O quase ex-senador Roberto Rocha (PTB), após a surra que levou nas urnas do ex-governador Flávio Dino (PSB) tenta encontrar justificativa para sua derrota e do aliado Edilázio Júnior (PSD), parlamentar que não conseguiu renovar o mandato, apesar dos 71.186 votos recebidos na eleição de 2 de outubro.
Roberto Rocha recorreu às redes sociais para tentar explicar o fracasso seu e do aliado Edilázio, que traiu o candidato a governador do seu partido, Edivaldo Holanda Junior e fez campanha na reta final da eleição no primeiro turno para o candidato Weverton Rocha (PDT), terceiro colocado na disputa.
“Lamentável a não reeleição de Edilazio, uma das maiores perdas nas eleições para deputado federal. Homem sério e grande representante do povo maranhense. Perdeu quando acreditou no candidato a governador do seu partido. Se tivesse coligado com qualquer outro, estaria reeleito”, disse Roberto Rocha em sua página no Twitter.
Mais uma vez o senador que encerra o mandato dia 31 de dezembro falta com a verdade. Edivaldo não foi responsável pela derrota de Edilázio, simplesmente o PSD só teve votos para eleger um deputado federal e Josivaldo JP, que poucos acreditavam na reeleição, teve mais votos e renovou o mandato, nada a ver com Edivaldo.
Edilázio pagou o preço da traição. Na condição de presidente do PSD levou o partido para coligar com Roberto Rocha sem combinar o candidato a governador Edivaldo, que havia colocado como condição para disputar a eleição pela legenda não lançar candidato ao Senado para focar apenas na eleição de governador. O deputado passou por cima desse compromisso e levou a legenda para rol de apoiadores da tentativa de reeleição do senador do PTB.
Edilázio deveria saber que a população não costuma ser complacente com traidores, bastava ver o exemplo do próprio senador, que após trair quem lhe ajudou chegar ao Senado se atirou nos braços do maior inimigo do Maranhão, o genocida Bolsonaro, e amarga hoje o isolamento.
O senador eleito Flávio Dino (PSB), ex-governador do Maranhão reagiu à fala preconceituosa do presidente Jair Bolsonaro contra o povo nordestino para justificar a acachapante derrota para o ex-presidente Lula na região.
Bolsonaro, o analfabetismo para tentar explicar o desempenho pífio nos estados nordestinos, ou seja, chamou os conterrâneos de Lula de analfabeto, atribuindo a nossa suposta ignorância ao seu fracasso nas urnas.
“Infelizmente o presidente da República mais uma vez estimulou preconceito contra o Nordeste. Isso não é postura de uma líder de nossa Nação. Nós aqui no Nordeste votamos de modo consciente, reconhecendo quem de fato investiu em infraestrutura, obras, em políticas sociais, melhoria das condições de vida no nosso povo”, observou o senador eleito.
Em vídeo publicado em sua rede social, Dino falas das obras realizadas por Lula e questiona: “E Bolsonaro, o que fez nesses anos todos? Qual a grande obra que ele começou? Não vale ter terminado obras como a transposição do Rio São Francisco que já estavam quase no final, começadas exatamente que foram pelo presidente Lula”.
O ex-governador so Maranhão disse ainda que “Bolsonaro virou as costas para o Nordeste durante todo seu mandato. Lembremos que quando houve o vazamento de óleo nas praias do Nordeste, atingindo o meio ambiente e a economia da região, o que Bolsonaro fez? Lembremos que quando houve a enchente na Bahia, com danos materiais, perdas de vidas humanas Bolsonaro estava de férias, andando de jet ski numa praia paradisíaca”.
Bolsonaro tenha respeito, Bolsonaro tenha calma, a campanha está acabando e seu governo também. Pessoal, viva o Nordeste, viva o Brasil”.
Apontado como um dos nomes da chapa federal do MDB que poderia elevar o percentual de votos e ajudar, juntamente com a ex-governadora Roseana Sarney, a forma uma bancada robusta na Câmara dos Deputados, o empresário Edinho Lobão foi um dos grandes fiascos da eleição proporcional concluída no domingo (2).
