Vítima da Covid-19, faleceu nesta quarta-feira (31), em São Luís, o vereador e jornalista Batista Matos aos 46 anos de idade.
Batista vinha lutando contra a doença há duas semana, mas não resistiu a infecção provoca pelo novo coronavírus.
Formado em Rádio e TV pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), atuou nos jornais O Estado do Maranhão, O Imparcial e nas rádios Mirante AM e FM Esperança. Exerceu também o cargo de secretário de Comunicação na administração do prefeito Edivaldo Holanda Junior.
Aos familiares e amigos nossos sentimentos.
Jornalista com atuação em diversos veículos de imprensa da capital, Batista integrou a minha equipe como Secretário de Comunicação. A política era uma de suas paixões e Deus permitiu, nas últimas eleições, a realização do seu sonho de ser eleito vereador.
São Luís perde um jovem e dedicado político, que tinha em seu coração o desejo de ajudar as pessoas.
Me solidarizo com sua esposa, Liana; seus amados filhos, Samuel e Daniel; sua mãe; demais parentes e amigos. Que Deus conforte o coração de todos e que dê forças para superar essa grande perda.
As duas primeiras pesquisas para o governo do estado mostraram um quadro totalmente indefinido e um eleitorado completamente alheio a este assunto; a prioridade é o enfrentamento à pandemia e oferta de vacina para imunizar a população na luta contra a Covid-19. Vivemos um cenário de calamidade onde todos estão sujeitos contrair a doença.
Existe tempo para tudo e este, com certeza, não é o melhor momento para se tratar de eleição. Querer antecipar debate sobre o pleito faltando ano e meio e com o país enfrentando uma crise sanitária sem precedente, com número de mortos batendo recordes e ultrapassando os 3.600 nas últimas 24 horas é um desserviço ao estado.
Conforme disse o vice-governador Carlos Brandão (PSDB) em entrevista à TV Mirante na última terça-feira (29), “essa não é uma pauta agradável para a população”, a final estamos passando pela fase mais aguda da pandemia, com milhares de pessoas entubadas, hospitais superlotados e com as famílias vendo seus antes partirem.
Brandão age com racionalidade quando afirma que vai esperar o momento certo para entrar no debate sobre sucessão e que não é certo discutir eleição que vai acontecer em 2022 com esta calamidade. “Não é uma coisa salutar (discutir eleição) e eu vou esperar o momento certo, o momento que o governador Flávio Dino sinalizar”, observou o vice.
Diante do que se tem visto neste mês de março, mês do pior momento da contaminação, onde todos os esforços das autoridades sanitárias do estado e do chefe do Executivo tem se voltado para o enfrentamento da doença, não é justo tratar de sucessão, até porque o governador já anunciou que somente vai tratar desta pauta em novembro.
As pesquisas, não tenha dúvida, são importantes em todo período pré-eleitoral e servem para medir o potencial de cada postulante, mas por estamos vivendo um momento excepcional, onde todos estão sujeito a contrair a doença, não justifica esse movimento frenético nos bastidores de uma eleição tão distante.
Flávio Dino (PCdoB) reagiu contra a campanha de difamação deflagrada por bolsonaristas nas redes sociais contra os governadores e jogar um nuvem de fumaça na tentativa de encobrir a irresponsabilidade do genocida Jair Bolsonaro no enfrentamento da pandemia.
A rede bolsonarista espalha a notícia falsa de que os governadores teriam recebido trilhões de reais para combater o pandemia e não teriam gasto no enfrentamento da doença, o que é uma grande mentira e apenas escamotear a incompetência com a crise sanitária.
O governador usou sua rede social para denunciar: “Criminosos espalharam que governadores receberam trilhões de reais e não gastaram no combate à pandemia, o que é mentira. E estão agora espalhando que governadores estão escondendo vacinas, omitindo que a vacinação é executada pelos municípios. Fake news é coisa de bandido”
Em uma segunda postagem, o governador questionou: “A quem interessa esse clima de guerra permanente contra governadores? Aos que gostariam de “demitir” os governadores, como se fossem seus auxiliares. Como não é possível, ameaçam, usam fake news, agridem. E tentam engajar corporações militares e policiais nessa guerra delirante”.
