Ainda que a sucessão estadual esteja distante e a principal preocupação do momento seja a execução dos programas da gestão Flávio Dino (PCdoB), as articulações visando 2022 já estão em pleno vapor.
O vice-governador Carlos Brandão, candidato natural para suceder Dino, não perde tempo e já procura fortalecer sua base política para sustentar seu projeto de chegar em 2022 em condições de brigar para manter poder o grupo que varreu o sarneysismo do Maranhão.
E o primeiro passo foi transformar o insignificante PRB, partido a qual se filiou depois que saiu do PSDB, na maior bancada no parlamento estadual e mostrar que sua luta para se manter no cargo após a desincompatibilização de Flávio Dino é pra valer e não tem recuou.
Para não dá chance à concorrência interna, pois é do conhecimento geral que o senador Weverton Rocha (PDT) também trabalha abertamente para tentar viabilizar sua candidatura, o vice-governador começa a jogar pesado.
O Republicanos, como é mais conhecido o PRB, que elegeu apensa o deputado Zé Gentil, de repente se constitui atualmente na maior representação no legislativo estadual e passa a contar agora com Zé Gentil, Duarte Júnior (ex-PCdoB), Daniela Tema (ex-DEM), Fábio Macedo (ex-PDT), Ariston (ex-Avante) e Felipe dos Pneus (ex-PRTB).
O partido que não tinha pretensões sequer se lançar candidato a prefeito de São Luís, agora vê no deputado Duarte Júnior uma possibilidade de comandar o maior colégio eleitoral do Estado, embora as chances sejam bastante remotas devido a concorrência.
A legenda, que é presidida no Maranhão pelo deputado federal Cleber Verde, mas na prática comandado por Brandão, com a composição na nova bancada amplia seu leque de ação para o interior do estado.
Agora com seis deputados, o PRB de Brandão adquire musculatura e poder de ajudar o governo nas notações em plenário. A bancada, com as adesões, ultrapassa o PCdoB e do PDT.
A sessão desta quarta-feira (11) na Assembleia Legislativa do Maranhão se transformou num grande ato de desagravo ao deputado federal licenciado e secretário de Cidades, Rubens Pereira Júnior (PcdoB), e a seu pai, o ex-deputado estadual, Rubens Pereira.Em entrevista à uma emissora de TV local, na segunda-feira (09), o deputado Duarte Júnior (Republicanos) disse, se referindo à Rubens, que ele seria uma espécie de plano B do pai, porque este seria ficha suja.Após discurso do deputado Wellington do Curso (PSDB), que se manifestou contra os ataques proferidos por Duarte, contra Rubens, parlamentares de todos os campos políticos se revezaram em solidariedade ao secretário e seu pai.“Estou usando este espaço para defender um membro do governo Flávio Dino, mesmo sendo de oposição. Sou de oposição e continuarei sendo, mas nesta manhã quero, com minha consciência republicana, manifestar solidariedade ao secretário Rubens Jr e sua família”, disse Wellington.Após a fala do parlamentar outros deputados pediram a palavra. O deputado Dr. Yglésio (Pros), lembrou que Rubens sempre se posicionou de maneira corajosa em várias votações na Câmara Federal.Após a fala do parlamentar outros deputados pediram a palavra. O deputado Dr. Yglésio (Pros), lembrou que Rubens sempre se posicionou de maneira corajosa em várias votações na Câmara Federal.“Rubens enfrentou Temer, defendeu o povo do Maranhão. Lamento que Duarte Jr, que sempre pôde contar com os aconselhamentos de Rubens Pereira, tenha atacado de maneira vil e por conta de uma eleição, uma pessoa a quem ele sempre pediu apoio. Para mim, trata-se de comportamento de gente sem caráter e covarde mesmo”.Já o deputado Roberto Costa (MDB), saudou o deputado Wellington que, mesmo sendo de oposição, reconheceu a injustiça cometida contra Rubens Jr. e seu pai. “Fui colega de Rubens nesta casa e, mesmo com nossas diferenças políticas e, em vários momentos divergentes, ele sempre manteve o respeito nas nossas relações e com as nossas posições”, disse.O deputado Antônio Pereira (DEM) destacou que, mesmo Rubens sendo adversário político de Wellington, uma vez que ambos são pré-candidatos à prefeito, manifestou ato de grandeza ao defendê-lo.