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| Zé Luís virou laranja |
São cada vez mais evidentes
a aproximação dos candidatos Edinho Lobão (PMDB) e Zé Luís Lago (PPL). Até quando um falta a
debate o outro também se ausenta em solidariedade. No debate da TV Guará, a tabelinha
entre os dois funcionou uma maravilha.
O deputado estadual Raimundo
Cutrim (PCdoB) denunciou, na Assembleia Legislativa, a
farra de convênios promovida pelo governo Roseana Sarney,
em que milhões em recursos públicos foram despejados nos cofres de municípios
governados por prefeitos aliados do grupo Sarney.
Em uma única canetada, na
véspera do inicio da campanha eleitoral, foram liberados R$ 70
milhões em recursos administrados pela Secretaria de Saúde do Maranhão,
comandada pelo secretário Ricardo Murad, cunhado da governadora.
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| Parte dos aliados de Roseana e Ricardo Murad contemplados com ajuda financeira na véspera das eleições |
“No dia 02 de julho, o Estado pagou
R$ 70 milhões. Está aqui o Diário Oficial do Estado do Maranhão. É público
que o governo está despejando dinheiro para campanha. Existem
municípios com a população de 24 mil pessoas que receberam 10 milhões de reais,
fundo a fundo. É aquele dinheiro o prefeito não presta conta. Gasta do
jeito que quer na campanha”, denunciou.
Cutrim disse acreditar que
o governo de Roseana está comprando alianças por meio destes
convênios, pressionando os gestores contemplados a se empenharem na
campanha eleitoral do candidato a governador apoiado pelo grupo,
Edinho Lobão (PMDB), e nos deputados estaduais e federais alinhados ao
Palácio dos Leões.
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| O deputado disse que São Luís tem mais de um milhão de habitantes e não recebe convênios do governo por perseguição política |
O candidato da Coligação Todos Pelo
Maranhão, Flávio Dino, afirmou que é preciso acabar com os privilégios e
excessos no uso da máquina pública do Estado. Em entrevista ao Programa Avesso,
da TV Guará, ele ressaltou que é preciso resgatar o caráter público do governo.
Flávio disse que vai redistribuir
cargos públicos para atender as necessidades da população. “Vamos garantir que
o princípio da moralidade seja atendido”, disse.
Ele ressaltou que os servidores com
capacidade e competência serão mantidos – como fez durante sua gestão na
Embratur. Flávio lembrou que, quando chegou ao instituto, fez questão de manter
no cargo todos os que de fato trabalhavam. “Se tem capacidade e competência,
não importa quem nomeou.”
Honestidade e menos burocracia
Flávio também ressaltou que os gastos
do governo precisam passar por um pente fino. “A questão é como essa máquina
administrativa é utilizada. Precisamos recuperar a noção de servir ao público.”
Flávio também destacou a necessidade
de desenvolver o Maranhão com sustentabilidade. “É preciso ter leis claras, ter
honestidade, dar sentido a unidades de conservação”, afirmou, sempre reforçando
a parceria entre economia e meio ambiente para proteger a natureza e criar
empregos.
Flávio abordou ainda a questão da
violência no campo. Ele se comprometeu com a “firmeza contra a violência,
contra a pistolagem” ao lembrar seu papel atuante na área quando era juiz e
deputado federal.
O deputado Carlos Brandão,
candidato a vice-governador na chapa de Flávio Dino, encaminhou, nesta tarde de
quarta-feira (20), nota oficial à imprensa contestando declarações do candidato a deputado
federal pelo PSTU, Antônio Molquibom, no horário eleitoral, que o associou a latifundiários. Lei abaixo
a íntegra da nota.
Em razão da declaração feita pelo candidato a
deputado federal, Antônio Moquibom, do PSTU, durante horário eleitoral, nesta
terça-feira (19); o deputado federal Carlos Brandão, candidato a
vice-governador na chapa de Flávio Dino, através de sua assessoria, esclarece
que:
– Não promoveu qualquer atividade favorável à
PEC 215/2000, como pode ser observado no relatório de tramitação da Câmara
Federal dos Deputados (em anexo), tampouco foi membro da Comissão de
Constituição e Justiça e de Cidadania – CCJC, o que inviabiliza a possibilidade
de ter sido relator da referida PEC;
– Por fim, em respeito à imprensa e à
sociedade maranhense, declara que se irmana à luta por garantias de direitos
relacionados às questões fundiárias de nosso estado e de nosso país, reflexo da
resistência histórica de quilombolas, de indígenas, de homens e de mulheres do
campo em prol do sustento e das tradições de suas comunidades.
Esperamos
que as informações aqui apresentadas tenham sido satisfatórias e nos colocamos
à inteira disposição para os demais esclarecimentos que se fizerem necessários.