Após a sessão desta terça-feira (30), o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), concedeu entrevista e destacou os projetos aprovados, entre eles a Medida Provisória 341/2021, de autoria do Poder Executivo, que autoriza a concessão de auxílio emergencial aos estabelecimentos comerciais do setor de bares, restaurantes, lanchonetes e à área cultural. A matéria foi aprovada pelo Plenário da Casa, em sessão remota realizada nesta terça-feira (30). A MP segue agora para promulgação.
Othelino pontuou que o setor de bares e restaurantes foi um dos mais atingidos pelas restrições necessárias ao enfrentamento da pandemia do coronavírus. Por isso, segundo o parlamentar, a concessão do auxílio no valor de R$ 1.000,00, pago em cota única, dará um fôlego aos proprietários desses estabelecimentos comerciais, com a finalidade de contribuir para a manutenção dos postos de trabalho durante o período de suspensão do funcionamento, em virtude das normas sanitárias.
“Sendo assim, o Governo do Estado baixou uma Medida Provisória estabelecendo o auxílio emergencial para esses setores e a Assembleia, hoje, converteu essa MP em lei, dando a garantia de que aqueles que se habilitaram poderão receber o benefício”, afirmou Othelino.
Já os trabalhadores da cultura, anteriormente selecionados por meio das ações emergenciais (auxílio emergencial e editais da Secretaria de Estado da Cultura – SECMA) previstas na Lei Federal nº 14.017, de 29 de junho de 2020 (Lei Aldir Blanc), terão direito a auxílio no valor de R$ 600,00, também pago em cota única.
Na Mensagem encaminhada à Assembleia Legislativa, o governador Flávio Dino justifica a urgência da matéria frente à necessidade de se adotar, com a maior brevidade possível, mais uma medida capaz de contribuir para o enfrentamento dos reflexos da pandemia da Covid-19 nos setores econômico e social do Estado.
Outras matérias
Foi aprovada, também, a Medida Provisória 342/21, que reduz o ICMS de alguns produtos utilizados no combate à pandemia da Covid-19. E, ainda, o PL 050/2021, de autoria do deputado Dr. Yglésio (PROS), que dispõe sobre a aplicação de sanção administrativa à pessoa que se sobrepuser na ordem definida para os grupos prioritários, estabelecidos pelo Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a Covid-19.
Outro projeto aprovado foi o de número 263/2020, de autoria da deputada Daniella Tema (DEM), que obriga as farmácias a exporem um cartaz da campanha ‘Sinal Vermelho contra a Violência Doméstica no Maranhão’.
Ainda na sessão desta terça-feira, foi aprovado o PL 332/2020, de autoria do deputado Rafael Leitoa (PDT), que dispõe sobre o funcionamento de academias de musculação e demais estabelecimentos de condicionamento físico, iniciação e prática esportiva, de ensino de esportes e de recreação esportiva.
A ex-governadora Roseana Sarney (MDB) que aparece com 30% no levantamento da Exata e 23% na Escutec, ainda não se animou a tirar o pijama e voltar à arena política para disputar um mandato majoritário. Fontes ligadas ao que restou do grupo Sarney admitem que ela não se sente segura e que o caminho natural será concorrer a um mandato de deputada federal
A indecisão da filha de José Sarney faz sentido. Em 2018, com seu grupo político esfacelado, resolveu correr o risco e sofreu o pior vexame da sua vida pública ao ser derrotada logo no primeiro turno pelo atual governador Flávio Dino (PCdoB). Depois disso se recolheu e voltou agora a dar sinais de que pretende rever a aposentadoria ao anunciar que será candidata a presidente do MDB, provavelmente em junho, mas sem dar o menor indicativo a que cargo pretende concorrer.
Embora tenha aparecido bem nas duas primeiras pesquisas, é fato que a ex-governadora não possui mais força para entrar numa batalha onde normalmente quem vence é quem comanda o maior exército político partidário, hoje em mãos de novas lideranças bem articuladas e com futuro político promissor. O grupo Sarney faz parte do passado.