“Me sinto na obrigação de defender aqui Rubens e seu pai, Rubens Pereira, porque sou testemunha do caráter da família. Vi Rubens se candidatar a deputado pela primeira vez e, ao ser eleito, o pai renunciando ao mandato para que ele pudesse assumir e o vejo hoje como uma das grandes reservas técnicas deste Maranhão. Pelo que sei, Rubens pai não tem nenhum empecilho jurídico que o impeça de exercer cargo público”, ressaltou Antônio Pereira.Para a deputada Helena Duailibe (Solidariedade), Rubens é um exemplo de correção política e de homem público que sacrificou a bem-sucedida condição de deputado federal para arcar com as muitas responsabilidades de gestor.“Rubens, graças ao seu senso de responsabilidade, deixou a condição muito mais cômoda de parlamentar para assumir uma secretaria. Já fui secretária e sei que muitas vezes o gestor é obrigado a dizer muito mais não do que sim. Por ser digno, leal e competente, aceitou o convite do governador Flávio Dino, sem se preocupar com eventuais desgastes,” falou a deputada.“Para subirmos, não é necessário pisarmos em ninguém, Rubens não merece ser caluniado dessa forma, por isso me senti na obrigação de dizer aqui que não concordo com injustiças porque injustiças doem muito”, completou a parlamentar.Outro parlamentar que se fez questão de se manifestar foi Rildo Amaral (Solidariedade). “O ataque feito a Rubens e a seu pai fez com que esta casa, de tantos embates, tenha se unido hoje em respeito à uma família. Quando se ataca um jovem como Rubens, boa pessoa, com bom caráter e reconhecido por todos como alguém educado e inteligente, também se ataca este parlamento, uma vez que ele já foi membro desta casa”, complementou.Rildo também condenou o ataque político contra a família do secretário. “Mesmo as máfias mais perigosas do mundo, respeitam famílias. Estendo toda a minha solidariedade à família de Rubens a acredito que esse tipo de coisa deve ser combatida com punição severa”, afirmou.
A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira (11/3) a Operação Canafístula, com a finalidade de reprimir prática delitiva perpetrada por servidores públicos, lotados em órgão ambiental do Estado, juntamente com particulares e engenheiros florestais.
A investigação teve por objetivo apurar a aprovação fraudulenta de Planos de Manejo Florestais em empreendimentos rurais destinados à exploração de madeira, prática esta que visava acobertar a exploração ilícita de madeira em áreas de proteção federal, como terras indígenas e na Rebio Gurupi.
Foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 8ª Vara Federal do Maranhão, com realização de 32 interrogatórios nas cidades de São Luís, São José de Ribamar, Buriticupu, Presidente Médici, Centro Novo, Chapadinha, Imperatriz, Balsas, bem como nas cidades de Belém e Paragominas no Estado do Pará.
De acordo com laudos periciais e análise técnica, realizados em 15 planos de manejo de processos ambientais apreendidos na Secretaria Estadual do Meio Ambiente, foi possível observar dano ambiental de 148.258,90 m3 em toras de madeiras extraídas ilicitamente e que somente poderiam ser transportados em 4.235 caminhões. O prejuízo calculado apenas nesses projetos resulta no montante aproximado de R$ 33 milhões.
Os responsáveis foram indiciados pelos crimes de falsificação de documento público, inserção de dados falsos em sistema de formação e associação criminosa, tipificados nos artigos 299, 313 e 288 do CPB, bem como pelos crimes ambientais previstos nos artigos 66, 67, 69-A e 50-A da Lei 9.605/98 e lavagem de dinheiro previsto no art. 1º da Lei 9.613/93
CANAFÍSTULA é uma espécie de árvore nativa da América do Sul, considerada uma árvore oportunista, que se beneficia de clareiras, sendo por este motivo muito utilizada em recuperação de áreas desmatadas.
A sucessão municipal, conforme vem alertando o blog Jorge Vieira promete ser um das mais rasteiras da história das eleições em São Luís. Ainda na pré-campanha, o clima começa esquentar entre os pré-candidatos e tudo indica que luta pelo comando da prefeitura, a partir de janeiro de 2021, será com golpe abaixo da linha de cintura.
