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  • Jorge Vieira
  • 21/jan/2014

Preso é encontrado morto em Pedrinhas; presídio já soma 3 morte em 2014

Aliny
Gama
Do UOL
Foto – Beto Macário
CDP
(Centro de Detenção Provisória) de Pedrinhas em São Luís; presídio acumula 3
mortes em 2014
Um preso
foi encontrado morto na CCPJ (Central de Custódia de Presos de Justiça) do
Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, no início da manhã desta
terça-feira (21).
Segundo
informações do Sindspem (Sindicato dos Servidores do Sistema Penitenciário do
Maranhão), o preso Jó de Sousa Nojosa foi encontrado enforcado no bloco D da
ala, considerada a mais violenta de Pedrinhas.
Esta é a
terceira morte ocorrida no complexo de Pedrinhas este ano, que está sob a
segurança da PM (Polícia Militar) e da Força de Segurança Nacional
O
Maranhão passa por uma crise na área de segurança pública que tem como foco o
complexo de Pedrinhas. Superlotado, com 1.700 vagas e 2.200 presos, o complexo
registrou 60 assassinatos de presos em 2013, sendo que a maioria deles foi
ocasionado por briga entre facções criminosas que agem dentro dos presídios
maranhenses.
Um
relatório do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) mostrou que o domínio de
facções criminosas que agem dentro dos presídios maranhenses deixam as unidades
prisionais “extremamente violentas”, causando diversos assassinatos e
estupros, e acabam comprometendo a segurança do local.
O clima é
de tensão na CCPJ de Pedrinhas desde a semana passada. Os presos estão
pressionando a saída do Batalhão de Choque da PM e chegaram a entrar em greve
de fome por quatro dias.
Na última
quinta-feira (16), detentos tentaram se rebelar por duas vezes. No último
motim, ocorrido na parte da noite, a polícia disse que encontrou um revólver 38
e 16 munições intactas após dois homens da Força Nacional terem sido alvo de
tiros, mas se protegeram com os escudos.
Nessa
segunda-feira (20), nove líderes do Bonde dos 40, facção que ordenou os ataques
a quatro ônibus no último dia 3, a qual matou uma menina de seis anos e feriu
mais quatro pessoas, foram transferidos do complexo penitenciário de Pedrinhas,
em São Luís, para presídios federais de segurança máxima.
De acordo
com a Sejap (Secretaria de Justiça e Administração Penitenciária), o preso
morreu por enforcamento com uma ‘teresa’ – espécie de corda feita com lençóis.
O Icrim
(Instituto de Criminalística) está realizando uma perícia no local e somente
após o trabalho é que será possível apontar as circunstâncias da morte do
preso.
Durante a
manhã, um carro do IML (Instituto Médico Legal) estava na central de custódia
aguardando o corpo ser liberado para levar para necropsia.

  • Jorge Vieira
  • 21/jan/2014

Roseana contrata sem licitação empresa de doador para construir cadeias no MA

Estadão

A
governadora Roseana Sarney (PMDB) contratou sem licitação a empresa
Techmaster Engenharia para construir três cadeias em meio à pior crise da
história do sistema penitenciário do Maranhão. A empresa doou R$ 225 mil
para o diretório maranhense do PMDB nas eleições de 2010, quando
Roseana foi reeleita. Na mesma edição do Diário Oficial do
Maranhão em que foi publicada a contratação, no dia 2 de janeiro, também
foi anunciada que a Sociedade Norte Técnica de Construção (Sonortec) vai
reformar uma prisão que, segundo agentes penitenciários, já deveria ter sido
recuperada pela empresa no ano passado. As informações são do jornal O Estado
de S. Paulo.