As pesquisas registram apenas um quadro de momento, muito distante da realidade do que será 2022 quando as forças governistas entrarão em campo disposta a lutar pela manutenção do projeto que está sendo executado pelo governador Flávio Dino, seja quem for o candidato escolhido para representar o grupo. E nome é o que não falta: Carlos Brandão (PSDB), Weverton Rocha (PDT), Edivaldo Holanda Junior (PDT) e Eliziane Gama (Cidadania) estão no páreo.
Roseana herdou do pai a obsessão por pesquisa antes de tomar qualquer decisão política eleitoral. Sempre recorreu a estatísticos para uma leitura mais aprimorada dos números e desta vez não será diferente. Como em 2018 os levantamento diziam que ela não teria chance contra Dino e ainda assim foi para o sacrifício a contragosto, desta vez se mostra mais cautelosa e, segundo fontes ligadas à sua família, não estaria disposta a passar novo vexame, preferindo concorrer a um mandato legislativo.
A pesquisa Escutec contratada pelo Sistema Mirante de Comunicação e publicada neste sábado (27) pelo jornal O Estado do Maranhão praticamente repete os números do levantamento realizado pelo Instituto Exata semana passada. Nenhuma novidade: Roseana Sarney (MDB) lidera para o governo do estado e Flávio Dino (PCdoB) para o Senado.
A novidade no levantamento feito pelo Escutec na corrida pelo governo é o empate técnico entre o senador Weverto Rocha (PDT) que aparece 14% e o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Junior (PDT) 13%. O vice-governador Carlos Brandão vem em seguida com com 9% e senador Roberto Rocha com 8%, no cenário em que foi apresentado ao entrevistado doze possíveis candidatos. Roseana lidera com 23% de intenção de votos.
O levantamento do Escutec confirma o fosso que separa Fávio Dino do senador Roberto Rocha, caso o atual governador confirme sua candidatura ao Senado. Se a eleição fosse hoje, Dino teria 51% contra 21% de Rocha, ou seja, o principal represente de Jair Bolsonaro (sem partido) no Maranhão não teria a menor chances de renovar o mandato.
Rocha, que se converteu ao bolsonarismo com a esperança de ser indicado ministro do Tribunal de Contas de União (TCU), mas não vê nenhum indicativo do presidente neste sentido, deve torcer o governador levar adiante seu projeto nacional e viabilizar sua candidatura a presidente ou vice numa chapa de esquerda ou centro esquerda.
Ainda assim nada lhe garante um futuro promissor, pois caso o governador concorra a um mandato nacional, terá a forte concorrência do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), que já anunciou sua disposição de concorrer ao Senado se o governador não for candidato e que obteve 15% da intenções de votos.
Segundo o Escutec, o levantamento abrangeu 1,4 mil eleitores no período de 20 a 25 de março, possui margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos e intervalo de confiança é de 90%.
O governador do Maranhão e também presidente do Consórcio da Amazônia Legal solicitou, nesta sexta-feira (26), por meio de ofício, apoio internacional para aquisição de vacinas.
Na condição de presidente do Consórcio da Amazônia Legal, o governador do Maranhão pediu apoio à Organização Mundial da Saúde (OMS) e à Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) para a compra de vacinas contra a COVID-19.
“Diante da gravidade dos indicadores da pandemia no País e nas Américas, critérios eficientes para a distribuição das vacinas do consórcio Covax Facility são essenciais no enfrentamento global da COVID-19 garantindo uma resposta célere às necessidades epidemiológicas específicas de cada localidade”, argumenta o presidente da Amazônia Legal.
Os pedidos foram feitos por meio de cartas enviadas a Thedros Adhanom, diretor da OMS, e Carissa Etienne, diretora da Opas. Nos documentos, o presidente do Consórcio da Amazônia Legal pede uma revisão de critérios para a distribuição das vacinas do consórcio Covax Facility diante do agravamento da crise sanitária no Brasil.
Na carta, o governador pede para que a ONU interceda “a fim de que o excedente das vacinas nos países desenvolvidos seja destinado ao Brasil, haja vista sua população de mais de duzentos milhões de habitantes e as dificuldades próprias de um país de dimensões continentais”.