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  • Jorge Vieira
  • 28/jul/2014

Em dois anos e meio, Cruz Vermelha faturou R$ 122 milhões do governo Roseana

Blog do Garrone

Envolvida em um escândalo
internacional por desviar doações para as vítimas de conflitos na Somália, do
tsunami no Japão e das enchentes na região serrana do Rio de Janeiro em 2011, a
Cruz Vermelha Brasileira filial do Maranhão reinou no governo do Maranhão entre
os anos de 2009 e 2011, e faturou no período R$ 122.234.568,73.

Lembrando que os contratos de 2009
foram celebrados depois do golpe judicial que usurpou o governo de Jackson
Lago, no mês de abril. Neste ano, a entidade faturou R$ 19.130.327,19.

O ano de glória, no entanto, foi em
2010 com faturamento de R$ 82.406.633,82. No ano seguinte o arrecadado foi de
R$ 20.697.607,72.

A maioria dos contratos foram (veja
abaixo) para administrar e prestar serviços médicos em unidades de saúde em São
Luís.

Mas não foi só para Ricardo Murad que
ela prestou atendimento. Em 2009 a Cruz Vermelha recebeu R$ 147.300,00 da
Secretaria de Desenvolvimento Social, comandada à época pelo deputado federal
Costa Ferreira.

No mesmo ano e no seguinte, 2010, a
entidade ainda teve dois contratos no valor total de R$ 3.2666.649,40 com a
Secretaria do Trabalho e Economia Solidária, comandada até abril de 2014, por
José Antônio Heluy, do PT.

O curioso é que as notas de empenho
desses contratos não estão disponíveis no Portal da Transparência, onde é
especificado o tipo de serviço que é pago.

Aliás, em 2009 não há disponível
nenhuma nota de empenho dos contratos até mesmo com a Saúde.

Os empenhos só aparecem em 2010, com
exceção do executado na Secretaria do Trabalho.

É por eles, por exemplo, que se sabe
que dos R$ 6.414.960,35 do contrato com a unidade central do Fundo Estadual de
Saúde em 2010, R$ 5.400.807,75 foram para a execução das ações estratégicas de
apoio a gestão da assistência ao idoso, no Hospital Carlos Macieira.

Em 2011 a entidade começou a se
desentender com Ricardo Murad, e em 2012 não teve nenhum contrato assinado.

Para tristeza dos idosos do Carlos Macieira…

 

  • Jorge Vieira
  • 28/jul/2014

Lavradora percorre 32 km só pra ver Flávio Dino e aposta na vitória

Logo cedo, a lavradora Gorete Siqueira, 51,
acordou, pegou sua moto e percorreu 32 quilômetros entre o povoado de Gavião e
o centro de Chapadinha. Ela tinha um motivo bem claro: encontrar o candidato
Flávio Dino. E foi o que aconteceu neste sábado (26).

A disposição de Gorete mostra a mobilização de
muitos eleitores pela candidatura de Flávio. “Ele é o que a gente precisava.
Honesto, trabalhador e disposto a mudar esse atraso”, disse a lavradora, muito
emocionada após conversar com Flávio,

A caminhada do candidato foi animada em Chapadinha.
Empolgada com a possibilidade de mudança, a população confirmou aos candidatos
Flávio Dino e Roberto Rocha (Senado) que esperam que o Maranhão ofereça um
futuro de muitas possibilidades.

Aposta na mudança

Saindo de casa ou do comércio para cumprimentar
Flávio Dino, os moradores deram provas de que apostam na mudança. “Eu não via a
hora de chegar este momento para o Maranhão. O nosso povo vai ter um futuro
melhor”, disse Ildegard Pereira, 25 anos, vendedora.

Flávio ainda participou de carreata em Dom Pedro,
onde também foi recebido com entusiasmo. “Estou cansada de tudo o que está
aí. Vejo capacidade no Flávio Dino e vou votar nele com muito prazer”,
afirmou a professora Rogéria da Silva Costa.

