Finalmente novembro chegou trazendo com ele a expectativa sobre o nome que receberá o apoio do governador Flávio Dino e da grande maioria dos partidos que integram a base de sustentação da administração estadual. O chefe do Executivo, apesar de alguns pedidos de adiamento, está decidido colocar um ponto final nesta questão e já teria externado aos demais concorrentes sua opção pelo vice-governador Carlos Brandão (PSDB), a quem tem dirigido elogios e destacado sua amizade, lealdade e dedicação.
Líder da aliança que derrotou a oligarquia mais longeva do país em 2014, reeleito em 2018 logo no primeiro turno e responsável pela renovação da bancada maranhense no Senado Federal, tendo participação direta na eleição dos três senadores, Dino recebeu dos dirigentes partidários em 5 de julho a missão de comandar o processo de sua própria sucessão, passou quatro mês avaliando o perfil dos cinco pré-candidatos que se apresentaram e agora chegou a hora da batida do martelo.
A decisão do governador por Brandão, segundo fontes bem situadas, já teria sido comunicada ao pré-candidato do PDT, senador Weverton Rocha, que insistiu que o fosse levado em consideração o resultado de pesquisa, mas teria sido alertado por Dino que na carta compromisso assinada pelos dirigentes de partidos não consta pesquisa como critério de escolha do indicado para representar o grupo na eleição majoritária de 2022.
O pedetista, que realizou mais um encontro do “Maranhão Mais Feliz” no sábado (30), em Peritoró, mantém silêncio, mas sentiu o golpe ao mostrar certo distanciamento do governo. “O desafio é grande. Mas com diálogo, responsabilidade e união estamos construindo um projeto de desenvolvimento para o nosso estado”, disse sem se comprometer em dá sequencia aos programas e projetos da atual gestão, um dos principais itens da carta compromisso.
Felipe Camarão, lançado por um grupo de dirigentes do PT e já com data marcada, 4 de novembro, para a apresentação oficial de sua pré-candidatura, na casa de eventos Residencial Recepções, também tentou convencer o governador a adiar a decisão, mas foi solenemente ignorado. Flávio Dino decidiu que deste mês não passa, o que será muito positivo para aquele que será o representante da aliança.
Coordenador das articulações que resultará na escolha do candidato da aliança que lidera, Dino está determinado por fim as especulações e começar a trabalhar pelo projeto de manutenção do seu grupo político no poder. E dentro deste contexto, pelo que se comenta nos bastidores da pré-campanha, o vice-governador Carlos Brandão teria vencido a disputa renhida que travava contra o senador Weverton Rocha (PDT).
Como Felipe Camarão (PT) ainda não não sabe se terá o aval da direção nacional para manter a candidatura e Simplício Araújo (Solidariedade) disse neste final de semana durante um evento em Matões que estará junto com Brandão se ele for o escolhido, o vice-governador aguarda apenas o dia em que Flávio Dino o confirmará como candidato da aliança.
Pelo andar das articulações Brandão será candidato a reeleição com o apoio de Dino candidato ao Senado e de uma aliança partidária forte e comprometida em dar prosseguimento aos trabalhos que estão sendo executados pela atual gestão.
Pré-candidato ao Governo do Maranhão, o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Junior (PSD), continua percorrendo o estado e fortalecendo o seu nome para a disputa eleitoral em 2022.
Nesta sexta-feira (29), o pessedista esteve na região do Vale do Pindaré, onde recebeu apoio de vereadores, lideranças sindicais, profissionais liberais, entidades de classe, além de dezenas de líderes rurais, entre outros
Em Pindaré-Mirim, distante cerca de 10km de Santa Inês, Edivaldo participou de um caloroso ato político, realizado na sede do Sindicato Pescadores do município, onde foi muito prestigiado e recebeu o apoio do vereador e presidente do Sindicato dos Pescadores e Pescadoras de Pindaré-Mirim, Brás Veloso, da vereadora Keissiany Vasconcelos, e do vereador Alberto Lulu.
Durante o evento, também declararam apoio ao projeto do ex-prefeito de São Luís em sua corrida eleitoral visando disputar vaga para o Palácio dos Leões, o ex-vereador Carlinhos de Areias, além de profissionais liberais, como o cirurgião dentista Rayel Aroucha, o advogado Wilson, Adailton Cutrim entre dezenas de outros nomes.
