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  • Jorge Vieira
  • 4/maio/2015

Deu no Estadão: As suspeitas que explicam a saúde do Maranhão

Estadão –Um copo de leite com biscoito a R$ 11, mais de 20 hospitais novos sem uso, superfaturamento de até 85% em serviços de saúde, equipamentos para exames de última geração parados por falta de espaço adequado, suspeita de uso de um helicóptero-ambulância na campanha da filha do secretário. Enquanto isso a população amarga o pior índice de mortalidade infantil do País e doenças do século passado como a hanseníase.
Após quase 50 anos de domínio do clã Sarney no Maranhão, a “caixa-preta” do Estado começa a ser aberta por auditorias encomendadas pela atual gestão, que derrotou o grupo político da família do ex-presidente da República.
Levantamento da Secretaria de Transparência e Controle – criada pelo governador Flávio Dino (PC do B) – nas contas da Saúde aponta sobrepreço de 45% a 85% nos contratos durante a gestão de Roseana Sarney (PMDB), que deixou o governo em dezembro. Quem comandava a pasta da área era seu cunhado Ricardo Murad.
Documentos obtidos pelo Estado mostram o pagamento de R$ 10,95 por um copo de leite com biscoitos à empresa Litucera Engenharia e Limpeza, que doou R$ 200 mil para a deputada estadual Andrea Murad (PMDB), filha do ex-secretário.
Segundo o relatório parcial da auditoria, a Litucera era uma das 19 empresas contratadas sem licitação que aparecem em todas prestações de contas do sistema, o que, de acordo com os auditores, é indício de direcionamento das contratações.
Em Coroatá – cidade governada pela esposa do ex-secretário, Tereza Murad –, os auditores encontraram equipamentos de oftalmologia na casa de amigos dos contratados. Lá, a CM Clínica recebeu R$ 288 mil para atender a demanda de cardiologia de modo ininterrupto, sete dias por semana, mas a empresa esteve presente no hospital somente dois sábados de janeiro, por apenas três horas cada dia.
No Hospital Carlos Macieira da capital, o simples fato de o governo passar a contar as refeições servidas também pela Litucera – antes o repasse era por preço fechado, independentemente do volume – levou a uma economia de 10 mil pratos ao mês. Ali também se pagava R$ 10 por refeição independente do conteúdo do prato que, às vezes, era apenas uma fruta, um chá com biscoitos ou um copo de suco.
As auditorias recomendam o ressarcimento de pagamentos indevidos, responsabilização dos gestores responsáveis e encaminhamento dos relatórios ao Tribunal de Contas do Estado, Ministério Público de Controladoria-Geral da União para tomada das medidas cabíveis.
Primeiro Cunhado. Considerado o homem forte da segunda passagem de Roseana pelo governo do Maranhão, entre 2009 e 2014, Murad é alvo da Justiça desde 2005, quando era gerente de Desenvolvimento de São Luís e foi acusado de formação de quadrilha e fraude em licitação na contratação de uma empresa de segurança e limpeza.
Na semana passada, a ex-procuradora-geral de Justiça Maria de Fátima Cordeiro se tornou ré em ação de improbidade por ter recomendado a exclusão de Murad, seu “aliado e amigo pessoal”, segundo o Ministério Público, do processo.
Embora tivesse um amplo gabinete na sede da secretaria, Murad costumava despachar no sofisticado hotel Luzeiros, o mesmo onde o doleiro Alberto Youssef foi preso pela Lava Jato, em março do ano passado.
Um episódio rumoroso envolveu Murad e sua filha, a deputada Andrea Murad, na campanha de 2014. No dia 17 de setembro, ela fez um comício na cidade de São João dos Patos. No mesmo dia, segundo registros da Secretaria de Saúde, o pai usou um helicóptero locado pelo governo para transporte de pacientes em um pacote de R$ 15 milhões por ano para ir até a cidade. No dia seguinte, o helicóptero sofreu uma pane e fez um pouso de emergência numa fazenda em Presidente Dutra. Os órgãos de imprensa da família Sarney noticiaram que Andrea estava com o pai na aeronave. Ela nega enfaticamente a acusação, que virou motivo de debates na Assembleia Legislativa. Segundo registros, das 40 viagens feitas em setembro de 2014, 17 foram no trajeto São Luís-Coroatá, base política dos Murad.
Ao assumir em 2009, Roseana anunciou um ambicioso projeto de construção com verbas do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de 72 hospitais de pequeno, médio e grande portes.
Do total, 42 foram entregues a toque de caixa. Pelo menos cinco deles foram devolvidos pelas prefeituras e estão abandonados por falta de verbas para manutenção, já que o Sistema Único de Saúde (SUS) não financia o custeio. Outros 17, alguns com obra em fase adiantada, também estão parados.
Em janeiro o BNDES suspendeu os repasses para 27 obras de saúde no Maranhão. Nenhuma delas tinha aprovação da vigilância sanitária, entre outras irregularidades. Destas, 15 foram iniciadas entre abril e setembro de 2014, quando a disputa eleitoral já estava em curso. Algumas estão em fase final de execução, com mais de 80% dos serviços realizados. Ao todo, foram pagos até agora R$ 110 milhões nessas 27 obras. “Vamos readequar o perfil de atendimento desses hospitais de acordo com as orientações do SUS. Não sei explicar o motivo dessa opção. Pode ser incompetência técnica ou motivação política”, diz o atual secretário de Saúde, Marcos Pacheco.
Símbolo. A Secretaria de Transparência e Controle realizou uma auditoria específica no Hospital Carlos Macieira, o maior e mais importante do Maranhão, que leva o nome do pai de dona Marly – mulher de Sarney – e passou por uma série de reformas desde 2009 orçadas inicialmente em R$ 38 milhões, mas que até hoje, quatro contratos e muitas irregularidades depois, já consumiram R$ 158 milhões.
Com 174 leitos comuns e 48 de UTI, o hospital representou um avanço extraordinário no atendimento médico do Maranhão, mas apresenta falhas graves de projeto e construção.
Equipamentos caros, como um aparelho de hemodinâmica da marca Siemens, avaliado em R$ 2 milhões, estão parados em um almoxarifado.
O governo pagou R$ 180 mil pela instalação de cada um dos cinco elevadores, mas há mais de três anos apenas um funciona no prédio de cinco andares. A rede elétrica precária, com frequentes oscilações, coloca em risco aparelhos caríssimos.
Outro problema grave diz respeito ao encanamento. Malfeito, provoca inundações a cada chuva. A estação de tratamento de lixo hospitalar de última geração nunca funcionou. O lixo e esgoto são despejados em um manguezal. Há três anos, funcionários sem qualificação tentam consertar o sistema de esterilização ultravioleta e acabaram na ala oftalmológica com danos na vista.

