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Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de Obras e Serviços
Públicos (Semosp), deu início nesta sexta-feira (26) à operação de desobstrução
de bueiros nos elevados da Cohama e da Cohab. A ação preventiva tem o objetivo
de minimizar os impactos causados pelas chuvas em localidades alagáveis como
essas. Os serviços estão sendo realizados em parceria com a Secretaria Municipal
de Trânsito e Transportes (SMTT), que trabalha orientando o trânsito nas duas
regiões.
A posse do primeiro governador eleito pelo PCdoB
está movimentando lideranças políticas de todo o Brasil. Marcada para o dia 1º
de janeiro de 2015, às 17h, em frente ao Palácio dos Leões, a cerimônia terá a
presença de caravanas de todos os 217 municípios do Estado e membros da
executiva nacional do PCdoB.
O Estado
de São Paulo
Após impor a derrota ao
grupo Sarney, como o senhor espera que os membros do clã irão se comportar?
Acredita que enfrentará perseguição por parte dos setores da mídia regional e
da bancada maranhense no Congresso?
O Maranhão é um dos
Estados com piores indicadores sociais do País. Em sua campanha eleitoral, o
senhor disse que o grupo que lhe antecedeu passou 50 anos no poder e não fez
nada. Qual a transformação que o senhor propõe para o Maranhão nos próximos
quatro anos?
O PT não lhe apoiou
formalmente na eleição, mas uma ala esteve presente na campanha e membros do
partido vão fazer parte do seu governo. Como será o seu diálogo com a legenda?
O poder exercido pelos
Sarney e, agora, a derrota desse grupo político despertaram atenção nacional
para o Maranhão. Como é viver essa expectativa em torno de seu futuro governo?
O senhor acredita que a
família Sarney foi derrotada definitivamente?
UOL
Após a derrota nas urnas
nas eleições de 2014 –quando Flavio Dino (PCdoB) foi eleito o novo governador
do Maranhão já no primeiro turno–, foram fechados convênios que totalizam R$
117 milhões. Os contratos têm prazo final de execução entre os meses de janeiro
e março de 2015, e envolvem diversos tipo de obras.
Os convênios foram
assinados e divulgados apenas após a renúncia de Roseana. Durante os 20 dias
que antecederam a renúncia da agora ex-governadora e filha do senador José
Sarney (PMDB-AP) e a posse do presidente da Assembleia –Arnaldo Melo (PMDB)– no
governo maranhense, o Diário Oficial do Estado não foi publicado. Todas as
edições que circulariam nesses dias foram colocadas à disposição para consulta
com data retroativa.
Apesar de ser a capital do
Estado e concentrar quase 20% da população, São Luís não foi beneficiada com
nenhum convênio. O prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PTC) é aliado político de
Flávio Dino.
Mas se a capital ficou
fora, pequenas prefeituras do interior foram agraciadas com convênios que
preveem distribuição de verbas substanciais. Uma delas é a de Coroatá (247 km
de São Luís), que receberá R$ 1,6 milhão dos cofres estaduais. A prefeita Maria
Teresa Trovão Murad (PMDB) é esposa de Ricardo Murad, deputado estadual e
cunhado de Roseana Sarney.
Nova administração do MA protesta contra convênios retroativos
“Não há dúvida de que há
direcionamento político. Se eles forem pagos no fim do governo, a toque de
caixa, é um indicativo que pode haver um trabalho de passar um ‘caixa zero’”,
afirmou o coordenador da transição, Marcelo Tavares (PSB).
“Todos os casos que forem
identificados com indício de irregularidades serão encaminhados para a
Secretaria de Transparência e Controle para levar às instâncias cabíveis”,
disse.
Em entrevista concedida à
Folha na semana passada, o governador eleito Flávio Dino criticou a renúncia de
Roseana e afirmou que ela vai entregar um governo.
