O candidato Duarte Junior (Republicanos), que aparece no horário da propaganda eleitoral dando uma de bom moço, se revelou na tarde de ontem e mostrou que não passa de um lobo em pele de cordeiro. Não deixou dúvida da sua falta de equilíbrio e responsabilidade, algo essencial para quem pretende comandar uma cidade do porte de São Luís.
Ao responder uma crítica política do candidato Rubens Jr sobre os presidente de partidos que foram recepcionar o presidente Bolsonaro no Aeroporto Marechal da Cunha Machado, Duarte partiu para a baixaria, agredindo o adversário na disputa pela Prefeitura da capital e o pai dele que encontra enfermo se recuperando de condi-19 num leito de UTI.
A agressão ao ex-deputado Rubens Pereira, pai de Rubens, que atualmente luta apenas pela vida, mereceu reação dos aliados do ex-parlamentar, que condenaram a grosseria sem cabimento, uma atitude covarde contra quem não está em condições de se defender.
Nas redes sociais, local do ataque de Duarte a Rubens e ao seu pai Rubão, a senadora Eliziane Gama fez o seguinte comentário: “Na boa política não cabe agressões à família. O deputado deve um pedido de desculpas a família do Rubens. O grande Rubão está lutando pela vida na UTI. O respeito a vida e a família é elementar para quem se propõe a governar uma cidade. Oremos todos pelo nosso querido Rubão.
O presidente estadual do PCdoB e coordenador da campanha de Rubens para prefeito de São Luís, Márcio Jerry repudiou o vídeo de Duarte e comentou em sua página no Twitter: “Ao responder uma crítica política o candidato Duarte apelou para ataques pessoais ao companheiro Rubens e seu pai, Rubens Pereira, que há semanas está internado numa UTI lutando pela vida”.
Jerry disse ainda: “Repudio o comentário do vídeo ao tempo que manifesto minha solidariedade ao Rubens e ao Rubens Pereira, que brevemente, com fé em Deus, estará em condições de pessoalmente se defender de quaisquer ataques”.
Ainda na noite desta quinta-feira (29), Rubens se manifestou sobre o ataque sofrido por ele e pelo seu pai e condenou a baixaria contra sua família . Veja abaixo a íntegra da resposta de Rubens e Duarte.
“Fiz uma crítica política a Duarte. Na resposta ele resolveu agredir a mim, ao meu partido PCdoB e, o mais grave, ao meu pai, que está na UTI, lutando pela a vida e sem ter como se defender.
Falei que o presidente do partido dele foi receber Bolsonaro no aeroporto demonstrando apenas a vinculação política.
Isso é covarde. É inaceitável a baixaria de agredir familiares. Ainda mais numa situação em que se encontra a minha família. Para ser prefeito, é preciso ter maturidade, responsabilidade e respeito.
Mesmo com o ritmo intenso da campanha, várias vezes eu durmo com meu pai no hospital. Até porque, disputa política não é tudo. Há muitas coisas mais importantes. E com certeza a família é uma delas. Eu não acredito e nem pratico vale tudo na política.
Crítica política é normal. Ataque a família é inaceitável, é indigno. Eu quero debater é a cidade, propostas, não baixarias, ainda mais contra a minha família”.
Não foi preciso muito tempo na cronometrada agenda de pouco mais do que oito horas a ser cumprida em território maranhense nesta quinta-feira (29) para que Jair Bolsonaro (sem partido) se envolvesse em outra das suas frequentes polêmicas. Em meio a uma grande aglomeração de pessoas e sem usar máscara, o presidente se divertiu com a cor rosa de um Guaraná Jesus, a bebida típica do estado, e aproveitou para fazer mais uma piada homofóbica que agora passa a contar na sua lista de gafes.
“Agora eu virei boiola. Igual maranhense, é isso?”, disse o presidente entre risos. “Guaraná cor-de-rosa do Maranhão aí, quem toma esse guaraná aqui vira maranhense”, emendou depois Bolsonaro, mostrando a bebida a apoiadores.
Sem deixar passar, o presidente do PCdoB Maranhão, deputado federal Márcio Jerry (MA) repudiou o comportamento do mandatário e recordou a falta de obras a serem inauguradas pelo governo federal na região.
“Na agenda de Bolsonaro aqui no Maranhão tinha inauguração de tapa buracos e de um panelódromo. Aí ele aproveitou a vinda para proferir piada homofóbica contra maranhenses. Escolheu o estado para agredir com homofobia. Preconceito e desrespeito”, definiu o parlamentar, antes de emendar sua avaliação da visita: “As fotos de Bolsonaro no Maranhão o mostram em total desrespeito ao nosso povo. Sem máscara e fazendo piadinha preconceituosa. Um estúpido, nosso repúdio”, finalizou Jerry, atual vice-líder do partido na Câmara.
