Conhecidos os 42 parlamentares que vão compor o plenário da Assembleia Legislativa a partir de 2023, todas as atenções da classe política se voltam agora para a eleição da Mesa Diretora marcada para o dia primeiro de fevereiro e tem no atual presidente, deputado Othelino Neto (PCdoB), o mais forte candidato para permanecer no comando da Casa.
Em entrevista a jornalistas que cobrem as atividades do Poder Legislativo nesta manhã de quarta-feira (5), Othelino informou que tem conversado com vários deputados sobre a sua reeleição e que tem tido boa receptividade, mas observou que eleição não se ganha com antecedência e que vai continuar conversando com todos.
No momento em que Othelino falava com a imprensa sobre a eleição interna da Casa, os deputados Welington do Curso (PSC) e Mical Damasceno (PSD), ambos reeleitos, interromperam a entrevista para declarar voto no presidente e a consequente renovação do mandato por mais dois anos à frente do legislativo.
Sobre uma pendência jurídica que existe no STF sobre a possibilidade dos atuais presidentes de legislativos renovarem os mandatos pelo fato de ser uma nova legislatura, Othelino explicou que tem uma decisão com transito em julgado, no Paraná, voto vencido do ministro Gilmar Mendes, que estabelece um marco temporal, que passa a valer a partir de abril de 2021, que esclarece que as Mesas empossadas anteriormente a essa data terão direito a uma nova renovação, o que se trata agora é que haja um entendimento para o Brasil todo.
“Eu estou muito confiante nesta questão jurídica e me dedicando mais agora a aquilo que é meu dever: conversar com os outros 41 deputados eleitos e discutir esse tema da Mesa Diretoras, da presidência, pois acho que esse é o caminho; conversar e eu tenho sentido muita receptividade dos colegas com que conversei sobre a possibilidade de minha recondução”, observou Othelino.
O presidente, ao ser questionado se, em caso de não poder renovar o mandato se já existiriam conversas sobre outro nome do grupo, disse que não porque tem muita confiança de que vai ser possível a reeleição. “Não adiantaria a gente especular sobre isso, sendo que a gente tem um cenário de muita confiança de que vai ser possível a renovação do mandato.
“Eu acredito que nós temos e teremos condições e ai é construir a condição política, ou seja, que a maioria dos colegas desejem isso. Não conferir quantos deputados já declararam voto, mas eu não recebi nenhum não dos muitos que eu conversei e isso é um bom sinal”, concluiu.
O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Paulo de Tarso Sanseverino, determinou a remoção, em 24 horas, de uma série de publicações feitas por Flávio, Eduardo Bolsonaro e os responsáveis por outros 24 perfis no Twitter e no Facebook, com a fake news de que o candidato Luiz Inácio Lula da Silva perseguiria cristãos, fecharia igrejas e apoiaria a ditadura na Nicarágua. A liminar determina ao Twitter e ao Facebook que suspendam os posts desinformativos, sob pena de multa diária de R$ 10 mil.
A decisão foi tomada em representação movida pela Coligação Brasil da Esperança contra os responsáveis pelos perfis. Durante o processo eleitoral, tem se verificado a atuação de uma rede bolsonarista dedicada à propagação de desinformação. O objetivo, claramente, é manipular a opinião pública e promover reiterada campanha difamatória contra Lula — neste caso, incutindo no eleitor a falsa ideia de que o candidato perseguiria e ameaçaria igreja e cristãos.
Além disso, as publicações desobedecem decisão anterior do próprio TSE, que já determinou a remoção de conteúdos inverídicos no sentido de que Lula apoiaria a invasão de igrejas. A representação ressalta que a legislação eleitoral proíbe expressamente a divulgação de fatos inverídicos ou gravemente descontextualizados que atinjam a integridade do processo eleitoral.
