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  • Jorge Vieira
  • 24/jan/2014

Flávio Dino defende modelo democrático de parceria entre governo e prefeituras

O
pré-candidato a governador do PCdoB, Flávio Dino, defendeu o fim da chantagem
política feita pelo Governo do Estado como forma de captar apoios eleitorais.
Este ponto foi um dos destaques da entrevista concedida ao jornal O Imparcial
no último domingo (19), em que falou sobre sua postura como membro do Governo
Federal. “Na Embratur, atendi a todos os estados, independentemente de filiação
partidária do secretário de turismo ou do governador”, disse.
Flávio
Dino disse ser inadmissível que o Governo do Estado ainda seja regido por um
sistema de chantagem política e classificou como “escândalo” e “desrespeito”
com prefeitos e lideranças políticas a submissão a chantagens em troca de apoio
em obras para as cidades. Para ele, todos os municípios do Maranhão devem ser
atendidos pelo Governo do Estado e não apenas aqueles que fazem parte de uma
aliança eleitoral.
Como pré-candidato
a governo, Dino foi questionado pelo jornalista Diego Emir sobre suas
impressões acerca de parcerias entre Governo do Estado e prefeituras. Para
Dino, é necessário que haja critérios técnicos, respeito, diálogo e o
entendimento de que o “governador não existe para ser servido e sim para
servir”.
Em
contraposição ao modelo de chantagem, Dino ressalta que sua experiência como
presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur) foi de diálogo com
governadores, prefeitos e secretários de todos os partidos. Os apoios
concedidos pela Embratur se basearam sempre em critérios técnicos.
“Na
Embratur atendi a todos os estados, independentemente de filiação partidária do
secretário de turismo ou do governador. Quem apresentou bons projetos técnicos
foi atendido. Esse é o certo: Vamos deixar para trás esse modelo de chantagem
política com os recursos públicos estaduais e promover parcerias com os
municípios de todo o Maranhão,” concluiu.

  • Jorge Vieira
  • 23/jan/2014

Prefeito Edivaldo garante implantação do SOS Emergências em parceria com o Governo Federal

O
prefeito Edivaldo Holanda Júnior assina nesta sexta-feira (24), às 9 horas, na
sede da Secretaria Municipal de Saúde (Semus) – Parque do Bom Menino, o Termo
de Compromisso com o Ministério da Saúde visando à implantação do SOS
Emergências no Hospital Municipal Clementino Moura (Socorrão II). O secretário
de Atenção à Saúde, do Ministério da Saúde, Helvécio Magalhães, acompanhará a
solenidade.
O
Programa é uma iniciativa do governo federal que será implementado em parceria
com o município, como uma estratégia para enfrentar e minimizar os principais
problemas dos hospitais que integram a rede de urgência e emergência, com a
consequente melhoria do atendimento prestado à população.
Para o
secretário municipal de Saúde, Cesar Felix, o Programa vai permitir atendimento
mais rápido, mais organizado e com internação mais adequada. “Um dos maiores
problemas enfrentados pelos dois Socorrões é a superlotação pelo excesso de
demanda e falta de leitos. Recebemos um grande número de pessoas e alguns nem
sempre são casos de urgência e emergência; por isso, o SOS vai permitir uma
melhor organização do fluxo de pacientes e a conexão entre as unidades de
saúde”, explica.
O SOS
Emergências vai atuar a partir da articulação entre o Socorrão II e os demais
serviços de urgência e emergência como o Samu e as Unidades de Pronto
Atendimento (Upas 24h), que vão aprimorar e tornar mais ágeis as condutas de acolhimento
e classificação de risco dos pacientes e o monitoramento e gestão de leitos
disponíveis em toda a rede.
A
principal medida do Programa que vai permitir desafogar o Socorrão II é a
implementação de leitos de retaguarda para onde serão encaminhados pacientes de
complexidade intermediária que estejam com quadro clínico estável, sem risco
iminente de morte e sem possibilidade de alta no momento do encaminhamento.
Esses leitos serão identificados nas unidades da rede e em hospitais parceiros.
O Socorrão
II realiza uma media de 4.883 atendimentos mensais de pacientes oriundos não
apenas da capital, como também de municípios maranhenses e de estados vizinhos.
A efetivação do SOS Emergências vai contribuir para diminuição do número de
pacientes em macas nos corredores do Hospital e na redução da taxa de ocupação.
O
Programa prevê aporte financeiro do Governo Federal para investimentos na
estrutura do Hospital e capacitação dos profissionais.

