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Notícias
  • Jorge Vieira
  • 18/abr/2026

“Vamos ganhar as eleições porque no Brasil não há lugar para fascistas”, diz Lula à revista alemã Der Spiegel

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o campo democrático vencerá as próximas eleições no Brasil e declarou que o país não abrirá espaço para o fascismo. “Vamos ganhar as eleições porque no Brasil não há lugar para fascistas”, disse Lula em entrevista à revista alemã Der Spiegel, na qual também abordou o cenário internacional, criticou Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos, defendeu o multilateralismo e reafirmou a soberania brasileira diante das pressões geopolíticas.

Na entrevista publicada pela Der Spiegel, Lula tratou ainda do acordo entre Mercosul e União Europeia, da relação com a Alemanha, da guerra no Oriente Médio, da crise internacional provocada pela escalada militar liderada por grandes potências e da situação política na América Latina. Ao longo da conversa, o presidente apresentou o Brasil como uma democracia sólida e insistiu que o mundo vive um momento de desordem que exige mais diálogo, mais equilíbrio institucional e menos imposições unilaterais.

“Aqui não há lugar para fascistas”

Ao comentar o ambiente político brasileiro e a possibilidade de uma nova disputa presidencial, Lula demonstrou confiança na vitória das forças democráticas e fez a declaração mais forte da entrevista: “O Brasil continuará sendo um país democrático. Além disso, nós vamos ganhar esta eleição e fazer com que a nossa democracia fique ainda mais estável. Aqui não há lugar para fascistas; para pessoas que não acreditam na democracia”.

A fala sintetiza a visão do presidente sobre o momento político nacional, ainda marcado pelos efeitos da tentativa de ruptura institucional promovida por setores da extrema direita após sua eleição. Lula reforçou que o Brasil dispõe hoje de instituições mais preparadas para reagir a ataques contra a ordem democrática e ressaltou a responsabilização de envolvidos em ações golpistas.

“É a primeira vez na nossa história que um ex-presidente e quatro generais foram responsabilizados por seus atos”, afirmou, ao defender o funcionamento da Justiça como condição essencial para impedir recaídas autoritárias.

Lula critica Trump e diz que presidente dos EUA “não foi eleito imperador do mundo”

Um dos trechos centrais da entrevista foi a crítica direta de Lula a Donald Trump, atual presidente dos Estados Unidos. Ao analisar a postura de Washington diante de outros países, o presidente brasileiro afirmou: “Trump não foi eleito imperador do mundo. Ele não pode ameaçar outros países o tempo todo com guerra”.

Lula acrescentou que a ordem internacional vive um processo acelerado de deterioração. “Precisamos colocar este mundo em ordem; ele está se transformando em um único campo de batalha”, declarou. Em sua avaliação, o sistema global se tornou refém da lógica militar e do poder concentrado nas mãos de poucas nações, em prejuízo da paz e do desenvolvimento.

O presidente também criticou o volume de recursos despejados na indústria bélica. “No ano passado, foram gastos 2,7 trilhões de dólares com armas e militares. Esse dinheiro poderia ser melhor empregado no combate à fome ou ao analfabetismo na África ou na América Latina”, disse.

Soberania e respeito nas relações com os Estados Unidos

Ao recordar os atritos comerciais com os Estados Unidos, Lula afirmou que não existe fórmula mágica para lidar com Trump, mas insistiu que o respeito entre os países depende da capacidade de cada governo de se impor politicamente. “Ninguém respeita alguém que não se faça respeitar”, afirmou.

Segundo o presidente, ele próprio deixou claro a Trump que o Brasil não abrirá mão de seus interesses nacionais. “Eu disse a Trump: você pode dizer que tem os maiores navios, aviões e foguetes do mundo. Eu quero paz, meu país quer se desenvolver. Minha guerra com você é uma guerra de narrativas”, declarou.

Lula também contestou o argumento utilizado pelos Estados Unidos para justificar medidas tarifárias contra o Brasil. “Essas tarifas são um erro, porque os Estados Unidos têm há anos um superávit comercial com o Brasil. Então não vamos contar histórias falsas”, afirmou.