Para todos

Flávio Dino confirmou que vai trabalhar para mudar
a vida das famílias maranhenses e agradeceu a recepção bonita e animada.
“Faremos um governo para todas as famílias do Maranhão, faremos um governo de
todos e para todos”. E, completou: “Esse brilho no olhar e essa esperança nos
motivam a seguir em frente”.

O candidato ao Senado, Roberto Rocha (PSB),
reafirmou que os candidatos da Coligação Todos pelo Maranhão darão tudo de si
para transformar o Estado. “Vocês demonstram que nos darão esse voto de
confiança e eu lhes asseguro, vamos trabalhar dia e noite para mudar o
Maranhão.”

Novo caminho

Em Chapadinha, Flávio também participou da
inauguração dos comitês dos candidatos a deputado estadual Levi Pontes (SD) e a
federal Nonato Baleco (PDT).

“Estamos confiantes e otimistas, esta caminhada vai
levar Flávio Dino para o governo do Maranhão e Roberto Rocha para o Senado”,
afirmou Baleco. “Minha mensagem é de agradecimento a Flávio Dino por nos
devolver a possibilidade de sonhar com um Maranhão melhor. Acredito no seu
julgamento e capacidade para tirar o Maranhão do atraso”, acrescentou Levi
Pontes.

  • Jorge Vieira
  • 27/jul/2014

Problemas de saúde fazem Soliney Filho desistir da candidatura

O presidente de honra do PRTB, Soliney Silva,
anunciou na tarde de sábado (26), que seu filho não irá mais disputar a
eleição para deputado estadual este ano. A decisão foi tomada, após uma
avaliação do estado de saúde de Soliney Filho, que sofre de uma doença genética
denominada, espondilite anquilosante.

Soliney Filho estava cotado para ser um dos
deputados mais bem votados na eleição deste ano e também faria parte de um
processo de renovação da Assembleia Legislativa, porém a questão de saúde,
atrapalharia a condução da campanha eleitoral.

No próximo dia 4 de agosto, o jovem político irá se
submeter a um procedimento cirúrgico na cidade de Goiânia, o que
impossibilitará de continuar com as suas atividades políticas.

O prefeito de Coelho Neto, explicou que a decisão
foi tomada em consenso com toda a família, que avaliou ser muito mais
importante a recuperação do filho do que se submeter a uma esgotante campanha
político, que pode trazer consequências irreversíveis a saúde de Soliney Filho.

Apesar de não ter mais a participação do filho na
disputa, Soliney Silva informou que permanecerá totalmente engajado na campanha
de governador de Lobão Filho (PMDB) e para senador de Gastão Vieira (PMDB).

Durante o encontro realizado na cidade de Coelho
Neto, Soliney aproveitou para agradecer todas as lideranças que declararam
apoio a candidatura do seu filho e pediu para que estes sigam engajados no
projeto político do grupo, que é eleger Lobão Filho e Gastão Vieira.

“Junto com a família, decidimos retirar a
candidatura de Soliney Filho da disputa de deputado estadual, pois a saúde está
em primeiro lugar. Essa é uma decisão de vida e não podemos nos apegar a
interesses mesquinhos, por isso deixo claro que não houve derrota política,
briga interna e muito menos medo. Continuaremos fazendo política com o nosso
grupo que é liderado pelo Lobão Filho e Gastão Vieira, e os candidatos a
deputado estadual e federal o apoio será ao Paulo Marinho Junior”, anunciou
Soliney.

Antes da reunião, o prefeito de Coelho Neto,
acompanhou Lobão filho e sua comitiva da tradicional procissão de Nossa Senhora
Santana que reuniu mais de 30 mil pessoas.

  • Jorge Vieira
  • 27/jul/2014

Deputada sofre acidente, mas passa bem

A deputada Eliziane Gama
(PPS), candidata a deputada federal pela coligação “Todos Pelo Maranhão”, passa bem após
sofrer grave acidente na noite de sábado (26) entre os municípios de
Passagem Franca e Colinas.
 