  • Jorge Vieira
  • 23/jan/2014

Senai e UFMA assinam convênio de cooperação

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), entidade que integra o
Sistema Fiema está investindo mais fortemente na formação continuada e
capacitação de seu quadro de instrutores. Prova disso é que a entidade assinará
o terceiro convênio com universidades públicas em três meses.
Desta
vez, o Senai firmará acordo para cooperação técnica em diversos campos com a
Universidade Federal do Maranhão (UFMA), nesta sexta-feira (24), na sede da
Federação das Indústrias do Estado do Maranhão (Fiema). No último bimestre de
2013, o Sistema Fiema, por meio do Senai, já havia firmado convênio com o
Instituto Federal do Maranhão (IFMA) e com a Universidade Estadual do Maranhão
(Uema).
A
solenidade de assinatura acontecerá às 15h, no Salão Nobre, 5º andar, da Casa
da Indústria Albano Franco, sede da Fiema, localizado no retorno da Cohama.
O
convênio visa, dentre outros, o desenvolvimento e execução de cursos, programas
e projetos de cooperação técnica entre as duas instituições e o intercâmbio em
temáticas educacionais, culturais, científicos, tecnológicos e de pesquisa.
O foco principal
do convênio é ter um corpo técnico cada vez mais preparado para atender à
crescente demanda da indústria, além de possibilitar que projetos em diversas
áreas do conhecimento sejam desenvolvidas pelas duas instituições de ensino.
Na
ocasião, assinarão o convênio o presidente da Fiema, Edilson Baldez das Neves,
o diretor regional do Senai e superintendente do Instituto Euvaldo Lodi (IEL),
Marco Antonio Moura, e o magnífico reitor da UFMA, Natalino Salgado.

  • Jorge Vieira
  • 23/jan/2014

Roseana pede socorro ao PMDB após escândalo do presídio açougue

Acuada,
governadora pede socorro para tentar amenizar o desgaste de imagem diante da
crise carcerária do estado.
Cláudio Humberto
 
Sob
pressão do senador José Sarney (AP), o PMDB fará ato em apoio à governadora do
Maranhão, Roseana Sarney, que está no olho do furacão após massacre no Complexo
de Pedrinhas, onde presos foram decapitados em motim. O presidente do partido,
Valdir Raupp (RO), e senadores visitarão Roseana na segunda-feira (27) para
tentar impedir que ela sofra desgaste semelhante ao de Sérgio Cabral, no Rio.
Além de
Raupp, participarão da visita Eunicio Oliveira (CE), Roberto Requião (PR),
Vital do Rêgo (PB), João Alberto e Lobão Filho (MA).