“Tudo leva
a crer que a mesma empresa está sendo contratada de novo sem licitação para
reformar o mesmo presídio. É a reforma da reforma”, afirmou à reportagem o
deputado Rubens Júnior (PCdoB), líder da oposição na Assembleia
Legislativa. O governo do Maranhão negou quaisquer irregularidades,
mas a contratação da Sonortec também foi feita sem concorrência.
Não há
nos contratos citados no Diário Oficial menção ao valor que será pago
às duas empresas pelos serviços. De acordo com os contratos da Secretaria de
Justiça e Administração Penitenciária (Sejap), a Techmaster construirá
presídios nas cidades de Brejo, Pinheiro e Santa Inês. Os contratos, celebrados
em dezembro, têm prazo de 90 dias. Segundo o site da Receita Federal,
a principal atividade da Techmaster é “construção de edifícios”.
Violência no Maranhão                   
O Estado
do Maranhão enfrenta uma crise dentro e fora do sistema carcerário que tem como
principal foco o Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Segundo o Conselho
Nacional de Justiça, 59 detentos foram mortos no presídio somente em 2013, o
que revelou uma falta de controle no local.
No dia 3
de janeiro, uma onda de ataques a ônibus em São Luís mobilizou a Polícia
Militar nas ruas da capital maranhense e dentro do presídio, já que as
investigações apontam que as ordens dos atentados partiram de Pedrinhas.
Nos
ataques do dia 3, quatro ônibus foram incendiados e cinco pessoas ficaram
feridas, incluindo a menina Ana Clara Santos Sousa, 6 anos, que morreu no
hospital alguns dias depois, com 95% do corpo queimado.
A questão
dos problemas no sistema prisional maranhense ganhou mais destaque no dia 7 de
janeiro, quando o jornal Folha de S. Paulo divulgou um vídeo gravado em
dezembro, onde presos celebram as mortes de rivais dentro do complexos. Após
essas imagem de presos decapitados serem divulgadas, o governo Roseana Sarney
passou a ser pressionado pela Organização das Nações Unidas, pela Anistia
Internacional, pelo CNJ e até pela Presidência da República.
No dia 10
de janeiro, a presidente Dilma Rousseff divulgou pelo Twitter que
“acompanha com atenção” a questão de segurança no Maranhão. O Governo Federal
passou a oferecer vagas em presídios federais, ao mesmo tempo em que a Comissão
de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) visitou o complexo de
Pedrinhas.
No dia 14
de janeiro, um grupo de advogados militantes na defesa dos direitos humanos
protocolou na Assembleia Legislativa do Maranhão um pedido de
impeachment contra a governadora Roseana Sarney. Segundo o grupo, composto
por nove advogados de São Paulo e três do Maranhão, a governadora incorreu em
crime de responsabilidade porque não teria tomado providências capazes de
impedir a onda de violência que deixou mortos e feridos dentro e fora do
Complexo Penitenciário de Pedrinhas, desde o início do ano.
Em 16 de
janeiro, o presidente da Assembleia Legislativa, Arnaldo Melo (PMDB),
decidiu arquivar o pedido de impeachment após parecer técnico da
assessoria jurídica da Casa. O arquivamento do processo foi feito sob a
justificativa de que o pedido “é inepto e não tem condições de ser
conhecido”.

  • Jorge Vieira
  • 21/jan/2014

Trabalho de Edivaldo é reconhecido em Brasília

Ao assinar os convênios do
Ministério dos Esportes com a Prefeitura de São Luís, na manhã de ontem, o
representante da Secretaria Nacional de Esportes, Márcio Marques, elogiou a
postura do prefeito Edivaldo Holanda como gestor público.

Segundo Márcio Marques, “a
fama de bom administrador do prefeito Edivaldo Holanda já chegou a Brasília,
dai a agilidade com que os projetos para São Luís estão sendo
viabilizados”. 
O prefeito Edivaldo
aproveitou a ‘deixa’ para informar que o primeiro ano do seu governo foi para
arrumar a casa e colocar os serviços essenciais em ordem, e que agora será a
vez das obras que a cidade necessita, como as avenidas interbairros.
Após fazer uma breve
análise das dificuldades que teve para administrar no início do mandato,
Holanda Jr. falou sobre atual momento do município: “Conseguimos tirar o
paciente da UTI e colocá-lo numa etapa muito melhor”, avaliou.

  • Jorge Vieira
  • 21/jan/2014

Procurador-geral da República ouve ONGs para avaliar pedido de intervenção em Pedrinhas

