O governador Flávio Dino (PSB) anunciou nas suas redes sociais que testou positivo para a Covid-19. No comunicado, Dino diz se sentir bem e que continuará fazendo despachos interno em isolamento domiciliar.
O governador Flávio Dino (PSB) anunciou nas suas redes sociais que testou positivo para a Covid-19. No comunicado, Dino diz se sentir bem e que continuará fazendo despachos interno em isolamento domiciliar.
A grande maioria da executiva estadual do PT decidiu não participar da solenidade de posse de Francimar Melo na presidência do partido, marcada para as 17h desta segunda-feira (3), na sede do Diretório Regional, em protesto contra o que consideram um golpe contra o presidente Augusto Lobato. Não haverá transmissão de cargo.
Dos dezoito integrantes da Executiva Estadual, doze, segundo apurou o Blog do Jorge Vieira, decidiram não comparecer, o que revela a grande dificuldade do novo presidente em conduzir o partido sendo minoria e sem legitimidade já que foi terceiro colocado no PED (Processo de Eleição Direta) que elegeu a atual direção petista, com apenas 23%. Francimar, portanto, terá que se submeter à decisão da maioria.
“Em situação de golpe não se transmite cargo. Ou você acha que Dilma deveria ter transmitido o cargo a Temer (Michel)? Não podemos reforçar ou naturalizar atitude golpista, seja de fora ou de dentro. Não podemos achar natural essa prática da Executiva Nacional, a mesma prática ocorrida quando não respeitou a decisão democrática do Encontro que decidiu apoiar Flávio Dino em 2010”, diz Augusto Lobato.
Lobato, que assumirá a função de vice-presidente, diz que sempre buscou apoiar as decisões democráticas, mas que nesse caso foi uma imposição nacional, mesmo ele ganhando a eleição e se submetido a divisão de mandato e ainda assim não respeitaram a divisão acordada e lhe usurparam 45 dias de seu mandato, que seria concluido em 15 de fevereiro e foi antecipado pela direação nacional para 31 de dezembro.
“Entendo desnecessário a minha presença e deste campo nesse ato. Que sentido há no PED ou outros processos internos se estamos sob risco de golpes? Só há acordos quando ocorre com aceite das partes, nesse caso foi imposição”, observa Lobato.
Militante histórico do PT e membro da atual executiva estadual, Raimundo Monteiro também não comparecerá à posse do novo presidente. Ele alega que já estava com viagem programada ao interior do Estado para conversar com um grupo de apoiadores de sua candidatura a deputado federal, mas criticou a forma com que usurparam 45 dias do mandato do presidente legitimamente eleito .
“Pelo acordo que foi feito, Lobato teria ainda mai 45 dias de mandato. Em nosso entendimento, a gestão iria até o dia 15 de fevereiro e eu acho que deveriam ter respeitado, pois no PT se faz tudo na base do entendimento, mas como não respeitaram o entendimento, Lobato foi prejudicado”, disse Monteiro
As cartas para sucessão governamental deste ano estão sendo jogadas desde o início de 2021. Por enquanto se apresentaram para a disputa Carlos Brandão (PSDB), Edivaldo Holanda Junior (PSD), Weverton Rocha (PDT) e Simplício Araújo (SD), Josimar de Maranhãozinho (PL) e Lahércio Bonfim (PTB) mas a este grupo deve se juntar novos pretendentes até as convenções partidárias que definirão o quadro de candidatos na corrida ao Palácio dos Leões.
Dos pré-candidatos que ensaiaram participar da eleição para governador, Roseana Sarney (MDB), mesmo liderando as pesquisas, desistiu de concorrer e deve ser mesmo candidata a deputada federal. Levantamento dos mais diversos institutos de pesquisas constataram elevado índice de rejeição que praticamente a impede de concorrer a um quinto mandato com alguma chance de sucesso.
Por motivo diferente, o secretário de Educação do Estado, Felipe Camarão (PT), um jovem bem articulado e com futuro político promissor, que teve seu nome lançado por um grupo de lideranças do partido ao Governo do Estado, também desistiu de continuar lutando internamente e acabou por reativar seu projeto original de disputar um mandato de deputado federal.
O PT agora discute a possibilidade de indicar o vice na chapa governista. O secretário Camarão chegou a ser cogitado pra compor a chapa do tucano, mas perdeu espaço para o deputado federal Zé Carlos, que colocou seu nome à disposição do partido e do grupo liderado pelo governador para ser vice de Carlos Brandão.
A preferência pela indicação do vice, no entanto, continua sendo do PDT. Caso o senador Weverton Rocha desista do seu projeto pessoal e resolva atender os apelos em defesa da unidade do grupo, terá garantido o direito de indicar e já teria até nomes para apresentar: o deputado estadual Márcio Honaiser e o presidente da Famem Erlânio Xavier.
O desfecho dessas discussões no grupo governista está previsto para acontecer dia 31 de janeiro quando dirigentes de partidos e lideranças que formam a base de sustentação do governo voltarão a reunir para o fechamento da chapa que já tem Brandão como candidato ao governo e Dino ao Senado, faltando apenas conhecer o vice e os dois suplentes de senador.