Comitiva bolsonarista – Ciceroneado pelo senador Roberto Rocha (PSDB), que já foi sarneyzista, tucano, socialista e agora é bolsonarista, o ex-capitão reformado do Exército visitou quatro municípios onde teve expressiva votação nas eleições de 2018. Apesar do pouco tempo, a visita mobilizou um enorme aparato de segurança. Em campanha antecipada para 2022, durante a passagem, a “caravana” bolsonarista também intensificou o apoio a Eduardo Braide (Podemos), candidato à prefeitura de São Luís.
Além de Rocha, a comitiva de “boas-vindas” a Bolsonaro foi formada pelos deputados federais Aluísio Mendes (PSC), Cléber Verde (Republicanos), Edilázio Júnior (PSD), Juscelino Filho (DEM) e Pastor Gildenemyr (PL).
Enquanto isso… – Paralelamente, o governador Flávio Dino, a quem Bolsonaro costuma atacar, não foi convidado pelo presidente para agendas conjuntas. Dino aproveitou o dia para inaugurar um campus da Universidade Estadual do Maranhão na cidade de São Bento e duas escolas. Também lançou as obras da universidade em outro município, São João dos Patos.
Na mesma tarde em que o governador Flávio Dino inaugurou um novo campus universitário no Maranhão, o presidente Jair Bolsonaro entregou um panelódromo no estado.
O contraste da agenda chamou a atenção do mundo político. As viagens de presidentes da República a estados geralmente envolvem a inauguração ou o início de grandes obras.
No caso da visita de Bolsonaro ao Maranhão nesta quinta-feira (29), o que se viu foi bem diferente. Desde que assumiu o poder, o presidente não conseguiu entregar obras no estado.
O panelódromo fica em Imperatriz e abriga boxes para comércio da panelada, um prato feio com vísceras de boi.
Evidentemente, a obra é importante para os 42 comerciantes do local. Mas o contraste com a entrega feita por Dino de uma obra de grandes dimensões e impactos é explícito.
O governador inaugurou o novo campus da Uema (Universidade Estadual do Maranhão) em São Bento, importante para toda a região da Baixada Maranhense.
A entrega feita por Bolsonaro em Imperatriz teve impacto abaixo também das inaugurações feitas há duas semanas pelo Governo do Estado, incluindo a Casa do Idoso e pavimentação do Mais Asfalto.
O candidato a prefeito Rubens Jr, rebateu nesta quinta-feira (29), uma fala preconceituosa do presidente Jair Bolsonaro em sua primeira visita oficial ao Maranhão. “Agora eu virei boiola. Igual maranhense, é isso? Guaraná cor-de-rosa do Maranhão aí, quem toma esse guaraná aqui vira maranhense”, disse o presidente.
A fala dita enquanto se encaminhava para o segundo compromisso do dia, saindo de São Luís rumo à cidade de Imperatriz, foi rebatida pelo candidato a prefeito de São Luís, Rubens Jr (PCdoB) no twitter. “Bolsonaro vem ao Maranhão, não inaugura uma obra e ainda desrespeita o maranhense! Mostrou mais uma vez sua falta de preparo e preconceito. São Luís vai responder com um grande #ForaBolsonaro”.
Na entrevista de hoje à TV Difusora, Rubens já havia criticado a recepção que os líderes dos partidos dos seus três principais adversários, estavam fazendo ao atual presidente. “O Braide está lá representado pelo senador Roberto Rocha e pelo deputado Edilásio. O Duarte tá lá com o presidente do seu partido do lado do Bolsonaro agora. O Neto Evangelista tá com o presidente do seu partido lá do lado do Bolsonaro. Eu não! Eu sou do PCdoB, o presidente do meu partido Márcio Jerry tá é lutando por um SUS mais forte” disse.
A visita de Bolsonaro foi marcada pelo desrespeito às medidas de segurança, com quase 100% dos seus apoiadores sem máscara, pela sua fala preconceituosa e pelo baixo número de pessoas no espaço reservado para sua recepção no Aeroporto Internacional, que ficou com apenas 10% de sua capacidade preenchida.
Além disso, a recepção dos líderes dos partidos citados pelo candidato do PCdoB, mostrou quais os candidatos à prefeitura de São Luís tem ligação com o governo Bolsonaro.
