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Notícias
  • Jorge Vieira
  • 27/mar/2015

Deputado Rubens Júnior defende limite para gastos nas campanhas

Rubens Júnior: controle de gastos
 
Rubens Júnior, deputado pelo PCdoB do Maranhão,
apresentou um projeto para limitar os gastos de candidatos a prefeito e a
vereador na campanha de 2016. O objetivo é diminuir o quanto se gasta com as
campanhas, valor hoje definido por cada partido.

Pela proposta, em cidades com até 200 000 eleitores,
cada candidato a prefeito poderá gastar até cinco reais por eleitor e cada
vereador até um real por eleitor.

Em municípios maiores, candidatos a prefeito
poderão gastar três reais por eleitor e os que concorrem às Câmaras poderão
gastar cinquenta centavos por eleitor.

Se aprovada a lei, o efeito será drástico. Uma
campanha pela prefeitura de São Paulo, custaria, no máximo, 26,3 milhões.
Fernando Haddad elegeu-se prefeito gastando 42 milhões de reais. José Serra,
derrotado, gastou 33 milhões de reais.

Por Lauro Jardim

 

  • Jorge Vieira
  • 27/mar/2015

“O PMDB se tornar uma força hegemônica é desastroso”, diz Dino

Carta Capital – Em 2014,
Flávio Dino (PCdoB) foi eleito governador do Maranhão e pôs fim ao ciclo de
quase 50 anos da família Sarney e do PMDB no poder no Estado. Ainda que tenha
sido um opositor ferrenho do partido, Dino não é um crítico da aliança entre governo
federal e a legenda como parte dopresidencialismo de coalizão que garante a
governabilidade para a gestão petista. Para Dino, a crise que agora deixa o PT
refém de seu principal aliado no Congresso nasceu, na verdade, com a política
de “duopólio” praticada pelos petistas e que privilegiou mais o PMDB do que
outros partidos da base aliada.
“Essa peemedebização da
política é muito negativa. O que estou dizendo é que o PMDB existir e ser
aliado é normal. Agora ele se tornar uma força hegemônica é realmente
desastroso porque o PMDB não se notabiliza por ter um programa claro”, analisa
o governador. Nesta entrevista aCartaCapital, Flávio Dino disse também que
nenhuma aliança pode “sacrificar” o programa eleito nas urnas, mas diz crer que
Dilma Rousseff “ainda” não contrariou suas promessas de campanha, só errou na
“dose”.
Leia a entrevista completa:
CartaCapital: Como o
senhor analisa esses protestos de 15 de março, capitaneados pela classe média,
em sua maioria, contra o governo da presidenta Dilma?

Flávio Dino: Acho que é preciso separar o joio do trigo. Em meio à onda de
insatisfação e protestos há questões muito justas, sobretudo, no combate à
corrupção e à improbidade administrativa e que deve mobilizar a sociedade. Mas,
por outro lado, em meio a esse trigo há muitas coisas equivocadas. Por exemplo,
do mesmo modo que é correto você combater a corrupção, é incorreto você situar
essa questão em uma determinada pessoa ou força política, como está sendo feito
em relação ao PT e, muito especialmente, a presidenta Dilma. Na verdade,
práticas de mau uso do dinheiro público no Brasil, infelizmente, têm uma longa
história e hoje temos fatores institucionais que conduzem a continuidade disso.
Aquilo que deve ser descartado é o oportunismo político, politiqueiro, no mau
sentido da palavra, de procurar individualizar isso na presidenta Dilma. Em
segundo lugar, outra parte do joio que deve ser descartada são as teses
delirantes daí derivadas. E duas são, especialmente, dignas de registro. A
primeira é apologia ao crime, ou seja, um golpe militar. A defesa do golpe
militar não é uma postura ideológica legítima, é crime, que deve ser repudiado
com bastante ênfase. A outra é o impeachment, como se ele pudesse ser um
mecanismo de substituição do governo apenas porque você não gosta do governo.
Quando o impeachment, na verdade, no presidencialismo, é uma punição a um crime
de responsabilidade em que haja evidências que a presidenta da República tenha,
expressamente, praticado e participado disso. Quando você mistura tudo isso, o
sinal que acaba sendo emitido dessas manifestações é equivocado, por ser contra
a política, anti-política, contra as instituições democráticas. Por isso,
lamento muito que um movimento legítimo, de combate à corrupção, acabe se se
prestando a difundir preconceitos, medos, pânicos e até posições criminosas.
CC: Apesar de ser
juridicamente inviável hoje, o clima no Congresso parece estar contra o
governo. Alguns partidos endossaram esse tipo de reivindicação. Isso não é
perigoso? Não pode sair de controle?

