
Alberto Filho e André Fufuca, parlamentares do Maranhão que defendem o corrupto Cunha
Triste, muito triste ver dois jovens parlamentares do Maranhão, André Fufuca (PP) e Alberto Filho (PMDB), se manifestarem claramente a favor da corrupção, justamente no momento em que a sociedade brasileira tenta se livrar deste câncer que corrói as instituições do país.
Para se ter uma noção do que deve ter motivado esses dois desonrados maranhenses que nos envergonharam com seus votos a favor do corrupto e cínico presidente afastado da Câmara Federal Eduardo Cunha (PMDB) basta observar suas origens.
Alberto Filho é filho do prefeito de Bacabal, José Alberto, um político que tem aproveitado sua passagem pelo comando do município para penalizar a população, privando-a de praticamente tudo, inclusive do abastecimento d’água, saúde e educação, conforme tem denunciado o deputado Roberto Costa quase que diariamente no plenário da Assembleia Legislativa.
Esse parlamentar, que já havia sido rejeitado nas urnas e recuperou o mandato via judicial quando conseguiu anular “milagrosamente” 52 mil votos dados legalmente ao ex-prefeito de Porto Franco, Deoclides Macedo, e subtrair o mandato que estava sendo exercido pelo ex-deputado Julião Amim, revelou na tarde de terça-feira (14) seu verdadeiro caráter.
Alberto Filho tem um histórico político ligado ao PMDB, partido controlado no Maranhão pelo senador João Alberto, pau mandado de Sarney, a quem o deputado recorreu para evitar a perda do mandato após ser rejeitado nas urnas em 2014. Tem histórico de subserviência à oligarquia.
Já Fufuquinha, tão novinho, herdou a pilantragem do pai, ex-prefeito de Alto Alegre do Pindaré, Fufuca Dantas, um ficha suja que se elegeu primeiro prefeito do município com as mãos abanando e quando saiu da prefeitura era um próspero fazendeiro, cheio de bens e, com certeza, passou toda a sua experiência para filho, que aprendeu direitinho a lição da corrupção.
O mascote de Cunha, como Fufuquinha ficou conhecido na Câmara dos Deputados, chega ao ridículo de chamar o corrupto presidente afastado da Câmara de “papi” e tem se comportado como um cão feroz na defesa de seu mentor e chefe da quadrilha que assaltou os cofres públicos do país. Lamentável que um parlamentar tão jovem enverede pelo caminho da corrupção e tenha orgulho disso.
Ao discursar em Coroatá, na última segunda-feira (13), o governador Flávio Dino falou sobre dois temas que anda em moda no Brasil. Segundo o chefe do executivo estadual a política brasileira vive momento difíceis onde se fala em duas coisas: cadeia e crise.
“Um monte de gente amanhecendo com Polícia Federal na porta. Um monte de gente sendo carregado pela Polícia Federal. Uma montanha de gente com dificuldade no Poder Judiciário e no Ministério Público. Graças a Deus o nosso Governo está fora disso. Podemos andar de cabeça erguida fora dessa confusão.
O governador falou ainda sobre a crise que assola o país. Conforme Flávio Dino, a crise é real. “Os nossos amigos prefeitos que aqui estão todos que já governaram, que já dirigiram, secretários, vereadores, todos sabemos que o dinheiro diminuiu, como diminuiu da casa de todo mundo. E eu estou procurando responder a esse teste, a esse desafio, com atitude. Atitude de não se curvar a crise e ter muita fé”.
Para políticos que acompanharam o governador, Flávio Dino falou em corda em casa de enforcado, já que o marido da prefeita Teresa Murad, ex-secretário Ricardo Murad, foi levado coercitivamente pela Polícia Federal para prestar depoimento sobre desvio de R$ 1,2 bilhão da saúde pública do Maranhão e virou réu no processo que investigar o maior escândalo de corrupção da história do Estado.
As proposições legislativas por suposta inconstitucionalidade material, não cabe questionamento por mandado de segurança, é o que prevê o Projeto de Lei 1502/2015 que encontra-se para apreciação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados.
O PL que disciplina o mandado de segurança individual e coletivo, tem como relator o deputado e advogado Rubens Pereira Jr (PCdoB-MA).
Na visão do parlamentar, não caberá mandado de segurança contra propostas consideradas inconstitucionais, por assim considerá-la invasão de prerrogativa de outros poderes.
“O que se busca com esse PL é exatamente resguardar a ordem jurídica e o equilíbrio entre os Poderes”, pontou o parlamentar.

