Ao ler a Mensagem Governamental na solenidade de abertura da 4ª Sessão Legislativa da 19ª Legislatura da Assembleia Legislativa do Maranhão, realizada na manhã desta quarta-feira (2), no Plenário Nagib Haickel, o governador Flávio Dino (PSB) destacou, entre outras coisas, a transparência de sua gestão e as ações realizadas nas áreas da saúde, educação e infraestrutura.
“Quando assumimos o governo pela primeira vez, o Portal da Transparência era avaliado pela CGU com nota 2,3. Agora, as notas giram entre 8, 9 e 10, o que revela um avanço no tocante à probidade e à transparência no uso do dinheiro público”, enfatizou.
Sobre a aplicação do dinheiro público, Dino frisou, também, que, no meio de todas as intempéries, das quais o coronavírus é a prova mais evidente, o governo estadual conseguiu investir mais de 10 R$ bilhões em obras, beneficiando todos os municípios maranhenses.
Educação – O chefe do Executivo informou que o Maranhão apresentou o melhor IDEB da história da rede de ensino médio. “No início, nosso IDEB era 2.8 e chegamos a 3.7. Logo, um crescimento substancial superior a 25%. Sublinho, também, o fato de termos tido, nesse período, redução da mortalidade infantil e materna”, salientou.
De acordo com Flávio Dino, a terceira grande meta alcançada foi a expansão das redes de direitos. Ele destacou o programa Escola Digna, desejando que seja ampliado no próximo governo. “Que esse programa seja enraizado no coração de todos e todas, independentemente de preferências políticas e ideológicas, pois é o maior programa de desenvolvimento que adotamos até agora. São 1.300 obras educacionais de vários tamanhos, reformas, construções e reconstruções”, afirmou.
Saúde – Na área de Saúde, o governador disse que os avanços foram extraordinários. “Faço alusão especial aos hospitais regionais e macrorregionais. Inauguramos, recentemente, o Hospital Regional de Barra do Corda, somando R$ 9 milhões em investimentos e cuja manutenção vai gerar uma despesa mensal de R$ 3 milhões. Todos sabem que, na área da saúde, o mais simples é construir e o mais complexo é abrir e fazer funcionar. Mas nós conseguimos e cito como exemplo os hospitais de Pinheiro, Viana, Santa Luzia do Paruá e Carutapera. Foi essa rede que garantiu que tivéssemos a menor taxa de mortalidade por coronavírus do Brasil”.
O chefe do Executivo estadual mencionou as policlínicas de Imperatriz, Açailândia, Santa Inês e São Luís, além de outras em construção. Falou, ainda, sobre a expansão do serviço de hemodiálise.
“Destaco a rede de tratamento do câncer, que é a maior da nossa história. O serviço de radioterapia em São Luís era precário, mas passamos a dar apoio ao Hospital Aldenora Bello e expandimos. Além disso, fizemos um convênio com o Hospital São Domingos, que oferece radioterapia a pacientes do SUS, e implantamos o setor de radioterapia em Imperatriz e o serviço de quimioterapia na Unidade do Câncer do Hospital Regional de Caxias, mostrando a seriedade desse trabalho na área da saúde”, afirmou.
Emprego e renda – Em se tratando de geração de emprego no ano de 2021, Flávio Dino afirmou que dados divulgados esta semana pelo governo federal revelam que o Maranhão obteve o oitavo melhor desempenho do Brasil. “Isso demonstra a seriedade do trabalho realizado e deve-se à justiça tributária e aos incentivos fiscais, o que é muito importante. Não há um único investimento privado de grande porte no Maranhão que não tenha incentivo”, acrescentou.
Sistema Penitenciário – O governador também falou sobre outro ponto positivo de seu governo: a humanização do sistema penitenciário, acrescentando que, em seus dois governos, não houve grandes motins ou assassinatos.
Ao término do pronunciamento, ele informou que encaminhará à Assembleia o Projeto de Zoneamento Ecológico e Econômico do Maranhão, destacando que ele funciona como um Plano Diretor de um município e que servirá para ajudar a desenvolver o Maranhão.
O ex-prefeito de Codó, um dos maiores municípios do interior do Maranhão, Francisco Nagib (PDT), emitiu nota nesta quarta-feira (2) explicando os motivos que o levaram a declarar apoio à pré-candidatura do vice-governador Carlos Brandão (PSB) ao Governo do Maranhão, mesmo sendo filiado ao PDT, partido que tem como candidato o senador Weverton Rocha. Veja abaixo a íntegra da justificativa.