FD: É perigoso no sentido de reportar preconceitos contra a política de um modo
geral. Basta ver que as pesquisas de opinião pública mostram que o próprio
Congresso está profundamente deslegitimado, com nível de avaliação baixíssimo.
Eu me preocupo e acho perigosa a conjuntura nesse sentido porque as grandes
tragédias da humanidade, no sentido político, surgiram em momentos em que as
instituições democráticas foram golpeadas por esse descrédito, por essa aversão
absoluta que procura se semear na sociedade. Agora, do ponto de vista
estritamente prático, posso te afirmar que hoje, dia 19 de março, a chance de
ocorrer um impeachment é zero porque mesmo que se formasse maioria no
Congresso, o Supremo Tribunal Federal (STF) jamais iria permitir que o processo
de impeachment fosse ao fim pela razão simples e concreta de que não há amparo
constitucional.
CC: Depois de anos de
apoio, o PT parece estar refém do PMDB na Câmara e no Senado. O senhor, que
sempre foi adversário e enfrentou o PMDB no Maranhão, como enxerga essa
situação que o PT tem agora?

FD: Em primeiro lugar, é compreensível a busca por alianças amplas. Acho que a
razão de tudo isso que falamos, do quadro de fragilidade, o governo está certo
em buscar um arco bastante amplo de alianças partidárias. Eu acrescentaria,
nesse cardápio, apenas a iniciativa de abertura de um diálogo com a oposição.
Mesmo que a oposição não queira, entendo que no quadro atual o governo tem o
dever de tentar. O dever de tomar a iniciativa em relação a isso. Mas, em
relação às alianças partidárias, são compreensíveis e necessárias. O que é
importante examinar é que essa busca de alianças não pode sacrificar o programa
escolhido nas urnas. Essa é uma questão central. Ou seja, você, no
presidencialismo, disputa uma eleição, apresenta um programa e esse programa é
sufragado pela maioria da sociedade. Você, a partir daí, faz aliança de
sustentação do seu governo tendo como referência o seu programa. Então, o ponto
de interrogação mais agudo que tem na conjuntura é, exatamente, em que sentido
as alianças, sobretudo com o PMDB, não acabe por invalidar compromissos que a
sociedade escolheu. Aí me refiro especificamente ao tema do desenvolvimento e
dos direitos sociais. Acho que essa é a modulação, o ponto de interrogação e a
fronteira que não deve ser ultrapassada.
CC: O governo já não
contrariou o que prometeu durante a campanha?

FD: Ainda não. Mesmo o ajuste fiscal é compreensível. Discordo apenas da dose.
É aquela clássica questão do remédio que vira veneno. Há medidas necessárias,
não há dúvida. Por exemplo, combate à fraude de modo geral na concessão de
benefícios. Tudo isso que faz parte do ajuste fiscal são medidas corretas. Mas
acho que houve um exagero, e esse exagero tem que ser, inclusive, superado no
debate político. Ou seja, acho que o governo deve fazer um ajuste fiscal porque
o mercado impõe. Não é uma opção política, é quase uma imposição da conjuntura
econômica internacional e das forças hegemônicas de mercado, que exigem um
certo paradigma da organização da atividade econômica. E isso está bem
evidente. Então o governo, numa correlação de forças difícil, se vê obrigado a
seguir esse receituário do ajuste fiscal. Agora tem que ter cuidado para não
exagerar na dose.
CC: Mas ainda há muitas
críticas sobre qual lado o governo escolheu para cortar, que seria até agora o
lado dos trabalhadores. Como o PCdoB enxerga esse aspecto do ajuste fiscal?

