
Família Murad, sem recursos público, sente o gosto amargo da pior derrota eleitoral
Se a candidatura do senador Roberto Rocha, o popular “Asa de Avião”, ao Governo do Estado foi um fiasco, a votação obtida não dava para ele se eleger nem a deputado federal, imagine como se saiu os candidatos da família Murad, que junto com as famílias Sarney/Lobão dominaram o Maranhão ao longo de quase cinco décadas? O fracasso foi semelhante.
Ricardo Murad, que sempre fez campanhas riquíssimas a base de recurso públicos, desta vez, sem a máquina do Estado, os helicópteros e os convênios da Secretaria de Saúde para conquistar apoio de prefeitos, definhou, não conseguiu colocar no plenário da Assembleia Legislativa um único representante sequer, muito menos se eleger para a Câmara Federal.
O fiasco começou com o próprio Ricardo tendo uma votação pífia e humilhante para deputado federal. O discurso agressivo contra o governador bem avaliado mostrou-se ser uma estratégia equivocada, fora de tempo, e lhe renderam apenas 23.320, insuficiente para lhe colocar até nas primeiras suplências da coligação.
Murad, que já entrou na campanha derrotado pela Justiça Eleitoral ao ter o pedido de registro indeferido em função de encontrar-se com seus direitos políticos cassados, recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral e partiu para horário eleitoral enfurecido, destilando ódio contra Flávio Dino. A resposta da população foi o desprezo.
A derrota dos Murad era iminente, mas para evitar o fracasso, o genro de Ricardo Murad, deputado Sousa Neto, que também se elegeu em 2014 com auxilio de helicópteros da Secretaria de Saúde, foi convencido a desistir da reeleição e apoiar a candidatura da cunhada Andréa Murad, última esperança da família, mas a articulação não funcionou.
Andréa obteve apenas 17.233 votos, suficientes para garantir a reeleição. A deputada, após quatro anos de discursos agressivos a caluniosos contra o Governo Dino foi reprovada pelos eleitores e terá que amargar o ostracismo e chorar no colo do pai, outro rejeitado pelos eleitores.

Bira do Pindaré durante a campanha eleitoral em Timon
O presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro (PSB), Carlos Siqueira, parabenizou, na tarde desta segunda-feira (08), o deputado estadual Bira do Pindaré (PSB) pelo excelente desempenho nas eleições deste domingo (07). O parlamentar foi eleito deputado Federal com a expressiva votação de 99.598 votos.
Em carta assinada, Siqueira destacou a satisfação e o entusiasmo da legenda com a vitória alcançada, considerada por ele uma vitória maiúscula. Ele falou também da imensa importância do exercício dos mandatos parlamentares em defender com firmeza, honradez e resiliência incansáveis a democracia.
A candidatura de Bira do Pindaré era considerada a prioridade para os socialistas no Maranhão pelo perfil de luta que sempre teve. O parlamentar faz questão de lembrar que começou sua trajetória política na Pastoral da Juventude e não parou desde então.
Na universidade participou do movimento estudantil, foi presidente do Sindicato dos Bancários, aelegado Regional do Trabalho, secretário da Ciência e Tecnologia e deputado estadual na Assembleia Legislativa do Maranhão eleito e reeleito.
Com a votação que teve nessa eleição, se consagrou, mais uma vez, como um grande nome da política maranhense e deve cumprir um papel importante em Brasília, de defender, de fato, os direitos da população maranhense e brasileira.

Braide e Duarte Junior, dois prováveis pré-candidatos a prefeito 2020
O resultado da eleição para deputado federal e estadual turbinou as candidaturas de pelo menos quatro parlamentares a prefeito de São Luís na eleição municipal de 2020, quando estará em jogo a sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Junior (PDT).
A eleição municipal ainda está muito distante, acontecerá somente daqui a dois anos, mas já existem nomes tidos como certo se articulando, embora ainda de forma muito discreta, por conta da poeira da eleição de domingo passado que ainda não baixou.
São considerados pré-candidatos em 2020 os deputados federais eleitos Eduardo Braide (PMN), Bira do Pindaré (PSB) e Pedro Lucas (PTB) e o estadual Duarte Júnior (PCdoB), todos bem votados na cidade.
Braide obteve 131 mil votos em São Luís, Duarte Júnior 44 mil, Pedro Lucas Fernandes 32,8 mil e Bira do Pindaré 29,4 mil, o que lhes credenciam a postular junto aos seus partidos o direito de ser candidato.
E ainda tem Neto Evangelista (DEM) que anunciou ainda no período da pré-campanha o interesse em disputar a sucessão do prefeito Edivaldo. Com exceção do deputado Eduardo Braide, os demais pertencem aos partidos da base de sustentação do governador Flávio Dino.