Envolvimento da ex-ministra Marina com caixa 2 pode prejudicar Eliziane Gama
Principal aliada da deputada Eliziane Gama no Maranhão, embora tenha tido um desempenho pífio na eleição presidencial de 2014 no Estado, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva Rede) também está sendo acusada de fazer caixa dois em delação na operação Lava Jato. O empresário Léo Pinheiro, um dos sócios da empreiteira OAS, relatou que representantes da ex-senadora pediram contribuição para caixa dois da campanha presidencial dela em 2010 pelo Partido Verde.
A descoberta de que a ex-candidata que se apresenta como se fosse a encarnação da ética, não passa de uma “santa do pau oco” é mais um ponto negativo na pré-campanha da deputada Eliziane Gama a prefeita de São Luís. Marina esteve recentemente em São Luís sem despertar qualquer interesse da população, se comprometeu com a candidatura da representante do PPS e colocou a Rede Sustentabilidade na coligação, mas sua influência na política local é considerada insignificante.
Se abraçar a Marina, uma política cheia de preconceitos e desconectada da realidade do Estado é apenas mais um equívoco entre tantos que fizerem a deputada definhar nas pesquisas de opinião pública. A parlamentar que já ostentou índices de preferência superior a 50%, hoje não consegue sair da casa dos 20% e a expectativa de vitória evaporou. A maioria dos entrevistados da última pesquisa realizada pela Econométrica disseram que o prefeito Edivaldo vai se reeleger.
A pressa de chegar a Prefeitura de São Luís levou a deputada a cometer erros, dar passos em falso, como por exemplo flertar com vários partidos, se comprometer assinar ficha de filiação e não comparecer, mudar de legenda como troca de sapato e fechar a vice de sua chapa com o PSDB, deixando o senador Roberto Rocha (PSB) indignado e comprometendo a presença dos socialistas liderados por Rocha em seu palanque. O senador pretendia a vaga a para o filho vereador primeiro emprego Roberto Rocha Júnior, mas ficou de mãos abanando.
O auditório do PDT ficou pequeno para a grande quantidade de militantes que se reuniu na noite desta segunda-feira (13). A reunião de mobilização contou com a presença do prefeito Edivaldo Holanda Júnior e de figuras importantes do PDT, como o deputado federal Weverton Rocha e o deputado estadual Rafael Leitoa, bem como representantes de movimentos negro, da juventude e da mulher, que também reforçaram o apoio a Edivaldo.
Durante a reunião, Edivaldo cumprimentou os militantes e reforçou a importância histórica da legenda para o Maranhão. “O apoio vindo dos militantes deste partido do qual agora faço parte é de grande importânca, porque é um partido com uma vasta história na política maranhense”, disse.
O deputado federal Weverton Rocha reforçou o apoio integral à reeleição de Edivaldo e pediu ao partido toda a sua dedicação. “Estamos com Edivaldo pra vencer. A cidade deve e merece continuar a ter este trabalho sério que ele vem realizando. Ele sabe de cada problema e de cada desafio da cidade, tem feito o possível para resolvê-los e está conseguindo. É preciso que a militância esteja mais unida e mobilizada como sempre foi”, afirmou.

Professora Claudia Durans será candidata a prefeita pelo PSTU
A aliança que estava sendo articulação entre PSTU, PCB e PSOL para lançamento de uma candidatura única da esquerda radical na sucessão da capital fracassou. Embora as conversações ainda estejam em andamento, cada um dos três partidos deve participar do pleito com candidato próprio.
Seguindo orientação da direção nacional, o PSTU municipal, desistiu de compor a coligação e vai lançar a professora Claudia Durans candidata a prefeita de São Luís. Conforme o presidente municipal da legenda, Saulo Arcangeli, a atual conjuntura política não permite que os três partidos caminhem juntos.
O dirigente do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificados, diz que PSOL e PCB se aliaram ao PT e uniram coro no discurso em defesa da democracia e a permanência da presidente Dilma Rousseff, enquanto o PSTU tem posição totalmente divergente. “Neste momento não tem como ter discurso diferente”, pondera Arcangeli.
A aliança que vinha sendo discutida desde 2015 quebrou por ponto de vista divergente da conjuntura nacional. O PSOL, por exemplo, se posicionou contra o impeachment, mas nutria a esperança de obter o apoio das outras legendas para a pré-candidatura de Valdenir Barros. Ele deveria ser o representante dos três partidos, mas diante da decisão do PSTU caminhar sozinho com Claudia Durans, resta agora ao PCB anunciar quem será seu representante na sucessão de São Luís.