FD: A questão central é exatamente repartir os ônus. Em tempos de bonança da
economia aqueles que mais têm acabam por ganhar mais. Então é justo que, em
tempos de dificuldade, aqueles que ganharam mais, agora também paguem mais. Essa
é a questão central que nós temos pautado. Por isso, hoje, a tese mais
importante que levantamos é a regulamentação do imposto sobre grandes fortunas.
É uma proposta que responde plenamente a esse desejo de que, se é necessário
aumentar o orçamento de políticas públicas em razão de dificuldades
conjunturais, que isso também recaia sobre grandes patrimônios. Uma vez que o
sistema tributário no Brasil é fortemente regressivo, já que prioriza impostos
sobre consumo em detrimento dos impostos de patrimônio e renda, impostos
pessoais atendem melhor o princípio da capacidade contributiva. Então o que
acontece é que precisamos mexer nessa distorção do sistema tributário e o
caminho que está mais à mão, entre alíquotas de imposto de renda, IPVA, IPTU, a
que é mais simples, mais fácil e que a Constituição prevê há 27 anos, mas nunca
foi regulamentado, é o imposto sobre grandes fortunas. Então o PCdoB tem feito
um movimento nesse sentido muito forte: a nossa bancada no Congresso, eu fui ao
Supremo Tribunal Federal para justamente pautar esse debate.
CC: Pelo Twitter, o
senhor publicou recentemente que esse “desastre” do governo começou, em 2007,
quando o PT se juntou ao PMDB para tirar Aldo Rebelo, do seu partido, da
presidência da Câmara. O senhor disse, na ocasião, que temia que o PT se
transformasse numa “tendência interna do PMDB”. O senhor acha que isso pode
acontecer, o PT virar um novo PMDB?

FD: Em primeiro lugar, essa peemedebização da política é muito negativa. O que
estou dizendo é que o PMDB existir e ser aliado é normal. Agora ele se tornar
uma força hegemônica é realmente desastroso porque o PMDB não se notabiliza por
ter um programa claro. Então realmente a peemedebização da política é algo a
ser combatido, embora claro que o PMDB caiba na aliança. Quando me referi ao
episódio de 2007 foi porque achei que ali houve uma inflexão equivocada porque
você tinha um bloco: PCdoB, PDT, PSB, que naquele instante congregava 70
deputados aproximadamente. E o PT optou por fazer uma aliança com o PMDB. E
isso realmente acabou sendo determinante para o fortalecimento de uma visão de
duopólio, entre PT e PMDB, desde então. Isso terminou por resultar em um grande
fortalecimento do PMDB. Essa foi a crítica que fiz em 2007. Agora hoje, em
2015, para não ficar chorando o leite derramado, acho que a análise que fiz é
relevante para a reflexão, mas hoje é o que é possível, manter a aliança. Agora
tendo cuidados, como te disse, de não sacrificar a identidade. Quando você
sacrifica a identidade, você perde a possibilidade de, mais adiante, recuperar
a liderança na sociedade. É preciso ter muito cuidado com isso. Faço questão de
frisar: reconheço que a conjuntura é difícil, complexa e você precisa fazer
movimentos rápidos, mas não podem ser movimentos imprudentes que acabem sacrificando
a essência da sua identidade, seus princípios.
CC: Mas então, para o
senhor, esse ‘presidencialismo de coalização’, como classificam especialistas,
não se esgotou?