Ao mesmo tempo, deixou claro que o Brasil não aceitará ficar dependente de um único parceiro comercial. “Se Trump não quiser comprar nada de mim, eu procuro meus compradores em outro lugar. Em três anos e meio, abrimos 518 novos mercados para os produtos brasileiros. Eu não vou ficar sentado lamentando”, disse.

Aposta no multilateralismo e crítica ao atual sistema internacional

Lula usou a entrevista para defender o multilateralismo como única alternativa viável à escalada dos conflitos internacionais. Para ele, não é aceitável que uma potência use sua supremacia econômica, militar e tecnológica para determinar unilateralmente os rumos do planeta.

“A harmonia entre as nações só será alcançada com a aplicação consequente da democracia”, afirmou. Na mesma linha, criticou o papel das grandes potências no Conselho de Segurança da ONU e voltou a defender uma profunda reforma da estrutura de governança global.

Segundo o presidente, é injustificável que regiões inteiras, como África e Oriente Médio, permaneçam sem representação permanente no órgão máximo de segurança internacional. Ele também questionou a exclusão de países como Alemanha, Índia, Japão, Brasil e México.

Em outro momento da entrevista, Lula resumiu o impasse geopolítico com uma imagem dramática: “É como se estivéssemos à deriva em alto-mar, num navio sem capitão”. A declaração veio após relatar tentativas frustradas de estimular líderes como Xi Jinping, Vladimir Putin e Emmanuel Macron a promoverem uma reunião de alto nível capaz de envolver Trump numa discussão mais ampla sobre a paz mundial.

Mercosul-União Europeia e o esforço para conter o unilateralismo

O presidente também rebateu críticas ao acordo entre Mercosul e União Europeia e afirmou que o tratado continua atual e necessário. “Nada está ultrapassado. É preciso apenas se empenhar para fazer funcionar”, declarou.

Segundo Lula, sua prioridade ao assumir a presidência rotativa do Mercosul foi justamente concluir esse processo e oferecer uma resposta concreta à ofensiva unilateralista dos Estados Unidos. “Eu queria contrapor algo ao unilateralismo dos Estados Unidos e fortalecer o multilateralismo”, disse.

Para o presidente, o acordo entre os dois blocos não é apenas uma ferramenta comercial, mas um instrumento de paz e desenvolvimento. Ele lembrou que Mercosul e União Europeia formam juntos um mercado de quase 720 milhões de pessoas e um PIB superior a 22 trilhões de dólares.

Ao falar da relação com a Alemanha, Lula destacou a necessidade de maior equilíbrio na balança comercial. “A Alemanha tem um superávit comercial de sete bilhões de dólares com o Brasil. Nós queremos continuar comprando da Alemanha, mas precisamos caminhar para um equilíbrio. Isso significa que o Brasil deveria fabricar mais produtos de qualidade e vendê-los na Alemanha”, afirmou.

Energia, fertilizantes e defesa da produção nacional

A entrevista também abordou os efeitos das guerras sobre a economia e a segurança alimentar. Lula afirmou que o governo brasileiro agiu para impedir que a escalada internacional fosse transferida diretamente ao custo de vida da população.

“Aqui no Brasil, nós tomamos medidas para impedir que os preços da gasolina, do diesel e do querosene subam. Assim evitamos que a guerra chegue à mesa do almoço dos brasileiros”, afirmou. Ele citou ainda os avanços do país em biodiesel e etanol como parte de uma estratégia de maior autonomia energética.

No campo agrícola, Lula voltou a defender a reconstrução da indústria nacional de fertilizantes. “Nós deveríamos ter impulsionado a produção nacional de fertilizantes há 20 ou 30 anos. Em vez disso, o governo do meu antecessor fechou algumas de nossas fábricas de fertilizantes. Agora estamos tentando reconstruir uma indústria própria. Não podemos nos tornar dependentes dos outros”, disse.