A ex-prefeita já era monitorada por tornozeleira
A ex-prefeita de Paço do Lumiar, Glorismar Rosa Venâncio, mais conhecida como Bia Aroso e que já vinha sendo monitorada a pela Polícia Federal através do uso de tornozeleira eletrônica, foi condenada pela Justiça, no último dia 25 de setembro, a quatro meses de detenção pela prática de crime de responsabilidade. A pena privativa de liberdade foi substituída pela prestação de serviços à comunidade.
O juízo da 2ª Vara do Termo de Paço do Lumiar julgou procedente a denúncia do Ministério Público do Maranhão, que acionou Bia Venâncio por ter deixado de realizar a prestação de contas do município, referente ao exercício financeiro de 2012, junto ao Tribunal de Contas do Estado.
Conforme a denúncia da promotora de justiça Gabriela da Costa Tavernard, titular da 1ª Promotoria de Paço do Lumiar, a ex-prefeita levou o município “a inúmeras pendências financeiras e administrativas perante os órgãos estaduais e municipais, tendo como base a omissão da gestora na prestação de contas do município junto ao TCE”.
Para o Ministério Público, a omissão da gestora se enquadra no tipo penal denominado crime de responsabilidade dos prefeitos, definido no artigo 1º, inciso VII, do Decreto-lei nº 201/67, como o ato de “Deixar de prestar contas, no devido tempo, ao órgão competente, da aplicação de recursos, empréstimos subvenções ou auxílios internos ou externos, recebidos a qualquer título”.
Bia Aroso se elegeu prefeita pela PDT com a ajuda total do então governador Jackson Lago, mas foi a primeira prefeita a comparecer a Assembleia Legislativa com carro plotado e uma faixa com os dizerem a “A Guerreira Voltou” quando do golpe judicial que cassou o pedetista e entregou o comando do Estado para Roseana Sarney, na maior aberração cometida pelo judiciário contra um político legitimamente eleito pelo povo.
Após ser reeleito neste domingo (7), o governador Flávio Dino afirmou que vai “participar muito ativamente do segundo turno presidencial”. A disputa será entre Fernando Haddad (PT) e Jair Bolsonaro (PSL).
“Considero que Lula é o maior presidente da história do nosso país, como disse o tempo inteiro na campanha. Haddad é quem melhor expressa o que buscamos para retomar o desenvolvimento brasileiro com justiça”.
“Considero de alta importância para o nosso Estado, para os pobres, para a classe trabalhadora, que Haddad vença o segundo turno. Vou dedicar enorme energia a esse objetivo”, afirmou Flávio.
O governador destacou a importância de Ciro Gomes, que ficou em terceiro lugar, no segundo turno. “Ciro Gomes tem um papel gigantesco a desempenhar com os demais governadores eleitos em primeiro turno. Tenho a convicção de que com nossas bancadas, movimentos populares, sindicalismo e liderança de patriotas como Ciro Gomes, podemos vencer a eleição presidencial”.
Está provado mais uma vez que discursos vazios na tribuna da Assembleia Legislativa em nada ajuda o deputado na hora da reeleição. A mais nova vítima do uso indevido da palavra atende pelo nome de Andrea Murad (MDB), a parlamentar que ao longo dos quatro anos do mandato conseguidos na época da fartura de dinheiro público, sentir o gosto amargo da rejeição dos eleitores, sempre severo com aqueles que usam o parlamento para agredir adversários sem apresentar nada de útil para as comunidades.
Andréa Murad, sem os helicópteros que cruzavam os céus do Maranhão em 2014 e com o pai sob a vigilância da Polícia Federal, não teve fôlego para aguentar uma campanha onde o governador Flávio Dino (PCdoB), que ela agrediu durante todo o mandato, tendo 61% os votos válidos da população, que desta vez resolveu excluir da vida pública de uma só vez as famílias Sarney, Lobão e Murad, e dá uma oxigenada na representação estadual. Agora só resta a Andrea dos discursos carregados de ódio chorar nos braços do pai, que disputou a eleição para deputado federal subjudice e teve votação decepcionante.
Na eleição para a Assembleia Legislativa do Maranhão, a surpresa ficou por conta da grande renovação. Dos 42 deputados apenas 18 conseguiram a reeleição. A renovação foi facilitada por alguns parlamentares que desistiram das candidaturas ou porque se candidataram a deputado federal, como foram os casos de Eduardo Braide, Bira do Pindaré e Edilázio Júnior. Veja abaixo a relação dos eleitos.
Detinha – PR.
Cleide Coutinho – PDT
Duarte Junior – PCdoB
Zé Gentil – PRB
Othelino Neto – PCdoB
Márcio Honaiser – PDT
Thaisa Hortegal – PP
Adriano Sarney – PV
Carlinhos Florencio – PCdoB
Neto Evangelista – DEM
Marcelo Tavares – PSB
Marco Aurélio do Teorema – PCdoB
Andreia Rezende – DEM
Fernando Pessoa – SD
Edson Araújo – PSB
Rafael Leitoa – PDT
Ana do Gás – PCdoB
Adelmo Soares – PCdoB
Glauberth Cutrim – PDT
Rigo Teles – PV
Paulo Neto – DEM
Daniella Tema – DEM
Yglésio Moyses – PDT
Vinicius Louro – PR
Hélio Soares – PR
Antonio Pereira – DEM
Ciro Neto – PP
Arnaldo Melo – MDB
Roberto Costa – MDB
Fábio Macedo – PDT
Rildo Amaral – SD
Ricardo Rios – PDT
Leonardo Sá – PRTB
Zé Inácio – PT
Pará Figueiredo – PSL
Helena Duailibe – SD
Mical Damasceno – PTB
César Pires – PV
Pastor Cavalcante – PROS
Wellington do Curso – PSDB
Wendell Lages – PMN
Felipe dos Pneus – PRTB