FD: Na verdade, o presidencialismo de coalização nasceu com o
pluripartidarismo. Aliás, se você for olhar lá atrás, durante os anos do
chamado Getulismo, nos anos de 1950, 1960, era uma coalizão PTB [Partido
Trabalhista Brasileiro] e PSD [Partido Social-Democrático]. O PTB poderia ser
visto como o PT de hoje e o PSD da época como o PMDB atual. Quando você,
pós-redemocratização e mais recentemente de modo bastante agudo, fragmenta
excessivamente o quadro partidário, hoje nós temos 30 e tantos partidos no
Brasil, é claro que você conduz a um modelo em que as coalizões são
imprescindíveis. Então, o que posso te responder é que nós temos uma questão de
fundo central, muito maior do que o suposto esgotamento do presidencialismo de
coalizão. A questão central é o esgotamento do modelo de financiamento político
no Brasil. Se você desvia o olhar para essa história de que o presidencialismo
de coalização esgotou ou não, das alianças, você acaba perdendo a dimensão
daquele que é o fator de todas as crises políticas desde o início dos anos
1990. Todas elas, desde o impeachment de [Fernando] Collor, CPI dos Anões do
Orçamento, todas, tiveram como questão geradora exatamente a problemática do
financiamento privado de campanha. Então acho que esse é o tema número um a ser
enfrentado nessa conjuntura política. Esse modelo, sim, esgotou e me
impressiona muito que várias forças políticas ainda estejam querendo manter um
sistema totalmente esgotado. Mesmo as doações legais enfrentam um
questionamento agudo por parte da sociedade.
CC: O clima no Congresso
parece estar mais propício para a aprovação da reforma política do PMDB, que
não altera a forma de financiamento. O que fazer agora?

FD: O PMDB não tem um projeto de reforma política, tem um projeto de
anti-reforma política porque manter o financiamento empresarial intocável é
realmente ignorar o que está óbvio. Todas as crises se relacionam com essa
temática do financiamento privado de campanha. Cabe ao PT e a outros partidos,
o meu próprio, tentar garantir algum avanço. Vou te dar um exemplo concreto.
Vamos imaginar que não seja possível o financiamento público exclusivo, que o
PT sempre defendeu e o PCdoB também. Mas entre o financiamento atual,
empresarial ou por grandes grupos econômicos, e o financiamento público, você
tem outras mediações possíveis. Por exemplo, proibir o financiamento de
empresas, manter o financiamento por cidadão e criar limite de gastos para as
campanhas. Hoje as campanhas eleitorais no Brasil não têm teto, então estão
entre as mais caras do planeta. É preciso criar limites de gastos e doações.
Outro caminho é você o financiamento privado via Fundo Partidário. As empresas
não doariam para um partido especifico ou candidato, mas para o sistema
político. Por que não é isso? Elas não querem ajudar a democracia?Entre o
desastre da manutenção do sistema de financiamento atual e a inviabilidade política
do financiamento público de campanha, como está evidenciado, você tem outras
opções no meio do caminho que podem ajudar a melhorar as eleições no Brasil.
CC: Diante do comportamento do PMDB, o senhor consegue enxergar
alguma saída para o governo federal na aproximação com os governadores dos
estados? O senhor, como governador, sente falta de diálogo com a presidenta
Dilma?
FD: Acho que esse é um passo importante, nós temos defendido isso. Eu próprio
estive com a presidenta Dilma e disse isso. Penso que, como te disse há pouco,
seria necessário dialogar com a oposição, tentar pelo menos. E é preciso trazer
outros atores para a mesa com uma agenda mais ampla. E acho que os
governadores, pelas suas representatividades, inclusive, devem ser chamados para
dialogar.
CC: Qual o futuro da
esquerda no Brasil depois desse governo do PT? O senhor acha que esse segundo
mandato de Dilma não está colocando em risco todos os avanços progressistas dos
últimos anos no País?

FD: Não, acho que isso é transitório. Essas nuvens logo vão se dissipar. Acho
que ultrapassando essa trepidação e esses movimentos logo as coisas se arrumam.
Esse não é o primeiro nem o último governo que enfrenta crises agudas. Todos os
governos enfrentaram. Todos desde que eu me entendo por gente. Do governo
Figueiredo para cá…o governo [José] Sarney terminou com 84% de inflação por
exemplo e não podia sair na rua. O Collor sofreu impeachment, o Itamar [Franco]
chegou antes do Plano Real e teve uma impopularidade gigantesca, o Fernando
Henrique Cardoso teve uma impopularidade, em 1999, igual a essa em razão da
desvalorização, o presidente Lula em 2005 também. Então, falando dos casos que
eu conheço, não estou nem indo lá em Juscelino Kubitschek, acho que faz parte
das instancias da vida e da política. Mas, com certeza, no próximo ano a
conjuntura econômica vai melhorar, o governo vai retomar investimentos e, com
isso, acredito muito que o governo vai dar certo.

