O deputado federal Bira do Pindaré (PSB), através de sua rede social, critica a indiferença do presidente Jair Bolsonaro (PL) diante da situação de calamidade pública de algumas cidades brasileiras atingidas pelas fortes chuvas deste início de ano e por protelar a vacinação das crianças contra a Covid-19.
“Bolsonaro segue debochando do povo brasileiro. Depois de uma internação hospitalar, vai direto para um jogo de futebol. Enquanto isso as crianças continuam sem vacinar, as enchentes matando gente e o cara não dá a mínima. É inacreditável!”, disse o parlamentar socialista.
No mesmo dia em que recebeu alta hospitalar, após se tratar de uma obstrução intestinal provocada por um camarão, segundo seu médico, Bolsonaro viajou para Buriti Alegre (GO) para acompanhar uma partida beneficiente de futebol organizada por cantores sertanejos, sem dar a mínima atenção aos problemas das cidades submersas, inclusive no Maranhão.
A postura do presidente em relação a vacinação e as enchentes tem merecido críticas, principalmente da classe política que não consegue entender a indiferença do presidente com a situação de dificuldade da população brasileira. Para Bira, por exemplo, Bolsonaro debocha da população.
Enquanto as populações de várias cidades sofrem com as enchentes, Bolsonaro, sem dar a menor importância ao desespero dos desabrigados que perderam tudo, curtia férias em Santa Catarina até sentir fortes dores abdominais e ser levado para São Paulo, onde ficou internado por dois dias. E deixou o hospital sem dar a menor importância ao drama de quem perdeu tudo.
O Governo do Maranhão começou nesta quarta-feira (5) a entrega de 3,9 mil cestas básicas para as pessoas afetadas pela chuva no interior do estado. Cidades como Mirador, Jatobá, Barra do Corda e Grajaú decretaram situação de emergência. E um comitê com órgãos do estado foi criado para enfrentar os problemas.
“Seguimos trabalhando para ajudar a população atingida pelas enchentes no Maranhão. Despachamos 2,1 mil cestas básicas para a região de Colinas, mil para Mirador e 750 para Imperatriz. Estamos juntos realizando ações para cuidar das pessoas, o trabalho é intenso e urgente”, destacou Marcela Mendes, secretária de Governo (Segov).
Impossibilitado de viajar por ter contraído Covid-19, o governador Flávio Dino disse que está acompanhando os trabalhos na região através do comitê. “Assim que minha saúde permitir, retomarei as viagens”, comentou.
Ele destacou ainda que, na terça, uma comitiva liderada pelo secretário Márcio Jerry (Cidades e Desenvolvimento Urbano) esteve em Mirador e Colinas para verificar os danos causados pelos alagamentos e se encontrar com lideranças locais para tomar providências imediatas. “Bombeiros e equipes da saúde também estiveram presentes para apoiarem as prefeituras na assistência a desabrigados”, informou através do Twitter.
Jerry, por sua vez, destacou que o governo estadual está mobilizado e agindo em várias frentes no apoio à população atingida. “Me reuni com a secretária Marcela Mendes, com o coronel Célio Roberto, do Corpo de Bombeiros, e membros da equipe da Saúde para avaliarmos os dados das enchentes em cada cidade atingido. Estamos em plantão permanente, ao lado dos municípios, em defesa da população”, afirmou.
Além das cestas básicas, os Restaurantes Populares estão mobilizados para distribuir refeições. Em Imperatriz são 400 almoços e 400 jantares diariamente, enquanto Grajaú serve 100 pratos no almoço e outros 100 no jantar. Cabe ao Corpo de Bombeiros retirar as quentinhas e entregar aos desabrigados.
O vice-governador Carlos Brandão (PSDB), pré-candidato ao Governo do Estado pelo grupo liderado pelo governador Flávio Dino (PSB), suspendeu toda a sua agenda política este mês de janeiro para se concentar na assistência às vítimas das cheias que castigam várias regiões do interior do Maranhão.
Através de sua rede sociais, o vice-governador, que mantinha agenda administrativa paralela as articulações políticas e conversações com lideranças da capital e interior do estado visando consolidar ainda mais sua candidatura, fez o comunicado da decisão.