O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,as-suspeitas-que-explicam-a-saude-do-maranhao,1680078O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,as-suspeitas-que-explicam-a-saude-do-maranhao,1680078O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,as-suspeitas-que-explicam-a-saude-do-maranhao,1680078O material jornalístico produzido pelo Estadão é protegido por lei. Para compartilhar este conteúdo, utilize o link:http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,as-suspeitas-que-explicam-a-saude-do-maranhao,1680078

  • Jorge Vieira
  • 2/maio/2015

Prefeitura oportuniza a estudantes conhecimentos sobre a área jurídica

A Prefeitura de São Luís, por meio da Secretaria Municipal de
Educação (Semed), realizou esta semana o lançamento do projeto “Além da
leitura e da escrita: Educando para o exercício da cidadania”. O projeto é
realizado em parceria com o Fórum Desembargador Sarney Costa. Voltada para a
área de Educação de Jovens e Adultos (EJA), a iniciativa tem como proposta
fomentar a construção de conhecimento na área da justiça e cidadania.

O projeto segue a diretriz do
prefeito Edivaldo Holanda Júnior de garantir atenção integral a todos os
estudantes da rede municipal, garantindo-lhes o exercício completo da
cidadania. “Esta iniciativa possibilitará aos jovens, adultos e idosos que
estudam nas nossas Unidades de Educação Básica o conhecimento acerca de seus
direitos e as instâncias para reivindicá-los. São informações fundamentais para
a cidadania e a dignidade”, afirmou o secretário municipal de Educação,
Geraldo Castro.

O projeto “Além da leitura e da
escrita: educando para o exercício da cidadania” leva aos estudantes o
conhecimento acerca de questões relativas a áreas específicas do direito, como
direitos dos trabalhadores, das mulheres, da criança e do adolescente.

Uma rede de colaboradores, montada
através da parceria entre a Prefeitura de São Luís e a coordenação do projeto
junto ao Fórum Desembargador Sarney Costa, organizará os momentos de diálogo,
que podem ocorrer nas próprias escolas ou em visitas organizadas dos estudantes
a instâncias do Poder Judiciário em São Luís.

PROJETO

A solenidade de lançamento foi realizada
no auditório do Fórum e contou com a presença de cerca de 200 estudantes de dez
escolas da rede municipal que, divididos em pequenos grupos, participaram de
uma visita guiada às dependências do Fórum Desembargador Sarney Costa. Após a
visita, os alunos assistiram a uma palestra, ministrada pela juíza titular da
1ª vara de Fazenda Pública de São Luís, Maria Luzia Neponucena.

Para a juíza, a proposta do projeto é
audaciosa e acerta ao tratar a sala de aula como espaço de formação social e de
transformação. “É importante trabalhar na escola esses conteúdos
tranversais, que falam sobre direitos e deveres dos cidadãos. O benefício desse
conhecimento não se restringe somente ao aluno, mas ajuda a promover o
desenvolvimento social político e econômico de um país”, disse a juíza
Luzia Neponucena.