A fala reforça uma das linhas centrais do governo: soberania não é apenas uma palavra diplomática, mas também uma agenda concreta de reindustrialização e fortalecimento da capacidade produtiva nacional.

Cuba, Venezuela e a defesa da autodeterminação dos povos

Ao tratar da América Latina, Lula condenou as intervenções dos Estados Unidos na região e reafirmou o princípio da autodeterminação dos povos. “A América Latina é uma zona de paz. Por isso somos contra o bloqueio econômico que os Estados Unidos impuseram a Cuba há mais de 60 anos”, afirmou.

Sobre a Venezuela, o presidente foi igualmente enfático ao rejeitar ingerências externas. “Assim como Putin não tinha o direito de invadir a Ucrânia, Trump não tem o direito de intervir na Venezuela ou ameaçar Cuba”, declarou.

Lula afirmou ainda que o Brasil não reconheceu a eleição de Nicolás Maduro por falta de transparência na divulgação das atas eleitorais. “Eu tenho a consciência tranquila em relação à Venezuela. O Brasil não reconheceu a eleição de Maduro, porque ele nunca publicou as atas eleitorais, apesar da nossa exigência”, disse.

Mesmo assim, reafirmou que não cabe ao Brasil determinar os rumos políticos internos do país vizinho. Em sua avaliação, a solução da crise venezuelana precisa ser construída pelos próprios venezuelanos, sem tutela externa nem aventuras intervencionistas.

O legado social e o combate à fome

Na parte final da entrevista, Lula voltou a apresentar o combate à pobreza e à fome como eixo central de sua trajetória política. “Qual é o meu legado? Que é possível resolver o problema da pobreza. É disso que eu me orgulho”, afirmou.

Ele lembrou que, em 2003, o Brasil tinha 54 milhões de pessoas passando fome, quadro que havia sido revertido até 2012. Ao retornar à presidência, em 2023, segundo Lula, o país havia voltado a conviver com 33 milhões de brasileiros em situação de fome. “Dois anos e meio depois, nós resolvemos esse problema novamente”, declarou.

O presidente também reivindicou como parte de seu legado a ampliação da inclusão social e a expansão do acesso à educação. “Nenhum outro presidente na história do Brasil fez tanto pela integração social. Nenhum outro criou tantas universidades, institutos e escolas”, disse.

Ao fim, a entrevista à Der Spiegel projeta a tentativa de Lula de consolidar, no plano internacional e doméstico, uma imagem de liderança associada à democracia, à soberania, ao desenvolvimento e à resistência ao autoritarismo. Sua frase mais contundente, agora transformada em manchete, resume esse posicionamento: “Vamos ganhar as eleições porque no Brasil não há lugar para fascistas”.

  • Jorge Vieira
  • 16/abr/2026

Novo inquérito aberto por Alexandre de Moraes pode tornar Flávio Bolsonaro inelegível

A abertura de um novo inquérito pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) pode ter consequências políticas significativas, incluindo a possibilidade de inelegibilidade. A informação foi divulgada pela coluna de Paulo Cappelli, do portal Metrópoles, e aponta que o parlamentar é investigado por suposto crime de calúnia contra o presidente Lula.

De acordo com a reportagem, a decisão de Moraes atende a uma representação da Polícia Federal (PF), solicitada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), e determina a apuração de uma publicação feita por Flávio Bolsonaro nas redes sociais em 3 de janeiro de 2026. A PF terá prazo de 60 dias para realizar as diligências iniciais.

Especialistas em direito eleitoral avaliam que uma eventual condenação pode ter impacto direto na vida política do senador. O advogado Carlos Frota, ouvido pela coluna, destacou que a Constituição prevê a suspensão dos direitos políticos em casos de sentença penal condenatória, inclusive em crimes contra a honra.

“Sem entrar no caso concreto, a Constituição Federal de 1988 é clara ao estabelecer que a sentença penal condenatória, inclusive por crimes contra a honra, pode ensejar a suspensão dos direitos políticos”, afirmou.

