Um vídeo sobre as obras no Terminal Rodoviário de São Luís é o novo instrumento de disputa política da oposição. O conteúdo foi distorcido para dar a impressão de que os trabalhos de reforma e revitalização já teriam sido concluídos e não teriam sido completos. Mas o fato é que apenas uma fase das obras foi entregue. E a reforma continua.
No vídeo original, o presidente da MOB, Lawrence Melo, fala especificamente sobre a conclusão das obras no setor que havia sido interditado por apresentar riscos na ocasião. Trata-se da recuperação da cobertura do terminal.
O presidente da MOB diz explicitamente que as obras vão continuar. Mas uma versão do vídeo editado dá a impressão de que ele teria afirmado que as obras da rodoviária toda estão concluídas.
Até mesmo um vereador chegou a postar uma crítica à MOB com base na versão adulterada do vídeo.
O vídeo editado mostra a parte do telhado que ainda não passou por obras, mas dá a entender que essa etapa foi concluída. Ela ainda será.
Estão sendo investidos mais de R$ 4,5 milhões nas obras de revitalização do Terminal Rodoviário de São Luís.
Dois pronunciamentos chamaram atenção na sessão da Assembleia Legislativa realizada nesta terça-feira (9) em que estiveram em pauta novos Projetos de Decretos Legislativos reconhecendo estado da calamidade pública em mais 14 municípios: o do presidente da Casa, deputado Othelino Neto (PCdoB), e do deputado Yglésio Moisés (PROS), ambos alertando para o uso dos recursos públicos.
Não se discute a necessidade de uma maior atenção com a pandemia que se alastra pelo interior do Maranhão, mas é preciso muito cuidado em dá autorização para municípios onde existem poucos casos da covid-19 para que os prefeitos se livrem dos procedimentos legais e contratarem com empresas fornecedoras de insumos a seu bel prazer.
O deputado Yglésio, ao se manifestar contra a aprovação de novos Decretos, observou que “é preciso averiguar com atenção os casos de alguns municípios onde há poucos casos da doença, o que não justifica o estado de calamidade”. O parlamentar, que é médico, sabe muito bem o que está falando. A última ação da Polícia Federal em alguns municípios, na manha desta terça-feira (9) serve como exemplo.
É verdade que vários municípios estão enfrentando graves problemas, mas é preciso que a população fique atenta para não permitir que o dinheiro público que está chegando às suas cidades para combater a pandemia do coronavírus escoa pelo ralo da corrupção e sirva apenas encher os bolsos de prefeitos desonestos.
Em seu contundente pronunciamento, o deputado Othelino Neto observou que a preocupação com a pandemia é procedente, porém destacou que a aprovação dos Decretos não significa uma autorização para que os municípios gastem os recursos de forma irregular.
“Ninguém está dando qualquer permissão para que os municípios venham a aplicar indevidamente esses recursos. Aprovamos aqui levando em consideração a questão da pandemia”, enfatizou.
Os Decretos de reconhecimento de calamidade, em boa hora, estão sendo encaminhados à Promotoria de Saúde Pública e seria interessante que o Ministério Público ficar atentos para evitar desvio de finalidade e o enriquecimento ilícito de gestores inescrupulosos.
A Justiça Eleitoral, atendendo solicitação do Ministério Público Eleitoral, condenou o deputado estadual Duarte Junior, pré-candidato a prefeito de São Luís pelo Republicanos, a pagar multa de R$ 10 mil por propaganda eleitoral antecipada.
Duarte foi condenado por instalar na Avenida dos Holandeses, em São Luís, placas de outdoor com sua imagem e fazendo referência à sua pré-candidatura, o que ficou caracterizado como propaganda antecipada e sujeita a penalidade.
Uma liminar, deferida em 20 de maio, já havia determinado a retirada da divulgação irregular.
A representação do Ministério Público Eleitoral, assinada pelo promotor de justiça Gladston Fernandes de Araújo, à época atuando junto à 76ª Zona Eleitoral (atualmente, o titular é o promotor de justiça Lusival Santos Gaspar Dutra).
De acordo com a legislação, qualquer propaganda eleitoral que ocorra antes de 16 de agosto do ano da eleição é considerada antecipada e, portanto, irregular. Além disso, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) veda o uso de outdoor para propaganda eleitoral.
Na sentença, a juíza Cristiana de Sousa Ferraz Leite afirma que na placa, apesar de não haver pedido explícito de voto, há exaltação da imagem do deputado que vai além da mera divulgação de ato parlamentar, configurando a propaganda eleitoral antecipada.
“A divulgação de atos parlamentares não pode ser usada por pré-candidato como subterfúgio para sua promoção pessoal que incorra em propaganda antecipada às eleições de 2020, pois nesse tipo de ato sinaliza à população ser este o candidato mais apto a exercer o cargo de prefeito”, cita a sentença.
A Legislativa do Maranhão aprovou, nesta terça-feira (9), durante a 9ª Sessão Extraordinária com Votação Remota por Videoconferência, projetos de lei que resguardam os direitos das vítimas e combatem a violência doméstica no período da pandemia, além de decretos legislativos com o reconhecimento do estado de calamidade pública em mais 14 municípios maranhenses. Também foi aprovado o Projeto de Resolução Legislativa 031/20, de autoria da Mesa Diretora, que altera o Regimento Interno da Casa e regulamenta o retorno gradual do expediente presencial na Assembleia.
A sessão remota foi convocada e conduzida pelo presidente da Casa, deputado Othelino Neto (PCdoB). O parlamentar destacou que, mesmo com a pandemia, o Legislativo Estadual não deixou de cumprir o seu papel constitucional de legislar, chegando, nesta terça-feira, à nona sessão virtual para apreciação e aprovação de matérias importantes para o enfrentamento deste período crítico.