Thalia Viana de Sousa, estudante da
Unidade de Educação Básica (U.E.B.) José Ribamar Bogéa, na Cidade Olímpica,
aprovou a iniciativa. Ela contou que, antes de fazer a visita guiada ao fórum,
nunca tinha ouvido falar do espaço nem sabia para que servia. “Descobri,
por exemplo, que aqui acontecem julgamentos e que também existem setores que
tratam das questões de família. Acho que com esse projeto vou conhecer os meus
direitos e entender um pouco mais sobre outras questões jurídicas”,
ressaltou Thalia.

Também estavam presentes à solenidade de lançamento o defensor público
estadual Dario André Cutrim Castro; a superintendente da área de Educação de
Jovens, Adultos e Idosos da Semed, Áurea Borges; e a advogada e uma das coordenadoras
do projeto, Maironilde Gonçalves Medeiros Pereira.

  • Jorge Vieira
  • 2/maio/2015

Governo investirá R$ 589,2 mi para melhorar salários da Segurança Pública e PMs descartam greve

O governo do Maranhão investirá R$ 589,2 milhões para a recomposição
salarial dos servidores da Segurança Pública até 2018. Conforme o planejamento,
o ganho acumulado para a categoria nos próximos quatro anos será maior que o
concedido nas gestões anteriores.

A Medida Provisória encaminhada à Assembleia Legislativa pelo governador
Flávio Dino, no último dia 23 de abril, contempla servidores da Polícia
Militar, Corpo de Bombeiros e também agentes do Sistema Penitenciário, com
reajustes de 23,8% a 88% no acumulado para os próximos quatro anos.

Somente este ano, serão investidos R$ 134,6 milhões na readequação dos
salários dos integrantes das forças policiais e do sistema penitenciário. Com
esse reajuste, o Governo do Maranhão garante, logo nos primeiros meses de
administração, aumentos superiores aos índices de inflação.

No caso dos servidores da Polícia Militar, o aumento já coloca a
categoria no Maranhão como a segunda melhor remunerada entre os estados da
Região Nordeste. A partir de maio, o subsídio pago aos soldados, antes de R$
2.708,39, aumenta para R$ 3.237,57.  A recomposição salarial é de 19,5%.

Com essas ações de valorização dos servidores da Segurança Pública, os
policiais militares aceitaram a propostas inicial e descartaram, na última
quinta-feira (29), a possibilidade de greve, por tempo indeterminado.

Ações na Segurança

Fora a preocupação com a valorização salarial dos servidores, em menos
de quatro meses, o governador Flávio Dino realizou uma série de ações para
reestruturar o sistema de Segurança Pública do Maranhão e assegurar melhores
condições de trabalho e reduzir os índices de criminalidade no Estado. Veja as
principais:

 

1- Foram convocados mil candidatos excedentes do último concurso da
Polícia Militar, que passaram por teste de aptidão física e estão realizando
exames médicos e psicotécnicos (de 30 de abril a 3 de maio) para ingressar na
Academia de Polícia, onde farão curso de formação. O curso de formação é mais
uma fase do concurso e tem caráter eliminatório.

 

2- Foram convocados 66 novos policiais civis, entre delegados,
escrivães, legistas.

 

3- Foi aprovada e sancionada a Lei de Organização Básica do Corpo de
Bombeiros (LOB), que assegurou à corporação uma legislação moderna para
garantir melhorias aos servidores do CBMMA.

 

4- Como reforço à Segurança Publica, o Sistema Penitenciário realizou
processo seletivo para contratar cerca de 900 agentes. O seletivo vai ajudar
temporariamente enquanto não é realizado concurso definitivo.

  • Jorge Vieira
  • 1/maio/2015

Governador Flávio Dino parabeniza e destaca ações em prol dos trabalhadores maranhenses

A valorização do trabalho e
a distribuição das riquezas do estado para o trabalhador maranhense integram a
política da atual gestão do governo do Estado. No dia 1° de maio, data que se
comemora a luta de trabalhadores e trabalhadoras por garantia de direitos, o
governador Flávio Dino em mensagem direcionada a todos os maranhenses relembra
os valores e a política de Estado, revelados em medidas como, a aplicação de
quase R$ 441 milhões para o funcionalismo do estado neste ano. Além disso, os
servidores do sistema de Segurança Pública também tiveram recomposição salarial
que até 2018 somam R$ 589 milhões. Esta e outras ações compõem o rol medidas de
valorização da mão de obra do trabalhador do Maranhão.

“O nosso compromisso é
implantar um novo modelo de desenvolvimento que faça com que as nossas riquezas
possam levar justiça a todos os trabalhadores, por isso estamos dando apoio
especial para as vocações econômicas locais, para as micro e pequenas empresas,
para a agricultura familiar, para novos investimentos que se comprometam a
gerar riqueza e emprego para quem vive aqui”, relatou Flávio Dino, que enxerga
nos trabalhadores os grandes responsáveis pelo desenvolvimento do Maranhão.