O  procurador-geral da
República, Rodrigo Janot, reúne-se amanhã (21) com representantes de
organizações de defesa e promoção dos direitos humanos para discutir a
possibilidade de pedir  intervenção federal no Maranhão por causa da crise
no sistema carcerário estadual e seus efeitos na segurança pública local. Além
disso, os representantes das organizações não-governamentais ((ONGs) 
Justiça Global, Conectas, Sociedade Maranhense de Direitos Humanos e da seccional
da Ordem dos Advogados do Brasil no estado (OAB-MA) pretendem avaliar com Janot
a possibilidade de transferir da justiça estadual para a federal a investigação
dos assassinatos ocorridos no interior do Complexo Penitenciário de Pedrinhas,
em São Luís.
Segundo o coordenador do programa de Justiça da Conectas, Rafael
Custódio, as organizações também vão pedir que o Conselho Nacional de Política
Criminal e Penitenciária, vinculado ao Ministério da Justiça, envie uma equipe
para inspecionar Pedrinhas. As três entidades afirmam que representantes da
sociedade civil estão sendo proibidos de entrar no complexo penitenciário para
checar a real situação dos presos após os últimos acontecimentos. “A
inspeção de Pedrinhas por uma missão enviada pelo conselho contornaria as
dificuldades encontradas pelas organizações de defesa e promoção dos direitos
humanos e resultaria em um relatório de grande importância”, disse
Custódio à Agência Brasil.
Segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), 60 detentos foram mortos
ao longo do ano passado dentro do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, o maior
do estado e de onde, segundo as próprias autoridades maranhenses, partiram as
ordens para que ônibus e delegacias fossem atacados entre os últimos dias de
2013 e os primeiros dias deste ano. Só na noite do último dia 3, cinco ônibus
foram incendiados na capital. Em um deles, cinco passageiros ficaram gravemente
feridos, entre eles a menina Ana Clara, de 6 anos, que teve 95% do corpo
queimado e morreu em consequências das complicações no último dia 6.
Na última sexta-feira (17), mais um princípio de motim teve que ser
contido em Pedrinhas por homens da Polícia Militar (PM) e da Força Nacional de
Segurança Pública. Apesar da presença de homens da Força Nacional e da PM no
interior do presídio, em apenas três dias, quatro mulheres foram presas
tentando entrar com drogas durante a visita aos presos.
Todos esses problemas levaram a Justiça Global, a Conectas e a Sociedade
Maranhense de Direitos Humanos a pedir a Janot, no último dia 7, 
intervenção federal em Pedrinhas e a federalização dos crimes contra os
direitos humanos ocorridos no sistema carcerário maranhense. 
“Informações do CNJ e do Conselho Nacional do Ministério Público
trouxeram a público o quadro caótico instaurado pelas autoridades competentes e
por facções criminosas com relação à integridade dos presos e de suas famílias,
como as denúncias de estupro contra mulheres e irmãs dos presos que visitam as unidades”,
afirmam as organizações no documento enviado a Janot. “Frente às
gravíssimas violações e ao quadro vigente […], acreditamos ser de extrema
importância o deslocamento da investigação dos crimes já cometidos para o Poder
Judiciário federal e para o Ministério Público Federal. Acreditamos que a
federalização possibilitará uma investigação mais célere e independente, em
respeito às leis brasileiras e aos tratados internacionais do quais o país é
signatário”, concluem as organizações.
Embora acredite que o procurador-geral vá fazer o pedido, Custódio disse
que ainda não está claro se Janot avalia pedir intervenção federal no estado,
no sistema carcerário maranhense ou apenas no Complexo Penitenciário de
Pedrinhas, conforme pediram as três ONGs. “Não sei se, para o
procurador-geral, o que está em jogo é o sistema como um todo, Pedrinhas ou o
estado. Nós [Conectas, Justiça Global e SMDH], quando prepararamos o pedido,
achamos que a intervenção teria mais chances de prosperar, caso estivesse
fechada no caso de Pedrinhas, que responde por quase a totalidade dos problemas
do sistema carcerário maranhense”, ressaltou Custódio. Ele explicou que,
caso Janot decida pelo pedido, caberá ao Supremo Tribunal Federal (STF)
autorizar.
“E, historicamente, o STF tem agido de forma conservadora na
análise dos pedidos de intervenção. É válido que os ministros da Corte sejam
precavidos e acredito que eles tenham receio de mexer com as instituições e de
uma possível ruptura no pacto federativo – até mesmo por causa de nosso passado
recente –, mas, se os legisladores criaram a possibilidade legal, é porque
nossa sociedade estabeleceu que esse pacto pode ser quebrado quando se tratar
de um caso que exija urgência. E, neste caso concreto, o Maranhão não tem
conseguido garantir a integridade dos presos e um mínimo de segurança no
sistema”, concluiu Custódio.

