Tentando surfar na onda do pré-carnaval de São Luís, Eduardo Braide foi alvo de duras críticas nas redes sociais após debochar do governo do Estado em postagem que foi posteriormente apagada do perfil da Prefeitura no Instagram. Em vários perfis, os internautas pedem que o prefeito se empenhe para trabalhar em prol de áreas como a saúde.
“Deveria debochar mostrando um ensino de qualidade porque nem vaga nas escolas tem”, criticou uma pessoa.
“Enquanto isso o povo sofrendo nos corredores dos hospitais, aguardando pela misericórdia de Deus”, detonou uma internauta.
As redes sociais foram tomadas por críticas a Eduardo Braide, principalmente pelo fato do Socorrão estar superlotado, as escolas com falta de vagas para crianças e a infraestrutura nos bairros estar em situação de calamidade.


Partido que se notabilizou pelo protagonismo em eleições na capital ao longo de três décadas, o PDT nem de longe parece a sigla dos tempos que era comandada pelo saudoso ex-governador Jackson Lago. Hoje dirigido pelo senador Weverton Rocha se transformou num simples azarão e, a exemplo de 2022, quando ficou em terceiro lugar no pleito para o governo do estado, deve se apresentar para a eleição de prefeito de São Luís com um candidato fraco, sem a menor expressão política, mas com potencial para levar a legenda a mais um fiasco eleitoral.
O partido mal se refez do desempenho pífio do seu candidato ao governo ficou na terceira colocação, caminha, ao que tudo indica, para mais uma humilhante derrota a julgar pelos resultados de todas as pesquisas já apresentados até agora que apontam falta de sintonia do ex-vereador Fábio Câmara pré-candidato pedetista a prefeito de São Luís, com os ludovicenses.
Vereador de um mandato só, com passagem apagada pela Câmara Municipal, Fábio Câmara teve sua pré-candidatura avalizada pelo senador Weverton e pelo vereador Raimundo Penha, presidentes dos diretórios estadual e municipal, respectivamente, em novembro de 2023, mas não consegue se sobressair e amarga as últimas posições nas sondagens junto ao eleitorado.
Pode se destacar, no entanto, a coragem do pré-candidato em se lançar na aventuras e dos dirigentes do partido em avalizar o projeto político do ex-vereador sem qualquer chance num pleito polarizado entre o atual prefeito Eduardo Braide (PSD) e o deputado federal Duarte Junior (PSB), que prometem uma luta renhida pelo comando da capital.
O PDT, que já teve seus dias de glória, mandou na cidade durante três décadas, hoje não é nem a sombra da legenda criada por Leonel Brizola e Jackson Lago, ao ponto de seus dois principais dirigentes virem a público apresentar um nome sem expressão, fraco, criado e amamentado no falido grupo Sarney/Murad.
No jogo da sucessão no principal colégio eleitoral, Câmara é considerado insignificante, serve apenas para acentuar a decadência do PDT, processo iniciado no estado desde que a sigla passou a ser comandada por Weverton Rocha, que usa a legenda a seu bel prazer e está levando o partido, que já foi grande, para o rol dos nanicos, com futuro incerto.
Se agarrar a Fábio Câmara para marcar posição, como fazem os partidos da extrema esquerda, é o sinal mais evidente das decisões equivocadas da direção atual que está levando o partido para a beira do precipício. A candidatura de Câmara, portanto, é apenas o empurrãozinho que estava faltando.
O pior é que, ao contrário dos partidos de extrema esquerda, Fábio Câmara não tem nem posição ideológica a defender; trata-se de um militante de ocasião, sem compromisso com a causa trabalhista.
Quem te viu, quem te agora, PDT.
*Prof. Xico Gonçalves
Augusto Lobato, presidente eleito do Partido dos Trabalhadores (PT), lembra muitas vezes a figura lendária de Dom Quixote de La Marcha, imortalizado por Miguel de Cervantes, em sua luta contra moinhos de vento. Para ele, os moinhos eram gigantes malvados, que precisavam ser combatidos. Entre a fantasia e a realidade, Dom Quixote expunha assim a linha fina entre a razão e a loucura; aquela linha que produz a ilusão cotidiana de fazer ver o que não existe. Já Lobato, com recente carta enviada à presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, expõe a própria ilusão, criada nas disputas políticas e ideológicas para justificar a divisão do mandato presidencial no Maranhão, terra que ainda espera a volta de Dom Sebastião, o “misterioso”, o “escolhido”, o “desejado”. Mas, tendo o caldo já derramado, pede apenas coerência na incoerência, já que ele foi o único presidente estadual eleito, no país, a ter o mandato dividido e ainda com o terceiro colocado.