Em complemento a estas
ações, o governo do Estado já realizou o reajuste em 13,01% do piso nacional
dos profissionais da educação básica, contemplando mais de 41 mil
profissionais, do Grupo Magistério da Educação Básica. Determinou ainda
recomposição salarial de policiais militares, bombeiros, policiais civis e
agentes penitenciários. A medida resultará em 17.553 membros das carreiras da
Segurança Pública do Maranhão – categoria que durante décadas lutou contra a
desvalorização e vencimentos defasados – com novos vencimentos a partir de
maio, com índices que, acumulados até 2018, variam de 23,8% a 88%.

A implantação da última e
maior parcela do Plano Geral de Cargos, Carreiras e Salários do Poder
Executivo, que beneficiou 24.280 servidores efetivos com reajustes que variam
entre 16% a 64%, se juntou ao reajuste de 8,8% no pagamento de 6.776 servidores
que recebem salário mínimo, e a outras importantes ações de valorização do
trabalhador maranhense.

A meta do governador Flávio
Dino vai alémda oferta de remuneração digna e compatível, alcançando a garantia
de condições de trabalho adequados e diretos básicos. “Defendemos e praticamos
uma política de defesa do trabalho e dos direitos dos trabalhadores, uma
política que combate as condições precárias de trabalho e estruture às
carreiras do serviço público, como deve ser, e assim, estamos trilhando o
caminho que nos leva ao Maranhão de todos nós”, exaltou Flávio Dino.

Agricultura

Os trabalhadores rurais do
estado também estão recebendo grande incentivo do governo Flávio Dino. Serão
destinados até setembro deste ano, recursos na ordem de R$ 13,79 milhões para a
implantação de 3 mil Sistemas Produtivos de Tecnologias Sociais Sustentáveis.
Para manter os chamados ‘Sisteminhas’, cada família assistida receberá um
cartão do Banco do Brasil com um fomento de R$ 2.955 para investimento no sistema.
Além disso, os trabalhadores rurais já estão recebendo apoio em assistência
técnica. São nove mil famílias, sendo três mil famílias beneficiárias dos
Sistemas Integrados de Tecnologias Sociais e seis mil famílias de outros
Programas atendidas na prestação de serviços de Assistência Técnica e Extensão
Rural (ATER).

Mais Empresas

Também com o intuito de
beneficiar o trabalhador maranhense, o governador Flávio Dinolançou nesta
quarta-feira (29) um pacote com quatro medidas para incentivo à geração de
emprego, renda e ao empreendedorismo no Estado. Instituído por Medida
Provisória, o pacote contempla quatro medidas, entre elas, a ampliação e
critérios transparentes para incentivos fiscais a novos empreendimentos, a
redução de alíquota de ICMS para empresas optantes do Simples, a prioridade a
micro e pequenas empresas maranhenses nas licitações do governo e, ainda, a
simplificação e dispensa de licenciamento ambiental para agricultores
familiares.

Jovens Aprendizes

O ‘Mais Empresas’ foi
anunciado um dia após o governador Flávio Dino ter tornado público a abertura
de mil vagas para jovens aprendizes nas empresas e demais autarquias do governo
do Estado. O anúncio foi feito durante o Fórum Estadual de Aprendizagem
Profissional e Inclusão de Adolescentes e Jovens no Mercado de Trabalho do
Maranhão.

De acordo com o governador,
as vagas serão disponibilizadas em estruturas como a Empresa Maranhense de
Administração Portuária (Emap) e a Companhia de Água e Esgoto do Maranhão
(Caema). “O governo do Estado tem que dar o exemplo, incentivar as empresas do
Maranhão a aderirem ao Programa Jovem Aprendiz e estimular a geração de emprego
e renda”, declarou o governador Flávio Dino.

A meta do governo é que,
ainda neste ano, 5 mil jovens sejam incluídos no programa e comecem a
trabalhar. No acumulado dos quatro anos de gestão, a expectativa é que 17 mil
jovens aprendizes estejam no mercado de trabalho em todo o estado.

  • Jorge Vieira
  • 30/abr/2015

Fusão PPS/PSB é facilicitada pela identidade das legendas, diz dirigente


O secretário Geral do PPS, suplente
de senador Paulo Matos (foto), em conversa com o titular do blog, nesta tarde de quinta-feira (30), disse que da fusão do PPS com
PSB surgirá um grande partido no país e no Maranhão.

“Eu acho que o processo de fusão nos
fortalece. Nós temos uma identidade com o PSB e estivemos junto em todos os
movimentos do país. A última eleição nacional selou a aliança nossa quando fizemos
opção por um projeto alternativo e apoiamos a candidatura de Eduardo Campos”,
observa Matos.

O dirigente do PPS lembra que, no
Maranhão, a exemplo do restante do país, as duas legendas sempre estiveram
juntas. Paulo Matos recorda que em 2010, a coligação que apoiou a candidatura
de Flávio Dino foi composta por PCdoB, PSB e PPS.

Quanto ao comando do partido no
Estado, Matos observou que essa questão somente deverá ser discutida após os
dois partidos realizarem seus congressos extraordinários para homologar a fusão,
previsto para junho. “Somente após este processo e que as questões estaduais
serão discutidas”, observou.

