O senador do PDT e pré-candidato ao governo do Maranhão, Weverton Rocha, sem o apoio do governador Flávio Dino (PSB), que reafirmou hoje seu compromisso com Carlos Brandão (está se filiando ao PSB), começa perder aliados, até os considerados mais próximos estão pulando fora antes da barca afundar.
Ao vê o governador reafirmar seu apoio a Brandão, o pedetista convocou seus aliados políticos a comparecer a sede do PDT para acompanhar a entrevista coletiva em que confirmou a manutenção de sua pré-candidatura e falar do encontro que teve com o governador na tarde desta segunda-feira onde explicou os motivos que o levaram a manter seu projeto.
O que se viu e chamou atenção na coletiva do pré-candidato foi a escassez de lideranças políticas na sede ao PDT. Somente apareceram a senadora Eliziane Gama (Cidadania), o presidente da Assembleia Legislativa Othelino Neto (PCdoB) e o deputado federal Juscelino Filho (DEM), sendo que, com exceção de Juscelino, os demais pertencem a partidos da base do governo
Os deputados federais André Fufuca, presidente nacional do PP, e Pedro Lucas (PTB, mas de mudança para o PSL), outrora considerado aliado de primeira hora sequer acompanharam o que está sendo considerado o rompimento do senador com o grupo do governador Flávio Dino. Fufuca e Pedro Lucas, conforme tomou conhecimento o blog, deverão acompanhar o candidato do governador.
O ex-prefeito de Codó e atual diretor do DETRAN do Maranhão, Francisco Nagib, antes mesmo da coletiva de Weverton Rocha, declarou apoio à pré-candidatura de Carlos Brandão ao Governo do Maranhão. Nagib era considerado um aliado de primeira hora e representa mais um baque na enfraquecida pré-candidatura do senador.
Mas a pior notícia para o Weverton foi a decisão do PT anunciar apoio à candidatura de Brandão ao Governo do Estado e por fim a especulações sobre uma suposta preferência do partido pelo representante do PDT,
Foi um dia complicado para “meu preto”, que viu seu projeto pessoal esvaziar de uma hora para outra e seu foguete pifar logo na partida.
Presidente estadual do PT, Francimar Melo, disse através das redes sociais que o partido vai apoiar as candidatura do governador Flávio Dino para o Senado e Carlos Brandão para governador do Maranhão.
“Considerando a maioria das forças que compõem a Direção Estadual e de acordo com o@ptbrasil, a nossa decisão será apoiar o governador @Flavio Dino para o Senado, e também a candidatura de @carlosbrandaoma ao governo, onde pleitearemos a vaga de vice”, disse o dirigente petista.
A posição da direção do partido o no Maranhão põe fim a tentativa do pré-candidato do PDT se apropriar da imagem do ex-presidente Lula e se apresentar como se fosse o escolhido do PT para o Governo do Estado, algo que seus aliados na blogosfera tentam passar para a população.
A decisão do PT, segundo informou Francimar, “será consolidada no encontro de tática do partido, bem como no Diretório Nacional”.

Dirigentes dos partidos que integram a aliança que dá sustentação a administração estadual voltam a reunir nesta segunda-feira (31), às 18h, para definir o candidato a governador do grupo liderado por Flávio Dino (PSB). Após o termino do prazo estipulado na reunião do dia 29 de novembro de 2021 para que os partidos debatessem internamente a possibilidade de construir a maior unidade possível, o grupo chega para a decisão final sem o consenso almejado.
O vice-governador Carlos Brandão (PSDB, mas caminho do PSB) e o senador Weverton Rocha (PDT) chegam para o encontro em posições opostas e sem dar o menor sinal de que pretendam abrir mão de suas posições.
Brandão já é considerado nos bastidores da sucessão o candidato que representará o grupo dinista na sucessão estadual. Conta com o apoio de Flávio Dino, da maioria dos partidos da aliança, mais da metade dos deputados estaduais, a grande maioria da Câmara Municipal de São Luís e deve ter Lula em seu palanque com a concretização da aliança PSB/PT.
Ontem o vice-governador promoveu um jantar para dirigentes do PT e teria ficado muito satisfeito com o teor das conversações e da aproximação com os dirigentes petistas. O PSB, que deve receber a filiação de Brandão nos próximos dias, está muito próximo de consolidar aliança nacional com o PT e deve indicar o vice de Lula.
