O prefeito Edivaldo (PTC) contestou as declarações
da governadora Roseana Sarney (PMDB) sobre parceria entre governo do Estado e
prefeitura de São Luís e revelou que em um ano e oito meses o município
repassou R$ 40 milhões para o Estado.
Quando até os aliados do governo denunciam os abusos praticados por Ricardo Murad é porque a situação chegou ao limite. Ninguém aguenta mais ver a Secretaria de Saúde do Estado derramando recursos públicos em municípios comprometidos em votar na filha do secretário, Andréa Murad.
Ontem, em nota distribuída à imprensa, o prefeito de Coelho Neto, Soliney Silva, anunciou que
irá protocolar nos próximos dias no Ministério da Saúde e na Procuradoria
Federal da República, um pedido de investigação sobre o repasse de recursos da
Saúde para municípios maranhenses. De acordo com o gestor municipal, a
distribuição realizada pelo secretário Ricardo Murad (PMDB), através da
Secretaria Estadual de Saúde (SES), não está sendo feita de forma adequada e
ela exigirá explicações e quais os critérios adotados.
De acordo com Soliney, o município de Coelho Neto
que possui 50 mil habitantes e é considerada uma cidade polo, atendendo mais de
100 mil pessoas, recebeu apenas R$1,6 milhão, este recurso sendo dividido em
dez meses e o mesmo ainda se encontra atrasado por mais de três meses.
O prefeito ainda contesta a distribuição destes
recursos. Segundo Soliney Silva, o município de Santa Quitéria, que possui uma
população de 30 mil habitantes e não é considerada cidade polo, foi beneficiada
com um valor de R$4 milhões, ou seja, mais de duas vezes o recurso
disponibilizado para Coelho Neto.
Soliney Silva diz não entender a postura adotada
por Ricardo Murad, que não atende mais as ligações e nem os pedidos de reunião
que são solicitadas. “Sou um aliado de primeira hora do governo estadual, mas
estou sofrendo esse tipo de discriminação por parte do secretário da Saúde”,
completou.
Segundo informações repassadas pela administração
de Coelho Neto, apenas duas parcelas foram pagas até o momento do valor
acordado para custeio da saúde no município. Diante da situação, o procurador
do município está ingressando nos próximos dias com uma representação do
Ministério da Saúde e Procuradoria Federal da República.
A coligação “Todos pelo
Maranhão” prepara ação para investigar a origem de boatos envolvendo o nome do
candidato Flávio Dino (PCdoB). Nos últimos dias, inúmeras mensagens enviadas
pela rede de “Whatsapp” do Maranhão levaram frases que, de acordo com o texto,
teriam sido ditas pelo candidato. A coordenação da campanha pedirá hoje à
Polícia Federal que entre no caso.
Segundo a coordenação da
campanha, as mensagens disparadas com frases atribuídas a Flávio Dino foram
planejadas para espalhar uma “rede de boatos” envolvendo o nome do candidato,
que lidera as pesquisas de intenção de voto. Para Márcio Jerry, representante
legal da coligação “Todos pelo Maranhão” composta por 9 partidos, a prática
deve ser investigada com rigor.
Segundo a coligação, os
autores responderão pelo crime previsto no Código Eleitoral, no artigo 323.
“Divulgar, na propaganda, fatos que sabe inverídicos, em relação a partidos ou
candidatos e capazes de exercerem influência perante o eleitorado”. A pena
prevista na lei é de prisão de 2 meses a 1 ano.
Nesta segunda (25), a
coligação encaminhará aos órgãos de investigação as mensagens que vêm sendo
espalhadas pelas redes sociais. Em uma mensagem que circula nos celulares,
aparecem frases entre aspas que foram atribuídas ao candidato em ataques à
classe médica. Dino negou ter dito qualquer uma delas e pediu aos internautas
que, a partir de suas redes sociais, desmintam a “rede de intrigas” criada
pelos seus adversários.
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Curso de Caldeiraria foi iniciado esta semana
com duas turmas de 20 alunos
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Jornal Pequeno
A suposta dívida do Estado com a empreiteira Constran foi reconhecida por uma
comissão do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), no governo de Edison
Lobão (1991-1994). O Jornal Pequeno teve acesso exclusivo ao processo que deu
origem à dívida do Governo do Estado com a empresa de construção civil.
Mesmo com parecer contrário da Procuradoria-Geral do Estado, o então diretor de
obras do Departamento de Estradas e Rodovias Márcio Amado Libério reconheceu a
existência de uma dívida com a empresa. À época, o valor era de Cr$ 17,171
bilhões, que, supostamente, o Governo do Estado tinha com a Constran S/A. Mas
esse não foi o entendimento do procurador-geral do Estado em exercício, Milson
de Souza Coutinho, que, em 1993, afirmou em documento enviado para o gabinete
do governador que a obra não existia e que, por isso, a cobrança não deveria
ser paga pelos cofres públicos.
No documento em que defende os interesses do Estado, o procurador aponta
diversas irregularidades na condução da análise feita pela comissão nomeada
para verificar a realização das obras. A procuradoria – responsável pela defesa
do estado – diverge da comissão nomeada no governo Lobão e alega que a análise
feita por ela não contatou a realização das obras; apenas fez análise matemática
dos documentos apresentados pela empresa.
Segundo o procurador, a comissão não fez a diligência necessária para apurar a
realização da obra, e que, “em verdade, o trabalho da Comissão referida se
limitou tão só ao exame matemático do faturamento e jamis, das medições, único
meio de atestar o recebimento das obras”. O parecer da Procuradoria consta do
processo de cobrança da Constran ao Governo do Estado.
Para efetivamente receber o dinheiro oriundo da dívida a empresa contratou um
doleiro para negociar junto ao Governo do Estado, já sob o comando de Roseana
Sarney. Em fevereiro deste ano, o doleiro Alberto Yousseff foi preso pela
Polícia Federal em um hotel da capital do Maranhão.
A partir daí, uma teia de relações começou a se revelar entre o doleiro preso,
a empresa Constran e integrantes do Governo Roseana Sarney. Na semana passada,
o Jornal Nacional revelou em primeira mão que a contadora dos negócios de
Yousseff prestou depoimento à Polícia Federal e confirmou a participação de membros
do Governo de Roseana Sarney em negociação de propina.
Mesmo após uma imbricada luta judicial e de uma ação do Ministério Público, o
Governo do Estado entrou em acordo com a empresa Constran para pagamento de R$
112 milhões em novembro de 2013. Apos o acordo, Governo e empresa procuraram a
Justiça para registrar o acordo e assim permitir a transferência de 24 parcelas
de R$ 7 milhões.
Mesmo com todo esse valor, a dívida ainda ficaria em aberto para posterior pagamento
de cerca de R$ 100 milhões. Resultando ao final em R$ 211 milhões cobrados pela
Constran ao Governo do Estado.
O clima de esperança tomou conta das ruas de
Aldeias Altas neste sábado (23/08) com os candidatos da Coligação Todos pelo
Maranhão, Flávio Dino e Roberto Rocha.