  • Jorge Vieira
  • 30/abr/2015

Improbidade: MP abre “caixa preta” do conluio entre Fátima Travassos e Ricardo Murad

O Ministério Público
do Maranhão ajuizou, em 16 de abril, Ação Civil por ato de improbidade
administrativa contra a ex-procuradora-geral de justiça, Maria de Fátima
Rodrigues Travassos Cordeiro, e contra o ex-secretário de estado da Saúde,
Ricardo Murad.

 

Na ação, os
promotores de justiça Tarcísio José Sousa Bonfim (30ª Promotoria de Justiça de
Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa) e João Leonardo
Sousa Leal (28ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e da
Probidade Administrativa) questionam o fato de a ex-chefe do MPMA rejeitar a
denúncia já recebida pelo Poder Judiciário contra Ricardo Murad alegando
“inépcia da peça acusatória”.

 
A denúncia contra
Ricardo Murad foi oferecida pelo ex-procurador-geral de justiça, Raimundo
Nonato de Carvalho Filho, em 2005, quando Murad ocupava o cargo de gerente de
Articulação e Desenvolvimento da Região Metropolitana de São Luís. A gerência
foi a nomenclatura adotada pelo Poder Executivo estadual equivalente a
secretaria de estado.

 
Ricardo Murad foi
acusado pelos crimes de formação de quadrilha e fraude de processos
licitatórios em contratos entre a Gerência Metropolitana e a Nanasel Manutenção
de Condomínios Ltda. Após a eleição de Murad, como deputado estadual, a ação
foi remetida ao Tribunal de Justiça, em decorrência do foro privilegiado.

 
REJEIÇÃO DA DENÚNCIA

Diante da situação,
Fátima Travassos formulou requerimento de rejeição da denúncia, alegando
inépcia da ação inicial. “A exclusão, sem qualquer razão jurídica somente em
relação ao senhor Ricardo Murad, pessoa com quem mantinha estreita amizade, foi
apurada pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Aliás, tal
amizade, vinculação e falta de independência da então chefe do parquet
maranhense é fato público e notório e de conhecimento de toda a sociedade
maranhense”, destaca o Ministério Público.

 

Os promotores
destacam, ainda, que Fátima Travassos, por conta de sua amizade, atrelamento e
dependência a Ricardo Murad, foi reconduzida ao cargo mesmo figurando em segunda
colocação na lista tríplice. “Além de ser ação anômala e não correspondente com
o interesse público que deve nortear todo o agir de qualquer agente público, o
requerimento de inépcia da inicial e o pleito de sua rejeição como feito pela
primeira demandada fere de morte o princípio da indisponibilidade da ação penal
e da unidade do Ministério Público”.

 

No mesmo sentido, o
CNMP reconheceu, em sindicância, que o pedido de rejeição contra Murad “coloca
o Ministério Público maranhense numa posição à margem da legalidade e do bom
senso”, quando cabia somente a ela, no exercício da função de procuradora-geral
de justiça, promover o andamento do processo, de acordo com a Lei Orgânica do
Ministério Público do Maranhão (Lei nº 013/91).

 
CONDUTA ILEGAL E IMORAL

 As Promotorias de
Justiça de Defesa do Patrimônio Público e da Probidade Administrativa de São
Luís classificam a conduta de Travassos como “ilegal, imoral e pessoalizada”,
pois foi realizada sem qualquer base jurídica, razão ou fundamento plausível, a
não ser “favorecer o senhor Ricardo Jorge Murad para fins de satisfação de
interesse pessoal”.

 
O fato também chamou
atenção dos magistrados. Durante o julgamento do pedido de rejeição da
denúncia, o desembargador Marcelo Carvalho Filho argumentou que o MP, “ao
arguir a inépcia da denúncia formulada por ele próprio, após o recebimento
feito pelo juiz, acabou violando o princípio da obrigatoriedade da ação penal,
esculpido no artigo 42, do Código de Processo Civil, segundo o qual o
Ministério Público não poderá desistir da ação penal”.

 

Segundo os autores da
Ação Civil, na fase em que o processo-crime contra Murad tramitava, com a
denúncia já recebida pelo juízo competente, não era mais possível, rejeitar a
denúncia somente em relação a um dos acusados. A medida executada por Travassos
contraria os princípios da obrigatoriedade da ação penal e do interesse
público.

 

“Naquela ocasião,
deveria ter a primeira demandada feito uso de padrões mínimos de ética, de
moralidade e de interesse público a possibilitar que as provas reunidas no bojo
de uma investigação criteriosamente realizada por um grupo de promotores de
justiça de indubitável responsabilidade fossem analisadas sob o crivo do
contraditório e da ampla defesa, para, ao final, se sustentar a procedência ou
não da pretensão punitiva estatal”, destacam Tarcísio Bonfim e João Leonardo
Leal.