Brandão conseguiu ainda nos últimos dias avançar no campo adversários e trazer para seu palanque o PP do deputado federal André Fufuca e declaração de apoio do deputado federal Pedro Lucas Fernandes que deve assumir a direção do União Brasil, legenda que surgirá da fusão do DEM com o PSL
Já Weverton, embora tenha feito uma pré-campanha estrondosa, mostrando força econômica e política, chegou na reta final com seu movimento “Maranhão Mais Feliz” sem força para reverter a desvantagem. Comentam nos bastidores que até a senadora Eliziane já estaria pensando em fazer o caminho de volta e abraçar o candidato do governador.
Diante do quadro totalmente favorável a Brandão, existe a expectativa quanto ao comparecimento ou não do senador do PDT ao encontro. Fontes envolvidas no processo sucessório consideram a possibilidade dele não comparecer diante de suas afirmações de que seu projeto não tem recuo.
É bom lembrar que essa reunião de hoje vai bater o martelo apenas sobre o candidato a governador. As questões relacionadas ao vice e aos dois suplentes ficarão para depois, provavelmente só será decido na reta final das convenções. Se até lá o PDT desistir da aventura, terá preferência na indicação do vice e o PT apresentará o primeiro suplente de senador.
Diante do nível em se encontra a disputa, um time de “bombeiros” ainda tenta convencer o senador pedetista se reagrupar e vai tentar até o último momento manter a unidade, mas como ele tem se mostrado irredutível em sua postulação, o racha não está descartável.
A medida que o tempo vai passado e a poeira baixando, começam surgir evidências de que houve uma forte articulação interna no PT para derrubar o presidente Augusto Lobato e colocar em seu lugar o terceiro colocado no PED (Processo de Eleição Direta) do partido, Francimar Melo, 45 dias antes do encerramento do mandato que seria concluído em 15 de fevereiro.
Lobato foi vítima da armação de setores petista incomodados com sua posição favorável à pré-candidatura de Carlos Brandão e sua determinação da defender na reunião de dirigentes partidários dia 31 próximo (segunda-feira) o apoio do PT a aliança com o candidato do governador Flávio Dino (PSB).
Houve, na verdade, uma conspiração para tirar Augusto Lobato da presidência do PT 45 dias antes do Acordo combinado pela Direção Nacional, com o objetivo dele não participar da reunião onde será confirmada a posição do governador em ter Carlos Brandão (a caminho do PSB) como candidato a sua própria sucessão.
Lobato foi o primeiro presidente de partido a declarar publicamente apoio a posição do governador no aval a Brandão.
Agora o atual presidente Francimar Melo está ‘titubiando’. Não bastasse suas declarações vacilantes nas entrevistas concedidas em rádios e tv’s, agora anda dizendo que só “fecha” com Brandão se o vice for Felipe Camarão e não mais o deputado estadual Zé Inácio (PT) e muito menos o deputado federal Zé Carlos (PT).
O documento interno (minuta) acerca da situação do Diretório Municipal de Bacabal, que o blog teve acesso, atesta que não era hora de processar o rodízio de presidentes.Em protesto, Lobato se ausentou de todas as reunião do partido e segundo apurou o blog somente voltará as atividades partidária após 15 de fevereiro, quando encerraria seu mandato. Veja abaixo o que diz a minuta.
No PT, pau que dá em Chico, não dá em Francisco?
O secretário de Indústria, Comércio e Energia, ex-deputado federal Simplício Araújo, pré-candidato ao Governo do Estado, em contato com o titular desse blog na note desta sexta-feira (28) rebateu comentários sobre falta de apoio dos partidos ao seu projeto de governar o Maranhão e a firmou que se não se não tivesse incentivo e apoio de parte da população, de entidades e, principalmente do seu partido, o Solidariedade, jamais entraria em qualquer disputa eleitoral. Simplício adiantou que vai à reunião dos partidos na próxima segunda-feira (31) reafirmar seu apoio à candidatura do Flávio Dino ao Senado e que se manterá firme na corrida ao Palácio dos Leões.
