Em sessão remota realizada nesta segunda-feira (11), a Assembleia Legislativa aprovou o Projeto de Lei 003/20, de autoria do Poder Executivo, que institui o Zoneamento Ecológico-Econômico do Estado do Maranhão (ZEE-MA) para o Bioma Amazônico.
O projeto, que teve como relator o deputado Carlinhos Florêncio (PCdoB), autoriza o Governo do Estado planejar e ordenar adequadamente o território maranhense, sobretudo no tocante ao Bioma Amazônico.
Ao encaminhar a matéria para a apreciação do Poder Legislativo, o governador Flávio Dino (PCdoB) ressaltou a necessidade da elaboração e implementação deste instrumento ecológico que visa o desenvolvimento sustentável do Estado.
Na mensagem governamental, Flávio Dino destaca dois aspectos a serem considerados: A necessidade de conhecer os passivos ambientais, sociais e econômicos materializados em um espaço local de mais de 136 mil km² e atender a demanda por um conjunto de estudos e pesquisas sobre os patrimônios ambientais do Maranhão.
O segundo instrumento, conforme Dino, visa fornecer insumos para a formulação de políticas que objetivem o equilíbrio sistêmico entre a proteção dos recursos naturais e o desenvolvimento econômico.
A TV Câmara convidou os deputados Márcio Jerry (PCdoB-MA), e Bibo Nunes (PSL-RS), como representantes da esquerda e da direita, para debaterem a opção de lockdown, bloqueio total, como medida para combater o coronavírus.
Durante o programa, gravado pela internet e exibido no sábado (9), o bolsonarista gaúcho tentou minimizar os efeitos da Covid-19 para defender a retomada econômica. “Esse vírus acelera a morte de quem está para morrer. No mundo inteiro quem morre são idosos, pessoas que já estão sendo encaminhadas para a morte. Não quer dizer que estou a favor da morte. Todos vão morrer. Inclusive eu e vocês. Então, aceitar a morte é algo natural, e não tem porque fazer o isolamento total”, disse Bibo Nunes.
O argumento deixou Márcio Jerry indignado. “Eu deploro essa frase. Até quem está para morrer precisa ter o direito de não morrer. É essa ideia absolutamente desumana que está por trás das ações do presidente Bolsonaro, que classificou a doença como ‘gripezinha’. Enquanto gravamos esse programa, são dez mil irmãos e irmãs brasileiros e brasileiras que morreram. A direita não pode, por uma razão ideológica, continuar negligenciando o coronavírus; não pode, sob pena de colar em si próprios uma ‘marca de genocida’, repetir as absurdas atrocidades do presidente da república, o negligente, o irresponsável”, criticou o parlamentar maranhense.
Jerry lembrou ainda que é impossível desassociar a economia das pessoas. “O fundamento último da economia é o ser humano, são os seres humanos que movimentam a economia. Nós precisamos colocar esse debate no lugar correto, um lugar com serenidade, tranquilo, que obedece rigorosamente a ciência e a medicina”, completou.
O que todos temiam está virando realidade. Segundo o último levantamento da Secretaria de Saúde, divulgado neste domingo (10), por mais que o governo do Estado se esforce no combate a pandemia, a grade maioria dos 217 municípios maranhenses começa conviver com a Covid-19. O mais preocupante é que alguns deles sem menor estrutura para tratar infectados pelo coronavírus.
Conforme dados oficiais, o Maranhão já possui 160 cidades com casos confirmados, o que torna ainda mais preocupante e pode significar mais comprometimento da capacidade de leitos disponíveis na capital, já que a grande maioria dos infectados é obrigada a procurar tratamento em São Luís.
As medidas anunciadas pelo governo e que provocou isolamento quase total na Grande Ilha eu certo fôlego ao governo na montagem de novas estruturas hospitalares para atender pacientes, mas é fato que o alastramento da doença pelo interior do Maranhão é um complicador a mais no enfrentamento da pandemia.
Os dados da SES, diga de passagem de ontem, se tornam ainda mais preocupante quando revela que a taxa de ocupação de leitos de UTI na capital chegou a 97,81% e leitos clínicos a 84,46%, o que torna ainda mais importante as medidas de isolamento recomendadas pela justiça e acatadas pelo governo.
O problema maior agora são as cidades do interior onde a estrutura do sistema de saúde das prefeituras são bastante precários e as pessoas acabam tendo de procurar socorro em São Luís. Já notável a procissão de ambulâncias rumos aos hospitais da capital.
A medida adicional ao lockdown, que estabelece rodízio de veículos na Grande Ilha, que começou a vigorar a partir desta segunda-feira, portanto, merece a colaboração de todos que desejam se livrar do coronavírus o mais breve possível para que a bida possa voltar a normalidade.
O governador Flávio Dino reagiu a uma provocação do presidente Jair Bolsonaro, que comparou o lockdown determinado pela justiça na Grande São Luís e decretado pelo Governo do Estado à situação de caos em que vive a Venezuela.
Neste domingo (10) em que país ultrapassa a tristes marca dos mais de 10 mil mortos, Bolsonaro postou no Twitter um vídeo com revista em ônibus para afirmar que milhares de maranhenses já se sentem como se estivesse na Venezuela por conta da fiscalização em veículos, uma das medidas para evitar a proliferação do coronavírus.
Na mesma rede social, Flávio Dino rebateu o comentário: “Bolsonaro inicia o domingo me agredindo e tentando sabotar medidas sanitárias determinadas pelo Judiciário e executadas pelo Governo. E finge estar preocupado com o desemprego. Deveria então fazer algo de útil e não ficar passeando de jet ski para “comemorar” 10.000 mortos”, replicou o governador.