Com um pouco mais 17 mil votos, Edinho Lobão foi a grande decepção para quem esperava dele uma melhor performance para, pelo menos, brigar por uma das 18 cadeiras em disputa. Pelo volume da campanha do candidato imagina-se que estaria bem junto ao eleitorado, porém, a realidade das urnas foi cruel para empresário que afundou junto com o prestígio das famílias Sarney/Murad/Lobão.
Se pretendia ficar o pé na vida pública, o resultado da eleição mostrou a falta de compasso entre o empresário e o eleitorado do estado e ao mesmo tempo revelou que sobrenome tradicional já não empolga mais e nem é garantia de sucesso em pleitos eleitorais. Roseana Sarney, por exemplo, que pretendia conseguiu 200 mil votos, obteve mirrados 97 mil e quase não se elege deputada federal.
O que restou do grupo Sarney no Maranhão sofreu grave avaria nas eleições 2022. O deputado federal João Marcelo (MDB), filho do ex-senador João Alberto de Sousa, aliado histórico dos Sarney, não conseguiu renovar o mandato, assim como Hildo Rocha muito ligado a ex-governadora, ficou fora; o genro da desembargadora Nelma Sarney, deputado federal Edilázio Júnior (PSD), não renovou o mandato.
Outra vítima que ajudou a afundar ainda mais o clã foi a não reeleição do deputado estadual Adriano Sarney (PV), uma espécie de menina dos olhos do ex-presidente José Sarney, que perdeu o mandato na federação PT/PCdoB/PV e deu adeus ao plenário da Assembleia Legislativa, onde, diga-se de passagem, é um parlamentar atuante.
Outro nome ligado ao clã Sarney que também decepcionou ao tentar voltar à vida pública foi o ex-deputado Ricardo Murad (PSC), que obteve apenas 7.902 votos e viu o sonho de retornar ao plenário do Poder Legislativo se transformar em decepção.
Pelo resultado da eleição, o Maranhão quer se livrar definitivamente do passado em que o sarneysismo reinou absoluto.
Dono das conduções políticas do Maranhão durante décadas, o clã Sarney chega ao seu quase que completo fim nas eleições de 2022. Dominantes nas bancadas de deputados federal e estadual sempre, este ano todos os maiores representantes do sarneyzismo foram expurgados nas urnas, com exceção de Roseana.A eleição de 2022 veio ratificar que, no jogo de equilíbrio de forças políticas, o sarneyzismo não tem mais vez. Como todo caso tem sua exceção, Roseana volta para a Câmara Federal. Mesmo com uma votação muito aquém do esperado.
Parlamentar reeleito na federação PT/PCdoB/PV, o deputado federal Rubens Pereira Junior (PT) acredita que o ex-presidente Lula terá mais uma expressiva votação no Maranhão, estado em que o petista obteve um dos maiores percentuais no primeiro turno.
“Com 2,6 milhões de votos, o Maranhão escolheu LULA! O Presidente venceu no estado e nosso time já está em campo para garantir a vitória no 2º turno. Esta é a eleição mais importante desde a redemocratização do Brasil. Com a benção de Deus e a força do povo, venceremos!”, observa Rubens Jr.
Há um esforço redobrado dos líderes responsáveis pela campanha do líder petista no estado para aumentar ainda mais o percentual de votação no ex-presidente. No primeiro turno Lula obteve 68,86% dos votos válidos, mas os coordenadores do movimento lulista no Maranhão querem elevar para 80%.
Para alcançar esse objetivo, Lula conta com o esforço pessoal do governador reeleito Carlos Brandão (PSB) e do senador eleito Flávio Dino (PSB), do vice-governador eleito Felipe Camarão e dos parlamentares eleitos para a Câmara Federal e Assembleia Legislativa.
O ex-presidente e candidata da aliança Brasil da Esperança possui forte identificação com o eleitorado maranhense, venceu em praticamente todos os municípios no primeiro turno e deve ampliar seu percentual neste segundo turno.

