Ao lado do cantor Chico Buarque, que está em turnê em Belo Horizonte, com o show “Que tal um samba?”, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva finalizou passeata na capital mineira na manhã deste domingo (09/10), reafirmando seu compromisso de recriar o Ministério da Cultura e fazer do setor um grande gerador de emprego e renda.
“Queremos que nossas famílias possam viver dignamente, ter escola de qualidade para os nossos filhos, emprego, salário justo. Vamos regulamentar mulher e homem, trabalho igual, salário igual. Vou recriar o Ministério da Cultura. Cada capital vai ter um comitê de cultura para que a gente possa nacionalizar a cultura e não ficar refém do eixo Rio-São Paulo”, discursou, destacando também a importância de a cultura atuar como fonte de conscientização política.
Lula citou ainda outros planos para o governo, com a presença de mais mulheres, a criação do Ministério dos Povos Originários, gerido por indígenas, que também devem estar na direção da Funai e na responsabilidade pela saúde dos seus. “E o mais importante, não haverá espaço para garimpo ilegal nesse país”, disse, acrescentando que a lei será dura para quem não respeitar as leis ambientais. “Esse país tem terra para todo mundo plantar, 30 milhões de hectares degradados, que podem ser recuperados. Todo produtor decente do agro sabe que é melhor manter a floresta de pé do que derrubar. Quem derruba não é produtor, é criminoso contra a humanidade”.
Feliz com a quantidade de pessoas que foi às ruas de Belo Horizonte, numa caminhada colorida e contagiante, Lula disse que Minas é um estado diferentes e que agora entende porque foi lá que surgiu o primeiro embrião da independência. “O que vocês estão demonstrando hoje é que os ditadores da época enforcaram Tiradentes, esquartejaram, salgaram e penduraram em poste a sua carne para que ninguém nunca mais ousasse falar em independência. O que eles não sabiam é que eles mataram a apenas a carne, as ideias continuam com o povo de Minas de Gerais”.
Segundo o ex-presidente, Belo Horizonte demonstrou nas ruas que Minas não suporta ditadura, opressão ou vandalismo. “Minas quer democracia, Minas quer educação, Minas quer emprego, Minas quer cultura, Minas quer oportunidade para os nossos jovens, Minas quer respeito para as nossas mulheres. Chega de feminicídio. Chega! Mulher não foi feita para ser objeto de cama e mesa, mulher foi feita para ser sujeita da história”.

Antes da fala de Lula, Chico Buarque também se disse impressionado pela força dos mineiros. “Estou há alguns dias em Minas e tenho sido contagiado pelo entusiasmo do mineiro e tenho revigorado minha confiança de que esse governo que está aí, com tudo que ele tem de mais tenebroso, vai passar. Vai passar logo, logo. Reafirmando o que eu disse há coisa de 50 anos, amanhã vai ser outro dia, amanhã vai ser outro dia, amanhã vai ser outro dia”, disse, lembrando duas de suas mais famosas canções.
“Nesse dia nublado, o sol que brilhou em Belo Horizonte foi Lula. Milhares e milhares de pessoas, de todos os credos, de todas as cores, de todos os jeitos, com todas as suas limitações, foi o povo que veio às ruas para abrilhantar, para aplaudir e para se emocionar com Lula. Vamos nessa. Parabéns, Lula. Parabéns, Brasil. Parabéns, povo brasileiro”, resumiu o empresário Sérgio Viana, 64 anos, que chegou cedo à Praça da Liberdade para acompanhar a festa da democracia em BH.
Sempre presente nas manifestações de apoio ao candidato Luiz Inácio Lula da Silva, Eneide Teixeira, militante dos direitos da criança e do adolescente, diz com a voz embargada de emoção, após participar da caminhada, que Lula é esperança para crianças, jovens e idosos.
“Quando falo de Lula, sempre penso nas crianças e me emociono porque Lula é a vida, a esperança da nossa meninada. As crianças do país precisam de Lula, os adolescentes e jovens precisam de Lula, os idosos precisam de Lula para respirar, para acreditar. Lula é meus netos presentes. Lula é todas as crianças do estado presentes. São muitas que precisam de vocês”.
Criadora do Circo de Todo Mundo, organização sem fins lucrativos voltada para o atendimento de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, por meio de atividades culturais lúdicas, cênicas e circenses, Eneide é testemunha das mudanças de atenção para o setor no atual governo.