“Amigas, amigos: todas as atividades de relevância política, das quais participaria este mês, estão canceladas. Nossa prioridade é a atenção às pessoas. Seguimos com o cronograma do @GovernoMa de acompanhamento das enchentes”, disse Brandão em sua página no Twitter nesta tarde de quarta-feira (5).
O vice-governador acompanha de perto a situação de famílias desabrigadas e os danos causados pelas fortes chuvas em cidades e estradas estaduais. As atenções maiores nests momento estão dirigidas aos municípios de Imperatriz, Grajaú e Mirador, onde a situação é mais crítica.
O ex-prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Junior (PSD), pré-candidato ao Governo do Estado, através de sua rde social externou sua preocupação com a situação das cidade do interior do Maranhão inundadas em decorrências das fortes chuvas das últimas semanas, que provocaram estragos e muito sofrimento aos desabrigados.
“Acompanho com preocupação a situação das cidades do Maranhão impactadas pelas fortes chuvas das últimas semanas, que ocasionaram enchentes e deixaram muitos desabrigados. Minha solidariedade às famílias atingidas”, disse o ex-prefeito da capital.
Segundo o ex-prefeito, “o momento requer a união do poder público, bem como a solidariedade e orações de todos, para o amparo e acolhimento a quem perdeu tudo que com tanto esforço batalhou uma vida inteira para construir”.
A manifestação de Edivaldo defendendo a união do poder público em favor dos desabrigados e da recuperação das cidades atingidas mostra sua preocupação com a situação de dificuldade de milhares de famílias que sofrem as consequências da ação rigorosa do inverno.
O início do ano está sendo de muita chuva em todas as regiões do estado, famílias ribeirinhas estão tendo obrigadas a abandonarem suas casas por conta da elevação dos níveis d’água dos rios, o que requer atenção especial daqueles que podem e tem obrigação de ajudar.
O governador Flávio Dino (PDB), através de sua rede social, ironizou a audiência pública convocada pelo governo federal nesta terça-feira (04) para debater a vacinação contra Convid-19 em criaças com idade entre 5 e 11 anos.
“Próxima “audiência pública” que essa gente vai promover será para debater se a terra é plana ou redonda. E a outra vai ser para revogar a lei da gravidade. Além do tempo perdido, jogam dinheiro público pela janela para atender caprichos e desvarios”, postou Dino.
A audiência pública, uma imposição do governo, também foi reprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que se recusou a participar alegando que já emitiu posicionamento.
No dia 16 de dezembro de 2021 a Anvisa autotizou a aplicação da vacina da Pfizer para crianças, mas o governo resistiu à recomendação e encontrou uma forma de protelar convocando audiência com especialistas com a alegação de que não havia urgência para a vacinação.
A secretaria-extraordinária de Enfrentamento à Covid do Ministério da Saúde, Rosana Leite de Melo, afirmou nesta terça-feira que a maioria dos participantes de uma consulta pública realizada para a sociedade civil se manifestar sobre a vacinação infantil se posicionou contrariamente à exigência de prescrição médica para imunização de crianças ao coronavírus.
De acordo com Rosana Leite, ao todo, 99,3 mil pessoas e entidades foram ouvidas. Ainda segundo a secretária, a maioria também foi contra a obrigatoriedade da vacinação infantil.
— A maioria a se mostrou concordante com a não compulsoriedade da vacinação e a priorização de crianças com comorbidade . A maioria foi contrária a obrigatoriedade da prescrição médica — Rosana Leite de Melo.
O Globo — O deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL), alvo de operação da Polícia Federal que investiga desvio de verbas públicas, realizou em dezembro uma transmissão ao vivo nas redes sociais para sortear prêmios em dinheiro.
Ao lado da sua mulher, a deputada Dentinha (PL), o pré-candidato ao governo do Maranhão distribuiu cerca de R$50 mil, em prêmios que variavam de R$500 a R$2 mil.
