São fortes os indicativos de que o senador Weverton Rocha se vendeu ao bolsonsrismo e vai estar a serviço da direita nas eleições de outubro próximo. Após tentar e não conseguir se viabilizar como candidato do grupo liderado pelo ex-governador Flávio Dino, que optou por Carlos Brandão (PSB), o pedetista vem dando sinais cada vez mais evidentes de alinhamento com governo do miliciano Jair Bolsonaro (PL).
Como se não bastasse o “não quero nem saber que será o próximo presidente”, renegar o pré-candidato do seu partido, Ciro Gomes, rasgar a bandeira da educação do PDT ao retirar sua assinatura da CPI do MEC impedindo a investigação sobre corrupção no Ministério da Educação a pedido do Palácio do Planalto, Weverton está cada vez mais próximo de um acordo com o senador Roberto Rocha (PTB), bolsonarista assumido, que deve tentar a reeleição.
Eleito por conta do esforço pessoal do então governador Flávio Dino (PSB) em 2018, o pedetista, que tentou se impor como candidato do grupo dinista com o argumento de que sempre esteve no campo popular democrático, deu um verdadeiro “cavalo de pau”, agora faz o jogo da direita e deve fechar acordo com o PTB do ex-deputado criminoso Roberto Jefferson, preso por tentar contra a democracia e estimular violência contra ministros do STF (Supremo Tribunal Federal).
Ao anunciar seu rompimento com o grupo de Flávio Dino e afirmar que não votará no ex-governador para o Senado, Weverton segue a cartilha do governo federal, se une ao bolsonarista Roberto Rocha, mas acaba dando um tiro no pé, pois afasta definitivamente aqueles que imaginavam ser sincera sua admiração por Lula e ainda veste saia justa na meia dúzia de petistas que declararam apoio à sua pré-candidatura.
Sem espaço no palanque que reúne partidos de esquerda, centro esquerda e centro que terá Lula (presidente), Carlos Brandão (governador) e Flávio Dino (senador), Weverton anunciou rompimento com Dino, disse que não mais votará nele para senador. A decisão, curiosamente, ocorreu após o Congresso Nacional do PSB quando Lula, Dino, Brandão e Alckmin deram sinais de perfeita sintonia e consolidação da aliança.
Diante da realidade dos fatos, finalmente o senador do PDT se convenceu de que nada adiantou tentar colar sua imagem indevidamente a Lula e Flávio Dino no início da pré-campanha, pois a aliança PSB/PT está consolidada, tem chapa completa e que ele deve assumir de vez seus conchavos com a direita e se abraçar com Roberto, que a exemplo dele carrega a pecha de traidor no Maranhão.
Esvaziado, pelo resultado da última pesquisa do Escutec, sua presença o segundo turno está bastante ameaçada, pois no cenário estimulado, aparece apenas com oito pontos à frente do ex-prefeito de São Luís Edivaldo Holanda Junior (PSD) e nove de Lahésio Bonfim (PSC), sendo que este último deve disputar com ele o eleitorado bolsonarista no estado.
E a campanha ainda nem começou para valer.
A nova pesquisa Escutec de intenção de voto para o governo do Maranhão confirma a liderança do governador Carlos Brandão (PSB) na corrida eleitoral no estado. O socialista também vence em todos cenários de segundo turno.
Em cenário espontâneo, Brandão é citado por 11% dos eleitores. O socialista é seguido por Weverton (PDT) com 9%, Lahesio Bonfim (PSC) com 6%, Edivaldo Júnior (PSD) com 4% e Roberto Rocha (PTB) com 3%. Outros nomes como o ex-governador Flávio Dino (PSB) e a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) também chegaram a ser citados por 1% dos ouvidos.
Já em cenário estimulado com a apresentação de nove nomes de pré-candidatos ao governo, Brandão aparece com 24% sendo seguido por Weverton Rocha com 20% e Edivaldo Júnior com 12%. Lahesio Bonfim aparece com 11%, Roberto Rocha tem 8%, Josimar de Maranhãozinho (PL) aparece com 3% e Simplício Araújo (SD) com 2%. Enilton Rodrigues do PSOL foi citado por 1% dos entrevistados e Hertz Dias (PSTU) não pontuou.
Em outro cenário estimulado com seis pré-candidatos, Carlos Brandão tem 25%, Weverton Rocha, 21%, Lahesio Bonfim, 13% e Edivaldo Júnior, 12%. Roberto Rocha vem em seguida com 9% e Simplício Araújo com 2%.