Segundo Frota, essa suspensão impediria Flávio Bolsonaro de disputar eleições e até mesmo de exercer direitos básicos de cidadania política. “No caso da suspensão dos direitos políticos, o cidadão não é sequer registrável: não obtém certidão de quitação eleitoral, não pode se filiar a partido político e tampouco votar, uma vez que o título eleitoral fica cancelado”, explicou.

A investigação busca esclarecer se houve prática de calúnia contra o presidente Lula, o que, se confirmado, pode levar à responsabilização penal do senador. A decisão de Moraes reforça o papel do STF na apuração de crimes envolvendo autoridades com foro privilegiado.

A abertura do inquérito ocorre em um momento de intensificação das disputas políticas, com possíveis reflexos no cenário eleitoral de 2026, caso o senador confirme pretensões de disputar a Presidência da República.

Reação de Flávio e aliados

Após a divulgação do caso, Flávio Bolsonaro reagiu criticamente à decisão do ministro do STF. Em nota, o senador afirmou que recebeu a medida “com profunda estranheza” e questionou sua base jurídica.

“A medida é juridicamente frágil, uma vez que a publicação objeto do procedimento carece de qualquer tipicidade penal”, declarou.

Já o deputado Eduardo Bolsonaro também criticou a decisão, sugerindo motivação política na abertura do inquérito. “Ele manda abrir o inquérito, a sua Polícia Federal investiga e depois, adivinha quem vai julgar os casos? Ele também. Um jogo de cartas marcadas para não permitir a eleição de Flávio”, afirmou.

Impacto no cenário político

Caso haja condenação, os efeitos podem ir além da esfera jurídica, atingindo diretamente o tabuleiro político nacional. A eventual inelegibilidade de Flávio Bolsonaro poderia alterar estratégias eleitorais da direita brasileira e redefinir o campo de disputa nas próximas eleições presidenciais.

O andamento do inquérito e suas conclusões serão decisivos para determinar não apenas o futuro jurídico do senador, mas também seu papel nas eleições de 2026.

  • Jorge Vieira
  • 15/abr/2026

Carlos Lula chama escala 6×1 de “sobrevivência” e defende mudança

A escala de trabalho 6×1 foi classificada pelo deputado estadual Carlos Lula (PSB) como uma rotina que transforma a vida do trabalhador em sobrevivência. Durante discurso na Assembleia Legislativa do Maranhão, nesta quarta-feira (15), o parlamentar destacou os impactos da jornada na saúde física e mental e defendeu a proposta de redução da carga horária semanal como um avanço social necessário.

“Isso não é vida. Isso é sobrevivência travestida de trabalho”, afirmou.

Carlos Lula reforçou seu posicionamento em defesa dos trabalhadores e criticou o modelo atual, que, segundo ele, compromete o bem-estar e a qualidade de vida, especialmente de quem atua no comércio e nos serviços, como atendentes, caixas e garçons.

Para o deputado, a proposta enviada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso Nacional, que prevê a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais com dois dias de descanso, representa um avanço ao ampliar direitos sem redução salarial.

O parlamentar destacou que a escala 6×1 atinge, sobretudo, trabalhadores com menor renda e menor proteção trabalhista, aprofundando desigualdades. “É uma realidade que pesa mais sobre quem já tem menos. Nossa gente sente essa escala na carne”, disse.

Carlos Lula também chamou atenção para os impactos da jornada excessiva na saúde. “Quanto custa o burnout? Quanto custa a depressão que se instalou nas linhas de montagem e nos caixas de supermercado?”, questionou.

Valorização – O deputado ressaltou ainda que o Maranhão está entre os estados com maior concentração de trabalhadores submetidos à escala 6×1, especialmente nos setores de comércio e serviços.

Ao defender a mudança, ele destacou que a jornada 5×2 já é realidade em diversas categorias, sem prejuízos à economia, e pode ser ampliada como política de valorização do trabalho.

“É possível trabalhar com dignidade. Essa mudança é sobre garantir tempo de vida para quem trabalha”, concluiu.