“Se estou entrando (na disputa) é porque tenho esses apoios. E eu acredito que existem pessoas que estão desinformadas. No dia primeiro de janeiro de 2021 eu publiquei no Blog do John Cutrim informando que a quantidade de partidos nesta eleição vai ser muito pequena. Tem muita gente ai falando que tem treze partidos, dose partidos, dez partidos e eu disse que apenas dez partidos, no máximo, vão participar da eleição aqui no Estado, então se dez partidos vão participar e nós somos cinco pré-candidatos, cada candidato vai ter de um a dois partidos e para ser candidato a governador só precisa de um partido e eu tenho um partido, eu até costumo dizer que meu partido hoje é três vezes maior que o partido do governador Flávio Fino quando ele foi candidato em 2014”, observou o secretário.
Simplício argumentou que tem apoio da executiva estadual, da executiva nacional e não está, segundo ele, desesperado atrás de partido. “Eu ajudei fundar o Solidariedade, então tenho toda a segurança do partido para disputar a eleição no Maranhão. Essa questão de quantos partidos vão está com o Solidariedade só se resolve em julho, ninguém resolve isso agora, agora a gente tem que ter conversa é sobre o que o Maranhão precisa. Eu não estou preocupado em garantir apoio dos deputados estaduais, dos deputados federais ou dos partidos, pois cada deputado estadual ou candidato a deputado estadual está preocupado é com sua própria eleição , cada deputado federal está preocupado é com sua própria eleição e os partidos estão preocupado agora é com a vida pois não vai ser fácil participar dessa eleição, as regras mudaram”, adverte.
Sem citar nome, Araújo disse que tem deputado federal que teve mais de 120 mil votos na eleição passada e que está desesperado porque não vai conseguir fazer a nominata do partido, então ele não precisa ficar preocupado e que ninguém precisa se preocupar agora com partido. “Eu acredito que cada candidato deve ter no máximo dois ou três partidos porque não vai ser fácil montar a nominata. Eu não estou preocupado com partido agora, minha preocupação agora é discutir com a sociedade a geração de empregos que o Maranhão precisa, o desenvolvimento que o Maranhão precisa, colocar uma dinâmica nova e parar com essa besteira de contar prefeito como se fosse cabeça de gado, de contar vereador como se fosse cabeça de bode, nós precisamos agora é ter um plano para gerar empregos e renda”.
Simplício Araújo disse ainda que tem preocupação zero com a questão de ter lideranças de destaque apoiando sua candidatura, de partidos que estão pedido contrapartida para apoiar candidatos e que sua preocupação é com o povo do Maranhão.
”Quero agora despertar a simpatia, a parceria, o apoio do Maranhão ao meu projeto. Eu quero levar essa mensagem e debater abertamente, não quero debater com partido porque partido quer espaço no governo, eu quero primeiro ter um plano para depois saber se esse partido pode ter espaço, não quero debater agora com deputado, deputado quer se eleger para ir para o legislativo e eu quero comandar o Executivo, então o deputado que entender que o plano que eu estou mandando é um plano bom para o Maranhão, então com toda certeza ele vai está do lado do povo e vai me apoiar. Agora se o deputado quiser apoio meu em troca disso ou daquilo, eu lamento, mas ele não vai ter, ele pode ter o apoio da minha pessoa como candidato, do meu apoio como governador do Maranhão caso ele entenda que nós estamos com um projeto adequado, um projeto correto para que nós possamos melhores nossos indicadores”.
O deputado Márcio Honaiser entregou o cargo de secretário de Desenvolvimento Social (Sedes), mas o PDT, pelo menos por enquanto, continuará comandando a Pasta com a advogada Larissa Abdalla, atual adjunta e estreitamente ligada ao senador Weverton Rocha. Por enquanto houve penas uma troca de nomes, embora exista a expectativa sobre a entrega dos cargos que o partido ocupa no governo a partir da semana que vem.
Honaiser surpreendeu ao protocolar nesta quinta-feira (27) seu pedido de exoneração do cargo e logo começaram as especulações sobre a possível debandada do partido do governo antes mesmo da batida do martelo sobre candidatura do vice-governador Carlos Brandão para representar o grupo governista na sucessão estadual.
Pelo teor das declarações do deputado num vídeo postado no Youtube, sua saída da secretaria nada tem haver com mudança de postura em relação ao governo e sim pela necessidade de ocupar cargos nas comissões permanentes da Casa.