Já com cinco nomes apresentados, Brandão chega a 26%. Em segundo vem Weverton Rocha com 23% que é seguido por Edivaldo Júnior com 15% e Lahesio Bonfim com 14%. Simplício Araújo aparece com 3%.
Segundo turno – Nesta edição, o levantamento Escutec traz cenários de segundo turno. Entre eles está a disputa entre Carlos Brandão e Weverton Rocha. Neste cenário, Brandão aparece com 39% contra 34% de Weverton. Brancos e nulos somam 12%e não sabe ou não respondeu, 15%.
Se a disputa de segundo turno fosse entre Carlos Brandão e Edivaldo Júnior, o governador seria reeleito com 39% contra 23% do pré-candidato do PSD.
Já se a disputa fosse entre Carlos Brandão e Lahesio Bonfim, o socialista teria 42% contra 25% do adversário do PSC.
Em outros cenários sem Brandão no segundo turno, o senador Weverton Rocha teria 35% dos votos se o seu adversário fosse Edivaldo Júnior, que aparece com 24%.
Já se a disputa ocorresse entre Weverton e Lahesio Bonfim, o pedetista seria eleito com 37% contra 22% do ex-prefeito de São Pedro dos Crentes.
Rejeição – Assim como nas pesquisas anteriores, o deputado Josimar de Maranhãozinho é o que tem a maior rejeição: 24%. O senador Roberto Rocha vem em seguida com 21% e Weverton com 15%. Carlos Brandão tem 13% de rejeição e Edivaldo Júnior, 11%.
A pesquisa Escutec tem o registro MA 02565/2022. Durante o período de 26 a 30 de abril foram entrevistadas 2 mil pessoas em 73 municípios. A margem de erro é de 2,19% para mais ou para menos e com grau de confiança de 95%.
Com informações de O Imirante
A sétima edição do programa ‘Assembleia em Ação’, realizada nesta sexta-feira (29), em Paulino Neves, foi considerada produtiva pelos deputados estaduais que marcaram presença no evento. A plenária reuniu lideranças políticas e comunitárias da região dos Lençóis Maranhenses com o objetivo de dialogar com a classe política e escutar as demandas dos municípios envolvidos, principalmente relativas à melhoria do potencial turístico e econômico local.
Prestigiaram o evento os deputados estaduais Marco Aurélio (PCdoB), Zé Inácio (PT), Ricardo Rios (PCdoB), Wellington do Curso (PSC), Wendel Lages (PV), Ariston Ribeiro (PSB), Socorro Waquim (PP) e Betel Gomes (MDB).
O programa itinerante da Assembleia Legislativa do Maranhão, conduzido pelo presidente da Casa, deputado Othelino Neto (PCdoB), tem como principal objetivo o intercâmbio de conhecimento entre o Poder Legislativo estadual e as Câmaras Municipais, além de aproximar cada vez mais o Parlamento da sociedade.
Os deputados destacaram que o programa itinerante da Alema é um importante instrumento para que os prefeitos, vereadores e demais lideranças das diversas regiões do estado possam conhecer os trabalhos dos deputados estaduais e, também, obter mais informações sobre os processos legislativos e eleitorais.
O deputado Marco Aurélio falou da satisfação de participar de mais uma edição do ‘Assembleia em Ação’. Ele também enfatizou que o evento é uma oportunidade para os parlamentares dialogarem com a classe política e com os representantes de diversos municípios maranhenses. “É um momento muito importante, no qual cada um de nós pode conhecer melhor a realidade local e ter contato mais próximo com as regiões que não temos uma presença constante”, disse.
Itinerante – O deputado Ricardo Rios parabenizou o presidente Othelino Neto pela iniciativa e afirmou que tem participado de todos os eventos do ‘Assembleia em Ação’. “Temos percorrido várias regiões do nosso estado com o programa itinerante da Assembleia Legislativa. A ação tem nos servido para estarmos em contato com gestores e com a população de várias cidades maranhenses. Tenho certeza de que esse evento realizado em Paulino Neves trará grandes benefícios para a região dos Lençóis Maranhenses”, afirmou o parlamentar.
Já o deputado Ariston Ribeiro destacou que o ‘Assembleia em Ação’ foi a maneira que o presidente Othelino encontrou para levar o Poder Legislativo estadual para mais perto da população. “Sem dúvida, é uma estratégia muita positiva de troca de informações entre a classe política e a sociedade”, frisou.