“Observo que as publicações impugnadas transmitem, de fato, informação evidentemente inverídica e prejudicial à honra e à imagem de candidato ao cargo de presidente da República nas eleições 2022”, afirmou o ministro na decisão. “As publicações contêm informação manifestamente inverídica e divulgada no período crítico do processo eleitoral, em perfil com alto número de seguidores, de forma a gerar elevado número de visualizações, o que possibilita, em tese, a ocorrência de repercussão negativa de difícil reparação na imagem do partido político e do candidato atingidos pela desinformação”, acrescentou.
Parlamentar atuante, presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Maranhão, em seu primeiro discurso pós reeleição, Ariston Ribeiro (PSB) agradeceu aos 40.236 eleitores que lhe confiaram o voto e lhe garantiram a renovação do mandato.
“Quero agradecer a cada uma dessas pessoas que nos acompanharam no dia a dia, tipo as lideranças que nos acompanharam, como a prefeita de Bacabeira, Fernanda, o prefeito Dr. Hilton, de Santa Rita, o prefeito Enoque, de Pastos Bons, o prefeito Daniel, de Nova Iorque, e muitos vereadores que nos acompanharam, lideranças, pessoas humildes”, enfatizou Ariston.
O parlamentar que chegou ao plenário da Assembleia Legislativa na condição de suplente, se efetivou no mandato, chegou à presidência da CCJ e se reelegeu disse na tribuna que neste segundo mandato pretende continuar trabalhando com determinação por aqueles que mais precisam e levar benefícios para as comunidades, por ser essa uma das atribuições do parlamentar.
“Fui candidato não para resolver problema meu, mas para ajudar as pessoas mais humildes. É para isso que eu me boto à disposição da população do Estado do Maranhão. E a minha palavra principal é de agradecimento a cada um de vocês que levantou a nossa bandeira, botou santinho no bolso, botou estampado no peito adesivo e gritando o nome da gente. Não tem recompensação na vida de um candidato do que essa gritaria de apoio”, observou Ariston.
No rescaldo das eleições 2022, o ex-candidato a vice-governador na chapa de Weverton Rocha (PDT), o ainda deputado estadual Hélio Soares (PL), mesmo com o derrota humilhante, ficou em terceiro lugar e ainda viu o governador Carlos Brandão (PSB) se reeleger no primeiro turno, assimilou bem o revés sofrido nas urnas, mas destacou o crescimento do PL, partido que elegeu pela primeira vez história política do Maranhão um casal (Detinha e Josimar de Maranhãozinho) para a Câmara Federal.
Parlamentar que aceitou ser vice na chapa tendo como padrinho o polêmico Josimar de Maranhãozinho não acusou culpados pela derrota acachapante, apenas destacou a campanha propositiva do senador do PDT e anunciou que participará de uma reunião do PL em Brasília para alinhar a campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno. Bolsonaro perdeu o primeiro turno para Lula e tenta agora pelo menos amenizar o elevado índice de rejeição dos maranhenses.
Embora tenha tentado colocar panos quentes na derrota do candidato a governador da aliança que reuniu os partidos da base de sustentação do governo federal, na realidade, o clima no grupo após o resultado das urnas é de terra arrasada. O candidato derrotado pegou o primeiro avião e se mandou para Brasília, provavelmente para não ter que justificar o desempenho pífio para quem se apresentou como a salvação dos problemas do Maranhão e viu a reação do eleitorado contra promessas mirabolantes.
Em seu discurso de agradecimento aos 20% do eleitorado que acreditaram no projeto, Hélio Soares destacou o fato do PL ter saído fortalecido ao eleger quatro deputados federais. O PDT conseguiu eleger apenas Márcio Honaiser e quatro estaduais o que mostra que a aliança com Josimar foi excelente para o PL, mas sum péssimo negócio para os pedetistas. Os eleitores de Bolsonaro preferiram votar em Lahesio Bonfim (PSC), um bolsonarista autêntico e rejeitar o genérico, que mesmo se dizendo de esquerda, deu uma guinada à direita, mas não convenceu.