“Conheço o Edivaldo e a sua história. É um jovem que tem uma trajetória política muito bonita, limpa, marcada por muito trabalho em todos os cargos que ocupou. Como líderes e representantes da população pindareense, precisamos caminhar ao lado de pessoas que tenham esse compromisso na vida pública, que é de trazer as melhorias que a nossa região e cidade precisam, para que população tenha mais oportunidade”, afirmou o vereador e presidente do Sindicato de Pescadores, Brás Veloso, ao manifestar seu apoio ao pessedista.
A vereadora Keissiany Vasconcelos destacou a seriedade de Edivaldo Holanda Junior e o seu compromisso com o Maranhão.
“Ele é uma pessoa que inspira confiança e que quer o melhor para o Maranhão. O nosso estado, a nossa Pindaré e a minha comunidade Areias precisam de um gestor assim, um homem de Deus, que tenha compromisso com a nossa população. Eu vou abraçar a sua candidatura como se fosse a minha porque eu acredito e confio”, disse.
Ao agradecer o apoio das lideranças pindareenses e todos os presentes no evento, o ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Junior, enfatizou a importância do encontro político para poder ouvir a população e, assim, com base em seus anseios, construir um projeto amplo para o desenvolvimento do Estado.
“Estou feliz e honrado com a forma tão calorosa com quem fui recebido e como todos vocês abraçaram a nossa pré-candidatura ao Governo. É muito importante poder estar aqui, dialogando e construindo conjuntamente um projeto forte para o Maranhão. É muito importante também caminhar ao lado de lideranças políticas comprometidas, como este grupo, que tem o mesmo propósito que o nosso, que é trabalhar e promover melhorias na vida da população de Pindaré e de todo o nosso estado”, afirmou Edivaldo Holanda Junior.
Monção – Em sua passagem pela região do Vale do Pindaré, Edivaldo Holanda Junior também recebeu o apoio de lideranças da cidade de Monção. O vereador e presidente do Sindicato dos Pescadores da cidade, Junior da Pesca, e o presidente da Associação Comercial de Monção, Oliveirus Silva Sousa, confirmaram o interesse em fortalecer o projeto de Edivaldo Holanda Junior para 2022.
O pessedista também recebeu o apoio do ex-vereador Alex Lima, dos advogados Dr. Anderson Carvalho e Marcos Alberto. As lideranças políticas Claudemir Lindoso (Mimi) e Robenilson Teixeira.
Ex-prefeito de São Luís por dois mandatos, Edivaldo foi lançado pela direção nacional do PSD em agosto deste ano e até o momento é o único pré-candidato confirmado na disputa pelo Governo do Maranhão em 2022, uma vez que os demais nomes disputam internamente a vaga para concorrer no grupo do governador Flávio Dino.
Ele já esteve em municípios da região Tocantina e Baixo Parnaíba, onde também recebeu adesão de lideranças.
O pré-candidato pretende manter esse ritmo pelo interior do estado cada vez mais intenso e nos próximos dias deve visitar municípios das Regiões do Médio Mearim e Lençóis Maranhenses.
Às véspera de anunciar o candidato ao governo do estado do grupo que lidera, o governador Flávio Dino (PSB) voltou a dar sinais de que já fez sua opção por seu vice Carlos Brandão (PSDB). Foi na comemoração do aniversário de Icatu, na terça-feira (26), ao responder um pedido do prefeito Wallace Azevedo para a construção de um restaurante popular no município e anunciar que a obra será realizada por que consultou Brandão e ele concordou.
Segundo apurou o blog junto a fonte fidedigna, há cerca de três dias o governador almoçou com o vice e prometeu que vai decidir logo no início de novembro o nome do candidato que terá o seu apoio. No grupo que assessora a pré-candidatura de Brandão, o apoio do governador é tido como certo, ainda que existam outros nomes se movimentando para mostrar viabilidade eleitoral.
Em Icatu, Dino deu demonstração de perfeita sintonia com seu companheiro de chapa nas eleições de 2014 e 2018 ao afirmar que consultou Brandão sobre o restaurante reivindicado pelo prefeito e que será construído porque ele concordou com a obra solicitada. O governador disse ainda que não faz conta sem combinar com o vice porque é quem vai pagar.
