O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), foi ao STF contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nesta quinta-feira (22). Para Dino, Bolsonaro cometeu calúnia ao dizer que, por falta de segurança, desistiu de viagem para Balsas
Segundo o governador, o presidente cometeu calúnia ao dizer à rádio Jovem Pan que tinha viagem prevista para participar de evento evangélico na cidade de Balsas, mas como Dino lhe negara o efetivo da PM para fazer esquema de segurança teve de desistir.
Na peça enviada ao Supremo, Dino diz que não recebeu solicitação para a segurança presidencial. Na petição, ele exige que Bolsonaro apresente provas da suposta recusa de colocar a polícia à disposição de sua segurança.

O candidato a prefeito de São Luís pelo coligação PCdoB, PT. PP. Cidadania, Solidariedade, PMB, Democracia Cristã, Rubens Jr, após se recuperar totalmente da convid-19 retoma nesta sexta-feira (23) sua campanha comandando uma grande plenária da aliança 65, a partir das 19h. Amanhã participa de todas as atividades previstas na agenda.
Foram dezoito dias em recuperação e despachando de casa depois que contraiu a doença, mas agora encontra-se totalmente restabelecido e em condições de comandar as caminhadas diárias nos bairros, um dos pontos fortes de sua campanha rumo ao Palácio de La Ravardiére.
Durante o período em que esteve ausente das ruas a campanha foi comandada pelo candidato a vice, vereador Honorato Fernandes; pelo presidente do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry, e pela senador Eliziane Gama.
A maratona de atividade desta sexta-feira ainda será comandada pelo vice Honorato. Haverá caminhadas no Quebra Pote, na Zona Rural, no Monte Castelo, Ipase/Bequimão, mas a noite quem reassume o comando da plenária 65, na casa de eventos Class Eventos, na Avenida do Holandeses, será Rubens.
Candidato que mais cresce nas pesquisas, já aparecendo na pesquisa do Datailha com 9% de intenção de votos e empatado tecnicamente com Duarte Júnior (Republicanos) e Neto Evangelista (DEM) chega na reta final da campanha com amplas possibilidade de ultrapassar o segundo e terceiro colocados e se credenciar para disputar o segundo turno, provavelmente contra Eduardo Braide (Podemos), que lidera as pesquisas com amplas vantagem sobre a concorrência.
Em meio à crise que expôs a descoordenação do governo federal diante da crise sanitária e o avanço do discurso antivacina dentro do Planalto, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), aprovou a criação da Frente Parlamentar Mista Pelo Fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), que atuará para garantir a estruturação e qualidade do atendimento público a pacientes, especialmente no período pós-pandemia.
Proposto pelo vice-líder do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry, e pelo líder do PDT no Congresso, senador Weverton Rocha, o colegiado reuniu o apoio de outros 190 deputados e mais 20 senadores, de 23 partidos diferentes, que, unidos, trabalharão para garantir a organização de uma política pública de saúde universal e de qualidade para o país. A partir do Parlamento, o grupo ainda pretende agendar o debate para assegurar a destinação de recursos financeiros para o sistema.
Para Jerry, presidente da Frente, a defesa do SUS se tornou vital, sobretudo diante da paralisação das atividades do Congresso em razão de impasses entre parlamentares e, por isso, ele já planeja o ponto de partida. “Primeiro esforço concentrado da Frente SUS é a ação na Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional (CMO), em defesa de mais recursos para a saúde. Não podemos aceitar, como quer o governo Bolsonaro, redução de recursos, afirmou o deputado.
Na esteira das ações propostas, a dupla de parlamentares maranhenses sustenta que o SUS recebeu o merecido reconhecimento mundial durante a pandemia, mas sempre foi um modelo de excelência com pouco apoio, o que reacende a necessidade de afiançar verbas de forma permanente. “Mais que nunca precisamos defender o SUS e garantir financiamento para que toda a população possa ser atendida”, reforçou Weverton, que assumirá a vice-presidência do colegiado.
Para a criação de uma frente parlamentar, são necessárias ao menos 171 assinaturas, que devem ser encaminhadas à Mesa Diretora, junto com o estatuto do grupo.
“Acabo de descobrir que a mentira de que eu neguei segurança a Bolsonaro em Balsas partiu dele próprio. Exijo que ele mostre o documento que prova a sua versão”, tuitou o governador Flávio Dino na última quarta-feira (21).
À Jovem Pan, o presidente da República disse na quarta-feira (21) que estava prevista sua ida ao município de Balsas, no Maranhão, “mas que o Governo do Estado, o sr. Flávio Dino, resolveu não ceder a Polícia Militar para fazer a segurança mais aberta”. Ele continua, durante a entrevista, dizendo que, por conta disso, cancelou a viagem ao município maranhense, lugar em que participaria de um suposto evento evangélico.
Em suas redes sociais, o governador do Maranhão afirmou que não houve nenhuma negativa de segurança ao presidente e solicitou que ele comprove a “fantasiosa versão”.
Em nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Maranhão informou que é mentirosa qualquer versão de que foi negada segurança ao presidente da República pela pasta da Segurança Pública, em suposta visita à cidade de Balsas.
Nesta quinta-feira (22) a Associação dos Pastores Evangélicos de Balsas (APEB) também divulgou nota esclarecendo que “em nenhum momento foi procurada ou informada sobre a realização do evento, tomando conhecimento apenas pela divulgação do vídeo”, diz a nota assinada pelo pastor Natanael da Silva Gomes, presidente da APEB.