O deputado Hélio Soares afirmou que seu grupo fez uma campanha limpa e propositiva e que, apesar da derrota, não há o que lamentar. “Fizemos uma campanha limpa, apresentando apenas as nossas propostas e estamos conscientes do nosso desempenho”.
Enquanto os pedetistas choram a perda da eleição e o enfraquecimento do partido, o clima no PL é de festa. “Nosso partido saiu fortalecido das urnas, pois tivemos a deputada federal mais votada desta coligação, que foi Detinha, ao lado do marido, deputado federal reeleito Josimar Maranhãozinho”, disse.
O PDT aprovou nesta terça-feira (4) o apoio programático do partido à candidatura do ex-presidente Lula (PT) no segundo turno contra Jair Bolsonaro (PL), após uma campanha intensa de ataques de Ciro Gomes (PDT) ao petista durante o primeiro turno.
A sigla vai propor que Lula incorpore a seu programa de governo algumas propostas do pedetistas, explicou Carlos Lupi, presidente da legenda. “Decisão unânime de apoiar o mais próximo da gente, que é a candidatura do Lula, que eu chamo da candidatura do ’12+1′. Apresentamos três projetos, eu pessoalmente falei com a presidente do PT, a Gleisi, a questão da renda mínima, a renegociação da dívida do SPC e das pequenas empresas, a questão da escola e ensino integral e hoje aprovamos também a proposta – que não foi falada ainda com o PT – a questão do Código Nacional do Trabalho”.
Na reunião entre lideranças pedetistas, foi discutido se o apoio a Lula seria “crítico” ou “programático”, segundo a CNN Brasil. A segunda opção foi a escolhida e significa que o partido estará de fato junto do petista no segundo turno, sem condicionantes.
O senador Weverton Rocha, terceiro colocado na disputa pelo governo do estado, foi eleito em 2018 pela força de conjunto de partidos que formaram a aliança que reelegeu o governador Flávio Dino (PSB), sem dúvida, pode ser considerado o grande perdedor da eleição concluída no último domingo (2) e que reelegeu o governador Carlos Brandão (PSB) no primeiro turno.
Lançado com muito barulho em um ato público em que chefes políticos, parlamentares e prefeitos foram mandado buscar em seus domicílios pelo anfitrião e transportados de avião para a cidade de Imperatriz, a campanha do senador do PDT até chegou a empolgar alguns segmentos, mas à medida que os eleitores foram tomando conhecendo das práticas do candidato, começou a declinar.
A derrota logo no primeiro turno, sem dúvida, foi dura e coloca em xeque o seu futuro político, pois em 2026, para renovar o mandato, terá que enfrentar nas urnas, provavelmente, o governador Carlos Brandão, que não poderá concorrer à reeleição e deverá concorrer ao Senado tendo como aliada a senadora Eliziane Gama, que certamente tentará renovar o mandato.
O resultado das urnas deixou o senador e presidente estadual do PDT fragilizado e isolado. Rejeitado pelos partidos do campo popular democrático, Weverton se agarrou aos partidos da base de sustentação do governo Bolsonaro, mas os eleitores bolsonaristas o rejeitaram, preferiram o bolsonarista autentico Lahesio Bonfim, deixando-o em situação de extrema dificuldade em relação ao futuro político, pois até o seu partido, que já obteve vitória memoráveis, vem definhando sob seu comando.
Nesta segunda-feira (3), Weverton, que já não pode dizer que foi o mais votado da história do Maranhão para o Senado (Flávio Dino teve mais de 2 milhões de votos), reconheceu a derrota e parabenizou o governador reeleito Carlos Brandão (PSB) e anunciou que continuará trabalhando Brasília pelo Maranhão e vigilante na cobrança das promessas feitas pelo governador em campanha. Não faz mais que sua obrigação
Weverton foi vítima de sua própria ambição, sede de poder; acreditou que poderia medir forças com seu criador, mas acabou saindo com séria avaria e sujeito a ser cuspido da vida pública após o retumbante fracasso.