A vergonhosa derrota nas eleições 2014 e o consequente desmantelamento
do grupo que mandou no Maranhão nas últimas cinco décadas, agora a virou motivo
de briga pelo espólio do PMDB, último bastião da família Sarney no Maranhão. O
cunhado da ex-governadora, Ricardo Murad, ainda se achando acima do bem e do mal, quer controlar o partido e alçar voo rumo a prefeitura de São
Luís, embora sem a menor chance de êxito na empreitada, mas enfrenta forte
resistência.
“A
minha forma de fazer política no PMDB sempre foi pela participação de todos,
nunca fiz a política de exclusão de nomes internamente no partido, em todos os
momentos estive ao lado do senador Lobão Filho em sua candidatura ao governo,
mas acho que antes de opinar não podemos esquecer do passado, quem e quais
causas foram responsáveis pelas divisões internas do nosso grupo; a oposição ao
candidato Humberto Coutinho por questões de interesse pessoal, certamente, não
prevalecerá dentro do PMDB, a política de vetos é ultrapassada e esse tipo de
comportamento já fez com que candidatos perdessem espaço, sempre ajudei a
construir o PMDB no dia a dia, respeitarei a posição de todos, mas vejo como é
fácil falar em nome de um partido, difícil é trabalhar para construí-lo”, observa Roberto Costa
Neófita, Andréa se ampara no fato dos partidos que apoiaram o candidato
do grupo Sarney ao governo, Edinho Lobão (PMDB), terem eleitos 29 deputados
para defender o lançamento de candidatura própria. A parlamentar, no entanto,
se esquece que a grande maioria dos eleitos que tomarão posse em fevereiro já
mudou de lado e declarou apoio ao governador que toma posse dia primeiro de janeiro de 2015, Flávio Dino.
Falta apenas cinco dias o povo do Maranhão sepultar a oligarquia mais longeva do país e iniciar uma nova página de sua história. As eleições 2014 serviram para sepultar
definitivamente dinastias e lideranças políticas de vulto que tentaram manter
seus grupos no poder, mas acabaram sendo derrotados nas urnas e colocados para
fora da vida pública, alguns pelas portas do fundo, como foi o caso senador
José Sarney, no Amapá, e sua filha Roseana, aqui na terrinha.
O senador José Sarney e sua filha governadora Roseana perderam praticamente toda força
no Maranhão, onde o grupo que comandam levou o estado a alcançar os
piores indicadores econômicos e sociais do país. Segundo a última pesquisa divulgada pelo IBGE, Roseana e seu pai transformaram o estado num
amontado de indigentes, onde a maioria da população não possui
sequer segurança alimentar.
Com a vergonhosa derrota do filho
para o governo do estado e com a Polícia Federal em seu calcanhar, o senador
Edison Lobão só tem um caminho a seguir: vestir o pijama e se aposentar da vida
pública, pois dificilmente terá condições de voltar a pedir votos no Estado,
após ser apontado como beneficiário do maior escândalo de corrupção no país: o “Petrolão”.
Arnaldo Melo pode raspar o tacho, mas
é bom que não deixe rastro, pois terá que prestar contas à Justiça futuramente.
Melo, que também está se aposentando, pelo visto ainda não entendeu que esta oligarquia moribunda, comandada
por bandidos de colarinho branco, que assalta cofres públicos há 50 anos, está estrebuchando,
pois faltam apenas cinco dias para o sepultamento do cadáver que está sendo velado desde o dia três outubro.
iG
O índice dessas unidades federativas
está muito acima da média brasileira, que é de 22,6%. Na região Nordeste e
Norte, apenas o Estado de Rondônia teve índice de segurança alimentar abaixo da
média (21,6%).
Os estados com maior taxa de lares
com alimentação assegurada são Espírito Santo (89,6%), Santa Catarina (88,9%) e
São Paulo (88,4%).
O índice de casas em que algum
morador relatou fome foi mais alto nas regiões Norte e Nordeste, 6,7% e 5,6%
respectivamente. Nas regiões Sudeste e Sul a taxa foi de 1,9% e, na
Centro-Oeste, 2,3%.
Em 2004, apenas 46,4% dos lares nordestinos estavam
em situação de segurança alimentar. Em 2013 essa proporção chegou a 61,9%.