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Notícias
  • Jorge Vieira
  • 13/jul/2026

Pesquisa IPPI-Café Quente aponta larga margem de vantagem de Braide sobre Orleans

Faltando uma semana para abertura para as convenções partidárias, uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (13) aponta o fosso que existe entre as duas principais candidaturas ao governo do Maranhão. Segundo o levantamento do Instituto IPPI/Café Quente, no cenário estimulado, o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), lidera com 42,1% da preferência do eleitorado do Estado, vindo em seguida Orleans Brandão (MDB) com 26%. Felipe Camarão (PT) soma 5,9%, André Luís (Missão) aparece com 1,8%, enquanto Enilton Rodrigues (PSOL) e Saulo Arcangeli (PSTU) têm 0,3% cada. Brancos, nulos e nenhum representam 6,6%, e 17,1% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder.

A pesquisa IPPI foi realizada entre os dias 8 e 12 de julho, ouvindo 1.500 eleitores em 80 municípios maranhenses. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número MA-09885/2026, possui margem de erro de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.

Pelos números apresentados pelo Instituto, a eleição poderá ser definida logo no primeiro turno, pois somando apenas os votos válidos, excluindo brancos, nulos e indecisos, Eduardo Braide alcançaria 55,1% da preferência do eleitorado. Orleans Brandão aparece com 34,1%, Felipe Camarão registra 7,8% e André Luís soma 2,4%.

O fosso que separa os dois principais candidatos ainda é maior quando a simulação é feita apenas em entre o ex-prefeito e o ex-secretário de Assuntos Municipalistas, sobrinho do governador Carlos Brandão. Conforme o cenário levantado, em uma disputa direta contra Orleans Brandão, Braide teria 60,8% dos votos válidos, contra 39,2% do candidato do MDB.

Senado – A distância que separa os candidatos que disputarão o governo, no entanto, não se repete na corrida pela cadeiras que estarão em disputa no Senado. A pesquisa mostra um cenário bastante embolado em todos os cenários. No primeiro voto, Roseana Sarney (MDB) lidera com 15,3%, seguida por Lahesio Bonfim (Novo), com 10,2%; Duarte Júnior (Avante), com 9,9%; Weverton Rocha (PDT), com 9,3%; André Fufuca (PP), com 9%; Eliziane Gama (PT) e Roberto Rocha (Novo), ambos com 6,1%; Pedro Lucas Fernandes (União Brasil), com 2,9%; e Dr. Hilton Gonçalo (Mobiliza), com 2,3%.

Na pesquisa para o segundo voto ao Senado, Roseana também aparece na frente, com 8,5%. Em seguida vêm Roberto Rocha (6,5%), André Fufuca (6,4%), Weverton Rocha (6,2%), Duarte Júnior (5,9%), Eliziane Gama (5,3%), Lahesio Bonfim (4,4%) e Pedro Lucas Fernandes (2,9%). O levantamento mostra ainda que 32,6% dos eleitores ainda não sabem em quem votar para a segunda vaga ao Senado.

Quando são somados o primeiro e o segundo voto, Roseana Sarney lidera com 23,9%. Na sequência aparecem Duarte Júnior (15,7%), Weverton Rocha (15,5%), André Fufuca (15,4%), Lahesio Bonfim (14,6%), Roberto Rocha (12,6%) e Eliziane Gama (11,5%), configurando uma disputa bastante equilibrada pela segunda vaga.

Embora lideres nos dois cenários, a ex-governadora Roseana Sarney não será candidata e o ex-senador Roberto Rocha ainda não tem sua pré-candidatura assegurada pelo partido Novo e informações de bastidores indicam que Roberto estaria tentando junto a direção nacional da legenda sua candidatura ao governo do estado, o que tornara a disputa ainda mais confusa, com a grande maioria dos pretendentes tecnicamente empatados.

  • Jorge Vieira
  • 13/jul/2026

Lula mantém liderança em todos os cenários de 1º e 2º turnos, aponta pesquisa BTG/Nexus

247 – Segundo a sexta rodada da pesquisa BTG/Nexus, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém liderança em todos os cenários de 1º e 2º turnos, com 40% no cenário estimulado e até 49% nas simulações finais. Flávio Bolsonaro (PL) aparece como o principal adversário, mas fica numericamente atrás do presidente tanto na disputa inicial quanto no confronto direto.