Potencial – O grande potencial turístico e a geração de emprego e renda na região dos Lençóis Maranhenses foram destacados pelo deputado Wellington do Curso, autor do requerimento que solicitou a realização do encontro em Paulino Neves. O parlamentar também enalteceu a iniciativa. “O evento foi uma grande oportunidade para conhecermos melhor a realidade dessa região belíssima e, a partir daí, unirmos esforços visando contribuir ainda mais com o seu desenvolvimento”, disse.
O deputado Wendel Lages destacou a importância do diálogo com os prefeitos, vereadores e a população por meio do programa itinerante da Alema. “A Assembleia Legislativa cumpre um importante papel em promover o diálogo com as comunidades e conhecer melhor as demandas dos municípios. Eu considero o programa de suma importância porque é uma maneira construtiva de discutir políticas públicas em benefício da população”, afirmou.
Zé Inácio disse que é importante manter o diálogo com os gestores municipais e incrementar políticas públicas em prol das cidades. “O ‘Assembleia em Ação’ é uma importante ferramenta para dialogarmos e conhecer os anseios dos prefeitos, vereadores e da população”, pontuou.
Encontros – De acordo com a deputada Socorro Waquim, o ‘Assembleia em Ação’ é uma oportunidade que os deputados estaduais têm para conhecer e dialogar com os prefeitos, vereadores e a população das mais diversas regiões do estado. “A troca de experiência que a Assembleia Legislativa promove com esses encontros só traz benefícios à população. Estou muito feliz de estar participando desse importante momento com os prefeitos, vereadores e com o povo da região dos Lençóis Maranhenses”, afirmou.
A deputada Betel Gomes disse que o evento traz inúmeros benefícios às comunidades envolvidas. “Com o programa itinerante, nós temos a oportunidade de conhecer melhor as necessidades das regiões e de nos aproximarmos ainda mais da população. Tenho certeza de que esse encontro aqui, em Paulino Neves, trará resultados muito proveitosos para a região dos Lençóis”, salientou.
O sobrenome Rocha se tornou sinônimo de traição na política do Maranhão. E pelo mesmo motivo. Os senadores Weverton e Roberto, eleitos graças a força eleitoral de Flávio Dino, traíram o ex-governador.
O primeiro deles foi Roberto Rocha. Eleito senador em 2014, ele não demorou nem um ano para romper com Dino, eleito governador no mesmo ano. Até hoje se especula sobre o motivo da traição. Mas a candidatura de RR ao governo em 2018 diz muito sobre.
Já Weverton Rocha também usou Flávio Dino como trampolim para o Senado. Após 2018, ele traiu o grupo de Dino nas eleições de 2020, e agora se posiciona como pré-candidato ao governo contra o grupo que o elegeu há 4 anos, que escolheu Carlos Brandão.
O destino se encarregou de colocar os dois traidores juntos. E a chapa Weverton/Roberto é cada vez mais real. A coincidência? Além do sobrenome Rocha, ambos traíram Flávio Dino.
E, no Maranhão, Rocha virou sinônimo de traição.
247 – Após todo o imbróglio envolvendo a condenação do deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ) pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e o posterior indulto dado por Jair Bolsonaro (PL) ao parlamentar, o ministro do Supremo Alexandre de Moraes, em palestra para estudantes em uma universidade de São Paulo na manhã desta sexta-feira (29), afirmou que “liberdade de expressão não é liberdade de agressão”. Ele não mencionou o deputado.
“Não é possível defender volta de um ato institucional número cinco, o AI-5, que garantia tortura de pessoas, morte de pessoas. O fechamento do Congresso, do poder Judiciário. Ora, nós não estamos em uma selva. Liberdade de expressão não é liberdade de agressão”, declarou.
O STF condenou Silveira a cumprir 8 anos e 9 meses de prisão por defender o fechamento da Corte e por fazer apologia ao Ato Institucional número 5º, medida mais grave da ditadura militar. Após a graça concedida por Bolsonaro e muita discussão sobre o caso, o mais provável é que o deputado não perca o mandato e nem seja preso, mas que permaneça inelegível.
“Não é possível conviver, não podemos tolerar discurso de ódio, ataques à democracia, a corrosão da democracia. A pessoa que prega racismo, homofobia, machismo, fim das instituições democráticas falar que está usando sua liberdade de expressão . (…) Se você tem coragem de exercer sua liberdade de expressão não como um direito fundamental mas, sim, como escudo protetivo para prática de atividades ilícitas, se você tem coragem de fazer isso, tem que ter coragem também de aceitar responsabilização penal e civil”, acrescentou o ministro.