No final deste mês a população maranhense finalmente ficará sabendo se o PDT vai romper com o governo e lançar candidatura própria ou reagrupará. Weverton continua afirmando que seu projeto não tem recuou e que será candidato com o sem o apoio do governador. Na reunião de 29 de novembro de 2021 com dirigentes partidários, Flávio Dino declarou apoio ao seu vice Brandão e o senador abriu dissidência.
Outro problema na base governista atende pelo nome de Simplício Araújo, secretário de Indústria, Comércio e Energia. Mesmo após Dino externar sua preferência, o auxiliar mantém a pré-candidatura e não dar sinais que pretenda desistir de levar adiante sua luta por um plano diretor para o Estado. E para isso conta com o apoio da direção nacional do partido Solidariedade.
O jogo sucessório, porém não está limitado aos pré-candidatos da base do governo. Indiferentes ao que ocorre no arraial governista, o ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Junior fechou o ano com sua candidatura ao Governo do Estado pelo PSD consolidada e mostrando consistência eleitoral. Conta com o apoio integral do presidente nacional do partido Gilberto Kassab e da estrutura estadual da legenda, sendo um forte candidato a passar para o segundo turno nas eleições de 2 de outubro.
O deputado federal Josimar de Maranhãozinho continua sendo dúvida. Após entrar no radar da Polícia Federal por suspeita de desvio de emendas parlamentares e outros delitos, como lavagem de dinheiro, parece que perdeu fôlego, mas continua no páreo. Resta saber se manterá a candidatura após sucessivos escândalos de corrupção investigados pela PF e que o apontam como principal suspeito.
Já o prefeito de São Pedro dos Crentes se lançou na corrida ao Palácio dos Leões e vem alimentando essa possibilidade, mas nos bastidores da sucessão há quem acredite que a falta de estrutura e densidade eleitoral deverão pesar e levar o Lahércio Bonfim a repensar seu projeto de deixar a prefeitura para se aventurar numa disputa sem perspectiva de vitória.
A este grupo que já se apresentou, pode se juntar o senador Roberto Rocha. Atualmente sem partido, Rocha conta com o apoio do presidente Jair Bolsonaro, mas ainda não veio a público se manifestar sobre seu projeto político para 2022.
Os partidos da chamada esquerda radical também devem apresentar representantes para a eleição majoritária. Até as convenções, prevista para acontecer entre 20 de julho e 5 de agosto, ainda vai rolar muita água por debaixo da ponte e o quadro de pré-candidatos deverá enxugar.
O ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Junior (PSD), obtém mais uma vez números muito favoráveis na sondagem do Instituto Escutec para governo do estado em 2022 e segue entre os favoritos na preferência do eleitorado maranhense para ocupar a vaga no Palácio dos Leões.
Em um dos cenários da pesquisa, divulgada nesta quinta-feira (30) pelo portal Imirante, o pessedista aparece com 16%, o que lhe garante o segundo lugar em eventual disputa eleitoral, empatado tecnicamente com um dos postulantes.
O desempenho de Edivaldo Holanda Junior em mais uma pesquisa mostra que a sua popularidade vai muito além da capital (onde foi prefeito por dois mandatos ) e Grande São Luís, como alguns chegaram a acreditar.
Por onde tem passado desde que começou a percorrer o estado com a sua pré-candidatura, Edivaldo tem recebido apoios importantes e fortalecido seu nome entre lideranças municipais e a população. Sinal de que o trabalho realizado em São Luís reverberou nos municípios, o credenciando como gestor competente em todo o estado.
No meio político é tido como certa a candidatura da ex-governadora Roseana Sarney a deputada federal. O MDB aposta suas fichas e acredita que ela com recall de eleições passadas, quatro mandatos de governadora e poder de persuasão poderá ajudar constituir uma bancada mais robusta do partido na Câmara Federal. A ex-chefe do Executivo estadual, no entanto, insiste em fazer suspense sobre a possibilidade de concorrer ao governo do estado.
Observadores do cenário político pré-eleitoral acreditam que a filha de Sarney, como boa jogadora, esteja apenas blefando quando afirma que ainda não decidiu se concorrerá ou não ao governo porque quer “vender” caro o apoio do seu partido a um dos candidatos, ainda que o discurso do vice-presidente do MDB, deputado estadual Roberto Costa, condicione este apoio apenas ao projeto de desenvolvimento para o Maranhão.
Na última entrevista que concedeu, Roseana afirmou que não retirou seu nome da disputa pelo governo e que aguarda uma decisão do MDB, mas os dirigentes da legenda não dão o menor indicativo de que estejam dispostos a lançar candidatura própria com os índices de rejeição da ex-governadora nas alturas e sem a menor chance de reverter a antipatia da população ao clã Sarney.
Roseana disputou o governo em 2018 e sofreu a pior derrota de sua vida pública. Em 2006 perdeu para Jackson Lago no segundo turno, mas conseguiu junto com seu pai articular um golpe no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que em abril de 2009 cassou o pedetista e entregou o comando do Maranhão a ela novamente. Já em 2018 foi derrotada logo no primeiro turno pelo governador Flávio Dino, que se reelegeu sem fazer grande esforço.