CC: O senhor também
defendeu o diálogo com a oposição. Recentemente, cogitou-se que o governo
poderia se aproximar do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso para unir os
dois principais partidos brasileiros, PT e PSDB, diante desse momento de crise.
O senhor foi eleito no Maranhão em uma chapa que uniu os dois partidos, ainda
que extraoficialmente. O que o senhor acha desse tipo de proposta?

FD: Em algum momento isso deve ocorrer. Há uma sectarização política muito
artificial. É preciso ter mais tranquilidade, serenidade para lidar com as
divergências. E o Brasil é muito grande. Às vezes, as divergências daqui não
são de acolá. Aqui PT e PSDB, por exemplo, convivem muito bem. Meu
vice-governador é do PSDB, nós temos secretários do PT, secretários do PSDB e o
governo anda muitíssimo bem, graças a Deus. Há muitas experiências assim, não é
exceção. Acho que, neste sentido, é preciso ter um espírito mais aberto. E
lembro que, um detalhe muito importante, se retrocedermos um pouco no tempo, a
campanha das Diretas Já foi feita pelo PT e por aquilo que seria o PSDB mais
adiante, Montoro, Mario Covas. A Constituinte, a Constituição que nós
defendemos, que é uma Constituição progressista avançada, quem teve um papel
decisivo foi o Mario Covas do PMDB e que, depois, veio a ser o líder do PSDB. A
Constituição Brasileira de 1988 não seria tão progressista como é se não fossem
figuras como o Mario Covas e outras pessoas, que depois fundaram o PSDB. Então
de onde surgiu essa antinomia radical, digamos assim, já que historicamente ela
não existia? Tenho impressão que são fatos mais relacionados a ocupação de espaço
de poder do que propriamente questões programáticas irremovíveis. É claro que
há diferença de ênfase em uma coisa aqui e acolá, em questões macroeconômicas,
mas olhando para a história do Brasil, num longo arco do tempo, não enxergo
essa impossibilidade de diálogo.

  • Jorge Vieira
  • 27/mar/2015

Prefeitura inicia nova edição do programa Peixe na Mesa

A Prefeitura de São Luís, por meio da
Secretaria Municipal de Agricultura Pesca e Abastecimento (Semapa), inicia a
partir desta sexta-feira (27), mais uma edição do programa ‘Peixe na Mesa’. A
comercialização do pescado será feita em feiras itinerantes pelo ‘Caminhão do
Peixe’, em dois turnos, disponibilizando 3 kg do produto por consumidor. A ação
será realizada durante o período que antecede a Semana Santa.

O programa disponibilizará uma
variedade de peixes bem aceitos pela população, como a pescada amarela, peixe
serra, tainha, uritinga, palombeta, tambaqui e curimatá. A média de preços do
“Peixe na Mesa” varia entre R$ 6,66 e R$ 17,00.

Segundo o titular da Semapa, Aldo
Rogério, além de regular os preços do produto durante a Semana Santa, o
programa garante ainda o pescado a preço mais acessível na mesa do consumidor
ludovicense, estipulando valores em torno de 25% a 30% inferiores ao preços
praticados no mercado local.

PROGRAMAÇÃO

Na manhã de sexta-feira (27), o
Caminhão do Peixe iniciará suas atividades no bairro Coroadinho, ao lado da
Fundação Bradesco, na Avenida Presidente Médici. No período da tarde, o
Caminhão do Peixe estará na Praça da Bíblia, para atender aos bairros
circunvizinhos entre a Avenida Kennedy e a Avenida Alexandre de Moura.

A Prefeitura prioriza a execução do
projeto em bairros onde há menor poder aquisitivo da população, como no Anjo da
Guarda, Coroadinho, Vila Fialho, Vila Izabel, Vila Embratel, Liberdade, Vila
Magril, Itapera, Cidade Operária, Sacavém, Alemanha, bairros do entorno da
Praça da Bíblia, além de São Francisco e Cohab.