O candidato a prefeito de Pirapemas, Paraguaçu Veras (PSD), que disputa a sua primeira eleição, decidiu fazer campanha cumprindo todas as orientações das autoridades sanitárias de prevenção contra a covid-19, como forma de proteger a população. “Não vou sair às ruas em carreatas e nem vou fazer comícios, por causa da pandemia”, afirma.
Segundo Paraguaçu quem está fazendo isso (Passeatas, carreatas e comícios) vai perder eleitores. A campanha, conforme o candidato, está sendo feita através de visitas, de forma individual, de casa em casa em Pirapemas. “Eu tenho responsabilidade. Não posso prometer no meu plano de governo que vou combater a covid-19 e na campanha fazer ao contrário por causa do voto”, observa.
Paraguaçu explica que entre os quatro que pediram registro de candidatura para concorrer à Prefeitura de Pirapemas, ele foi o único que colocou no seu plano de governo a proposta de estabelecimento de protocolo com critérios técnicos para ação de combate a pandemias. Ele diz ainda que alguns de seus opositores estão abusando do barulho de fogos de artifícios e de paredões de som, o que tem causado verdadeiro tormento para a população, em especial aos idosos, crianças e enfermos, sem falar nos animais.
“Eu acredito que os eleitores estão atentos a tudo que os candidatos estão fazendo, nas aglomerações, no barulho, nas baixarias, nas brigas entre membros dos grupos adversários e acredito também que o eleitor não vai votar em candidato que aglomera, por não ter responsabilidade com as vidas, nem naqueles que usam de baixaria e ataques aos seus opositores e tampouco naqueles que causam danos à saúde das pessoas através de som acima dos limites determinados por lei”.
Outra questão que o candidato perceber na cidade é o abuso de poder econômico por parte de alguns concorrentes, pois a Legislação Eleitoral definiu como limite de gastos para prefeito o valor de R$ 171.314,45 (cento e setenta e um mil trezentos e quatorze reais e quarenta e cinco centavos), ou seja, a Lei não permite que candidato a prefeito em Pirapemas gaste mais do que isso em toda a campanha.
“Se somarmos os gastos de alguns candidatos, com os materiais gráficos, camisas, pagamentos de pessoal para fazer campanha, aluguel de trios elétricos, carros de sons, paredões, combustível, aluguel de comitês, fogos de artifícios, palco, luz e som, cerveja e churrasco (o que é proibido), esse valor já foi extrapolado. Agora é esperar a prestação de contas para vermos se os candidatos declararam todos os gastos até aqui ou se omitiram alguma despesa, o que ficará caracterizado como o conhecido caixa dois”, denuncia.
Emprego e Renda – Paraguaçu definiu como prioridade a criação de oportunidades de gerar ocupação e renda nos lares de Pirapemas, através de cursos técnicos na área alimentar de fabricação de pão caseiro, salgados, pizzas, tapiocas recheadas, bolos, doces, quentinhas e outros cursos que apresentem viabilidade econômica e ainda cursos em grafitagem, serigrafia, pintor de paredes, cartazista, pedreiro, bombeiro hidráulico, eletricista, produção de material de limpeza. Ele pretende criar o Programa Carrinho Empreendedor para pequenos empreendedores onde irá distribuir carrinhos para churrasquinho, pipoca, picolés e salgado.
A pesquisa do Instituto Datailha/TV Band publicada nesta quarta-feira (21) sobre a tendência do eleitorado de São Luís em relação aos candidatos a prefeito de São Luís, também perguntou aos eleitores o que acham das gestões do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), do governador Flávio Dino (PCdoB) e do prefeito Edivaldo Holanda Junior (PDT) e constatou que enquanto os dois gestores maranhenses andam com a popularidade em alta, Bolsonaro, aliado do candidato Eduardo Braide (Podemos) e reprovado pela grande maioria da população.
Pelos números da pesquisa do Datailha, realizada entre os dias 13 e 15 de outubro, na cidade de São Luís, com 1080 entrevistados, registrada no TSE sob o nº MA-04987/2020, com margem de erro é de 3% e o nível de confiança é de 95%, a gestão do governador Flávio Dino é aprovada por 63,1% da população ludovicense, contra apenas 32,2% que responderam que não aprovam. Como a consulta ao eleitorado foi feita junto com a sondagem para saber a tendência em relação aos candidatos a prefeito da capital, o resultado revela que Dino tem respaldo para influenciar na escolha do prefeito.
Enquanto o governador mantém elevado índice de aprovação, a gestão do presidente Jair Bolsonaro continua em baixa, sendo reprovada por 61,9% dos ludovicenses. Apenas 33,6% dos entrevistados responderam que aprovam a forma com que Bolsonaro conduz o país. Este dado, provavelmente, tem levado o candidato a prefeito do Podemos, partido fiel ao presidente, Eduardo Braide, a esconder o nome do seu aliado nas peças publicitária de sua campanha.
Quem também está em alta com a população é o prefeito Edivaldo Holanda Junior (PDT). Faltando poucos mais de dois meses para concluir seu segundo mandato, sua gestão no comando do município é aprovada por 58,2 da população. Edivaldo e sua forma de conduzir o município é reprovado apenas 36,9 dos ludovicenses consultados pelo Instituto Datailha.