“Tomar posição, por vezes difícil, faz parte da vida do político. Desde que ingressei na vida pública venho buscando fazê-la de acordo com os interesses de minha base política.
A minha decisão de seguir a orientação do governador Flávio Dino e apoiar, a partir de agora, a pré-candidatura de Carlos Brandão ao Governo do Maranhão é, em primeiro lugar, o que acredito ser melhor para Codó, e um sinal de lealdade ao grupo que sempre me apoiou.
Quando fui prefeito de Codó, recebi inúmeras obras do governador Flávio Dino, transformei a vida de muita gente, e mesmo não sendo mais gestor municipal, Codó segue sendo beneficiada pelo governo e precisa continuar recebendo atenção nas áreas da saúde, educação e geração de emprego e renda.
E não apenas Codó, mas todo o estado precisa continuar avançando. É inegável que temos um Maranhão antes e depois da gestão de Flávio Dino.
Agradeço ao PDT por garantir a legenda pela qual me tornei prefeito de Codó e, em comum acordo com Flávio Dino, me aceitar como diretor-geral do Detran-MA, ao qual me dedico ao máximo para levar serviços eficientes ao povo maranhense.
Sempre honrei a confiança depositada em mim pelo PDT, em 2020 demonstrei gestos de humildade, desapego e lealdade quando abri mão de minha candidatura à reeleição.Agora me sinto comprometido a continuar acompanhando o grupo político do governador Flávio Dino e do próximo governador Carlos Brandão, pela minha cidade e pelo Maranhão”.
Francisco Nagib
Diretor do Detran e
Pré candidato a deputado estadual
A desembargadora Nelma Sarney foi novamente derrotada, nesta quarta-feira (2), em mais um tentativa de ocupar o posto mais alto do Tribunal de Justiça do Maranhão. Perdeu para o desembargador Paulo Velten foi eleito o novo presidente do TJ-MA.
Nelma, que perdeu a penúltima eleição para o desembargador Lourival Serejo por uma diferença de apenas dois votos, desta vez o placar foi mais elástico. Velten se elegeu com 18 votos contra 12 da desembargadora.
Atual Corregedor-Geral de Justiça, o novo presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão assume em abril.
Como em toda eleição, a do TJ-MA não foi diferente. Antes do pleito havia um certo favoritismo de Nelma, o que acabou não se concretizando em sua última tentativa de chegar ao comando do Tribuna.
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto, momentos antes de comandar a sessão solene de reabertura dos trabalhos da Casa, concedeu entrevista coletiva e confirmou que vai para PDT, partido que tem como pré-candidato ao Governo do Estado o senador Weverton Rocha, mas que ainda vai conversar com o presidente do PCdoB, deputado federal licenciado e secretário de Cidades e Desenvolvimento Urbano, Márcio Jerry sobre a mudança de legenda, o que deve ocorer nos próximos dias.
Diante do resultado da última reunião do grupo governista em que foi quando foi confirmado o apoio do governador Flávio Dino ao vice-governador (de mudança do PSDB para o PSB) e do fato de Brandão assumir o Governo do Estado a partir de abril e sendo ele o presidente do Poder Legislativa se haverá mudança de comportamento, Othelino disse que é preciso separar questões políticas e que a Assembleia não será usada para atrapalhar os interesses do Estado.
Logo após a entrevista do presidente da Casa, o governador Flávio Dino chegou acompanhado do vice-governador e numa rápida entrevista à imprensa observou que os próximos dois meses (tempo que ainda lhe resta do mandato) serão de transição e reafirmou que se desincompatibilizará em 31 de março
O Poder Judiciário não mandou representante porque, segundo explicou o presidente da Assembleia, na hora da sessão os desembargadores estavam em processo de eleição do novo presidente, sendo que logo em seguida anunciou a eleição do desembargador Paulo Velten como novo presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão. Veltrem derrotou a desembargadora Nelma Sarney que tentou pela terceira chegar ao posto mais alto do TJ-MA.
Embora seja um dos principais articulares da candidatura do senador Weverton Rocha, o presidente da Assembleia deixou claro que continuará conduzindo os trabalhos da Casa com a mesma isenção que tem marcado sua gestão.