Moraes também falou sobre desinformação e negou que encerrará o inquérito das Fake News – que tem Bolsonaro como um dos investigados e apura notícias fraudulentas, ofensas e ameaças a ministros do Supremo. Segundo Moraes, as investigações estão “chegando em todos os financiadores”. “Desinformação não é ingênua, é criminosa. Ela tem finalidade. Para uns é só enriquecimento, para outros é tomada de poder sem controle. Então, nós, que vivemos do direito, que defendemos a democracia, nós temos que combater a desinformação”.
O ministro citou a eleição de 2018, quando Bolsonaro usou de fake news para conquistar votos, para expressar preocupação em relação ao pleito neste ano. “A verdade é que ninguém esperava isso, ninguém estava preparado. Como disse, o maior erro é subestimar e ficar repetindo ‘só falam para as bolhas’, ‘ah, quem tem cabeça olha, sabe que a notícia é falsa’. Não é verdade isso, é tudo direcionado por algoritmos”.
O presidente estadual do PSOL e pré-candidato ao governo do estado, Enilton Rodrgigues, vai defender na conferência nacional eleitoral do partido que acontece neste sábado (30), em São Paulo, apoio à candidatura do ex-presidente Lula logo no primeiro turno.
A conferência vai aprovar a tática eleitoral do PSOL para eleições de 2022, e a posição de apoio ao presidente Lula deve ser a vencedora. Esta decisão vai fazer com que Lula tenha mais um palanque de governador no Maranhão, o de Enilton Rodrigues, que vai se somar a de Carlos Brandão (PSB), de forma oficial. Assim o PSOL deve se juntar a PSB, PT e PCdoB na coordenação estadual da campanha de Lula. Também estará presente na conferência a pré-candidata a senadora Antônia Cariongo.
“Data muito importante para o PSOL e fico muito feliz poder estar presente neste momento histórico. Sou um dos vários dirigentes e filiados do PSOL que, como Juliano Medeiros, presidente nacional do partido, Guilherme Boulos, pré candidato a deputado federal (SP), Edmilson Rodrigues, prefeito de Belém-PA, Ivan Valente, deputado federal (SP) apoiam a tese de apoio ao Lula já no primeiro turno” cita Enilton Rodrigues.
A pré-candidatura ao governo do deputado federal Josimar de Maranhãozinho, após as operações da Polícia Federal e do pedido da justiça para a cassação do seu mandato, subir no telhado, praticamente levou para o espaço a pretensão do parlamentar bolsonarista participar da corrida ao Palácio dos Leões.
Integrante da lista encaminhada pela Justiça à Câmara Federal e que já está em poder do Conselho de Ética da Casa, onde será analisado e emitido parecer, Maranhãozinho corre sério risco de perder o mandato, integrar a relação dos ficha suja e ficar impedido de participar da eleição de outubro próximo.
Parlamentar polêmico, alvos de investigação da Polícia da Polícia Federal por suposto desvio de verbas públicas destinadas à saúde pública dos municípios, Josimar é suspeito de comandar de comandar organização criminosa especializada em desviar emendas parlamentares e lavagem de dinheiro.
Ainda não existe prazo para o Conselho de Ética da Câmara apreciar o pedido de cassação do mandato e emitir o parecer que será levado a plenário, mas as acusações que existe contra o parlamentar são gravíssimas e tudo indica que sua situação é complicada. A PF reuniu provas robustas que servirão e base para o parecer.
Embora Josimar tenha surgido como fenômeno eleitoral, campeão de votos logo na primeira eleição para deputado federal, em 2018, a classe política sempre manteve desconfiança sobre a origem de seu patrimônio e era comum se ouvir falar nas rodas de conversas políticas, após sua eleição para a Câmara Federal, sobre compra de emendas por parte do parlamentar, denúncia alvo de investigação da PF.
Maranhãozinho, que pertence ao mesmo partido de Jair Bolsonaro, é acusado de comandar um esquema de desvio de dinheiro destinado à saúde e educação e foi flagrado pela Polícia Federal distribuindo maços de dinheiro de origem duvidosa em seu escritório em São Luís, estaria perto de firmar aliança com o também senador bolsonarista Roberto Rocha (PTB).