  • Jorge Vieira
  • 21/jan/2014

Prefeitura convoca professores aprovados em seletivo da Educação

A
Prefeitura de São Luís homologou na tarde desta segunda-feira (20) o resultado
final do processo seletivo para professores da rede municipal de ensino,
publicado no site da Fundação Sousândrade, organizadora do certame (www.sousandrade.org.br).
Entre os
dias 27 e 30 de janeiro, cada um dos 650 novos professores da rede municipal de
ensino deve apresentar-se na sede da Secretaria de Educação (Semed) – Rua 7 de
setembro, 238, Centro, portando os documentos necessários à contratação. Após a
fase de entrega dos documentos, a posse será efetivada no dia 03 de fevereiro.
“Iniciaremos
o ano letivo com 650 novos professores em salas de aula ministrando todas as
matérias na rede, o que significa um grande avanço para as nossas crianças.
Nosso compromisso é fazer concurso ainda este ano para sanar a demanda por
profissionais da educação”, enfatizou o prefeito Edivaldo.
Foram
selecionados profissionais para atuação nas áreas de Artes, Ciências, Educação
Física, Filosofia, Geografia, História, Inglês, Matemática, Música, Português e
Teatro, além de salas de recurso,
com professores voltados para o trabalho na Educação
Especial. A distribuição das vagas foi feita em núcleos e o candidato pôde
optar pela área geográfica da cidade onde preferiria trabalhar.
Para o
secretário municipal de Educação, Geraldo Castro, a contratação de novos
profissionais para reforçar o quadro da rede é reflexo da valorização do
ensino. “Estamos cumprindo uma etapa do trabalho que precisamos desenvolver a
partir de meta estipulada pelo prefeito Edivaldo Holanda Júnior que é termos
toda criança na escola. Queremos proporcionar ambientes escolares saudáveis,
afetivos, com profissionais capacitados e motivados. Este é, nessa perspectiva,
um passo firme em direção à qualificação maior do ensino”, disse.
Os novos
integrantes do corpo docente da rede municipal de ensino serão incorporados ainda
este mês para já ministrarem aulas de recomposição do calendário letivo 2013 e
iniciarem o ano letivo 2014. De acordo com o edital, o candidato que não
comparecer no prazo determinado ou deixar de apresentar a documentação exigida
fica automaticamente impedido de ser contratado.
Confira a
lista dos documentos requisitados para contratação dos aprovados do processo
seletivo da Semed. Todos os documentos deverão ser copiados em duas vias e
estar acompanhados dos respectivos originais para efeito comprobatório.
– 2
Fotografias 3X4 iguais e recentes;

Carteira de Identidade – RG;

Cadastro de Pessoa Física – CPF;
– Título
de eleitor e comprovante de votação da última eleição;

PIS/PASEP;

Certificado de reservista (para os aprovados do sexo masculino);

comprovante de residência referente ao último mês;

certidão negativa recente de foro criminal da Justiça Federal;

atestado de saúde ocupacional emitido por médico do trabalho, no qual haja
expressa indicação de que o candidato está apto a exercer as atribuições do
emprego público para o qual está sendo contratado;

Certidão de Nascimento ou Casamento;

Certidão de Nascimento dos dependentes (se houver);

declaração de bens;

certidão negativa recente de antecedentes criminais;

curriculum vitae (comprovado);
– Diploma
devidamente registrado de conclusão de curso de licenciatura na área de
formação do cargo para o qual prestou seletivo, fornecido por instituição de
ensino superior reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC).

Registro do Conselho de Classe correspondente;

Declaração de não possuir vínculo, na área da docência, com a Administração
Pública Direta ou Indireta, com inscrição no âmbito do Município, Estado,
União, Empresa Pública, Sociedade de Economia Mista ou Autarquias.

