Para o governador do Maranhão Flávio Dino, “o presidente da República tem a obrigação moral e humanitária de se deslocar imediatamente para Manaus”. Segundo Dino, “a crise é no Brasil e ele é o presidente do Brasil”.
Dino recorreu às redes sociais para criticar a postura do Governo Federal sobre a falta de uma coordenação nacional no tratamento da pandemia e se solidarizar com o a população de Manaus, onde o sistema de saúde entrou em colapso total por conta da pandemia. .
“Me solidarizo com as famílias amazonenses pela tragédia que o estado está enfrentando. É hora de união entre os brasileiros e, principalmente, hora do presidente da República cumprir seu papel de coordenação nacional, salvar vidas e impulsionar nossa economia”, diz Flávio Dino.
O Maranhão tem se mostrado solidário com os problemas enfrentados em Manaus por conta da Covid-19 e já começou a receber pacientes que estavam precisando de oxigênio. Os primeiros 40 enfermos chagaram nesta sexta-feira (15) a São Luís e foram encaminhados ao Hospital Universitário.
Na sexta-feira, quando o Estado do Amazonas pediu socorro, o estoque de oxigênio tinha acabado em vários hospitais de Manaus em decorrência da empresas não está conseguindo repor estoque por conta da gigantesca demanda de pacientes infectados pelo coronavírus.
Por conta do colapso na saúde de Manaus, o Maranhão deve receber também bebês prematuros que estão internados em UTIs Neonatais, conforme informou o secretário de Saúde do estado, Carlos Lula, presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS).
O governador Flávio Dino (PCdoB) reassume o comando do Estado na próxima segunda-feira e deve iniciar os estudos sobre as mudanças que pretende fazer em sua equipe de governo, iniciada com as nomeações dos deputados federais Rubens Júnior e Márcio Jerry para as secretarias de Articulação Política e Cidades, respectivamente, e Rodrigo Lago para a secretaria de Agricultura Familiar.
Apesar das especulações, o governador, ao se licenciar do cargo dia 5 de janeiro e entregar o governo para Carlos Brandão, que deu posse aos novos secretários, Dino apenas informou que farias novas mudanças até o dia 30 de janeiro, sem revelar onde seriam feitas. Há muita especulação sobre o MOB e a secretaria de Culturas, mas tudo fica apenas no campo das especulações, pois até os auxiliares mais próximos do governador desconhecem onde acontecerão as modificações.
Flávio Dino retornou hoje ao Estado após dez dias tratando de assuntos pessoais, mas só deve reassumir as rédeas do governo na segunda-feira, quando todas as atenções estarão voltadas para as mexidas que pretende realizar, principalmente por conta das especulações de que as mudanças alcançariam aliados considerados infiéis.
Como o governador não deu o menor sinal de que teria ficado incomodado com a postura de aliados que estiveram em palanque adversário nas eleições municipais de 2020 é provável que as mudanças sejam apenas por razões técnicas que visem dar melhor funcionalidade à máquina administrativa do estado.
Em coletiva de imprensa nesta manhã de sexta-feira (15), o prefeito Eduardo Braide (Podemos) apresentou o plano municipal de vacinação contra covid-19. A campanha de vacinação, conforme prevê o chefe do Executivo municipal com base em informações do Ministério da Saúde, deve começar no próximo dia 20.
Braide disse que a vacinação está dividida em três etapas. Na primeira etapa serão vacinados 143 idosos residentes em instituições de longa permanência e 36.917 profissionais da saúde da capital em um prazo de 7 semanas.
Segundo o prefeito, a segunda fase abrangerá idosos acima de 60 anos. Ele contabilizou 79.883 pessoas neste grupo. Já na terceira fase, serão contempladas 31.358 pessoas que possuem comorbidades.
Após a vacinação dos três primeiro grupos é que serão contemplados professores, profissionais da segurança pública, transporte, aviação entre outros.
Prevaleceu o favoritismo, porem para aqueles que imaginavam que a eleição seria um massacre o resultado foi meio frustrante. O placar apertado (112 a 96) a favor do prefeito de Igarapé Grande, Erlânio Xavier (PDT), mostrou o equilíbrio das forças que brigaram pelo comando da Federação dos Municípios do Maranhão.