  • Jorge Vieira
  • 23/jan/2014

Memórias do Maranhão

Fernando Gabeira
Fui algumas vezes ao
Maranhão. Não é, para mim, uma região distante que possa analisar racionalmente
em laboratório. Gosto de lá e tenho apreensão por seu futuro. Os primeiros
contatos que tive com o Maranhão foram estimulados pelo interesse por
Alcântara, uma bela cidade, ligada a São Luís pela Baía de São Marcos.
Alcântara são ruínas deixadas pelos ricos que a abandonaram, levando consigo
maçanetas de porta, janelas, tudo o que puderam carregar.
Em Alcântara trabalhei na
mediação entre os interesses das comunidades negras e indígenas e a base
espacial, marcada por fracassos e até uma tragédia. Minha hipótese era de que,
recuperando o casario colonial, harmonizando o interesse de quilombolas,
indígenas e a própria base, seria possível construir um modelo em que várias
épocas do Brasil convivessem no mesmo espaço. Isso ampliaria as possibilidades
turísticas do Estado. Quase ninguém se animou com a ideia.
Mais tarde voltei ao
Maranhão para cobrir as enchentes em Trizidela do Vale. E, finalmente, fiz um
trabalho em Buriti Bravo sobre saúde, tendo de percorrer hospitais e postos em
vários pontos da região, incluindo cidades médias, como Caxias.
A visita da última semana a
São Luís foi a segunda que fiz por causa dos conflitos no Complexo
Penitenciário de Pedrinhas. Cabeças decapitadas, superlotação, luta interna na
cúpula da Segurança, quase tudo do mesmo jeito. Quase tudo porque o governo, em
vez de refletir sobre a ideia de manter metade dos presos de todo o Estado num
só presídio, contratou uma empresa de segurança de aliados.
A governadora Roseana
Sarney afirma que dizer que o Maranhão é dominado por uma família há 48 anos se
trata de ignorância ou má-fé. Para mim, soa como afirmar que é ignorante quem
acredita que a Terra gira em torno do Sol.
O que os olhos me dizem em
São Luís e outras cidades? Que a família Sarney é onipresente em nome de ruas,
vilas, maternidades, escolas. O ponto máximo dessa ocupação simbólica é a
transformação do Convento das Mercês numa espécie de museu José Sarney,
mascarado sob a denominação Fundação da Memória Republicana Brasileira. Se vejo
TV, ouço rádio, leio o jornal diário e pergunto quem são os donos, a resposta é
sempre a mesma: a família Sarney.
Sarney ganhou uma dimensão
nacional superior à importância política do Maranhão. Ele não só enriqueceu
mais, mas também ocupou mais espaços no poder do que seu Estado natal ocuparia
sem ele. Com a crise de Pedrinhas, o Maranhão ressurge no noticiário e é razoável
examinar a trajetória de Sarney em relação ao Estado que domina há quase meio
século.
Quando foi eleito
governador, em 1966 Sarney foi tema de um filme de Glauber Rocha. Fazia
discursos inflamados, prometia acabar com a corrupção, com a impunidade, enfim,
revolucionar um Estado paupérrimo. Hoje o Maranhão tem 12% de miseráveis, mais
da metade da população não tem banheiros. Sarney tornou-se poderoso, os
empreendimentos da família cresceram, mas tudo indica que agora essa relação
dominadora pode ser derrubada.
Sarney e Roseana são aliados do PT.
Certamente se inspiraram na forma de argumentar do governo federal para se
defenderem na crise. Roseana afirmou que o Maranhão se tornou violento porque
ficou mais rico. Quem não se lembra, em junho de 2013, dos argumentos de que a
prosperidade era a causa das manifestações de rua?
Mas ela errou o tom. Na
mesma semana licitava lagostas e caviar para alimentar o Palácio dos Leões,
como o próprio nome indica. Sarney também lançou mão da tática do governo
federal: ressaltar um ou outro aspecto positivo e se fixar nele como tábua de
salvação, como o ministro Aloizio Mercadante ao examinar o baixo resultado do
Pisa ou o ministro Guido Mantega descrevendo criativamente os números da
economia.
No Maranhão, disse ele, há
conflitos nos presídios, mas não se espalham pelas ruas. E foi mais longe na
tática de argumentação dos setores oficiais da esquerda: apontou para os
problemas dos outros. Mencionou o Espírito Santo e Santa Catarina, onde houve
conflitos de rua, até mesmo acabando com o carnaval capixaba. Horas depois,
distritos policiais metralhados, ônibus incendiados, uma menina de 6 anos morta
pelas chamas, em São Luís. Não estavam preparados para a crise precisamente
porque todos esses anos de dominação criaram uma espécie de viseira, alimentada
pela falta de uma imprensa independente mais forte, à altura do Maranhão.
Embora o declínio seja
visível, a força de Sarney no Maranhão também o é. As eleições maranhenses
podem ter dimensão nacional. O adversário mais bem colocado é o presidente da
Embratur, Flávio Dino, do PC do B. Depois de 48 anos de dominação do clã,
passar às mãos do PC do B não deixa de ser uma trajetória singular para um
Estado com tanto potencial.
Como o campo da política é
mais pantanoso, não se sabe até que ponto virão mudanças. A sensação que tive
em São Luís é de que, ao menos na capital, há um desejo de romper com o longo
domínio. Com baixos índices sociais e alto nível de violência, os sobressaltos
na sociedade são tão imprevisíveis quanto na política.

Devo voltar ao Maranhão para filmar os búfalos que
importaram para desenvolver uma região do Estado. Os búfalos multiplicaram-se
tanto que arrasaram a lavoura, e continuam aumentando. Quem sabe, correndo por
fora, os búfalos não se tornem também protagonistas de destaque no Estado? Eles
dão carne, leite e queijo, mas devastam tudo o que há ao redor.
Isso me parece muito com o destino de um Estado que
cresce, mas deixa um rastro de destruição, violência e miséria. Os poderosos
estão felizes. Os búfalos, também.
José Sarney precisava ter acreditado nos seus
discursos de 1966, quando se elegeu. Estão lá no filme do Glauber. Seguiu um
caminho diferente. O filme agora é outro: poder, riqueza, glória e o mesmo povo
pobre das imagens de Glauber. (Fernando Gabeira – Jornalista, no Estadão).