Já na sua primeira sessão deliberativa, na quarta-feira (2), o Supremo Tribunal Federal (STF) tem agendado na pauta julgamento de liminar sobre o tema federações partidárias. Nesta terça-feira, a Corte iniciou seus trabalhos de 2022, após o recesso, com sessão solene. O evento foi realizado por videoconferência, devido ao aumento do número de casos de covid-19 e gripe no Distrito Federal.
Em 9 de dezembro, o ministro Luís Roberto Barroso, relator da ação direta de inconstitucionalidade (ADI) 7021, do PTB, contrário às federações partidárias, autorizou liminarmente a constituição dessas entidades. Por sua vez, estas têm de obter registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até seis meses antes das eleições de 2 de outubro, ou seja, em 2 de abril.
Por outro lado, PT, PSB, PV e PCdoB apresentaram na sexta-feira (28), no mesmo TSE, um pedido de ampliação de prazo para a formalização das federações partidárias. As legendas pleiteiam inicialmente a data de 5 de agosto. Os presidentes dos partidos pretendem se reunir com Barroso, que atualmente também preside da corte eleitoral, e expor as dificuldades objetivas para cumprir o prazo até abril.
Independentemente das questões jurídicas e formais, os aspectos políticos têm sido objeto de discussões mais complexas. As quatro agremiações se reuniriam na noite desta segunda-feira (31) para conversar sobre aspectos relacionados a funcionamento de uma federação, principalmente o estatuto.
Em reunião realizada na quarta-feira passada (26), PT, PSB, PCdoB e PV fizeram uma reunião considerada “muito produtiva, mostrando grande convergência na construção institucional da federação”, nas palavras da presidenta do PT e deputada federal (PR), Gleisi Hoffmann.
Alckmin, Haddad e França – Não há dificuldades em se formar consenso em torno do nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o Palácio do Planalto, mas as questões regionais têm sido mais difíceis de resolver. Sobretudo no estado de São Paulo, onde os ex-governadores Geraldo Alckmin (sem partido) e Márcio França (PSB) e o ex-prefeito Fernando Haddad (PT) aparecem em pesquisas de intenção de voto como candidaturas potencialmente competitivas ao governo paulista.
Até o momento, nem PT nem PSB concordam com a retirada de seus respectivos candidatos na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes em nome de um acordo. Na semana passada, a disputa em São Paulo respingou no Rio de Janeiro, onde o PT deve apoiar Marcelo Freixo (PSB), para o governo do estado. Freixo afirmou que compreende “perfeitamente” o PT não abrir mão do nome de Haddad no estado vizinho.
Em reação, o presidente do PSB, Carlos Siqueira, não gostou da afirmação do recém-filiado Freixo. “A declaração foi inacreditável, inaceitável – ainda mais no mesmo dia em que a gente foi negociar com o PT o nosso acordo”, disse Siqueira. O dirigente acrescentou ter ficado “estarrecido”.
Pernambuco – Além de Acre e Espírito Santo, Pernambuco é outro estado em que as conversas têm se estendido. Pesquisa Vox Populi encomendada pelo PT mostra três cenários para o governo do estado, e em todos eles o senador Humberto Costa lidera. O pior resultado do petista é 31%, em um quadro em que o ex-prefeito do Recife Geraldo Júlio (PSB) aparece em segundo, com 16%. O PSB ainda não se decidiu sobre um pré-candidato. Tadeu Alencar (2%) e Danilo Cabral (1%) aparecem aparentemente sem chance na pesquisa.
As discussões envolvem também a disputa pela cadeira pernambucana ao Senado. A presidente do PC do B e vice-governadora Luciana Santos e a deputada Marília Arraes (PT-PE) são cotadas para a vaga. Se um acordo levar o PT a uma hoje improvável desistência de Humberto Costa pelo governo estadual, ele ficaria com a vaga para se reeleger ao Senado. (Brasil de Fato)
O governador Flávio Dino (PSB) não deu sorte com as escolhas que fez para o Senado Federal. Responsável direto pela eleição dos três representantes do Estado na Câmara Alta do Congresso Nacional, Dino recebeu como gratidão uma punhalada nas costas. Roberto Rocha (em partido), Eliziane Gama (Cidadania) e Weverton Rocha (PDT) hoje estão em palanques opostos, sendo que o primeiro fez pior ao se abraçar com o miliciano Jair Bolsonaro, maior adversário do Maranhão.