Divulgado nesta segunda-feira (13), o levantamento da Nexus, encomendado pelo BTG Pactual, ouviu 2.003 eleitores de todas as regiões do país entre os dias 10 e 12 de julho. As entrevistas foram realizadas por telefone, e a margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código: BR-07981/2026.

Lula abre 11 pontos no voto espontâneo

Na pesquisa espontânea, quando os entrevistados não recebem uma lista de candidatos, Lula lidera com 35% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro registra 24%, uma diferença de 11 pontos percentuais em favor do atual presidente.

Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 3%, enquanto Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) têm 2% cada. Outros nomes somam 4%. Os eleitores que afirmam votar em branco, anular ou não escolher nenhum candidato representam 8%, enquanto 22% não souberam ou não responderam.

Em comparação com a rodada divulgada em 29 de junho, Lula passou de 38% para 35% no voto espontâneo. Flávio Bolsonaro também apresentou redução numérica, de 27% para 24%. Apesar das oscilações, a distância entre os dois ainda é de 11 pontos.

Cenário estimulado mostra Lula com 40% e Flávio com 34%

No cenário estimulado de primeiro turno, em que os nomes são apresentados aos entrevistados, Lula tem 40%, contra 34% de Flávio Bolsonaro. A vantagem do presidente é de seis pontos percentuais.

Ronaldo Caiado aparece em terceiro lugar, com 5%. Renan Santos e Romeu Zema têm 4% cada. Joaquim Barbosa (DC) e Augusto Cury (Avante) registram 2%, enquanto Aécio Neves (PSDB) soma 1%. Cabo Daciolo (Mobiliza) não alcança 1%. Brancos, nulos e eleitores que não escolheriam nenhum candidato representam 6%, e 3% não souberam responder.

Na comparação com o levantamento anterior, Lula oscilou de 42% para 40%, enquanto Flávio permaneceu com 34%. Caiado manteve 5%, e Renan Santos e Zema passaram de 3% para 4%.

O levantamento indica ainda que 80% dos eleitores de Lula afirmam já ter tomado uma decisão definitiva, contra 74% entre os apoiadores de Flávio Bolsonaro. Considerando todos os entrevistados que escolheram algum candidato, 70% dizem que não pretendem mudar o voto, enquanto 29% admitem a possibilidade de rever a escolha.

Lula vence os quatro confrontos de segundo turno

Lula também aparece numericamente à frente nas quatro simulações de segundo turno realizadas pela Nexus. O confronto mais apertado seria contra Flávio Bolsonaro: o presidente tem 47%, diante de 44% do senador. Brancos, nulos e eleitores que não votariam em nenhum dos dois somam 8%, e 1% não respondeu.

Como a diferença entre Lula e Flávio é de três pontos, a leitura do resultado exige cautela diante da margem de erro de dois pontos percentuais. Ainda assim, o petista preserva a liderança numérica observada nas últimas rodadas. Em 29 de junho, o resultado era de 47% para Lula e 44% para Flávio, os mesmos percentuais do levantamento atual.

Contra Romeu Zema, Lula vence por 47% a 40%, diferença de sete pontos. Nesse confronto, 11% votariam em branco, anulariam ou não escolheriam nenhum dos dois, e 2% não responderam.

A vantagem aumenta diante de Ronaldo Caiado. Lula registra 47%, contra 38% do governador de Goiás, abrindo nove pontos. Brancos, nulos e nenhum somam 13%, enquanto 2% não souberam responder.

A maior diferença aparece na disputa contra Renan Santos. O atual presidente alcança 49%, enquanto o adversário tem 35%, distância de 14 pontos percentuais. Outros 14% não votariam em nenhum dos dois, e 2% não responderam. Segundo a pesquisa, 41% dos entrevistados escolheram Lula em todos os quatro confrontos simulados de segundo turno.

Nordeste e eleitorado de baixa renda ampliam vantagem de Lula

O desempenho dos candidatos varia de forma significativa entre os diferentes segmentos do eleitorado. No cenário estimulado de primeiro turno, Lula alcança 54% no Nordeste, contra 25% de Flávio Bolsonaro. No Sudeste, o petista também lidera numericamente, por 38% a 33%.

Flávio aparece à frente no Sul, com 47%, enquanto Lula tem 26%. No agrupamento Norte/Centro-Oeste, o senador registra 37%, contra 32% do presidente.

Lula também lidera entre as mulheres, com 45%, diante de 30% de Flávio. Entre os homens, o senador aparece à frente por 38% a 34%. O presidente obtém 53% entre os eleitores com renda familiar de até um salário mínimo, grupo no qual Flávio marca 22%.

