A governadora
Roseana Sarney (PMDB) acusou o golpe
e finalmente veio a público se manifestar sobre a denúncia que a coloca no centro
de uma articulação mafiosa que envolve suborno, pagamento de propina e desvio
de recursos público.
Em nota distribuída, esta tarde, à imprensa Roseana se diz indignada, a avisa que “não deixarei
de tomar minhas providências perante a Justiça para que isso seja devidamente
esclarecido, porque a população quer que isso seja esclarecido.”, disse a governadora.
A exemplo do caso Lunus, quando apresentou sete versões para a dinheirama encontrada pela Polícia Federal na fortaleza de Jorge Murad, em prédio no Renascença, Roseana nega o recebimento de propina, só que desta vez pegaram ela com “boca no botija”.
O ex-seceretário Chefe da Casa
Civil do Governo do Estado, João Guilherme Abreu confirmou, em nota enviado ao
blog, que participou de uma reunião com diriegentes da Constran para tratar
sobre o precatório, mas que a proposta apresentada pela empreiteira não teria
sido aceita. Leia abaixo a íntegra da nota de esclarecimejto sobre o pagamento
de propina na administração Roseana Sarney denunciado pelo Jornal Nacional da
Rede Globo

A bancada da Oposição na Assembleia Legislativa estuda
emplacar um pedido de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar
denúncia, feita no Jornal Nacional da rede Globo, sobre um suposto esquema de
suborno, envolvendo pagamentos judiciais, o doleiro Alberto Youssef, a
construtora Constran e integrantes do governo do Maranhão, entre eles a
governadora Roseana Sarney e o ex-chefe da Casa Civil, João Abreu.
O primeiro a abordar o assunto, na tribuna, foi o
deputado estadual Othelino Neto (PCdoB), que iniciou discurso lamentando que,
infelizmente, mais uma vez, o Maranhão seja destaque em notícia nacional com
abordagens negativas.
O deputado Bira do Pindaré (PSB) disse que a
reportagem levada ao ar no Jornal Nacional, na noite de segunda-feira (11),
aborda esquema de corrupção que envolve o governo do Maranhão e o pagamento de
precatórios. “A contadora Meire Poza, do doleiro Alberto Youssef, resolveu
contar todos os detalhes da operação, feita com malas, e havia nelas R$ 1,4
milhão”, observou.
Em seu discurso, o deputado Marcelo Tavares (PSB)
disse que, mais uma vez, o nome do Maranhão foi enxovalhado em nível nacional.
“Mais uma vez, o governo Roseana se torna sinônimo de corrupção, de uma forma
escandalosa veiculada ontem no Jornal Nacional e depois repetida no Jornal da
Globo e, novamente, hoje no Bom Dia Brasil”, frisou.
Segundo a contadora, a construtora Constran pediu que
Alberto Youssef subornasse o governo do Maranhão oferecendo R$ 6 milhões. Em
troca, a empresa furaria a fila desses pagamentos judiciais e receberia,
antecipadamente, R$ 120 milhões em precatórios, que são dívidas de governos
reconhecidas pela Justiça. Por ter negociado o acordo, Youssef receberia R$ 12
milhões.
Blog Marrapá
A governadora abriu mão da disputa no
mês de abril, quando todos os levantamentos apontavam ela como a
favorita para suceder o senador Epitácio Cafeteira (PTB), preocupada com o
andamento das investigações que resultaram na prisão do doleiro e já batem
as porta do Palácio dos Leões.
Yousseff foi preso em março
no Hotel Louzeiros.
Segundo Meire Poza, sua contadora, ele estava na
capital para pagar R$ 1,4 milhão em propina a membros do alto escalão do
governo do Maranhão. O dinheiro estava em uma mala preta e foi entregue a uma
pessoa identificada como Marcão.
Meire Poza relacionou a própria Roseana Sarney ao
esquema de doleiro. No depoimento à Polícia Federal, ela diz que um assessor do
governo afirmou que teria que consultar a governadora antes de
receber R$ 300 mil como parte do acordo, por achar que esse valor era muito
pouco.
O candidato a governador do Estado Flávio Dino
defendeu a importância de associar o ensino médio à educação profissionalizante
durante encontro com professores e diretores do Instituto Federal do Maranhão
(IFMA).
A
fraude no procedimento de licitação para execução de obras e serviços de
engenharia para implantação de sistema de abastecimento de água nos povoados
Jacaré e Ponta do Curral, em Penalva, motivou o Ministério Público do Maranhão
a ajuizar Ação Civil Pública por improbidade administrativa contra a
ex-prefeira, Maria José Gama Alhadef, e contra a ex-presidente da Comissão
Permanente de Licitação, Rosynilde Teixeira Gomes.
Penalva
fica a 255km de São Luís.
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| Deputados afirmam que Roseana não tem condições morais de permanecer |
“A governadora
deveria renunciar, não há mais condições dela continuar administrando o Estado.
O governo acabou na noite de segunda-feira quando a Rede Globo mostrou ao país o
envolvimento da alta cúpula do governo em esquema de propina. Esse governo acabou
vítima da corrupção”, enfatizou o deputado Marcelo Tavares