 

 

  • Jorge Vieira
  • 27/mar/2015

Flávio Dino, Edivaldo e ministro assinam convênios de R$ 133,2 milhões para a cultura maranhense

O governador Flávio Dino participou na tarde desta quinta-feira (26) de uma vasta agenda de valorização da cultura maranhense. Acompanhado pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira, pela presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Jurema Machado, pelo prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior, e secretários de estado, o governador anunciou uma série de iniciativas em prol da preservação da memória cultural e da expansão do acesso às manifestações culturais no Maranhão.
Em solenidade no Teatro Arthur Azevedo, foram assinados diversos convênios em prol da cultura do Maranhão.Entre eles, convênio para construção de 22 novas escolas de música no interior do estado; para o futuro lançamento de edital de 40 Pontos de Cultura na capital, São Luís;da Ordem de Serviço da Obra de Requalificação Urbana da Rua Grande;do Termo de Cooperação entre o Iphan e a mineradora Vale para execução da exposição permanente da Casa do Tambor de Crioula do Maranhão.
“Nós temos um conjunto de iniciativas de grande importância envolvendo o governo federal, o governo estadual, a prefeitura de São Luís e a sociedade civil, aqueles que fazem a cultura, os produtores ou vários atores do sistema nacional de cultura. Por isso, sem dúvidas, este é um momento muito importante para o Maranhão”, destacou o governador Flávio Dino.

São Luís é uma das 43 cidades de 15 estados brasileiros que estão sendo beneficiadas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal, que engloba as Cidades Históricas. Sobre as ações em prol da cidade e do estado o ministro Juca Ferreira enfatizou a importância da articulação. “Grande representatividade para a história da cidade, para a cultura da cidade, para as pessoas que vivem aqui e para os visitantes. É a preservação de ativos importantes de atividades turísticas, já que a atração turística vem da cultura e da natureza”, destacou o ministro da Cultura, Juca Ferreira.
Por meio de acordos dos governos federal, estadual e municipal, o PAC Cidades Históricas prevê o repasse e aplicação de R$ 133,2 milhões, para o Maranhão, que serão destinados a 44 ações em requalificação urbana, obras em igrejas, fortalezas, estação ferroviária, monumentos e imóveis tombados.
Uma dessas obras previstas é a requalificação da Rua Grande. O prefeito de São Luís ressaltou os benefícios das parcerias para a população do estado, e, principalmente, da capital maranhense. “Estamos num momento muito importante para a nossa cidade, recebendo ao lado do governador Flávio Dino, o ministro da Cultura Juca Ferreira, anunciando aqui vários convênios extremamente importantes, que já eram clamados pela população há um bom tempo. A parceria entre prefeitura, governo do estado e governo federal, que caminham lado a lado, só traz benefícios à nossa população”.
Praça da Alegria e Fachada Belfort
As primeiras obras previstas pelo PAC Cidades Históricas já começaram a ser finalizadas. Ainda no final da tarde desta quinta-feira (26), o governador Flávio Dino participou da cerimônia de entrega da praça da Alegria e da fachada de azulejos solar Belfort, no Centro Histórico de São Luís.

  • Jorge Vieira
  • 26/mar/2015

Bancada federal reúne nesta sexta com prefeitos em Imperatriz

Sebastião Madeira receberá prefeitos de todas as regiões do Estado nesta sexta

Dezenas de prefeitos e prefeitas maranhenses
estarão reunidos, nesta sexta-feira (27), em Imperatriz com membros da Bancada
Federal do Maranhão discutindo assuntos de interesse da municipalidade.

O encontro trata-se da primeira ação do “Município
em Foco 2015”, projeto desenvolvido pela Federação dos Municípios do Estado do
Maranhão (Famem), cujo objetivo, além de encontrar soluções para problemáticas
que afligem as cidades, estabelecer uma agenda permanente de diálogo entre
todos os agentes da classe política maranhense e de acompanhamento das
proposições de interesse dos municípios que estão tramitando no Congresso
Nacional.

O evento terá início a partir das 8h (com o
processo de credenciamento) no Aracati Officer, localizado na Rua Urbano
Santos, no Centro de Imperatriz.