“A gente tem um circo para trazer alegria e temos um circo fechado em Betim porque não existe mais edital público. Em Nova Lima está numa relação de terceirização, Está terceirizado e funciona nas segundas, terças e quartas só com crianças que a prefeitura manda. O circo só vira circo mesmo nas quintas e sextas, que é o circo aberto a todas as crianças. Essa relação de terceirização está sendo um processo muito sofrido. Está difícil de dar conta. Chega Lula, chega esperança, viva a vida, viva Lula”.
Em discurso no fim do ato, a presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann, disse que a energia sentida em BH na caminhada potente deste domingo precisa ser transformada em força para pedir votos a amigos, parentes e vizinhos e também para desmentir as fake news do adversário que não tem projeto para o Brasil.
Lula também destacou a necessidade do engajamento de todos e disse que no dia 30 será feita a revolução mais pacífica que o mundo conheceu.
A senadora Simone Tebet (MDB-MS) anunciou na tarde desta sexta-feira (07/10), em São Paulo (SP), que participará ativamente da campanha de segundo turno da Coligação Brasil da Esperança. Em pronunciamento ao lado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ex-governador Geraldo Alckmin, Tebet disse que o Brasil precisa ser reconstruído e que as diferenças políticas e econômicas que existem são menores do que o amor pelo país, que os une, como o respeito incondicional à democracia e aos valores e princípios estabelecidos na Constituição.
“Com isso, o que estamos dizendo aqui é que pensamos da mesma forma o Brasil que queremos. Estamos unidos porque o que está em jogo é o Brasil que precisa ser reconstruído e novamente estar unido. Precisa ser reconstruído já, sob novas bases a partir de 2023”, enfatizou, acrescentando que o sonho é por um Brasil que seja generoso e inclusivo. “Um Brasil que inclua todos, não deixe ninguém para trás e que garanta igualdade de oportunidade para cada filho e filha de cada Maria, de cada João, de cada José desse país”, disse a ex-candidata à Presidência da República que já havia declarado voto no ex-presidente nesta semana.
Em fala direta a Lula, a senadora disse que ao aceitar as propostas sociais que ela apresentou, o ex-presidente entrega a ela o país que ela sonha não só para si e seus filhos, mas para as famílias de todo o Brasil. “Portanto, a partir de agora, o compromisso não é apenas do meu voto, mas do meu total apoio à sua campanha e a seu governo. Vamos juntos, até 30 de outubro, andar as ruas e praças do Brasil para mostrar que o país que nós queremos é um Brasil de todos nós, e só pode ser feito pelas mãos do presidente Lula e de Geraldo Alckmin.”
O ex-presidente Lula agradeceu o apoio e a generosidade da senadora e disse que as propostas são compatíveis com o programa de governo e serão colocadas em prática. E afirmou que Simone estará junto para ajudar a executar o que propõe. Lula destacou também que o apoio, mais do que um voto, representa o desejo de um Brasil reconstruído.
“Eu fiquei pensando na frase do Obama, quando ele disputou as eleições, ‘Nós podemos’, e eu queria te dizer, Simone, que o Brasil pode. Esse Brasil que você colocou no seu programa é possível de ser construído. É possível de a gente garantir que o povo brasileiro tenha esse país”.
O ex-presidente elogiou o desempenho de Tebet no primeiro turno e desejou que ela continue com forças para, independentemente de cargos políticos, continuar levando a bandeira da participação das mulheres na política. “Nós precisamos que essa sociedade seja mais justa, mais igualitária e, para isso, as mulheres têm que ser tratadas com dignidade e com respeito. Obrigado pela tua decisão, e eu espero que, junto com a Simone, a gente ganhe essas eleições dia 30 de outubro para que a gente faça voltar a reinar a democracia no nosso país”.
Lula destacou que, com a vitória da Coligação Brasil da esperança, quem governará o país não será só um partido político ou um agrupamento ideológico, mas todos. “Todos os brasileiros e brasileiras de bem, todas as pessoas que amam a democracia têm que participar desse processo”.