Para participar do sorteio, o interessado mandava uma mensagem nas redes sociais do deputado, com o nome completo, o telefone e a cidade onde mora. Ao longo da “live”, Maraozinho e Dentinha retiravam papéis de um cesto e, em seguida, anunciavam o ganhador.
De acordo com os parlamentares, o dinheiro era proveniente de doações, do que chamaram de “parceiros”, que, segundo eles, eram prefeitos de cidades do Maranhão, empresários e pré-candidatos estaduais.
Com um boneco de Papai Noel, uma árvore iluminada e uma plateia ao fundo, Maranhaozinho, que é correligionário do presidente Jair Bolsonaro (PL), apresentou um vídeo antes de começar o sorteio. A gravação mostrou supostos feitos do deputado no estado, como a inauguração de uma praça de eventos em Monção.
Durante a investigação que alcançou Maranhãozinho, a Polícia Federal gravou o deputado manuseando uma caixa de dinheiro e entregando a um homem desconhecido. Segundo a PF, a quantia faz parte de um esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares. Na gravação, Maranhaozinho chega a dizer que havia R$250 mil na caixa.
Embora tenha feito um discurso com certo apelo à unidade do partido, o novo presidente do PT, Francimar Melo, terá enorme dificuldade em reconstruir a ponte com a grande maioria da executiva da legenda que o acusa de comandar o golpe que subtraiu 45 dias do mandato do ex-presidente Augusto Lobato. Falta-lhe legitimidade para comandar o partido.
Terceiro colocado no processo que elegeu o comando estadual do PT, Francimar somente se tornou vice-presidente por conta de um acordo em que o deputado federal Zé Carlos, que havia apoiado a candidatura de Genilson, abriu mão da primeira vice-presidência permitinro que o terceiro colocado com apenas 23% dos votos se tornasse vice de Lobato.
Dirigentes do partido alinhados com Augusto Lobato advertem que falta a Francimar legitimidade para comandar. E isso ficou bem claro na tarde desta segunda-feira (3) quando dez dos dezoitos integrantes da executiva estadual esvaziaram o ato em que não houve sequer transmissão de cargo. O até então presidente se recusou a pactuar com o que chama de golpe e não compareceu ao evento.
Mas como pode o terceiro colocado no Processo de Eleição Direta (PED) se tornar vice-presidente e agora assumir o comando da legenda sendo rejeitado pelos seus próprios companheiros quando sufragaram seus votos em Lobato e Genilson (segundo colocado)? Essa aberração foi possível por conta de um acordo patrocinado pelo deputado Zé Carlos e seu apadrinhado que abriram mão da vice e elevaram Francimar.
Neste acordo ficou estabelecido que o mandato de quatro anos seria dividido. Os primeiros dois anos de Augusto Lobato e os dois restantes de Francimar. Pelas contas do presidente que saiu, seu mandato iria até 15 de fevereiro, mas numa manobra do grupo de Francimar junto a direção nacional reduziu para 31 de dezembro de 2021, provocando revolta nas correntes que apóiam Lobato.
Mesmo sendo elevado à condição de presidente estadual do PT, Francimar enfrentará resistência interna. O PT é um partido altamente democrático e suas decisões sempre são pautadas e decididas pela maioria, ou seja, suas posições somente poderão ser levadas adiante se houver maioria e pelas contas de quem milita e conhece o petismo, o novo dirigente petista é minoria.
Para se entender melhor o que está acontecendo no partido, vale lembrar que não está assumindo um novo comando, os membros da executiva estadual continuam os mesmos, mudou apenas o presidente, mas Augusto conta com a maioria, ou seja, os rumos que o partido vinha seguindo somente serão mudados se Francimar tiver consentimento da maioria.
O partido terá que tomar decisões importantes e uma dela será se posicionar na reunião do 31 de janeiro em que os dirigentes partidários que integram a base de sustentação do governo irão reunir para concluir a chapa majoritária em que o vice-governador Carlos Brandão conta com o apoio de Flávio Dino para ser candidato ao governo. E o ex-presidente Lobato já deu inúmeras declarações de que segue a orientação do governador. E esta posição somente poderá ser revestida se Francimar conseguir maioria ou houver uma nova intervenção da executiva nacional.