com o vice-presidente
da República, Michel Temer, para tratar das eleições de 2014. Os chiliques da
governadora do Maranhão para tentar impedir o avanço de Flávio Dino nas
pesquisas chegaram até Brasília e tiveram repercussão nos principais jornais do
país.

Folha
de São Paulo, Correio Braziliense, O Globo, Veja e Valor Econômico destacaram o
piti dado por Roseana Sarney durante um jantar em que a presidente Dilma
Rousseff era esperada, mas acabou desmarcando em cima da hora. Roseana reclamou
do apoio da maior parte do PT à pré-candidatura de Flávio Dino.

Acostumada
a tomar o poder na marra, Roseana se vê encurralada com a falta de apoio
nacional. O jornal Correio Braziliense chegou a destacar o “sentimento de
descarte do tipo ‘não servimos para cargos e agora nem para candidatos a
governos estaduais” que tomou conta dos depoimentos durante o jantar.
Enquanto
Roseana dá piti, Flávio Dino trabalha
Os
jornais O Globo e Folha de São Paulo também registraram o descontentamento da
família Sarney com o espaço concedido a Flávio Dino pela presidente Dilma. O
destaque que o trabalho de Flávio Dino vem recebendo pelo bom desempenho da
Embratur desde a sua entrada incomoda o clã Sarney.
Enquanto
Roseana esbravejou contra o vice-presidente da República, tentando culpar o
governo federal pelos péssimos índices do Maranhão, Flávio Dino discutia com o
Senado Federal novas políticas de incentivo ao turismo no Brasil (em reunião que
aconteceu na manhã de ontem).
No
dia em que aconteceu o jantar polêmico, Flávio Dino recebia parlamentares
alemães e fechava novas estratégias de turismo entre os dois países, alcançando
investimentos da Alemanha no Brasil.
É
assim: quem trabalha tem valor reconhecido. Já quem só descansa, tem que rodar a
baiana em Brasília!

  • Jorge Vieira
  • 23/maio/2013

O delírio de Sarney e a liberdade de imprensa

Ontem foi um dia tristemente tenebroso para a liberdade de
imprensa no Brasil, pois o Tribunal de Justiça de Brasilia manteve uma absurda,
injusta e ditatorial censura ao Jornal Estado de São Paulo, impedindo-o de
escrever uma linha sequer sobre o empresário Fernando Sarney.
E por ironia ou tragédia do destino, a chancela definitiva da
mordaça ao jornal Estadão imposta pelo judiciário de Brasilia, ocorreu no dia
da morte de Ruy Mesquita, seu octogenário diretor que tanto lutou nos “anos de
chumbo” da ditadura contra a censura à imprensa. Dr. Ruy, como era chamado, não
viveu para ver essa atrocidade.
No entanto, enquanto os meritíssimos desembargadores do
Tribunal de Justiça de Brasilia mantinham a censura ao Estadão, que já dura 04
anos, no plenário do Senado da República, o “homem incomum”, José Sarney, fazia
um discurso delirantemente cínico – e vejam só – em homenagem à liberdade de
imprensa, dizendo que era em homenagem a Ruy Mesquita, a quem pediu voto de
pesar.
José Sarney foi enfático ao criticar o que ele chamou “os
excessos da imprensa”, afirmando que o tempo corrigiria e restabelecia a
verdade. Aí, como que fazendo o coroamento de seu delírio cínico, Sarney
afirmou: “ Vejam as injustiças que a imprensa de seu tempo fez a Ruy Barbosa.
Os jornais o achincalhavam. E hoje, quem lembra desses ataques a Ruy?
Ninguem…”
Nas entrelinhas de seu de discurso surreal, Sarney comparou-se
a Ruy Barbosa e deixou a certeza que os “excessos da imprensa” a ele e sua
família, dentre os quais o empresário Fernando Sarney, que impôs a censura
definitiva ao Jornal Estadão, serão corrigidos pelo tempo e eles serão
reverenciados pelas gerações futuras. Ou seja, Sarney é o nosso Ruy Barbosa do século XXI.
A única liberdade de imprensa que José Sarney conhece, é a de
seu império de comunicação, formado por cadeia de televisão, radio, jornal,
portal na internet, para atacar adversários políticos. Essa é a trena do
Oligarca para medir a liberdade de imprensa.
A liberdade de imprensa de José Sarney limita-se a mandar
bloquear contas bancárias do combativo Jornal Pequeno, e o blog da professora
Alcineia Cavalcante, do Amapá, porque ambos publicaram matéria que desagradaram
nosso Ruy Barbosa do Século XXI.

  • Jorge Vieira
  • 23/maio/2013

Candidato não decola e Roseana vai ao desespero

A indiferença com que a população maranhense
observa o esforço da oligarquia Sarney para tentar viabilizar eleitoralmente a
candidatura do secretário de Infraestrutura, Luís Fernando Silva, o “Picolé de
Chuchu”, ao governo em 2014, está levando a governadora Roseana Sarney ao
desespero.
Como as pesquisas qualitativas indicam que o
escolhido por Roseana e Jorge Murad não possui perspectiva de crescimento junto
ao eleitorado, a governadora resolveu sentar praça em Brasília para tentar atrapalhar
a desenvoltura com que o presidente da Embratur, Flávio Dino, transita no
Governo Dilma.
Roseana anda reclamando com os caciques
peemdebistas o espaço ocupado por Dino no governo federal e a visibilidade que
tem adquirido no comando da Empresa Brasileira de Turismo, chegando ao ponto de
responsabilizar a presidente Dilma pelo crescimento de Dino na opinião pública.
No jantar oferecido pelo vice-presidente Michel
Tamer, no início desta semana, no Palácio Jaburu, em Brasília, segundo revelou
o colunista da revista “Veja”, Lauro Jardim, Roseana se queixou até dos
dissidentes do PT que criticam seu desgoverno no Maranhão.
Segundo o colunista, “Roseana Sarney também
queixou-se do fato de Flávio Dino, seu ferrenho adversário e presidente da
Embratur nomeado por Dilma, não poupar críticas públicas ao seu governo”.
Roseana desenvolve atualmente a pior administração
da história recente do Estado e quer que a oposição feche os olhos, que pare de
denunciar as mazelas de um governo corrupto, que promete e não faz e está
levando o Maranhão a alcançar os piores indicadores econômicos e sociais do
país. 
A governadora também se movimenta nos bastidores de
Brasília para atrapalhar a administração do prefeito Edivaldo Holanda Júnior,
aliado de Flávio Dino. Corre nos bastidores políticos que a demora do AGU
(Advocacia Geral da União) em deliberar sobre o pedido de licença de Felipe
Camarão para que ele possa assumir de fato a Secretaria de Urbanismo, teria o
dedo da governadora e do seu pai José Sarney.
O blog do jornalista Raimundo Garrone lembra, em
post publicado nesta manhã de quinta-feira, que em outras oportunidades, como, por
exemplo, quando assumiu o Procon no governo Roseana Sarney, a sua liberação foi
muito mais do que célere, sem que a AGU tivesse colocado qualquer empecilho.
A AGU deveria vir a público explicar porque usa dois pesos e duas medidas para liberar o mesmo servidor, ninguém entende é oporque da demora em apreciar o pedido. Será porque agora é para assumir uma secretaria do prefeito que quer derrotar a oligarquia do Sarney? 

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