A primeira passagem do presidente Jair Bolsonaro pelo Maranhão com sua piada homofóbica contra o nosso tradicional Guaraná Jesus, refrigerante mais consumido no Estado, provocou reação do governador Flávio Dino. Em sua rede social, Dino anunciou que vai que processar o presidente.
“Bolsonaro veio ao Maranhão com sua habitual falta de educação e decoro. Fez piada sem graça com uma de nossas tradicional marcas empresariais: o guaraná Jesus. E o mais grave: usou dinheiro público para propaganda política. Será processado”, postou o governador em sua página no Twitter.
O presidente, ao sair de São Luis para um segundo compromisso em Imperatriz resolveu fazer piada homofóbica após beber um copo de guaraná Jesus, bebida cor de rosa que normalmente se oferece ao visitante por ser um produto do Maranhão. Em meio a gargalhadas e bem ao seu estilo soltou: “Agora eu virei boiola. Igual maranhense, é isso?”, E continuou : “Guaraná cor-de-rosa do Maranhão aí, quem toma esse guaraná aqui vira maranhense”.

Em sabatina promovida pela TV Difusora nesta quinta-feira (29), Rubens falou da chegada de Bolsonaro em São Luís e aproveitou e deixou claro quais são os candidatos que estão recepcionando ele em sua visita à capital maranhense.
“Hoje o fato político na cidade é que o presidente Bolsonaro tá aqui. O Braide que é meu adversário ta lá representado pelo senador Roberto Rocha, pelo depuatado Edilásio. O Duarte tá lá com o presidente do seu partido do lado do Bosonaro agora. O Neto Evangelista tá com o presidente do seu partido lá do lado do Bolsonaro. Eu não! Eu sou do PCdoB, o presidente do meu partido Márcio Jerry tá é lutando por um SUS mais forte” disse.
O candidato pela coligação do Lado do Povo (PCdoB, PT, PP, Cidadania, Solidariedade, PMB, DC), tem reforçado que os seus 3 principais adversários escondem de que lado estão, e que é preciso mostrar clareza para que o eleitorado ludovicense saiba em quem estão votando de fato. Dos 4 principais candidatos com chances de ir para o segundo turno, Rubens é o único que não tem nenhum representante recepcionando o atual presidente em São Luís.
“Eu acredito que a política é a arte do coletivo e a gente tem que mostrar o nosso time. Eu tenho um lado e falo dos meus aliados, porque você tem o direito de saber quem anda com quem nessa eleição”, argumentou Rubens.
Filiado ao partido que mais vota com Bolsonaro em Brasília, o Podemos, o deputado federal e candidato Eduardo Braide, faltou ao evento com o presidente da República hoje em São Luís. Em seu lugar, estava o também federal Edilázio Júnior (PSD), que apoia Braide.
Líder das pesquisas de intenção de voto desde antes do período eleitoral, Eduardo Braide vem perdendo fôlego, segundo demonstram as pesquisas eleitorais mais recentes e um desses motivos é a publicidade de sua relação com o presidente Jair Bolsonaro.
Com o sucesso de 2016- onde chegou ao segundo turno e com os louros de ter sido o deputado federal mais bem votado da história de São Luis, em 2018, Braide deveria estar bem mais tranquilo na disputa do que está atualmente.
Isso porque, Braide pertence ao Podemos, partido mais fiel à Bolsonaro na Câmara Federal, e porque fez alianças para o pleito de 2020 com figuras da política maranhense alegadamente bolsonaristas, como o Roberto Rocha e o deputado federal Edilázio Júnior (PSD).
Braide nunca negou sua proximidade e afinidade com Bolsonaro, que carrega ampla rejeição do eleitorado maranhense, mas também nunca assumiu, ficando sempre em cima do muro.
A oportunidade para Braide, enfim, assumir de qual lado está seria na visita do presidente Bolsonaro ao Maranhão nesta quinta-feira. Apesar de todas as demonstrações serem claras quanto ao seu posicionamento, Braide não esteve na comitiva presidencial na capital maranhense.
Braide, pelo o que se vê, está entre uma faca de dois gumes: assumir seu lado bolsonarista e assim correr risco de cair ainda mais nas pesquisas de intenção de voto devido a rejeição ao presidente ou negar qualquer relação com o mesmo, sob pena de perder apoios políticos, como de Roberto Rocha, seu maior cabo eleitoral para esta campanha. Se continuar do modo que está, a indefinição de Braide poderá custar muito caro para as suas pretensões, restando-lhe retornar à Brasília e continuar sendo apenas mais um deputado arraigado nas ideias de bolsonaristas.