 

O Ministério Público
pediu ao Poder Judiciário que os acusados sejam condenados à perda da função
pública, suspensão dos direitos políticos, pagamento de multa civil e proibição
de contratar com o poder público, além do pagamento das custas judiciais. 

 
CONTRATOS IRREGULARES

Uma outra Ação Civil
Pública, protocolada em 16 de abril, trata de irregularidades apontadas pelo
Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA) em contratos da Procuradoria
Geral de Justiça no ano de 2009. A fiscalização foi realizada nos meses de
julho e agosto de 2010. No total, os contratos representaram gastos superiores
a R$ 3 milhões.

 

As primeiras
irregularidades foram apontadas no contrato de locação de máquinas
fotocopiadoras firmado com a empresa Tricom Alliance Ltda., em 1° de julho de
2005. Entre os problemas estão a prorrogação extemporânea (fora do prazo legal)
dos contratos e em valores superiores ao permitido, falta de continuidade na
prestação dos serviços, o que motivou a realização indevida de dispensa de
licitação por emergência, resultando na assinatura de um novo contrato
(90/2009).

 

Além disso, quando da
realização da dispensa de licitação, não foi realizada a devida pesquisa de
preços, conforme exigência legal. Por fim, o segundo contrato foi prorrogado
sob a “justificativa incomprovada de situação emergencial ou de calamidade
pública”.

 

“Para que houvesse a
dispensa de licitação, seria necessário a abertura de procedimento
administrativo para avaliar tal possibilidade, o que não existiu no caso dos
autos ante a constatação de que a situação emergencial invocada não era
imprevisível, não gerava qualquer risco à segurança de pessoas, obras,
serviços, bem como a situação não tenha sido gerado por ato da demandada
enquanto administradora”, observam, na ação, os promotores de justiça.

 

O primeiro contrato
firmado com a Tricom Alliance Ltda., em 2005, tinha como valor R$ 100.140,00.
Até o final de 2009, no entanto, a empresa recebeu do Ministério Público do
Maranhão o total de R$ 814.311,60.

 

Já o contrato n°
69/2008 foi firmado com a empresa Mascol – Maranhão Serviços, Conservação e
Limpeza Ltda., para a prestação de serviço de motorista, com prazo de vigência
de seis meses. O valor do contrato foi de R$ 134.800,00.

 

A irregularidade
apontada foi a prorrogação do contrato após já estar encerrado. O prazo expirou
em 31 de maio de 2009 e a prorrogação foi feita apenas em 1° de junho do mesmo
ano. No entendimento dos promotores, o contrato “não mais existia, sendo
impossível e de nenhuma validade jurídica a sua prorrogação”.

 

PASSAGENS AÉREAS

 

Irregularidades
também foram apontadas no contrato n° 38/2007, que trata da prestação de
serviço de agenciamento e fornecimento de passagens aéreas, que teve como
contratada a empresa F.C. Morais Agência de Viagens e Turismo Ltda. O valor do
contrato foi de R$ 207 mil e sua vigência de oito meses (01 de abril a 31 de
dezembro de 2007).

 

O contrato foi
prorrogado extemporaneamente por duas vezes, além de ultrapassar o limite de
valor permitido. A Lei de Licitações (8666/93) permite aditivos com aumentos
de, no máximo, 25% do valor inicial atualizado do contrato. Nesse caso, no
entanto, o valor foi majorado em mais de 50%. Entre 2007 e 2009, a F.C. Morais
Agência de Viagens e Turismo Ltda. recebeu do Ministério Público do Maranhão R$
583.967,10.

 

REFORMA ESTRUTURAL

O contrato firmado
entre a Procuradoria Geral de Justiça e a Castelo Branco Serviços de Engenharia
e Construtora Ltda. também apresentou uma série de irregularidades. Com valor
de R$ 1.367.456,98, o contrato previa a reforma geral e reforço da estrutura de
concreto armado do prédio sede das Promotorias de Justiça da Capital.

 

Ainda na fase de
licitação, não foram observados diversos requisitos que levariam à inabilitação
da empresa no certame. Entre eles estão a falta de Anotação de Responsabilidade
Técnica (ART) do profissional responsável pelo projeto básico e da Declaração
de Habilitação Patrimonial (DHP) no balanço patrimonial da empresa.

 

Além disso, o
contrato n° 100/2007 foi assinado, em 21 de dezembro de 2007, sem que a empresa
tivesse apresentado a “garantia para execução do objeto contratual,
representada por caução equivalente a 5% do valor do contrato”. A garantia só
foi apresentada em 23 de janeiro do ano seguinte.

 

Após a assinatura do
contrato foram pagas faturas de execução da obra sem a apresentação de ART da
obra junto ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea), além de terem
sido executados serviços de recuperação de guarita, cerca de proteção e no
acesso principal do prédio “sem motivação idônea, sem previsão contratual, sem
autorização formal, sem emissão de nota de empenho e sem aditivo”. O valor desses
serviços foi de R$ 215.210,70.