No eventual segundo turno entre os dois, Lula alcança 59% no Nordeste, contra 35% do adversário. Flávio lidera no Sul por 58% a 34% e no Norte/Centro-Oeste por 50% a 42%. No Sudeste, o presidente aparece com 46%, diante de 42% do senador.

Terceira via é preferência de 27% dos entrevistados

Quando questionados sobre qual campo político deveria vencer as eleições, 36% apontaram Lula. Outros 32% preferem Flávio Bolsonaro ou algum candidato apoiado por Jair Bolsonaro e sua família. Uma candidatura sem o apoio de nenhum dos dois grupos é defendida por 27% dos eleitores, acima dos 21% registrados na rodada anterior.

A pesquisa também mostra que Lula reúne potencial de voto — soma dos que o consideram a única opção e dos que admitem votar nele — de 51%. Flávio Bolsonaro chega a 47%. A rejeição declarada é de 46% para o presidente e de 50% para o senador.

O interesse declarado pela disputa presidencial permanece elevado: 48% dizem ter muito interesse nas eleições e 25% demonstram interesse razoável, totalizando 73%. Além disso, 88% afirmam já ter decidido comparecer às urnas, e outros 8% dizem que provavelmente votarão, o que eleva a expectativa declarada de participação a 96%.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07981/2026 e abrange eleitores com 16 anos ou mais, residentes nas 27 unidades da Federação. A amostra foi distribuída proporcionalmente por região e considerou cotas de sexo, idade, escolaridade, tipo de telefonia e DDD.

  • Jorge Vieira
  • 10/jul/2026

Dino bloqueia R$ 119 milhões de Valdemar após PF apontar suspeitas sobre emendas

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (10) a suspensão de emendas parlamentares que, segundo investigação da Polícia Federal (PF), teriam sido indicadas de forma irregular pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto. A decisão também estabelece a indisponibilidade de bens do dirigente partidário até o limite de R$ 119,2 milhões, valor correspondente aos recursos públicos envolvidos no caso.

Segundo a investigação, ao menos 21 emendas parlamentares teriam sido direcionadas de maneira irregular, totalizando R$ 119,2 milhões.

De acordo com a PF, a indicação de emendas parlamentares é uma atribuição exclusiva de deputados federais e senadores. Como Valdemar Costa Neto é ex-deputado federal, os investigadores sustentam que sua participação na destinação desses recursos públicos configura uma irregularidade.

Na decisão, Flávio Dino cita os elementos apresentados pela Polícia Federal, segundo os quais servidores da Câmara dos Deputados teriam atuado em conjunto para viabilizar o direcionamento das emendas em benefício de Valdemar Costa Neto.

Ainda conforme o relatório da PF, o esquema investigado envolve pelo menos 21 emendas parlamentares, que somam R$ 119,2 milhões em recursos públicos. Com base nesses indícios, o ministro do STF determinou não apenas a suspensão da execução das emendas questionadas, mas também o bloqueio de bens do presidente do PL até o mesmo montante.

  • Jorge Vieira
  • 10/jul/2026

Braide monta chapa para o senado com lulista e bolsonarista  

O pré-candidato ao PSD ao governo do Maranhão, Eduardo Braide, anunciou na noite de ontem em rede social o segundo nome para compor a chapa para Senado. E para surpresa geral o escolhido foi o ex-candidato a governador Lahesio Bonfim (Novo), que desistiu de concorrer ao Palácio dos Leões por falta de apoio político e principalmente eleitoral.

Braide monta um palanque eclético, com apoiadores do Lula e Bolsonaro. Declaradamente de direita, seguidor de Jair Bolsonaro e consequentemente eleitor do filho do ex-presidente, Lahesio, que havia reclamado a falta de diálogo, mas dando a entender que gostaria de uma aproximação, se mostrou muito feliz ao ser anunciado pelo ex-prefeito de São Luís como candidato a senador.

Terá como companheiro de chapa o ex-ministro do Esporte, André Fufuca (PP), um ex-bolsonarista convertido ao lulismo, declaradamente engajado no projeto de reeleição do presidente Luís Inácio Lula da Silva, ou seja, Braide tá pouco se importando com a eleição presidencial, está focado exclusivamente na sucessão estadual e em que possa agregar votos, independente se é de direita, centro ou esquerda.