“Estamos encerrando janeiro com uma notícia importante: na próxima semana, dia 02, retorno à Assembleia Legislativa, para dar continuidade ao trabalho como deputado estadual, que antes estava realizando simultaneamente com o trabalho como secretário da SEDES, para participar das comissões e acompanhar o ano legislativo desde o início. Fico muito feliz de termos conseguido fazer tanto pelos maranhenses e desejo toda sorte e sucesso à minha amiga Larissa Abdalla, que assume a secretaria. Em breve, darei mais um grande passo, já que sou pré-candidato a deputado federal”, disse Márcio.
Nesta manhã se sexta-feira, em entrevista ao Imirante, ao ser questionado se haveria mudança de postura do PDT em relação ao governo, o agora ex-secretário foi objetivo: “neste primeiro momento, eu acredito que não haverá mudança de postura porque todos nós somos participantes desse governo”. O deputado disse ainda acreditar que haverá entendimento.
Apesar da declaração muito polida do deputado em sua despedida da SEDES, é público notório o desgaste do partido na relação com o governador por conta da escolha de Carlos Brandão para representar o grupo na na corrida ao Palácio dos Leões. Existe fortes sinais que haverá ruptura, mas nada deve acontecer antes da desincompatibilização de Flávio Dino.
A reunião do grupo liderado pelo governador Flávio Dino convocada para a próxima segunda-feira (31) poderá definir os rumos que os dois candidatos preterido, Weverton Rocha (PDT) e Simplício Araújo (SD), irão tomar, pois todo o movimento nos bastidores da sucessão indicam que o vice-governador Carlos Brandão sairá do encontro confirmado como o candidato do grupo.
Secretário de Indústria e Comércio, Simplício lançou e mantém sua pré-candidatura ao governo do estado desde a primeira reunião do grupo governista ano passado para tratar da questão sucessão, mas parece que os demais partidos que integram a aliança não deram muita importância ao projeto ou simplesmente ignoraram a pretensão.
Político da nova geração, bastante articulado nacionalmente com seu partido, do qual recebeu carta branca para levar adiante sua candidatura, Simplício, me arisco a dizer, neste momento tem chance zero de ser alçado à condição de candidato do grupo liderado por Flávio Dino.
O secretário tem se movimentado bastante, apresenta como carro chefe de sua pré-campanha a necessidade de um plano diretor para o estado e atração de empreendimentos que possibilitem a geração de emprego e renda para a população, porém não recebeu, até agora, manifestação de apoio de um único partido que integra a aliança governista.
Com a disputa interna polarizada entre o vice-governador Carlos Brandão, que está a caminho do PSB, e o senador Weverton Rocha (PDT), sobrou quase que nenhum espaço para Simplício almejar o apoio do grupo, principalmente após o governador manifestar seu apoio a Brandão.
Ainda que tenha bons propósitos e credenciais para concorrer ao Palácio dos Leões, Araújo, por conta da conjuntura atual e do compromisso de Flávio com seu vice, se quiser participar da corrida aos Leões, tem o apoio total do seu partido, mas dificilmente terá ao seu lado alguma legenda da base de sustentação do governo.
A posição do secretário deve ficar explícita após o encontro de segunda-feira quando, ao que tudo indica, a maioria do grupo deverá confirmar o nome de Carlos Brandão. Restará saber se ele segue com a candidatura até a convenção do Solidariedade ou se alinha com à posição de Dino. Pelo que se tem observado, o nome de Simplício sequer está sendo levado em consideração.
Já o senador Weverton Rocha tem chamado atenção pela indiretas ao governador e ameaças de rompimento disparadas em redes sociais. O parlamentar quer mudar as regaras com o jogo com a partida em andamento, não aceita a indicação do governador e quer se impor como candidato de um grupo onde é minoria. Como tudo indica que Brandão sairá do encontro com sua candidatura confirmada, o pedetista pode abrir dissidência e provocar racha.
Ao contrário de Simplício, que independente da declaração do governador de apoio a Brandão jamais ameaçou rompimento e segue defendendo suas ideias, o senador do PDT tem feito todo tipo de manobra para atrapalhar as articulações do governador para ter o PT e outras legendas no palanque de sua coligação e vem se comportando de forma arrogante.
Como faltam apenas três dias para o novo encontro de dirigentes partidários, é aguardar para conferir se as ameaças feitas pelo senador em redes sociais se concretizarão, pois pela movimentação nos bastidores da sucessão, ele perdeu a batalha interna no grupo.