Conhecidos os 42 parlamentares que vão compor o plenário da Assembleia Legislativa a partir de 2023, todas as atenções da classe política se voltam agora para a eleição da Mesa Diretora marcada para o dia primeiro de fevereiro e tem no atual presidente, deputado Othelino Neto (PCdoB), o mais forte candidato para permanecer no comando da Casa.
Em entrevista a jornalistas que cobrem as atividades do Poder Legislativo nesta manhã de quarta-feira (5), Othelino informou que tem conversado com vários deputados sobre a sua reeleição e que tem tido boa receptividade, mas observou que eleição não se ganha com antecedência e que vai continuar conversando com todos.
No momento em que Othelino falava com a imprensa sobre a eleição interna da Casa, os deputados Welington do Curso (PSC) e Mical Damasceno (PSD), ambos reeleitos, interromperam a entrevista para declarar voto no presidente e a consequente renovação do mandato por mais dois anos à frente do legislativo.
Sobre uma pendência jurídica que existe no STF sobre a possibilidade dos atuais presidentes de legislativos renovarem os mandatos pelo fato de ser uma nova legislatura, Othelino explicou que tem uma decisão com transito em julgado, no Paraná, voto vencido do ministro Gilmar Mendes, que estabelece um marco temporal, que passa a valer a partir de abril de 2021, que esclarece que as Mesas empossadas anteriormente a essa data terão direito a uma nova renovação, o que se trata agora é que haja um entendimento para o Brasil todo.
“Eu estou muito confiante nesta questão jurídica e me dedicando mais agora a aquilo que é meu dever: conversar com os outros 41 deputados eleitos e discutir esse tema da Mesa Diretoras, da presidência, pois acho que esse é o caminho; conversar e eu tenho sentido muita receptividade dos colegas com que conversei sobre a possibilidade de minha recondução”, observou Othelino.
O presidente, ao ser questionado se, em caso de não poder renovar o mandato se já existiriam conversas sobre outro nome do grupo, disse que não porque tem muita confiança de que vai ser possível a reeleição. “Não adiantaria a gente especular sobre isso, sendo que a gente tem um cenário de muita confiança de que vai ser possível a renovação do mandato.
“Eu acredito que nós temos e teremos condições e ai é construir a condição política, ou seja, que a maioria dos colegas desejem isso. Não conferir quantos deputados já declararam voto, mas eu não recebi nenhum não dos muitos que eu conversei e isso é um bom sinal”, concluiu.
O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Paulo de Tarso Sanseverino, determinou a remoção, em 24 horas, de uma série de publicações feitas por Flávio, Eduardo Bolsonaro e os responsáveis por outros 24 perfis no Twitter e no Facebook, com a fake news de que o candidato Luiz Inácio Lula da Silva perseguiria cristãos, fecharia igrejas e apoiaria a ditadura na Nicarágua. A liminar determina ao Twitter e ao Facebook que suspendam os posts desinformativos, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.
A decisão foi tomada em representação movida pela Coligação Brasil da Esperança contra os responsáveis pelos perfis. Durante o processo eleitoral, tem se verificado a atuação de uma rede bolsonarista dedicada à propagação de desinformação. O objetivo, claramente, é manipular a opinião pública e promover reiterada campanha difamatória contra Lula — neste caso, incutindo no eleitor a falsa ideia de que o candidato perseguiria e ameaçaria igreja e cristãos.
Além disso, as publicações desobedecem decisão anterior do próprio TSE, que já determinou a remoção de conteúdos inverídicos no sentido de que Lula apoiaria a invasão de igrejas. A representação ressalta que a legislação eleitoral proíbe expressamente a divulgação de fatos inverídicos ou gravemente descontextualizados que atinjam a integridade do processo eleitoral.
“Observo que as publicações impugnadas transmitem, de fato, informação evidentemente inverídica e prejudicial à honra e à imagem de candidato ao cargo de presidente da República nas eleições 2022”, afirmou o ministro na decisão. “As publicações contêm informação manifestamente inverídica e divulgada no período crítico do processo eleitoral, em perfil com alto número de seguidores, de forma a gerar elevado número de visualizações, o que possibilita, em tese, a ocorrência de repercussão negativa de difícil reparação na imagem do partido político e do candidato atingidos pela desinformação”, acrescentou.