A escolha do nome surpreendeu por havia uma certa aposta de que o deputado federal Duarte Junior (Avante) seria o segundo nome a ser anunciado. Duarte, segundo a Real Time Big Data, lidera as pesquisas para o Senado, mas numa margem muito pequena para os demais concorrentes. Tem 14% de preferência do eleitorado contra 10% de Lahesio e 10% de André Fufuca.

A aliança com Lahesio Bonfim fortalece eleitoralmente o candidatura de Braide, pois trata-se das duas das principais forças da oposição ao governo de Carlos Brandão (MDB). Lahesio em 2022 teve excelente desempenho eleitoral, ficando em segundo lugar na disputa pelo governo, mas este ano, sem estrutura para desenvolver uma campanha de governador, abriu mão da pré-candidatura para disputar uma vaga no Senado.

Fufuca e Lahesio, portanto, completam a chapa majoritária de Braide que vai para a campanha com a missão de derrotar o candidato do governo Orleans Brandão.

  • Jorge Vieira
  • 8/jul/2026

Lula lidera cenários de 1º e 2º turnos, diz Meio/Ideia

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na liderança em todos os cenários de primeiro e segundo turno para a eleição presidencial de 2026, segundo pesquisa Meio/Ideia, divulgada nesta quarta-feira (8). Os dados indicam que o petista ampliou sua vantagem em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que permanece como principal adversário nas simulações.

No cenário principal de primeiro turno, Lula registra 40,4% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro alcança 32%. Em comparação com a rodada anterior do levantamento, divulgada em maio, o presidente avançou de 38,5% para 40,4%, ao passo que o senador passou de 31,5% para 32%, ampliando a distância entre os dois principais nomes da disputa.

Os demais pré-candidatos aparecem com percentuais inferiores a 5%. Ronaldo Caiado (PSD) soma 4%, Romeu Zema (Novo) tem 2,5%, Aécio Neves (PSDB) registra 2%, Renan Santos (Missão) aparece com 2% e Augusto Cury (Avante), 1,5%. Joaquim Barbosa (DC) e Cabo Daciolo (Mobiliza) marcam 0,5% cada, enquanto Rui Costa Pimenta (PCO) e Samara Martins (UP) registram 0,4%. Hertz Dias (PSTU) e Edmilson Costa (PCB) aparecem com 0,1%.

A pesquisa também simulou uma disputa de primeiro turno com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro como candidata do PL. Nesse cenário, Lula mantém os mesmos 40,4%, enquanto Michelle alcança 29,4%. Os demais concorrentes apresentam os seguintes resultados: Ronaldo Caiado (7%), Romeu Zema (4,4%), Renan Santos (3,5%), Aécio Neves (3,2%), Augusto Cury (2,5%), Joaquim Barbosa (0,6%), Cabo Daciolo (0,4%) e Hertz Dias, Rui Costa Pimenta, Edmilson Costa e Samara Martins, todos com 0,1%.

Lula lidera todos os cenários de segundo turno

O levantamento também testou seis cenários de segundo turno, e Lula aparece na dianteira em todos eles.

Na simulação contra Flávio Bolsonaro, o presidente obtém 45% das intenções de voto, contra 40% do senador. Na pesquisa anterior, Lula registrava 46,5%, enquanto Flávio tinha 41,4%.

Nos demais confrontos, os resultados são os seguintes:

  • Lula 45% x Joaquim Barbosa 23%
  • Lula 45% x Renan Santos 33%
  • Lula 45% x Romeu Zema 37%
  • Lula 45% x Ronaldo Caiado 37,6%
  • Lula 45% x Michelle Bolsonaro 36%

Em todas as simulações, Lula mantém vantagem sobre os adversários testados, consolidando a liderança tanto no primeiro quanto no segundo turno, de acordo com o levantamento.

A pesquisa foi encomendada pelo canal Meio e entrevistou 1.500 eleitores com 16 anos ou mais, entre os dias 3 e 6 de julho. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de nível de confiança. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-05628/2026.

  • Jorge Vieira
  • 8/jul/2026

Governo e oposição trocam pancadaria; ainda estamos na pré-campanha

Os dois principais pré-candidatos ao governo do Maranhão, Eduardo Braide (PSD) e Orleans Brandão (MDB) iniciaram a pancadaria antes mesmo do período oficial determinado pela Justiça Eleitoral para as campanhas. O candidato apoiado pelo Palácio dos Leões, em desvantagem na capital, seu vice, o ex-prefeito da capital, Edivaldo Holanda Junior (Republicanos) e o governador Carlos Brandão (MDB) partiram para o confronto direto com Braide questionando sua gestão, assim como da sua sucessora Esmênia Miranda (PSD).