  • Jorge Vieira
  • 15/abr/2026

Brandão joga a última cartada para ter o PT ou neutralidade de Lula nas eleições 2026

O governador Carlos Brandão, que participou da posse do novo ministro de Relações Institucionais José Guimarães (PT) faz de tudo para tirar do processo sucessório o vice-governador Felipe Camarão (PT), mas está ficando cada vez mais complicado colocar em prática seu projeto de afastá-lo para ter o PT no palanque do seu sobrinho Orleans Brandão (MDB), e já vislumbraria a possibilidade de negociar a neutralidade do presidente Lula nas eleições 2026.

Brandão foi à Brasília atendendo um convite protocolar feito a todos os governadores e levou a tira colo o sobrinho, mas em nenhum momento se viu uma foto sequer do presidente Lula ao lado de Orleans ou qualquer declaração do novo ministro que pudesse indicar alguma articulação de aproximação do PT com o candidato do MDB no Maranhão.

O esforço de Brandão, pelo que se tem ouvido nos bastidores da política local, é tentar um acordo que garanta a neutralidade do presidente Lula na eleição no Maranhão. Após a filiação da senadora Eliziane Gama no PT e do compromisso de Lula de apoiar sua candidatura à reeleição, é evidente que as lideranças nacionais petistas não descartam a candidatura de Camarão ao governo do estado.

A comissão provisória do PT do Maranhão deve renuir com a direção nacional nos próximos dias, em Brasília, para bater o martelo sobre o rumo nas eleições que se aproxima. A tendência é de candidatura própria, com o vice-governador Felipe Camarão na disputa. Ele, inclusive, tem reafirmado sua condição de pré-candidato e vem se apresentando como verdadeiro opositor do governo, a quem acusa de perseguição.

Partido composto por várias correntes, que brigam internamente por posições de comando e divergem quanto aos rumos do processo sucessório, é público que os petistas liderados pelo ex-deputado e secretário do Escritório de Representação do Maranhão em Brasília, Washington Oliveira, estão quebrando lanças pela manutenção da aliança com o governador, até como forma de manter seus empregos, mas esta articulação perde força a cada dia, enquanto a tese da candidatura própria ganhar maior visibilidade. Até porque ainda existe a expectativa de que Carlos Brandão venha ser afastado do cargo por conta dos processos que correm no Supremo Tribunal Federal (STF).

Brandão vive assombrado com os boatos e com a perspectiva de que possa sofrer um afastamento, o que representaria um duro golpe em seus planos políticos; daí alguns analistas isentos acreditarem que se Lula topar ficar neutro na a eleição para governador é sinal de que Brandão não corre risco de ser afastado, caso contrário, a possibilidade de Camarão sentar na cadeira de governador para disputar a reeleição passa a ser real.

Como se pode observar, a última cartada de Brandão, caso não consiga ter o PT em seu palanque, será convencer o presidente se manter neutro em troca do apoio do seu grupo político. Antes, porém, terá que torcer para as informações que correm nos bastidores sobre seu afastamento não passem de boatos.

  • Jorge Vieira
  • 14/abr/2026

Dino diz que apontar STF como maior problema nacional é um erro histórico “gigantesco”

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (14) que classificar a Corte como o principal problema do país representa um “gigantesco erro histórico”. A declaração foi feita em meio a críticas recentes dirigidas ao tribunal. As informações são da CNN Brasil. 

Em publicação nas redes sociais, Dino afirmou que há um “equívoco” ao apontar o STF como o maior problema nacional. “Friso: gigantesco erro histórico”, escreveu o ministro, ao alertar para as consequências desse tipo de avaliação.

A manifestação ocorreu após a apresentação do relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito ( CPI) do Crime Organizado. O documento, apresentado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), inclui pedidos de indiciamento de ministros do STF e do procurador-geral da República, Paulo Gonet.

O ministro também declarou que críticas ao Judiciário são legítimas, desde que feitas com respeito. Segundo ele, investigações devem ocorrer com “respeito à dignidade das pessoas” e com “preservação das instituições da democracia”.