“Eu gosto muito do Brandão, nosso vice-governador, e eu não gosto de fazer conta para ele pagar sem combinar com ele, porque amigo age assim e eu consultei aqui o Brandão e ele concordou e nós vamos fazer o restaurante popular aqui em Icatu. Nós vamos reformar o hospital, fazer o pavimento asfáltico, reformar o CAPS, estamos deixando motor equipamento esportivo, ambulância, viatura, então amigos e amigas eu não faço nada sozinho, por isso quero pedir uma salva de palmas para o vice-governador Carlos Brandão”, observou o governador.
Brandão tem se mostrado um aliado fiel, acompanha em governador em todas as atividades e está sempre sendo elogiado por ele pela contribuição que tem dado a administração, ao mesmo tempo em externa confiança na continuação dos trabalhos que estão sendo realizados por Brandão, que cada vez mais vem se consolidando no grupo, apesar da concorrência de outros três pretendentes.
Os deputados Neto Evangelista (DEM), Yglésio Moyses (PROS) e Duarte Júnior (PSB) teceram comentários sobre a greve do transporte coletivo de São Luís, que já dura uma semana.
Neto Evangelista disse concordar com o prefeito de São Luís, Eduardo Braide, segundo o qual não é o momento para aumento de passagens de ônibus, em razão do número de pessoas desempregadas e da desvalorização do real. Ele sugeriu que o poder público municipal, inicialmente,
“lance mão do próprio contrato licitado com o sistema de transporte público, que permite, em caso de calamidade pública, buscar um reequilíbrio e dividir riscos e prejuízos no sistema de transporte”. Sugeriu, ainda, que a Prefeitura de São Luís e o Governo do Estado se deem as mãos para solucionar a questão.
“O Governo do Estado pode fazer uma redução na alíquota do ICMS e a Prefeitura pode subsidiar de forma legal, pois o contrato permite, em função do momento que estamos vivendo. O que não pode é a Ilha de São Luís parar desse jeito. Fica aqui o meu apelo para o Governo do Estado e a Prefeitura de São Luís”, frisou Neto.
Subsídio – Yglésio Moyses fez uma ampla análise da situação, afirmando existir “uma bomba relógio no sistema”. “Quando chegamos a um ponto de ter uma greve como essa, caótica, é porque estamos no limite. O sistema de transporte público local tem um déficit mensal de R$ 5 milhões. Isso precisa ser visto, pois repercute na ponta, que é a parada, o terminal, o ônibus, as viagens que demoram. Isto tem um impacto direto na vida das pessoas”, salientou.
Yglésio elencou elementos que levaram à situação em que se encontra o sistema de transporte, destacando, entre eles, a elevação de 65% do preço do diesel este ano. “Quem vai pagar esse custo? Como vamos querer um transporte eficiente, confortável, congelando tarifa, sem a prefeitura coçar o bolso?”, questionou.
O deputado disse que, exceto o aumento da tarifa, só enxerga uma solução: “Rever a gratuidade, fazer um pente fino no caixa das empresas e fazer o subsídio. São Paulo gasta R$3 bilhões por ano e Curitiba R$ 100 milhões. Proponho R$ 2 milhões por mês de subsídio para estancar esse aumento, neste momento, pois já temos dois anos de contrato assinado, prevendo um reequilíbrio que não foi feito”, defendeu Yglésio.
Posicionamento – Por sua vez, Duarte Júnior reiterou críticas à administração municipal e cobrou um posicionamento da Prefeitura de São Luís, “de forma técnica e corajosa, para enfrentar o problema da greve de ônibus”.
“É importante haver um subsídio para que o consumidor não pague a conta. E existem recursos para esse subsídio. Que a Prefeitura tenha coragem de chamar o transporte alternativo, buscar regulamentar, legalizar esse serviço. É preciso garantir outras vias alternativas, outros modais de transporte”, sugeriu Duarte Júnior.
Após reunião ocorrida na terça-feira (26) entre dirigentes do PT e do PSOL onde foi tratado sobre a possibilidade da criação de uma frente de esquerda para a eleição majoritária de 2022 com Felipe Camarão como a governador, a corrente política interna do PSOL, denominada “Resistência”, publicou nota se posicionando a favor da reunião.
Os integrantes dessa tendência advertem, no entanto, que o PSOL só irá definir sua tática eleitoral em novembro conforme foi deliberado no 7º Congresso Estadual e que, no Maranhão, o PSOL, sempre apresentou candidatura própria para os cargos majoritários (governo, vice e senado) por acreditar que as alianças com os partidos de direita e do “centrão”, ou mesmo com partidos tidos de centro-esquerda (como o PSB), não era o caminho correto.