Weverton costumava se gabar por ter ultrapassado a casa dos dois milhões de votos na eleição de 2018 quando se elegeu senador da República, mas a medida que foi colocando os pés no chão passou a perceber que os sufrágios recebido não fosse o esforço pessoal do governador Flávio Dino para ressuscitá-lo no pleito que parecia perdido na reta final da campanha não teria chegado onde chegou. Tanto é que, mesmo preterido no grupo, correu atrás para tentar conseguir o apoio do governador. só que desta vez levou um não como resposta.
Dino também serviu de boia de salvação para Eliziane Gama, que não conseguiria se reeleger para a Câmara Federal, mas acabou sendo eleita para o Senado, algo que nem ela acreditava que poderia alcançar. Ante, Roberto Rocha já havia sido eleito pelas mãos de Dino, mas também lhe virou as costas após receber o mandato na bandeja e se transformou num pária político.
Roberto, que carrega com ele o selo de traidor estampado na testa, teve o merecido castigo ao se aventurar numa candidatura ao Governo o Estado em 2018 e ser rejeitado pela enorme maioria do eleitorado, obteve apenas 2% dos sufrágios, num pleito em que viu seu criador ser reeleito governador logo no primeiro turno.
E para a próxima eleição a história se repete. Como se não bastasse Roberto Rocha se eleger pelo Partido Socialista Brasileiro, legenda de esquerda comandada pelo governador Flávio Dino, e depois se jogar nos braços do miliciano direitista Jair Bolsonaro, agora a traição é dupla. Mas para mascarar a trairagem, Weverton e Eliziane acenam com o apoio ao governador em sua candidatura ao Senado, como se isso fosse aliviar a ingratidão.
Dino está muito bem avaliado, é líder disparado na eleição para o Senado por méritos próprio, não precisa de escora sem base e prestes a desmoronar. É fato que traíras da política costumam ter vida curta, logo são escanteados, Roberto Rocha está ai transformado em mulambo e sem a menor perspectiva por carregar com ele o mesmo vírus que contaminou Weverton e Eliziane.
O final da novela envolvendo a candidatura governista, cujo capítulo final foi exibido nesta segunda-feira (31), não foi nada satisfatório para o pré-candidato do PDT, senador Weverton Rocha. Como ele havia prometido, seu foguete não deu marcha ré, a manteve a pré-candidatura, mas sofreu avaria em sua base política, os aliados sumirem ou declararam apoio ao adversário interno no grupo palaciano, o vice-governador Carlos Brandão (PSB).
Quando entrou na pré-campanha e começou percorrer o Estado com a caravana “Maranhão Mais Feliz”, o representante do PDT deu a impressão de que, de fato, era possuidor de uma base sólida que lhe que garantiria vitória no primeiro item na carta compromisso que os dirigentes de partidos alinhavaram no primeiro encontro do grupo para discutir sucessão: apoio da maioria da maioria da classe política.
Mas não foi isso que se viu ao final das articulações que visaram manter a unidade do grupo e que culminou com a decisão do governador Flávio Dino de reafirmar seu apoio a Carlos Brandão. A grande maioria dos dirigentes partidários preferiu seguir o governador e o projeto de dar continuidade a gestão que conseguiu avanços significativos e que teve no vice-governador um dos seus principais colaboradores.
O presidente nacional do PP, deputado federal André Fufuca, o provável futuro presidente do PSL, deputado federal Pedro Lucas Fernandes e até o ex-prefeito de Codó, Francisco Nagib (PDT), que eram considerados aliados desertaram. Os dois parlamentares estão muitos próximos de declarar apoio a Brandão, enquanto o ex-prefeito e atual diretor do DETRAN-MA já mudou de palanque e declarou apoio a Brandão.
Foram perdas consideráveis, reduziram ainda mais o arco de apoio político à candidatura pedetista, porém, a declaração do PT a favor de Brandão governador, Flávio Dino senador e garantia da presença do ex-presidente Lula no palanque foi uma espécie de tiro de misericórdia, reduziu a base política do senador ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), a senadora Eliziane Gama (Cidadania) e aos deputados federais Cleber Verde e Juscelino Filho, muito pouco para quem pretendia se impor como candidato a governsdor.
Para evitar um prejuízo ainda maior, o pedetista ao conversar com o governador na tarde de ontem, quando comunicou a decisão de manter a pré-candidatura, declarou apoio a Dino ao Senado, mas o gesto foi visto nos bastidores da sucessão como a forma dele tentar se livrar da fama de traidor, a mesma que levou Roberto Rocha (sem partido) ao isolamento ao virar as costas para quem lhe deu o mandato de senador.