Dino destacou ainda que tanto o STF quanto a Procuradoria-Geral da República têm histórico de atuação contra o crime organizado, com decisões que atingem diferentes grupos, incluindo organizações armadas e facções criminosas.

Ele também afirmou que o enfrentamento ao crime organizado exige abrangência. “É uma irresponsabilidade investigar o crime organizado e não tratar sobre milicianos, traficantes de drogas, vendedores de armas ilegais, garimpos ilegais, facções que controlam territórios, matadores e pistoleiros etc.”, disse.

O relatório da comissão foi apresentado na manhã desta terça-feira (14). De acordo com o senador Alessandro Vieira, os pedidos de indiciamento se baseiam em condutas consideradas incompatíveis com o exercício das funções públicas, como suspeição em julgamentos, supostos conflitos de interesse e decisões que teriam impactado investigações.

Entre os citados no documento estão os ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. No caso do chefe do Ministério Público, o texto aponta possível omissão diante de indícios considerados relevantes.

O relatório também menciona o caso do Banco Master, citando suspeitas de irregularidades financeiras e possível ligação com esquemas de lavagem de dinheiro, que deverão ser analisadas em investigação específica.

Veja a íntegra da declaração de Dino:

“O Supremo Tribunal Federal tem um relevante conjunto de decisões judiciais contra o crime organizado no Brasil, nos limites de suas competências constitucionais, alcançando quadrilhas armadas, crimes políticos, facções em geral. O mesmo pode ser dito quanto à Procuradoria Geral da República.

É uma irresponsabilidade investigar o crime organizado e não tratar sobre milicianos, traficantes de drogas, vendedores de armas ilegais, garimpos ilegais, facções que controlam territórios, matadores e pistoleiros etc.

Atualmente há, por parte de alguns, o equívoco de apontar o STF como o “maior problema nacional”. É um imenso erro, para dizer o mínimo. Friso: gigantesco erro histórico, que exige uma melhor reflexão quanto às consequências.

Críticas e investigações devem ser feitas, sem dúvida. Mas com respeito à dignidade das pessoas e com preservação das instituições da democracia, pois sem elas não existem direitos fundamentais nem futuro para a Nação.

Infelizmente a minha condição de magistrado me impede de escrever mais sobre o tanto que o STF fez e está fazendo no combate ao crime organizado. Não me cabe falar, mas está nos autos.

Contudo, posso e devo registrar a minha SOLIDARIEDADE PESSOAL aos colegas alvo de injustiças.”

  • Jorge Vieira
  • 14/abr/2026

Lula lidera todos os cenários de 1º e 2º turnos, indica pesquisa CNT/MDA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece na liderança da disputa presidencial de 2026 em cenários de primeiro e segundo turnos, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (14) pelo instituto MDA, encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT). O levantamento indica que Lula supera o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu principal adversário nos cenários testados.

O presidente mantém vantagem mesmo considerando a margem de erro de 2,2 pontos percentuais. Outros nomes incluídos no levantamento aparecem com desempenho bem inferior ao dos dois primeiros colocados.

Cenário de primeiro turno

Na simulação de primeiro turno, Lula lidera com 39,2% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 30,2%. Os demais pré-candidatos aparecem com percentuais significativamente menores:

  • Ronaldo Caiado (PSD): 4,6%
  • Romeu Zema (Novo): 3,3%
  • Renan Santos (Missão): 1,8%
  • Aldo Rebelo (DC): 1,5%
  • Branco/nulo: 10,4%
  • Indecisos: 8,9%

Simulações de segundo turno

A pesquisa também avaliou diferentes cenários de segundo turno. Na disputa direta entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente aparece com 44,9%, contra 40,2% do senador. Nesse cenário, 11,3% declararam voto branco ou nulo, e 3,6% estão indecisos.

Em confrontos com outros pré-candidatos, a vantagem de Lula é mais ampla:

  • Contra Romeu Zema: 45,2% a 31,6%
  • Em outro cenário com Zema: 44,4% a 32,7%
  • Contra Aldo Rebelo: 45,4% a 29,1%
  • Contra Renan Santos: 45% a 28,3%

Os índices de votos brancos, nulos e indecisos variam entre 15% e 18% nos diferentes cenários.