O condutor teria perdido o controle em uma curva e
o veículo caiu em uma ribanceira, dentro de um lago. 

Eliziane
Gama saiu ilesa do acidente. O motorista e três assessores
sofreram escoriações e o carro ficou totalmente destruído.

  • Jorge Vieira
  • 26/jul/2014

Justiça determina fiscalização federal de repasses realizados pelo Fundema

Todos os recursos transferidos aos
municípios por meio do Fundema passarão a ser acompanhados pelos órgãos de
fiscalização federais. A decisão do juiz da 5ª vara da Justiça Federal, José
Carlos Madeira (foto), determinou que o BNDES, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica
Federal repassem informações criteriosas a respeito das transferências
realizadas pelo Fundema.

A decisão proferida na última
sexta-feira (25) determina que as instituições financeiras envolvidas no
repasse de verbas aos municípios através do Fundo de Desenvolvimento Municipal
do Estado do Maranhão repassem à Justiça Federal todas as informações
referentes a repasses que já tenham sido feitos realizados. Com a decisão, a
fiscalização da aplicação das verbas ficará a cargo do Ministério Público
Federal (MPF), da Controladoria Geral da União (CGU) e da Polícia Federal (PF).

Com cerca de R$ 4,5 bilhões em
empréstimos ao Governo do Maranhão feito pelo BNDES, o Fundema criado pela
governadora Roseana Sarney (PMDB) a toque de caixa seria responsável por pagar
os convênios realizados entre o Governo Estadual e as prefeituras entre
dezembro de 2013 e todo o ano de 2014. Para assegurar a realização das obras e
que os recursos sejam aplicados, a Justiça Federal pediu toda a relação de
“beneficiários, valores transferidos, datas das operações, conta – de órgãos
municipais, pessoas físicas ou jurídicas – que sejam destinatárias dos
referidos recursos”.

Para o juiz do caso, foi tomada baseado
no “poder geral de cautela” e toda a documentação estará disponível para
qualquer cidadão, seja advogado ou não. A decisão fará com que a transferência
dos recursos para as prefeituras seja acompanhada de forma transparente. A
federalização do caso faz com que órgãos como a Polícia Federal e o Ministério
Público Federal acompanhem de perto a aplicação dos recursos.

O ofício foi encaminhado já na
sexta-feira às instituições financeiras, que terão de fornecer à Justiça
Federal toda a documentação relacionada à transferência feita ao Fundema. A
decisão é oriunda de Ação Popular movida para evitar que o empréstimo feito ao
Maranhão pudesse ser usado para fins eleitoreiros.

Não haverá transferência no período
eleitoral

Em visita ao vice-presidente do BNDES
(Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), deputados maranhenses
receberam a garantia de que os valores destinados a obras e erradicação da pobreza
no Maranhão serão utilizados observando todas as determinações legais que
impossibilitam transferências de recursos durante os 90 dias em que acontece o
período eleitoral, que começou no dia 5 de julho.

A informação foi dada ainda no mês de
junho pelo vice-presidente da instituição, Wagner Bittencourt de Oliveira, em
encontro com deputados da bancada de oposição da Assembleia Legislativa do
Maranhão. Ao todo, o empréstimo configura R$ 4,5 bilhões. Segundo o presidente
do banco, a Advocacia Geral da União (AGU) tem entendimento que os desembolsos
de empréstimo configuram repasse voluntário, o que é vedado em período
eleitoral. Há um saldo de recursos depositado na conta do governo pelo BNDES,
mas que está vinculado a obras já iniciadas.