Lula afirmou que a tarefa não será fácil porque a candidatura Brasil da Esperança não está diante de um adversário qualquer nem de um político normal, mas de um homem sem alma e sem coração, incapaz, por exemplo de derramar uma lágrima pelas mais de 680 mil vítimas da Covid-19 no Brasil.
Sobre as provocações e mentiras proferidas pelo presidente Jair Bolsonaro, Lula disse que não entrará no jogo rasteiro do candidato. “Eu não estou preocupado em brigar com o Bolsonaro, estou preocupado em brigar contra a fome, contra o desemprego, contra o baixo nível educacional nesse país”.
O quase ex-senador Roberto Rocha (PTB), após a surra que levou nas urnas do ex-governador Flávio Dino (PSB) tenta encontrar justificativa para sua derrota e do aliado Edilázio Júnior (PSD), parlamentar que não conseguiu renovar o mandato, apesar dos 71.186 votos recebidos na eleição de 2 de outubro.
Roberto Rocha recorreu às redes sociais para tentar explicar o fracasso seu e do aliado Edilázio, que traiu o candidato a governador do seu partido, Edivaldo Holanda Junior e fez campanha na reta final da eleição no primeiro turno para o candidato Weverton Rocha (PDT), terceiro colocado na disputa.
“Lamentável a não reeleição de Edilazio, uma das maiores perdas nas eleições para deputado federal. Homem sério e grande representante do povo maranhense. Perdeu quando acreditou no candidato a governador do seu partido. Se tivesse coligado com qualquer outro, estaria reeleito”, disse Roberto Rocha em sua página no Twitter.
Mais uma vez o senador que encerra o mandato dia 31 de dezembro falta com a verdade. Edivaldo não foi responsável pela derrota de Edilázio, simplesmente o PSD só teve votos para eleger um deputado federal e Josivaldo JP, que poucos acreditavam na reeleição, teve mais votos e renovou o mandato, nada a ver com Edivaldo.
Edilázio pagou o preço da traição. Na condição de presidente do PSD levou o partido para coligar com Roberto Rocha sem combinar o candidato a governador Edivaldo, que havia colocado como condição para disputar a eleição pela legenda não lançar candidato ao Senado para focar apenas na eleição de governador. O deputado passou por cima desse compromisso e levou a legenda para rol de apoiadores da tentativa de reeleição do senador do PTB.
Edilázio deveria saber que a população não costuma ser complacente com traidores, bastava ver o exemplo do próprio senador, que após trair quem lhe ajudou chegar ao Senado se atirou nos braços do maior inimigo do Maranhão, o genocida Bolsonaro, e amarga hoje o isolamento.
O senador eleito Flávio Dino (PSB), ex-governador do Maranhão reagiu à fala preconceituosa do presidente Jair Bolsonaro contra o povo nordestino para justificar a acachapante derrota para o ex-presidente Lula na região.
Bolsonaro, o analfabetismo para tentar explicar o desempenho pífio nos estados nordestinos, ou seja, chamou os conterrâneos de Lula de analfabeto, atribuindo a nossa suposta ignorância ao seu fracasso nas urnas.
“Infelizmente o presidente da República mais uma vez estimulou preconceito contra o Nordeste. Isso não é postura de uma líder de nossa Nação. Nós aqui no Nordeste votamos de modo consciente, reconhecendo quem de fato investiu em infraestrutura, obras, em políticas sociais, melhoria das condições de vida no nosso povo”, observou o senador eleito.
Em vídeo publicado em sua rede social, Dino falas das obras realizadas por Lula e questiona: “E Bolsonaro, o que fez nesses anos todos? Qual a grande obra que ele começou? Não vale ter terminado obras como a transposição do Rio São Francisco que já estavam quase no final, começadas exatamente que foram pelo presidente Lula”.
O ex-governador so Maranhão disse ainda que “Bolsonaro virou as costas para o Nordeste durante todo seu mandato. Lembremos que quando houve o vazamento de óleo nas praias do Nordeste, atingindo o meio ambiente e a economia da região, o que Bolsonaro fez? Lembremos que quando houve a enchente na Bahia, com danos materiais, perdas de vidas humanas Bolsonaro estava de férias, andando de jet ski numa praia paradisíaca”.
Bolsonaro tenha respeito, Bolsonaro tenha calma, a campanha está acabando e seu governo também. Pessoal, viva o Nordeste, viva o Brasil”.