Proteção à mulher – Entre os itens aprovados na sessão desta terça-feira estão também os Projetos de Lei 149/20 e 159/20, de autoria dos deputados Felipe dos Pneus (Republicanos) e Helena Duailibe (Solidariedade), respectivamente, voltados para o combate e prevenção à violência doméstica durante a pandemia. O primeiro estabelece diretrizes para o Programa Estadual “Proteção da Vida das Mulheres: Combate à Covid-19 e à Violência Doméstica”. O segundo projeto institui o formulário eletrônico de avaliação de riscos “Maria Firmina”.
Durante a sessão, o presidente Othelino Neto destacou a sanção do projeto de lei de sua autoria, que também tem como objetivo reforçar a proteção à mulher contra a violência doméstica. “Foi sancionado pelo governador Flávio Dino o projeto, de minha autoria, que permite o registro de Boletins de Ocorrência on-line em casos de violência doméstica e familiar. Esse projeto, que agora é lei, se soma a esses dois projetos de lei, agora aprovados, dentro desse contexto de proteção à mulher. Assim, a Assembleia vem dando passos importantes no sentido de criar mecanismos legais para reforçar a legislação de combate à violência contra o público feminino”, ressaltou o chefe do Legislativo Estadual.
Foi aprovado, ainda, o Projeto de Resolução Legislativa 031/2020, de autoria da Mesa Diretora, que altera o Regimento Interno da Casa e estabelece normas para o retorno gradual do expediente presencial no Legislativo Estadual.
“Nós percebemos que já existe o reinício de algumas atividades do setor público. O Poder Executivo começa, também, ainda que gradualmente, a ter o seu expediente presencial, assim como o Poder Judiciário, que já retorna no próximo dia 15. Então, a Assembleia Legislativa também precisa cumprir este papel”, assinalou Othelino Neto.
Solidariedade e homenagem – O Plenário virtual aprovou, ainda, o Requerimento 198/20, de autoria dos deputados Othelino Neto e Roberto Costa (MDB), enviando mensagem de apoio à cantora Alcione Nazareth pelas recentes declarações racistas e preconceituosas proferidas pelo presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo.
Os parlamentares também aprovaram o Requerimento 200/20, do deputado Rildo Amaral (Solidariedade), congratulando as instituições e pessoas que colaboraram para a implantação e operação do Centro Ambulatorial de Combate à Covid-19 em Imperatriz.
Calamidade pública – O plenário também apreciou e aprovou projetos de decreto legislativo, oriundos de pareceres aprovados pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), reconhecendo o estado de calamidade pública em mais 14 municípios maranhenses. São eles: São Pedro da Água Branca, Vila Nova dos Martírios, São Bento, Gonçalves Dias, Senador La Rocque, Afonso Cunha, Pedro do Rosário, Itapecuru-Mirim, Pastos Bons, Governador Acher, Cedral, Aldeia Altas, Apicum Açu e Governador Eugênio Barros.
Os projetos de lei 189/2020 e 153/2020, de autoria dos deputados Rigo Teles (PV) e Duarte Jr. (Republicanos), respectivamente, foram retirados de pauta após pedido de vista. Já o Projeto de Resolução Legislativa 027/2020, de autoria da deputada Daniella Tema (DEM), foi retirado da Ordem do Dia a pedido da autora.
O governador Flávio Dino (PCdoB), uma das vítimas preferenciais do bolsonarismo, em postagem na rede social ironiza o chamado “gabinete do ódio”, grupo formado por seguidores de Jair Bolsonaro que utiliza a internet para agredir autoridades, desinformar a população e tentar passar que o presidente não tem responsabilidade sobre a pandemia do coronavírus.
“Partido dos robôs, mais conhecido como “gabinete do ódio”, espalhando ataque ao Supremo, governadores e prefeitos. Dizem que o presidente da República não tem nenhuma responsabilidade sobre o coronavírus. Sem confusão essa gente não consegue viver com sua própria infelicidade”, disse Dino.
A expressão “gabinete do ódio” surgiu ao longo da investigação ao grupo que realiza disseminação de notícias falsas e que veio a público nos depoimentos dos deputados Alexandre Frota e Joice Hasselmann, ambos eleitos pelo PSL, partido que serviu de abrigo para Bolsonaro disputar a eleição de 2018.
O grupo, formado por assessores do Palácio do Planalto, filhos do presidente e que é financiado por empresários direitistas é especializado em agredir, caluniar e difamar desafetos defensores da democracia e das recomendações da Organização Mundial da Saúde para o enfrentamento da pandemia do coronavírus.
“Ocultar dados sobre a pandemia no Brasil é crime contra a saúde pública. Bolsonaro se alia cada vez mais ao coronavírus e se distancia cada vez mais do mínimo de sanidade política necessária ao exercício da presidência da República”, declarou o parlamentar.
Jerry também criticou a falta de proposições do mandatário para conter a crise no país. “Mais uma semana e nada do presidente Bolsonaro esboçar uma atitude coordenada, uma só que seja, para ajudar o Brasil a enfrentar tão grave crise. Morrem milhares de pessoas, a economia se esfrangalha e o presidente não passa de um ‘e daí?’. Em defesa da vida, sai daí Bolsonaro”, disse o deputado.
A decisão do governo de omitir o balanço geral de óbitos da Covid-19 colocou o Brasil ao lado de países como a Venezuela e Coreia do Norte em relação à falta de transparência das estatísticas da pandemia. De acordo com informações divulgadas pelo jornal Estadão nesta segunda (8), a mudança de divulgação ocorreu após Bolsonaro exigir número de mortes por covid abaixo de mil por dia.
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