Os signatários da nota consideram muito importante a pré-candidatura do secretário estadual de Educação Felipe Camarão lançada por uma ala do PT por ser, segundo eles, uma opção no campo da esquerda e pela importância que o Partido dos Trabalhadores tem no Maranhão, em especial nos movimentos sociais.
“Acreditamos ser possível avançar no diálogo com o objetivo de formar uma Frente de Esquerda no estado e possa discutir abertamente um programa para defender o povo negro, indígena, quilombola, as mulheres e toda nossa classe, sem submissão aos grandes projetos que expulsam nosso povo de seus territórios, causando muitos danos ao meio ambiente, a exemplo da construção de um porto privado na comunidade de Cajueiro”, diz a.nota.
A Resistência/PSOL defende uma Frente de Esquerda com partidos ligados à classe trabalhadora, como PT, PCdoB, PSOL, PSTU, PCB, UP, juntamente com os movimentos sociais, sindicais, de juventude, de mulheres, quilombolas, indígenas, etc., debatendo um programa que contemple as demandas dos explorados e oprimidos. Leia abaixo a íntegra a nota”.
AS ELEIÇÕES 2022 NO MARANHÃO | Posição da RESISTÊNCIA, corrente política do PSOL.
O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) deliberou em seu 7º Congresso Estadual, em setembro de 2021, definir sua tática eleitoral numa Conferência, a se realizar em novembro.
A Resistência, corrente política interna do PSOL, avalia que a vitória de Flávio Dino (PSB) sobre a oligarquia Sarney foi muito importante, representando uma conquista democrática contra a hegemonia sarneysta que imperava no executivo estadual.
O PSOL, no Maranhão, sempre apresentou candidatura própria para os cargos majoritários (governo, vice e senado) por acreditar que as alianças com os partidos de direita e do “centrão”, ou mesmo com partidos tidos de centro-esquerda (como o PSB), não era o caminho correto. Nesse contexto, inclusive, acreditamos, ter sido uma derrota para a esquerda que Flávio Dino tenha saído do PCdoB, partido do campo da esquerda, para se filiar ao PSB, partido que votou pelo golpe em Dilma Rousseff, em 2016, mostrando a verdadeira posição de classe deste partido.
A Resistência/PSOL defende uma Frente de Esquerda nas lutas e nas eleições, como forma de unir os partidos e movimentos da classe trabalhadora para resistir aos ataques e apresentar uma saída para as crises que vivemos (política, econômica, sanitária, etc.). Nas lutas do movimento de massas a nível nacional, está conformada a Campanha Fora Bolsonaro (que também é articulada no Maranhão), que tem tido muita iniciativa de mobilização, articulação e comunicação em defesa da vida, vacina, pão e educação, reunindo diversos partidos e organizações.
Dessa forma, acreditamos que a melhor política para o povo seja seguir com essa experiência para as eleições de 2022, com os partidos ligados à classe trabalhadora, como PT, PCdoB, PSOL, PSTU, PCB, UP, juntamente com os movimentos sociais, sindicais, de juventude, de mulheres, quilombolas, indígenas, etc., debatendo um programa que contemple as demandas dos explorados e oprimidos.
Já foram apresentadas diversas pré-candidaturas ao governo, muitas destas saindo da base de sustentação de Dino: Carlos Brandão (PSDB) é o candidato de Flavio Dino (PSB); Weverton Rocha (PDT) é ex-aliado de Dino; Josimar de Maranhãozinho (PL), que junto com seu partido, anunciou sua ruptura política com a atual gestão para disputar o Palácio dos Leões em 2022.
Felipe Camarão lançou sua pré-candidatura com apoio da maioria de seu partido. Achamos muito importante uma pré-candidatura do PT, pois abre o leque de opções pela esquerda. Reconhecendo a importância que o PT tem no Maranhão, em especial nos movimentos sociais, acreditamos ser possível avançar no diálogo com o objetivo de formar uma Frente de Esquerda no estado e possa discutir abertamente um programa para defender o povo negro, indígena, quilombola, as mulheres e toda nossa classe, sem submissão aos grandes projetos que expulsam nosso povo de seus territórios, causando muitos danos ao meio ambiente, a exemplo da construção de um porto privado na comunidade de Cajueiro.
São Luís, 26 de outubro de 2021.