Além de prefeitos (mais de 100 já confirmaram
presença), deputados federais e senadores, o encontro contará, ainda, com as participações
de outros agentes da classe política, dentre eles deputados estaduais e
vereadores.

Às 9h, o presidente da Famem, prefeito Gil Cutrim
(São José de Ribamar), fará a abertura oficial seguida de uma apresentação
sobre a atual situação dos municípios maranhenses, inclusive apontando algumas
problemáticas relacionadas a mobilidade urbana.

Em seguida, será promovida uma grande plenária na
qual os participantes terão a oportunidade de apresentar reivindicações e
discuti-las com a Bancada e com representantes do Governo do Estado e do
Governo Federal – Caixa Econômica Federal e Departamento Nacional de
Infraestrutura de Transportes (DNIT).

“Será um momento ímpar no qual prefeitos e
prefeitas de várias regiões do estado estarão reunidos com a classe política e
com representantes dos governos estadual e federal expondo as dificuldades das
suas cidades e discutindo soluções para resolvê-las”, avaliou Gil Cutrim, que
desembarcou nesta quinta-feira (26) em Imperatriz onde manteve reuniões com
políticos da cidade, dentre eles o prefeito Sebastião Madeira (PSDB), cuja
administração está apoiando o encontro.

Coordenador da Bancada Maranhense em Brasília, o
deputado federal Pedro Fernandes (PTB) voltou a ressaltar o caráter inovador da
reunião e a sua importância para reforçar, ainda mais, uma aliança positiva
entre todos os agentes políticos em favor do desenvolvimento dos municípios.

Já Sebastião Madeira disse estar feliz em constatar
a importância da cidade de Imperatriz no debate político e administrativo
envolvendo os municípios maranhenses.

“Será um dia histórico, um marco, um dia no qual
Imperatriz ser transformará, por um dia, na capital política do Maranhão”,
comentou o prefeito.

  • Jorge Vieira
  • 26/mar/2015

Deputado chama genro de Ricardo Murad de “pescador de dinheiro público”

Fernando Furtado diz que genro de Murad é pescador de dinheiro público

O clima no plenário da
Assembleia Legislativa esquentou, nesta manhã de quinta-feira (26), por conta de
uma intervenção grosseira do deputado Sousa Neto (PTN) tentando enquadrar e
intimidar o deputado Fernando Furtado (PCdoB), presidente licenciado da Colônia
de Pescadores de Pinheiro e autor de sucessivos pronunciamentos durante a
semana denunciando as falcatruas na gestão do ex-secretário de Saúde, Ricardo
Murad, pai da deputada Andrea Murad (PMDB).

Genro de Ricardo Murad, Sousa
Neto acusou Furtado de fazer parte do Palácio como “bobo da corte”, de não representar
a categoria dos pescadores e atacou: “Se para obter alguma vantagem com o governo
quer fazer graça aqui no parlamento, que tenha respeito e tenha moral para
chegar aqui. Deputado, vou lhe esperar aqui. V. Exa. não se encontra vou
esperar V. Exa. chegar para falar na sua frente que V. Exa., como presidente da
colônia de pescadores lá de Pinheiro, não sabe nem o que é um anzol. E eu vou
lhe mostrar e demonstrar isso, porque está aqui. Vou esperar V. Exa. Chegar”,
disse em tom ameaçador.

Tão logo o parlamentar valente
desceu da tribuna, Fernando Furtado entrou no plenário, se inscreveu e foi à
tribuna falar algumas verdades que certamente Sousa Neto jamais pensou em
ouvir. De forma simples e direta, Furtado disparou: “Eu estou aqui nesta Casa
representando os trabalhadores da pesca por mérito, eu não tive milhões para
gastar com minha campanha, o meu voto veio da base a qual eu represento. Agora,
eu tenho que dizer ao nobre deputado que eu realmente não sei pescar é dinheiro
público para fazer campanha, eu não precisei do meu pai, a não ser o voto da
minha família, mas de pai, de mãe, de irmão para me trazer para cá, eu não
precisei, eu vim para cá por mérito. Agora, realmente, pescar recursos
públicos, grandes somas para estar aqui, eu não fiz e não faço”, enfatizou.