O levantamento ouviu 2.002 pessoas em 140 municípios, distribuídos pelos 26 estados e pelo Distrito Federal, entre os dias 8 e 12 de abril. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-02847/2026.

  • Jorge Vieira
  • 13/abr/2026

Pastor Porto anuncia pré-candidatura a deputado federal e se filia ao Avante

O ex-vice-governador do Maranhão, pastor Porto, anunciou que irá disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. A decisão marca uma redefinição do seu projeto político, diante do atual cenário estadual e da necessidade de fortalecer a representação maranhense no Congresso Nacional.

Segundo ele, a escolha foi construída após uma avaliação criteriosa do momento político e após ouvir lideranças e apoiadores em diversas regiões do estado, que apontaram a importância de ocupar espaços estratégicos em Brasília com representantes comprometidos, equilibrados e preparados para defender os interesses do Maranhão.

“O Maranhão precisa de mais presença, mais voz e mais responsabilidade no Congresso Nacional. É uma decisão amadurecida, construída com base no diálogo e na convicção de que podemos fazer mais pelo nosso estado”, afirmou.

Nova filiação partidária

Com o novo projeto político, pastor Porto deixou o Cidadania (23) e oficializou sua filiação ao Avante (70), partido que lhe garante as condições necessárias para disputar uma cadeira na Câmara Federal e ampliar sua contribuição ao Maranhão.

O Avante integra a base do governador Carlos Brandão, reforçando um campo político pautado no equilíbrio, no diálogo e na construção de soluções concretas para a sociedade.

Vice-governador de Jackson Lago

Porto foi vice-governador do Maranhão na gestão do saudoso Dr. Jackson Lago, governador eleito democraticamente pelo povo maranhense e posteriormente cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em um processo que, à época, gerou forte reação política e social e foi interpretado por muitos como uma decisão parcial e injusta, quando o sistema retirou do cargo um governador legitimamente eleito.

Durante o período em que Dr. Jackson Lago precisou se afastar por questões de saúde, Porto assumiu interinamente o Governo do Estado, exercendo a função com responsabilidade, equilíbrio e respeito institucional.

Trajetória e experiência

Graduado em Administração Pública pela Universidade Federal do Pará (UFPA), pastor Porto também possui sólida formação teológica construída ao longo de mais de dez anos, sendo doutor pela Faculdade Teológica Sul-Americana, em Londrina (PR).

Ao longo de sua trajetória, ocupou importantes cargos públicos, como secretário municipal, vice-prefeito de Imperatriz, secretário de Estado e vice-governador do Maranhão. Recentemente, deixou o cargo de ouvidor-geral do município de Imperatriz para se dedicar integralmente à pré-campanha.

Membro da Academia Imperatrizense de Letras, instituição que presidiu por três vezes, é autor de oito livros e reúne experiência nas áreas pública, literária e pastoral, com atuação marcada pela ética, moderação e compromisso com o bem comum.
Nos últimos cinco anos, coordenou o Departamento da Família das Assembleias de Deus em todo o território nacional, ampliando sua atuação e fortalecendo o diálogo com lideranças de diferentes regiões do Brasil.

Compromisso com o Maranhão

Pastor Porto afirma que a decisão de disputar a Câmara Federal nasce da convicção de que o Maranhão precisa de representantes com postura firme, responsabilidade e capacidade real de entregar resultados.

“A decisão de disputar uma vaga na Câmara Federal nasce da convicção de que o momento exige representantes preparados, equilibrados e comprometidos com o interesse público. Mais do que ocupar um cargo, é preciso honrar a confiança da população com responsabilidade e coerência”, declarou.

Segundo ele, a candidatura está consolidada e contará com o apoio de lideranças e amigos em todo o Maranhão.

“O Brasil precisa de mais responsabilidade, ética e compromisso na vida pública. O Maranhão pode contar com uma atuação firme, transparente e voltada para resultados concretos”, concluiu.

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