Tudo começou com o vazamento de mensagens e vídeos atribuídas ao deputado Duarte Júnior, no qual fica claro a utilização da estrutura do Procon-MA antes e até após as eleições de 2018, quando então ex-presidente da instituição conseguiu o mandato na Assembleia Legislativa do Maranhão.
Na última segunda-feira, num inflamado discurso na tribuna, o deputado e Wellington do Curso, pré-candidato do PSDB, fez grave denúncia contra Duarte. O discurso, com o mesmo teor, foi repetido nesta manhã de terça-feira (9), WC acusou o ex-dirigente do Procon de espalhar fake News contra ele para denegrir sua imagem e evitar sua reeleição em 2018. O fato está sendo investigado pela Polícia Federal.
Além desta refrega com Wellington, o deputado Duarte Junior também se envolveu em outra polêmica, desta vez com um pré-candidato do grupo governista Rubens Júnior (PCdoB). Em entrevista à TV Difusora, justamente para esclarecer a questão do vazamento dos vídeos e mensagens, Duarte partiu para cima do representante do PCdoB.
Ao invés de explicar porque usou a estrutura do Procon para se promover e espalhar inverdades sobre os concorrentes nas eleições de 2018, Duarte partiu foi para cima de Rubens afirmando que não seria filho de político ficha suja e plano “B” do pai, numa referência ao ex-deputado Rubens Pereira, o que só serviu para acirrar ainda mais os ânimos.
Nos bastidores da sucessão do prefeito Edivaldo existe o temor de que a campanha que se aproxima se transforme num verdadeiro ringue, onde os candidatos ao invés de apresentarem seus programas de governo para administrar a cidade partam para o vale tudo, com golpes baixos,, o que seria lamentável.
A animosidade entre alguns pré-candidatos ligados ao governo preocupa porque existe a expectativa de que todos estejam unidos num segundo momento, caso se confirme o favoritismo do deputado Eduardo Braide para ser um dos candidatos com vaga garantida no segundo turno.
Todos os conflitos ocorridos até o momento entre os pré-candidatos tem como epicentro o deputado Duarte Júnior, um parlamentar eleito pelo PCdoB, mas que, por falta de apoio, teve que deixar a legenda e filiar no PRB para satisfazer o seu desejo de disputar a prefeitura de São Luís, ainda que sua rejeição na classe politica seja latente por conta de sua prática de jogar pedra e esconder a mão.
O deputado estadual Neto Evangelista (DEM) cobrou, na segunda-feira (9), da tribuna da Assembleia Legislativa, explicações sobre os critérios adotados pelo governo federal para o corte de benefícios do Bolsa Família nos estados da região Nordeste, em especial no Maranhão.
De acordo com dados da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social, relativos a 2019, 150 mil famílias saíram do programa e, este ano, dos 100 mil novos benefícios concedidos, o Nordeste ficou com o percentual de 3%, ou seja, apenas 3 mil famílias aderiram. Dos 97% restantes, o Sudeste ficou com 45 mil novas concessões, o Sul com 29 mil, o Centro-Oeste com 15 mil e o Norte com 6.500.
Na avaliação do parlamentar, a divisão é injustificável, uma vez que o Maranhão possui a maior fila de espera de famílias aguardando o benefício e não consta no programa do CAD Único e, muito menos, nos registros do Bolsa Família em nível estadual o descumprimento de condicionalidades em que o governo federal se baseia para distribuir as novas concessões.
Neto Evangelista, que foi secretário de Estado de Desenvolvimento Social de 2015 a 2018, e reconhecido pelo Ministério da Cidadania por ter alcançado a marca recorde de 92% de atualização cadastral dos beneficiários nos programas sociais no estado, sabe que o número de pessoas em situação de vulnerabilidade social no Maranhão ainda é alto e elas dependem muito dos programas sociais.
Apesar do governo federal ter a discricionariedade de decidir a aplicação dos programas sociais, resta claro o viés político envolvendo o Bolsa Família, pois é inexplicável um corte dessa magnitude para uma região que compreende a metade dos beneficiários do programa no país. Vale destacar que o recurso não passa pelas mãos do gestor, indo direto para as de quem precisa, ou seja, do povo, das famílias maranhenses mais carentes.
Por fim, o deputado reiterou sua indignação e posicionamento contrário ao governo federal e em favor das pessoas em situação de vulnerabilidade social no Maranhão.