 

Outra irregularidade
foi uma antecipação de pagamento de R$ 17.063,92 à Castelo Branco Serviços de
Engenharia e Construtora Ltda. De acordo com os promotores, a execução
orçamentária de órgãos públicos está prevista na Lei n° 4.320/64, que veda a
realização de despesa sem prévio empenho. Além disso, a legislação prevê que
somente após a liquidação do serviço poderá ser feito o pagamento de
determinada despesa.

 

Ao final do processo,
o Ministério Público requer que a Justiça condene Fátima Travassos por
improbidade administrativa, estando sujeita à perda da função pública,
suspensão dos direitos políticos, pagamento de multa e proibição de contratar
ou obter qualquer benefício fiscal do Poder Público, mesmo que por meio de
empresa da qual seja sócia majoritária.

 

USO ILEGAL DE VEÍCULO OFICIAL 

 

O ilegal uso de uma Toyota Hilux SW4,
pertencente à frota do Ministério Público do Maranhão (MPMA) e do trabalho de
um servidor público do órgão para fins particulares pela ex-procuradora
geral-de justiça Maria de Fátima Rodrigues Travassos Cordeiro, levou a
ex-gestora a ser citada como acusada em Ação Civil Pública por Ato de
Improbidade Administrativa, ajuizada, em 16 de abril, pelas 28ª e 30ª
Promotorias de Justiça de Defesa do Patrimônio e da Probidade Administrativa de
São Luís.

 

A prática afrontou a Lei 8.429, de 2 de
junho de 1992 (Lei de Improbidade) e a Lei 1.081, de 13 de abril de 1950,
segundo a qual “os automóveis oficiais destinam-se, exclusivamente, ao serviço
público”.

 

Além das leis, o uso ilegal do veículo,
de placas PGJ 001, também desrespeitou o Ato Regulamentar Nº 06/2005, de 29 de
dezembro de 2005, do próprio MPMA. O ato “dispõe sobre as formas de aquisição e
utilização de veículos no âmbito do órgão”.

 

Na ação, motivada por representação
encaminhada pela procuradora de justiça Themis Pacheco, os promotores de
justiça Tarcísio Sousa Bonfim (30ª Promotoria de Justiça) e João Leonardo Sousa
Pires Leal (28ª Promotoria de Justiça) também questionam as ordens dadas por
Fátima Travassos a um servidor público que trabalhava como motorista do veículo
para que ele ficasse à disposição dela quando realizava tarefas de natureza
particular.

 

No curso das apurações do Inquérito
Civil nº 40/2014, que fundamenta a ação, os promotores de justiça verificaram
que Fátima Travassos fazia uso do veículo e do trabalho do servidor público
para deslocar-se a casamentos, agências de viagens, bancos e farmácias.

 

Eles também constataram que Travassos
usava o veículo e os trabalhos do servidor público para ir, semanalmente, a um
salão de beleza localizado no bairro Renascença II. Ao chegar ao
estabelecimento, ela determinava ao motorista do veículo oficial que ele retornasse
ao prédio da Procuradoria Geral de Justiça (PGJ) ou que fosse à residência dela
e, posteriormente, voltasse para buscá-la.

 

Ainda de acordo com as investigações, a
mesma coisa acontecia quando Travassos indevidamente usava o veículo para ir ao
São Luís Shopping, determinando ao motorista que ele ficasse à sua disposição,
aguardando-a no estacionamento do centro comercial.

 

Outro exemplo de utilização ilegal é o
que houve em 26 de dezembro de 2011, quando a ex-procuradora-geral Fátima
Travassos fez uso do veículo e dos trabalhos do servidor público para seu
transporte e de sua filha, Fabéri Travassos, ao São Luís Shopping Center, para
fazer compras e providenciar o conserto de um tablet.

 

A Toyota SW4 também era usada
ilegalmente por Fátima Travassos para ir a casamentos, ocasiões em que ela
determinava ao motorista que a deixasse no local da festa e levasse o veículo
para a residência dele para, na manhã seguinte, apresentar-se ao local de
trabalho.

 

SUPERMERCADO

 

“Pelo menos uma vez por mês e no
horário de expediente, durante os quatro anos de sua gestão, a
ex-procuradora-geral determinava ao servidor que exercia o cargo de motorista
do veículo oficial que fizesse as compras de sua residência”, exemplificam
Bonfim e Leal, na ação.

 

Na manifestação, os representantes do
MPMA destacam, ainda, que as condutas da ex-procuradora-geral, relatadas na
ação, implicaram em enriquecimento ilícito. “A ex-procuradora-geral de justiça
Maria de Fátima Rodrigues Travassos Cordeiro (…) utilizou em proveito próprio
e para finalidade privada veículo oficial acrescido do trabalho do servidor
público que conduzia o bem”, enfatizam os promotores.

 

EX-OUVIDORA

 

Outra Ação Civil por Ato de Improbidade
Administrativa, ajuizada, em 7 de novembro de 2014, pelo promotor de justiça
Tarcísio Bonfim em conjunto com os promotores André Charles Oliveira e Gustavo
Bueno, integrantes do Grupo de Promotores Itinerantes do MPMA, tem como ré a
procuradora de justiça Iracy Martins Figueiredo.