Apontado como um dos nomes da chapa federal do MDB que poderia elevar o percentual de votos e ajudar, juntamente com a ex-governadora Roseana Sarney, a forma uma bancada robusta na Câmara dos Deputados, o empresário Edinho Lobão foi um dos grandes fiascos da eleição proporcional concluída no domingo (2).
Com um pouco mais 17 mil votos, Edinho Lobão foi a grande decepção para quem esperava dele uma melhor performance para, pelo menos, brigar por uma das 18 cadeiras em disputa. Pelo volume da campanha do candidato imagina-se que estaria bem junto ao eleitorado, porém, a realidade das urnas foi cruel para empresário que afundou junto com o prestígio das famílias Sarney/Murad/Lobão.
Se pretendia ficar o pé na vida pública, o resultado da eleição mostrou a falta de compasso entre o empresário e o eleitorado do estado e ao mesmo tempo revelou que sobrenome tradicional já não empolga mais e nem é garantia de sucesso em pleitos eleitorais. Roseana Sarney, por exemplo, que pretendia conseguiu 200 mil votos, obteve mirrados 97 mil e quase não se elege deputada federal.
O que restou do grupo Sarney no Maranhão sofreu grave avaria nas eleições 2022. O deputado federal João Marcelo (MDB), filho do ex-senador João Alberto de Sousa, aliado histórico dos Sarney, não conseguiu renovar o mandato, assim como Hildo Rocha muito ligado a ex-governadora, ficou fora; o genro da desembargadora Nelma Sarney, deputado federal Edilázio Júnior (PSD), não renovou o mandato.
Outra vítima que ajudou a afundar ainda mais o clã foi a não reeleição do deputado estadual Adriano Sarney (PV), uma espécie de menina dos olhos do ex-presidente José Sarney, que perdeu o mandato na federação PT/PCdoB/PV e deu adeus ao plenário da Assembleia Legislativa, onde, diga-se de passagem, é um parlamentar atuante.
Outro nome ligado ao clã Sarney que também decepcionou ao tentar voltar à vida pública foi o ex-deputado Ricardo Murad (PSC), que obteve apenas 7.902 votos e viu o sonho de retornar ao plenário do Poder Legislativo se transformar em decepção.
Pelo resultado da eleição, o Maranhão quer se livrar definitivamente do passado em que o sarneysismo reinou absoluto.
Dono das conduções políticas do Maranhão durante décadas, o clã Sarney chega ao seu quase que completo fim nas eleições de 2022. Dominantes nas bancadas de deputados federal e estadual sempre, este ano todos os maiores representantes do sarneyzismo foram expurgados nas urnas, com exceção de Roseana.A eleição de 2022 veio ratificar que, no jogo de equilíbrio de forças políticas, o sarneyzismo não tem mais vez. Como todo caso tem sua exceção, Roseana volta para a Câmara Federal. Mesmo com uma votação muito aquém do esperado.
Parlamentar reeleito na federação PT/PCdoB/PV, o deputado federal Rubens Pereira Junior (PT) acredita que o ex-presidente Lula terá mais uma expressiva votação no Maranhão, estado em que o petista obteve um dos maiores percentuais no primeiro turno.
“Com 2,6 milhões de votos, o Maranhão escolheu LULA! O Presidente venceu no estado e nosso time já está em campo para garantir a vitória no 2º turno. Esta é a eleição mais importante desde a redemocratização do Brasil. Com a benção de Deus e a força do povo, venceremos!”, observa Rubens Jr.
Há um esforço redobrado dos líderes responsáveis pela campanha do líder petista no estado para aumentar ainda mais o percentual de votação no ex-presidente. No primeiro turno Lula obteve 68,86% dos votos válidos, mas os coordenadores do movimento lulista no Maranhão querem elevar para 80%.
Para alcançar esse objetivo, Lula conta com o esforço pessoal do governador reeleito Carlos Brandão (PSB) e do senador eleito Flávio Dino (PSB), do vice-governador eleito Felipe Camarão e dos parlamentares eleitos para a Câmara Federal e Assembleia Legislativa.
O ex-presidente e candidata da aliança Brasil da Esperança possui forte identificação com o eleitorado maranhense, venceu em praticamente todos os municípios no primeiro turno e deve ampliar seu percentual neste segundo turno.