  • Jorge Vieira
  • 22/jan/2014

Preso em desvio milionário da Mega Sena é apadrinhado de João Alberto e Chiquinho Scórcio

Andreza
Matais – O Estado de S. Paulo

BRASÍLIA
– O suplente de deputado federal Ernesto Vieira, preso no último sábado acusado
pela Polícia Federal de participar de um esquema que desviou R$ 73 milhões da
Mega-Sena, loteria administrado pela Caixa Econômica Federal (CEF), tem como
padrinho político o presidente do PMDB no Maranhão, senador João Alberto, e o
deputado Francisco Escórcio (PMDB-MA), ambos ligados ao grupo do senador José
Sarney (PMDB-AP). O desvio é o maior da história da CEF.

Vieira
foi preso no município de Estreito (MA) pela Polícia Federal. Antes de se
candidatar a deputado federal, ele concorreu a uma vaga de estadual, também sem
sucesso. O empresário Pedro Iran Pereira Espírito Santo, sócio de Vieira 
em um empreendimento, afirmou ao Estado que João Alberto deu autorização
para Vieira se candidatar a deputado federal em 2010. “Ele era encostado
no João Alberto e no Chiquinho Escórcio. Sempre gostou de se encostar em alguém
com melhor condição”, contou, ao revelar que ele intermediou o apoio dos
políticos a Vieira. Na eleição deste ano, conforme o empresário que é
considerado um dos homens mais ricos do Estado, a intenção de Vieira era apoiar
a candidatura de Escórcio “pedindo votos”.
O
empresário diz que conversou com Vieira uma hora antes de ele ser capturado
pela Polícia Federal. O suplente de deputado teria justificado ao sócio que o
dinheiro encontrado em sua conta (cerca de R$ 30 milhões) era proveniente da
venda de um terreno. “Ele ficou sabendo que sua conta foi bloqueada pela
Justiça e me contou que era dinheiro da venda de um lote. Uma hora depois ele
foi preso.”
Conforme
o empresário, contudo, o sócio não teria condições de comprar um terreno por
valor milionário. “Só se ele comprou para pagar depois.” Pedro
Espírito Santo confirmou, ainda, que o suplente de deputado comprou um avião
monomotor, segundo ele, por R$ 380 mil. A PF apreendeu o monomotor durante a
busca e apreensão da Operação Éskhara (ferida, em grego) deflagrada sábado.
Prisões. O suplente de deputado é o único preso até o
momento pela PF. Outras quatro pessoas continuam foragidas. Entre elas: Talles
Henrique de Freitas Cardozo e os irmãos Alberto Nunes Trigueiro Filho e Paulo
André Pinto Trigueiro. Uma quarta pessoa ainda é dúvida para a PF, que suspeita
da possibilidade de se tratar de um outro nome fictício criado pela quadrilha
para lavar o dinheiro. Em nome desta pessoa a PF encontrou R$ 42 milhões e sete
veículos comprados recentemente em Goiânia (seis Corollas e uma Hilux).
Conforme
a investigação, a quadrilha abriu uma conta corrente numa agência da CEF na
cidade de Tocantinópolis. A partir de um bilhete falso da Mega-Sena o gerente
liberou R$ 73 milhões para o pagamento do suposto prêmio. O dinheiro foi
distribuído desta conta para outras dezenas. O Estado apurou que a
quadrilha tentou aplicar o golpe em outros quatro Estados, mas não conseguiu
apoio de um gerente para fazê-lo. A PF investiga a razão de a CEF permitir
abertura de uma conta com um nome e um CPF inexistente. A CEF informou, por
meio de nota, que identificou a fraude e comunicou à PF.
Um
relatório de auditoria da Controladoria Geral da União (CGU) revelou que a CEF
cancelou em 496.776 mil contas correntes e poupança em 2012 que haviam sido
abertas com CPFs inexistentes. O caso virou escândalo porque o saldo das contas
foi contabilizado como lucro da CEF, conforme revelou a revista IstoÉ.

  • Jorge Vieira
  • 22/jan/2014

TCE condena Biné Figueiredo a devolver R$ 1,4 mi aos cofres públicos

O pleno
do Tribunal de Contas do Estado condenou, nesta manhã de quarta-feira (22), o ex-prefeito de Codó, Biné
Figueiredo, pai do deputado Camilo Figueiredo, a devolver aos cofres públicos
mais de R$ 1,4 milhão e pagamento de multa no valor de R$ 143 mil.
Os
conselheiros do TCE julgaram irregulares as prestações de contas de dois convênios,
relativo ao exercício de 2007, entre o município e a Secretaria de Estado da
Saúde, ainda no governo do saudado Jackson Lago.
O ex-secretário
de Saúde, Edmundo Gomes, que assinou os convênios, também foi condenado a pagar
multa no valor de R$ 10 mil.

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