Ciente de que já não possui um exército de prefeitos ou lideranças políticas disposta a levantar seu nome novamente nas comunidades que ficaram abandonadas por quase cinco décadas de mando do destroçado grupo Sarney, Roseana foi taxativa ao responder pergunta sobre concorrer novamente ao governo: “ Eu não gostaria mais de me candidatar ao governo do estado. Eu gostaria de me candidatar à deputada federal porque foi lá que eu comecei”, afirmou à rádio Mirante AM.
Roseana sabe que a única forma de tentar voltar a vida pública após ter abandonado o governo do estado, entregá-lo para o então presidente da Assembleia Legislativa, Arnaldo Melo, e anunciar aposentadoria, é através da Câmara Federal, por onde começou, mas para que isso ocorra terá que fazer campanha, pois esta eleição será uma das mais complicadas da história política do estado. Os dezoito deputados são candidatos à reeleição e estão a quatro anos injetando dinheiro nas prefeituras, fruto de emendas parlamentares convencionais e do famigerado orçamento secreto.
Sem força política e eleitoral para concorrer a cargo majoritário, Roseana já decidiu, e o MDB também, que será candidata a deputada federal, mas continuará mantendo em suspense a possibilidade de concorrer ao governo para levar alguma vantagem em acordos futuros com o candidato que vier, de fato, apoiar. O problema é saber se o apoio ajuda a levantar ou afundar o apoiado.
Para quem diz está em fim de carreira, concluir seu ciclo político na Câmara Federal é um grande negócio, mesmo que durante o tempo em que esteve lá não tenha apresentado nada que tivesse alguma influência na vida do país.
Como o MDB, segundo Roberto Costa, continua conversando com todos os partidos sobre possibilidade de aliança, Roseana é carta fora do baralho no jogo sucessório que vai reiniciar a todo vapor a partir de 31 de janeiro de 2022 quando o grupo governista vai anunciar a chapa majoritária, ao que tudo indica com Carlos Brandão governador e Flávio Dino senador.
Nos bastidores da sucessão as aposta são que o partido de Roseana vai declarar apoio a Brandão.
O presidente estadual do PCdoB, deputado federal licenciado e secretário de Cidades e Desenvolvimento Urbano, Márcio Jerry, em entrevista nesta manhã de quarta-feira (29) à TV Mirante, mostrou otimismo com a possibilidade de formação de uma Federação Partidária envolvendo o PCdoB, PT, PSB, PSOL, Cidadania, Solidariedade e Rede Sustentabilidade.
“Temos avançado, porém, não é um debate muito simples porque envolve as diversidades imensas de um país enorme como o nosso, 27 Unidades da Federação com suas peculiaridades e nós precisamos buscar a convergência, o entendimento que atenda o projeto nacional de cada partido, mas ao mesmo tempo respeite essas especificidades regionais e estaduais, contudo o processo tem avançado e eu estou bastante otimista”, disse Jerry.
O dirigente comunista observou que os diálogos tem avançado e que esses debates vão se intensificar a partir da virada do ano. “Nós temos um prazo para esse desfecho, mas não é um prazo tão grande assim, acho que nós vamos ter uma evolução muito grande agora em janeiro para saber afinal quais Federações serão possíveis de se organizar no Brasil”.
Jerry disse ainda que o PCdoB está muito interessado na Federação e lembrou que foi o partido que liderou na Câmara dos Deputados o processo de aprovação da Lei que permitiu as Federações e continua liderando esse processo para que, segundo ele, “os partidos possam ter essa forma criativa, nova, importante e democrática de “coligações” por um período mais longo de que a coligação de outrora, portanto, um processo de unificação momentânea dos partidos por um período maior e mais assentado em processos programáticos e em compromisso de todo o período pelo qual a Federação e seus candidatos foram eleitos”.
No momento em que a Bahia atravessa o maior desastre de sua história, com enchentes que já atingiram mais de 430 mil pessoas, Jair Bolsonaro tira férias em Santa Catarina e provoca revolta até em ex-eleitores. Prova disso é o fato de a hashtag “Bolsonaro vagabundo” ter explodido nas redes sociais.
“É uma completa inversão de prioridades. Enquanto mais de 400 mil pessoas são atingidas por essa tragédia, ele está pescando. Chega a ser cruel. É a marca da crueldade, da completa falta de sensibilidade com o problema do outro. Não é porque o governador da Bahia é de outro partido que ele deveria agir assim”, contrapõe a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), ao mencionar a conhecida animosidade política entre Bolsonaro e o governador Rui Costa (PT).
O presidente viajou, nesta segunda-feira (27), para São Francisco do Sul, no litoral catarinense, para passar o período do réveillon. A ida do chefe do Executivo à região se dá em meio à tragédia registrada na Bahia por conta das enchentes, que já afetam quase meio milhão de pessoas (471 mil ) no estado. A população local enfrenta fortes chuvas desde o começo do mês e a situação se agravou nos últimos dias, com 60 municípios debaixo d’água.