Embora não tenha óbito êxito, o fato de ter disputado a presidência da Famem pela primeira vez em pé de igualdade com o presidente que tentava a reeleição revelou a musculatura do grupo que o apoiou e que teve na pessoa do vice-governador Carlos Brandão seu principal sustentáculo.
Foi uma vitória indiscutível, carregada de emoção, com direito a torcida organizada dos dois lados e figurões da política atuando nos bastidores para colocar um braço nos municípios visando nas eleições de 2022, quando estará em jogo a sucessão do governador Flávio Dino,
Foi um disputa democrática, como a muito tempo não se via, vencida por quem conseguiu se articular melhor. Os vencidos, no entanto, saíram fortalecidos pois conseguiram em pouco tempo reunir 46% dos prefeitos que compareceram e participaram do pleito.
O vice-governador Carlos Brandão, principal incentivador de Fábio Gentil, candidato de última hora, saiu do processo mostrando que tem musculatura, pois é creditado a ele os 96 votos conferidos ao prefeito de Caxias. Feitos conseguido sem usar a máquina d governo, até porque o governador licenciado se manteve neutro na disputa.
Conforme já era previsto, a disputa pela presidência da Federação dos Municípios do Maranhão foi bastante acirrada entre os prefeitos de Igarapé do Grande, Erlânio Xavier (PDT), e de Caxias, Fábio Gentil (Republicanos).
Prevaleceu o favoritismo de Erlânio, atual presidente da entidade que venceu 112 votos contra 96 conferidos ao adversário, Ele comandará a FAMEM no biênio 2021/2022.
Por conta da sucessão estadual de 2022, a briga pelo comando da Federação dos Municípios mobilizou grupos políticos e foi carregada de tensão até o apuração dos votos, quando finalmente foi conhecido o vencedor e a força da oposição.
O governador Flávio Dino (PCdoB) disse à coluna Radar, da revista Veja, que o Maranhão está pronto para ajudar na situação da falta de oxigênio nos hospitais de Manaus, cujo sistema de saúde está à beira do colapso.
“Impossível não se indignar e não se emocionar. O Maranhão está pronto para ajudar no que for necessário, como já informei ao governador Wilson”, afirmou.
Dino também fez um desabafo: “espero que os irresponsáveis que chamam o coronavírus de “gripezinha” e absurdos similares paguem pelo caos. Perante os tribunais, perante a história e perante Deus”.
Já no Ministério da Saúde, circula a versão de que a responsabilidade sobre o fornecimento de oxigênio é da Secretaria Estadual. A pasta seria uma mera auxiliar.
O prefeito de São Luís, Eduardo Braide (Podemos), garantiu que a vacinação contra a Covid-19 na capital começará na próxima quarta-feira, 20. O anúncio foi feito após reunião online do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, com mais de 130 prefeitos. Apesar da fala esperançosa, são muitas as inconsistências em torno da promessa de Braide.
Isso porque, além de a data ter sido definida por Pazuello (e não por Braide) e a liberação do uso emergencial das vacinas Coronavac e Astrazeneca depende da chancela da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o prefeito esqueceu de apresentar um detalhe essencial: o plano municipal de vacinação em São Luís.
Um Plano de Imunização Municipal é essencial para definição de qual será a ordem de vacinação e quais públicos realmente devem ser prioritários em uma cidade com uma estrutura social desigual, como é o caso de São Luís?
Mas até agora Braide não apresentou nenhum plano para aplicação do imunizante na população da capital. Como o prefeito pretende vacinar os ludovicenses se a cidade sequer tem um plano para uma empreitada? Ou será que Eduardo Braide conta apenas com o Plano Estadual de Vacinação?
O Plano de Vacinação do governo Flávio Dino (PCdoB), lançado na última segunda-feira, 11, trata de ações como a capacitação de profissionais da saúde, a logística de distribuição e armazenamento, estratégias para a imunização, grupos prioritários para a primeira fase da campanha e a estimativa de vacinas necessárias.
Infelizmente o prefeito Braide até agora não sinalizou qualquer perspectiva nesse sentido para a vacinação na capital maranhense. Por ora só nos resta ficar de olho..