  • Jorge Vieira
  • 20/jan/2014

MPMA denuncia sete acusados pela morte da menina Ana Clara

O Ministério Público do Maranhão ofereceu denúncia nesta segunda-feira, 20,
contra os acusados de organizar e executar o ataque ao ônibus na Vila Sarney
Filho, em São José de Ribamar, no dia 3 de janeiro, que resultou na morte de
Ana Clara Santos Souza.
Além do
homícidio da menina de seis anos, Jorge Henrique Amorim Santos (Dragão),
Wlderley Moraes (Paiakan), Hilton John Alves Araújo (Praguinha), Giheliton de
Jesus Santos Silva (Gil), Samuel Rodrigues Alves (Anel), Thallyson Vitor Santos
Pinto e Larravadiere Silva Rodrigues de Sousa Júnior (Júnior Black) também
responderão pela tentativa de homicídio de Lohanny Beatriz Santos Costa e
Juliane Carvalho Santos, irmã e mãe de Ana Clara, respectivamente, e de Abianci
Silva dos Santos e Márcio Ronney da Cruz Nunes. Todas as vítimas foram
queimadas no ataque.
Na
denúncia, a titular da 1ª Promotoria de Justiça de São José de Ribamar, Geraulides
Mendonça Castro, destaca que as lesões provocadas pelo fogo em Ana Clara
causaram grande sofrimento na vítima e, mesmo assim, nenhum dos denunciados
desistiu de consumar o crime ou minimizar o sofrimento da garota ou das outras
vítimas.
“As
cenas da câmera instalada no veículo são chocantes e demonstram a presença dos
mesmos no local, totalmente indiferentes quanto às vítimas que padeciam
cruelmente em meio ao fogo ardente, demonstrando um desvalor acentuado de suas
condutas, com total ausência de limites”, destacou a promotora de justiça.
O MPMA
constatou que o grupo organizou o atentado em uma reunião na Vila Sarney Filho
quando foram divididas as tarefas. A ordem partiu de dentro do Complexo
Penitenciário de Pedrinhas, pela facção criminosa “Bonde dos 40”. A
execução do crime ocorreu instantes depois e teve a participação de quatro
adolescentes. Um deles entrou no ônibus e ameaçou o motorista com um revólver,
forçando a parada do veículo. Em seguida, os demais acusados, que estavam
escondidos, com a participação dos adolescentes, atearam fogo no ônibus e
ameaçavam os passageiros.
Os
promotores de justiça Justino da Silva Guimarães, Agamenon Batista Almeida
Júnior e Gilberto Câmara França Júnior também assinam a denúncia. Eles foram
designados pela procuradora-geral de justiça, Regina Lúcia de Almeida Rocha,
para atuarem em conjunto com a titular da 1ª Promotoria de Justiça de São José
de Ribamar, auxiliando na investigação e na instrução processual.
O
Ministério Público deixou de denunciar Sansão dos Santos Sales e Julian
Jeferson Sousa da Silva por não ter identificado qualquer participação deles
nos crimes. A Promotoria de Justiça pediu a liberdade imediata dos dois. Eles
também foram presos preventivamente após o atentado.
PARTICIPAÇÃO
DOS ADOLESCENTES INFRATORES
A 2ª
Promotoria de Justiça Cível de São José de Ribamar instaurou procedimento em
que requer a decretação da internação provisória dos  quatro adolescentes
que também atearam fogo no ônibus. O processo tramita na 3ª Vara Cível do
município.
Segundo o
Ministério Público, os adolescentes em conflito com a lei, que integram a
organização criminosa denominada “Bonde dos 40”, devem ter o
cerceamento de suas liberdades autorizado, diante da comprovação dos seus
delitos e da necessidade de se assegurar o livre curso da instrução e a
posterior aplicação da lei.
“Apesar
da pouca idade, os adolescentes excederam em demasia, indicando gritante
periculosidade, sendo imensa sua culpabilidade”, observa o promotor de
justiça Carlos Henrique Brasil Telles de Menezes, autor do requerimento.

  • Jorge Vieira
  • 20/jan/2014

Flávio Dino faz convite de união a todas as lideranças da oposição

Em entrevista ao jornal O Imparcial
neste domingo (19), Flávio Dino falou sobre a conjuntura da política maranhense.
O pré-candidato do PCdoB a governador do Maranhão defendeu a unidade
programática dos partidos que compõem a oposição no Maranhão.
“Vamos fazer uma grande união com
muitos partidos, movimentos sociais e, acima de tudo, com o nosso povo”, disse Flávio
Dino, que lançou a proposta de união da oposição em torno de um programa de
desenvolvimento do Maranhão. “Maior do que as nossas divergências do passado é
a urgência de fazer um futuro melhor para o Maranhão”, completou.
Flávio Dino falou sobre outras
pré-candidaturas no campo da oposição e afirmou que há diálogo com todas elas,
no sentido de unir todos os partidos que defendem a superação do modelo
oligárquico. “Estamos conversando e fazendo um convite para todos integrarmos
uma mesma aliança. É o que chamamos de Partido do Maranhão,” disse.
Diálogos fortalecem projeto
A experiência com o movimento
Diálogos pelo Maranhão, que já aglutina diversas forças políticas da oposição,
representa um ponto de convergência entre as lideranças políticas e sociais que
acreditam no projeto de desenvolvimento do estado.
Através de diálogo entre o
pré-candidato e a população de vários municípios realizados em 2013, o
pré-candidato observou que o sentimento de superação da situação de atraso
imposto pelo modelo político que privilegia somente
“No movimento Diálogos pelo Maranhão,
temos conversado com a população sobre democracia, igualdade e desenvolvimento.
Tenho fé de que é possível fazer um Maranhão mais justo e com mais igualdade, e
por onde passo esse sentimento é muito forte”.

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