Na carta à Gleisi Hoffmann, Lobato solicita que a prorrogação seja dividida do mesmo modo que foi dividido o mandato. No último Processo de Eleições Diretas (PED), embora Lobato tenha sido eleito presidente do partido com a maioria dos votos pela chapa Unidade Petista por Lula Livre, as chapas Resistir por Lula Livre, liderada por Genilson Alves, e Articulação-CNB Lula Livre, liderada por Francimar Melo, apresentaram recurso contra esse resultado. Só qem invés de investigar o objeto do recurso, a Executiva Nacional do PT optou por dividir o mandato de quatro anos entre Augusto Lobato, que exerceu a presidência de 2020 a 2021, e Francimar Melo, de 2022 a 2023. De forma surpreendente, a divisão do mandato foi decidida a favor do terceiro colocado na eleição e não do segundo. No processo do recurso, após o PED, as duas chapas derrotadas se “uniram” e apresentaram o nome de Francimar como candidato das duas, simulando uma composição de forças e uma maioria eleitoral que nunca existiram no processo das eleições.
Como o mandato dos diretórios estaduais foi prorrogado por mais dois anos, por uma decisão do Diretório Nacional do PT, Lobato apresentou em sua carta a Gleisi a solicitação para que “o mesmo princípio decidido pela Executiva Nacional, ou seja, de tratamento igualitário e isonômico”, fosse aplicado na prorrogação. Resta agora saber se a Executiva Nacional será coerente com a sua própria resolução, embora a primeira decisão, aparentemente sábia e salomônica, tenha legalizado uma pantomima política, indo contra a máxima de Karl Marx de que os fatos aparecem, na história, primeiro como tragédia e depois como farsa. Decisão semelhante à esta já havia ocorrido em 2010, quando o Encontro Estadual do PT decidiu apoiar a candidatura ao Governo do Estado de Flávio Dino, com Teresinha Fernandes vice, e a Executiva Nacional interveio a favor de Roseana Sarney, tendo como vice Washington Luís, que viria a trocar a cadeira de governador pelo banco de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
RESULTADO DO PED/2019/MA:
1º LUGAR – Chapa Unidade Petista por Lula Livre, candidato a presidente: Augusto Lobato, votação: 6.810
2º LUGAR – Chapa Resistir por Lula Livre, candidato a presidente: Genilson Alves, votação: 3.487
3º LUGAR – Chapa Articulação CNB por Lula Livre, candidato a presidente: Francimar Melo, votação: 2.749
4º LUGAR – Optei pelo Socialismo Lula Livre, sem candidato a presidente. Votação: 257
O jogo de sombras fica evidente quando se observa o resultado do PED/2019. O mandato da presidência foi dividido entre o primeiro e o terceiro colocado, numa situação tão misteriosa quanto o sumiço de Dom Sebastião. Ainda hoje, Genilson Alves, o segundo mais votado, mantém um silêncio obsequioso. Entreatos, a carta de Lobato aponta os moinhos de vento, que continuam a disseminar no PT ondas e mais ondas de fantasias e realidades na construção de posições majoritárias à revelia das regras políticas e eleitorais. A carta a Gleisi Hoffmann, com o endosso de mais cem lideranças do PT, pauta o direito à cidadania partidária, hoje, praticamente uma causa quixotesca em razão do majoritarismo e do parlamentarismo que tomaram conta do partido. A democracia interna, tão cara ao PT e aos petistas, não pode ser apenas um chavão de propaganda partidária. Ou, um presente misterioso, tão desejado quanto a volta do “escolhido”.
*Prof. Xico Gonçalves, militante das causas do BEM VIVER.
Após um pedido da Câmara Municipal de São Luís, a justiça autorizou nesta sexta-feira (19), a Casa realizar a sessão que vai apreciar o Projeto de Lei que e dispõe sobre a Lei Orçamentária Anual (LOA).
O presidente Paulo Victor (PSDB), protocolou o pedido tendo em vista a importância da pauta para a cidade de São Luís. “Nós fizemos o pedido via justiça que foi prontamente atendido pelo desembargador Marcelo Carvalho, para votar o orçamento, pauta importante pra nossa cidade. A Câmara de São Luís cumpre seu papel legal, sobretudo por lutar por todos os ludivicenses”, explicou.
A sessão deve ocorrer nesta terça-feira (23), às 09h30 no Plenário Simão Estácio da Silveira.
Conforme a Mensagem nº 10/2023, alterada pela Mensagem nº 15/23, ambas anexadas ao projeto em tramitação, a peça enviada pela prefeitura, estima-me para a execução de políticas públicas para o atual exercício financeiro de 2024 um orçamento de R$ 4.751.959.687,34 bilhões.