O Fundema foi criado por determinação
da governadora Roseana Sarney em junho deste ano, com extrema agilidade pela
Assembleia Legislativa, que aprovou o projeto em 4 dias. A ideia era usar os
repasses federais não para obras do Governo do Estado, mas para repasses direto
à prefeituras. O caso lembra o processo eleitoral de 2010, no qual Roseana
Sarney foi acusada pela Procuradoria Geral da República de ter comprado apoio
político e eleitoral através de repasses em convênios. O Ministério Público viu
na conduta da governadora motivo para cassação por abuso de poder político e
econômico no processo eleitoral, realizando transferências que chegaram a valor
próximo a R$ 1 bilhão.

  • Jorge Vieira
  • 26/jul/2014

Cruz Vermelha desviou milhões em doações para filial do Maranhão

REYNALDO TUROLLO JR.
FOLHA DE SÃO PAULO, com edição 

A Cruz Vermelha Brasileira desviou
dinheiro arrecadado em campanhas humanitárias, afirma auditoria encomendada
pela Federação Internacional das Sociedades da Cruz
Vermelha, órgão com sede em
Genebra (Suíça).

Segundo a investigação, foram
desviadas doações feitas para socorrer vítimas de conflitos na Somália, do
tsunami no Japão e das enchentes na região serrana do Rio.

Os valores –R$ 212 mil nas duas
primeiras campanhas e R$ 1,6 milhão, na última– foram repassados a uma ONG que
pertence à mãe do vice-presidente da Cruz Vermelha à época em que as
transferências foram feitas, Anderson Marcelo Choucino.

Outra parcela das doações, R$ 523
mil, foi parar em fundos de aplicação e, depois, teve destino desconhecido.

A auditoria na Cruz Vermelha
Brasileira foi feita pela empresa Moore Stephens, consultoria independente com
sede em Londres. A atual gestão da Cruz Vermelha diz que enviará as conclusões
da auditoria ao Judiciário.

No Brasil, a instituição divide-se em
Cruz Vermelha nacional (órgão central) e dezenas de filiais estaduais e
municipais.

Pelo estatuto, cada filial tem
autonomia gerencial em relação ao órgão central, e este em relação à federação
internacional.

Todas as unidades, porém, fazem parte
do mesmo guarda-chuva, por compartilharem uma marca internacional.

O Instituto Humanus fica em São Luís
(MA) e está registrado em nome de Alzira Quirino da Silva, mãe do
ex-vice-presidente do órgão central.

Segundo a auditoria, o Humanus
recebeu R$ 15,8 milhões da Cruz Vermelha de 2010 a 2012, sem comprovação de que
tenha prestado os serviços correspondentes.

Por falta de documentos nas filiais
analisadas –dez, em todo o país–, a auditoria não especificou a origem de todo
o montante transferido para o Instituto Humanus.

A maior parte das verbas
administradas pelas várias filiais no país advém de contratos com o poder
público para gerenciar unidades de saúde.

Em 2012, a Folha revelou que R$ 100
mil recebidos pela filial no Rio Grande do Sul tinham sido transferidos para o
Humanus. O dinheiro deveria ter sido empregado em um hospital em Balneário Camboriú
(SC). Após a reportagem, foi iniciada a auditoria, concluída em abril.

As transações bancárias de recursos
provenientes das doações humanitárias eram feitas com a assinatura eletrônica
de Carmen Serra, ex-presidente da filial da Cruz Vermelha no Maranhão.

Carmen é irmã de Walmir Moreira Serra
Jr., presidente da Cruz Vermelha nacional durante o período auditado.

Em sua defesa, no âmbito da
auditoria, Carmen afirmou que a filial maranhense emprestou suas contas
bancárias para a Cruz Vermelha nacional fazer campanhas humanitárias porque o
órgão central tem dívidas trabalhistas.

Isso levaria a Justiça a confiscar o
dinheiro das doações.

Carmen disse ainda que
“desconhecidos” usaram sua senha bancária, porque a filial maranhense nunca
contratou o Instituto Humanus.

Em 2012, porém, os sites do Humanus e da Cruz
Vermelha-MA tinham o mesmo número de telefone para contato.

 

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