O embate já era esperado desde que Edivaldo foi confirmado como vice na chapa de Orleans como forma de “municipalizar” a eleição, tentar ofuscar a imagem de bom gestor de Braide e amenizar um possível massacre nas urnas no maior colégio eleitoral do estado, como aconteceu com Jackson Lago em 2006 contra Roseana Sarney(MDB), impossível de reverter no interior do estado, mas não já na pré-campanha.

Antes mesmo do esperado, Orleans Brandão, Edivaldo e Carlos Brandão partiram um confronto com o ex-prefeito Eduardo Braide, atingindo por tabela a prefeita Esmênia. Os governistas iniciaram o tiroteio verbal, questionando o sistema de transporte. O candidato a governador Orleans Brandão chegou a firmar que que ele, se eleito, vai resolver a questão do transporte público, mas a provocação não ficou barata.

Eduardo Braide reagiu, gravou vídeo e publicou nas redes sociais no Terminal da Ponta da Madeira e disparou que o governo não consegue sequer resolver a travessia de ferry boat para o Cujupe, que diga-se de passagem, é da competência do estado.

A estratégia do candidato do governo é nítida, bem clara: desgastar Braide em São Luís, reduto eleitoral em que o ex-prefeito da capital é muito forte, uma verdadeira ameaça de avalanche de votos na Grande Ilha, que pode ser determinante para o resultado da eleição. Edivaldo, que pretendia ser candidato a deputado estadual, foi chamado numa tentativa de amenizar a desvantagem, resta saber se o remédio vai surtir efeito.

Não resta dúvidas que Orleans, aparentemente, é forte no interior do estado por conta do apoio de prefeitos, principalmente dos pequenos municípios onde a grande maioria da população vive quase que exclusivamente dependente do poder público, daí a necessidade de conquistar espaços em São Luís e Edivaldo é a esperança de pelo menos reduzir a vantagem de Braide.

O ex-prefeito Edivaldo tem cumprido seu papel de batedor, algo que foge ao seu perfil. Vem usando as redes sociais para o confronto verbal, iniciando com questionamentos sobre o Sistema de Transporte e tentado fazer um comparativo entre as duas gestões. Já o governador atacou a saúde pública do município, mas levou o troco imediato ao ser alertado que a saúde estadual é que não funciona e lota os socorrões de São Luís.

Sim o clima já está quente agora, imagine quando as campanhas forem liberadas.

  • Jorge Vieira
  • 6/jul/2026

MARTELO BATIDO: novo podcast de análise política é lançado em São Luís

O Maranhão acaba de ganhar um novo espaço para o debate público, análise política e discussão dos principais temas que impactam o estado. Trata-se do podcast Martelo Batido, que reúne semanalmente, todos os sábados, dois nomes conhecidos do cenário maranhense: o jornalista Jorge Vieira e o administrador de empresas e historiador Paulo Matos.

Martelo Batido nasce com o propósito de analisar com profundidade os fatos políticos com responsabilidade e, acima de tudo, imparcialidade, levando ao público entrevistas, debates e comentários sobre os acontecimentos que influenciam a vida dos maranhenses.

A iniciativa busca oferecer ao público um ambiente de diálogo qualificado com lideranças políticas, gestores públicos, empresários, representantes da sociedade civil, pesquisadores e especialistas sobre os desafios e as perspectivas sócio econômico do Maranhão.

Segundo Paulo Matos, o objetivo é contribuir para a formação de uma opinião pública bem estruturada.

“Queremos criar um espaço onde a política seja debatida com seriedade, respeito e pluralidade de ideias. O Maranhão precisa de ambientes que estimulem o diálogo e a reflexão sobre os grandes temas do presente e do futuro”, destacou.

Já o jornalista Jorge Vieira ressalta que o programa pretende ir além da cobertura diária dos acontecimentos políticos. Conforme Vieira, Martelo Batido será também um canal de análises de cenários de forma isenta e comprometido com a realidade dos fatos.

“O Martelo Batido será um espaço para análise, contexto e compreensão dos fatos, aproximando a sociedade dos bastidores e das decisões que impactam diretamente a vida da população”, afirmou.

Com linguagem acessível, entrevistas exclusivas e análises de conjuntura, o podcast pretende se consolidar como uma das principais plataformas de debate político do Maranhão.

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