Uma polêmica estapafúrdia tomou as redes sociais e parte dos bastidores políticos do Maranhão desde ontem. O fato da rede pública de ensino do Maranhão não ter nenhum aluno com nota máxima na redação do Enem 2023. A tramoia, criada pela oposição ao governo, foi repercutida pela mídia opositora e pelo candidato derrotado nas eleições de 2022, o ex-prefeito Lahésio Bonfim.
Para rebater a cantilena, o secretário de Educação, o vice-governador Felipe Camarão, gravou um vídeo em que exalta os resultados obtidos pelos estudantes maranhenses, diferente daqueles que usam a estratégia do quanto pior, melhor, para desmerecer o próprio estado em que vivem.
“Meus parabéns aos estudantes e professores maranhenses pelos desempenho no Enem, inclusive na redação! E meu repúdio veemente a certo ex candidato a governador que menospreza a inteligência dos maranhenses, alunos e mestres a que tanto se esforçaram. Viva a educação pública do Maranhão!”, disparou Camarão.
Para desmistificar a polêmica criada pela oposição basta verificar que apenas 4 estudantes de escolas públicas de todo o Brasil atingiram a nota máxima na redação. Mas isso a oposição não mostra, pois, de acordo com Camarão, o objetivo deles é apenas desvalorizar o Maranhão e os maranhenses.
Em entrevista à um programa de rádio na noite de ontem, o governador em exercício Felipe Camarão abriu as portas do seu partido, o PT, para que o secretário de Agricultura Familiar, Bira do Pindaré, ingresse no partido para ser vice na chapa encabeçada pelo deputado federal Duarte Júnior em São Luís.
Camarão citou que entre os petistas dois nomes já se manifestaram: o deputado estadual Zé Inácio e a diretoria do IEMA, Cricielle Muniz. “Só quem temos companheiros valorosos que já foram do partido. Acho que um nome que agregaria muito é o do Bira. Acho que é uma construção legal. Seria uma chapa muito boa”, afirmou o vice-governador.
De acordo com ele, Bira do Pindaré conhece São Luís, tem recall, já que foi candidato a prefeito da capital por duas vezes, e é bom de campanha.
Felipe Camarão também nominou outros partidos que, segundo sua avaliação, tem bons quadros, como o PP, o União Brasil, os outros partidos da Federação PCdoB e PV, e até o MDB.
“Tem muita gente filiada boa. Acho que a gente tá num ponto de privilégio”, ressaltou.
Por Plínio Teodoro – Revista Fórum – O Ministério da Fazenda, por meio do Secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, acabou com a isenção eleitoreira decretada por Jair Bolsonaro (PL) sobre ganhos de ministros de confissão religiosa, no qual se incluem os pastores.
O benefício fiscal se deu no dia 29 de Julho de 2022, às vésperas da eleição presidencial, junto à série de medidas eleitoreiras e desesperadas tomadas por Bolsonaro diante da iminente derrota na disputa contra Lula.
A medida, intitulada Ato Declaratório Interpretativo RFB nº 1, previa a isenção de impostos em salários e remunerações pagas pelas igrejas aos pastores.
“Os valores despendidos pelas entidades religiosas e instituições de ensino vocacional com ministros de confissão religiosa, com os membros de instituto de vida consagrada, de congregação ou de ordem religiosa, em face do mister religioso ou para a subsistência, não são considerados como remuneração direta ou indireta”, dizia o ato, em uma manobra para isentar a tributação aos pagamentos das lideranças religiosas.
A medida, proposta por Bolsonaro, foi assinada pelo então secretário da Receita Federal Júlio Cesar Vieira Gomes, que atuou na tentativa de liberar as joias recebidas pelo ex-presidente que foram apreendidas pela alfândega no Aeroporto de Guarulhos. A isenção aos pastores virou alvo de investigação do Tribunal de Contas da União (TCU). Vieira Gomes foi exonerado da Receita no ano passado.
Perseguição
Em entrevista a Octávio Guedes, da GloboNews, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), um dos principais líderes da bancada evangélica, afirmou que vai usar a medida para pressionar os pastores a fazer campanha contra o governo Lula, usando o já surrado discurso de “perseguição religiosa”.
“Terão cada vez mais nosso distanciamento e nós iremos fazer campanha contrária a esses governos. Isso é prato cheio para nós evangélicos. Vou fazer um vídeo agora para espalhar e mostra que o PT persegue o segmento religioso”, confessou Cavalcante.
Segundo ele, a medida que acaba com a isenção de impostos sobre os salários dos pastores “é uma prova do que sempre falamos: o governo Lula persegue os segmentos religiosos”.