Segundo Fernando Furtado, “é
importante frisar que na minha primeira eleição eu tive 500 e poucos votos. Na
segunda, 11.446 e, na minha terceira eleição, eu tive 17.752 votos. A prova de que
o meu trabalho, a minha dedicação e a minha luta só vêm fazendo com que eu cresça.
Na minha campanha, nobre deputado Souza Neto, gastei R$ 27 mil. Foi o que tive
para gastar. E quero dizer a V. Ex.ª que, no caixa do sindicato que eu dirigia
e que agora entreguei para os companheiros em Pinheiro, eu deixei em torno de
quase R$ 500 mil. Se eu fosse pilantra ou ladrão, eu teria ganhado a minha
eleição porque esse dinheiro dava para comprar o restante dos votos que eu
precisaria para completar a minha votação”, observou o deputado do PCdoB.

Quando todos esperavam que Sousa
Neto fosse partir para cima do adversário mostrando o que disse anterior que
teria para apresentar na presença do deputado, simplesmente o genro de Ricardo
Murad amarelou. Ao usar a tribuna novamente mudou o tom do discurso, não
apresentou nada que comprometesse a conduta de Fernando Furtado, se limitando a
cobrar que o parlamentar apresentasse projetos ao invés de denunciar o sogro
dele.   

  • Jorge Vieira
  • 26/mar/2015

Carta dos governadores entregue a presidente Dilma

Os Governadores dos Estados integrantes do
Nordeste brasileiro, diante do clima de transitória instabilidade política e
econômica, vêm se manifestar nos seguintes termos:

1 – Nos últimos 30 anos, a nossa Nação deu passos
acertados que nos permitiram conquistar plena democracia política, controle da
hiperinflação e expressivos benefícios sociais. Esse patrimônio é essencial
para que possamos continuar a sonhar e obter novas conquistas.

2 – Por isso mesmo, não podemos concordar que o
legítimo exercício do direito de oposição e de livre manifestação seja
confundido com teses sem qualquer amparo na Constituição Federal, e que
dificultam o pleno funcionamento das instituições brasileiras.

3 – Outrossim, reconhecemos as dificuldades
econômicas por que passa o Brasil, derivadas em larga medida da continuidade da
crise mundial inaugurada em 2008. Por essa razão, compreendemos a necessidade
de medidas de ajuste fiscal, de caráter transitório e emergencial. Concordamos
que este é o momento de também apresentar rumos claros para as políticas
públicas no Brasil, com atenção especial para o desenvolvimento do Nordeste.

4 – Fazemos um apelo a todas as forças políticas,
econômicas e sociais para um amplo entendimento nacional, baseado em uma agenda
com os seguintes objetivos:

retomada do crescimento econômico;
defesa dos investimentos públicos e privados, aí
abrangidos aqueles relacionados à PETROBRÁS – parte fundamental da nossa
soberania;
preservação das políticas de combate às
desigualdades sociais e regionais;
realização de uma ampla reforma política, que
observe as garantias do Estado Democrático de Direito conquistados pela nação
brasileira;

5 – Apoiamos as investigações dentro do Estado de
Direito e o combate incessante à corrupção, com a punição de todos os culpados
em quaisquer casos. Porém, entendemos que o Brasil não pode ser o país da
agenda negativa e única. É preciso convergir esforços para superar os problemas
e construir soluções que coloquem o país num cenário de crescimento,
competitividade, aumento e distribuição de riquezas. O Brasil precisa de uma
nova agenda política e enconômica.

6 – Um quadro de conflagrações radicalizadas não
trará nenhum benefício ao Brasil. A hora exige espíritos desarmados e elevado senso
quanto aos deveres patrióticos das lideranças para o bem da Nação. É neste
cenário que os governadores dos Estados do Nordeste conclamam todas as
lideranças políticas e a sociedade civil a um amplo entendimento que ponha o
Brasil em um novo ciclo de crescimento, superando os focos de crise em nome do
desenvolvimento de todos os brasileiros.

Brasília, 25 de março de 2015

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