 

Na ação, também motivada por representação
da procuradora de justiça Themis Pacheco, a procuradora de justiça Iracy
Martins Figueiredo e mais seis pessoas são acusadas de envolvimento na prática
de nepotismo cruzado.

 

Os outros acusados são a ex-deputada
Vianey Bringel, Hamilton Henrique Oliveira Aguiar, Keyla Suenya Rios Pinto
Pinheiro, Bartira Mousinho Lima, Ariosto Carvalho de Oliveira e Antonia
Gilvaneide Rocha Rodrigues.

 

A representação relata práticas de
nepotismo cruzado que envolvem os servidores Bartira Mousinho Lima, Ariosto Carvalho
de Oliveira e Antonia Gilvaneide Rocha Rodrigues.

 

O nepotismo cruzado citado na ação
envolve o ex-deputado João Evangelista (falecido em maio de 2010) que, com a
ex-deputada Maria Vianey Pinheiro Bringel, permutou nomeações com a procuradora
por nomeações de seu marido, Hamilton Henrique Oliveira Aguiar, para cargos na
Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão.

 

Enquanto a nomeação de Bartira Mousinho
Lima foi objeto de permuta com o ex-deputado João Evangelista (já falecido), as
nomeações de Keyla Suenya Rios Pinto Pinheiro,  Ariosto Carvalho de
Oliveira e Antonia Gilvaneide Rocha Rodrigues foram objeto de permuta com a
ex-deputada Vianey Bringel.

 

A procuradora de justiça nomeou Bartira
Mousinho Lima, cunhada de João Evangelista, como assessora em seu gabinete. Em
troca, seu marido Hamilton Henrique Oliveira Aguiar, foi nomeado como técnico
parlamentar na Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão.

 

Segundo os autores da segunda ação, a
prática “caracteriza a permuta de cargos com vistas a afastar o controle dos
atos públicos  e incidência  do principio da moralidade
administrativa”.

 

PEDIDOS

 

Na ação que tem como ré a
ex-procuradora-geral de justiça Fátima Travassos, os promotores de justiça
Tarcísio Bonfim e João Leonardo Leal requerem a condenação da ex-gestora à
perda da função pública, à suspensão dos direitos políticos e à proibição de
contratar com o poder público ou obter benefícios fiscais, além do pagamento
das custas judiciais.

 

Na segunda ação, a mesma solicitação é
feita pelos autores, dessa vez, no que se refere à procuradora de justiça Iracy
Figueiredo.

  • Jorge Vieira
  • 30/abr/2015

Ação do MP contra ex-procuradora protetora de Ricardo Murad repercute nacionalmente

Ex-procuradora-geral
de Justiça do MA vira ré em ação

Fátima Travassos é acusada de livrar cunhado de Roseana Sarney (PMDB) de
processo por formação de quadrilha

REYNALDO TUROLLO JR.

( FOLHA) – A ex-procuradora-geral de Justiça
do Maranhão, Maria de Fátima Rodrigues Travassos Cordeiro, é ré em ação de
improbidade administrativa acusada de ter livrado de um processo o cunhado da
ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), Ricardo Murad.

Segundo denúncia do Ministério Público do Maranhão contra a ex-chefe da
instituição, o favorecimento ao político aconteceu em 2011, quando ele, junto
com outros réus, respondia a um processo acusado de formação de quadrilha e
fraude em licitações.

O processo referia-se ao período em que Murad chefiou a Gerência de
Desenvolvimento da Região Metropolitana de São Luís, em 2005. Mais tarde, ele
virou secretário de Saúde de Roseana.

Em 2010, um ano antes do suposto favorecimento, Travassos havia sido
reconduzida ao cargo de procuradora-geral, apesar de ter ficado em segundo
lugar na lista tríplice submetida pelo Ministério Público à governadora.

De acordo com a Promotoria, Travassos pediu ao Tribunal de Justiça que
rejeitasse denúncia contra Murad, que já havia sido aceita antes em juízo, “sem
qualquer razão jurídica consentânea com o papel do Ministério Público” e
“somente em relação a um dos acusados, sendo este seu amigo pessoal e
notoriamente o responsável por sua recondução ao cargo que ocupava”.

“Aliás, tal amizade, vinculação e falta de independência [da então
procuradora] é fato público e notório e de conhecimento de toda a sociedade”,
diz a denúncia.

Murad também é réu no atual processo. Os promotores Tarcísio Bonfim e
João Leonardo Leal pedem à Justiça que condene os réus à perda de função
pública, suspensão dos direitos políticos, pagamento de multa e proibição de
contratar com o governo.

Os promotores não quiseram comentar a denúncia.

Travassos também responde a outras duas ações civis –numa delas, é
acusada de usar carro e motorista oficiais para atividades pessoais.

A Folha não conseguiu localizar os acusados nem seus advogados.

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