Blog Marrapá – O Ministério Público Estadual acusa a ex-procuradora-geral de Justiça do Maranhão, Fátima Travassos, de rejeitar, em 2011, uma denúncia criminal com o objetivo de favorecer o ex-secretário de Saúde Ricardo Murad.
Os promotores João Leonardo Sousa Pires Leal e Tarcísio José Sousa Bonfim ajuizaram uma ação por improbidade administrativa contra a ex-chefe do MP no último dia 17, argumentando que ela não poderia ter recusado a ação penal por formação de quadrilha e fraude em licitação movida no ano de 2005 contra Ricardo Murad – então titular da Gerência Metropolitana de São Luís.
Fátima alegou inépcia da grave denúncia oferecida pelos promotores Samarone Maia, Cláudio Rebelo e Eliane Azor, recomendando a rejeição dessa em favor do aliado e amigo pessoal. Na época, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) abriu sindicância para apurar o caso, admitindo, posteriormente, a ligação umbilical entre a representante do MP e as famílias Sarney e Murad.
“Murad é cunhado da ex-governadora Roseana Sarney, que havia conduzido Fátima Travassos ao cargo de procuradora-geral de Justiça(…) Por conta de sua amizade, atrelamento e dependência em relação a Murad, foi reconduzida ao cargo mesmo figurando na segunda colocação da eleição para procurador-geral”, afirmam os promotores na ação.
O Ministério Público pede que Ricardo Murad e Fátima Travassos sejam condenados à perda de função pública, à suspensão de direitos políticos e ao pagamento de multa.
O presidente da Comissão de
Saúde da Assembleia Legislativa, deputado Stênio Resende, (PRTB) se encarregou de
desmascarar a tentativa do grupo Sarney, através da deputada Andrea Murad (PMDB), em
responsabilizar o Governo do Estado por mortes ocorridas no Hospital de Coroatá.
Para o parlamentar, o factoide sobre suposta falta de oxigênio foi apenas mais uma mentira plantada por quem
perdeu o poder e não se conforma.
O governo do Estado reduziu em 27,2% os óbitos fetais e em 50% os óbitos
infantis na cidade de Coroatá, após intensificação e fortalecimento das ações
da ‘Rede Cegonha’. A rede trabalha com a conscientização acerca da importância
da realização do pré-natal para garantir a saúde da mãe e do bebê. Problemas de
má formação, desnutrição fetal e doenças do coração são detectadas durante os
exames do pré-natal e impedem a perda do bebê ou o falecimento da mãe.
Segundo o Sistema de Informação de
Mortalidade (SIMWEB Federal), de janeiro a abril de ano passado, 11 mortes
fetais foram registradas no Hospital Macrorregional de Coroatá Alexandre Mamede
Trovão. No mesmo período deste ano, foram contabilizados três óbitos, uma
redução de 27,2% no comparativo. Já no que diz respeito aos óbitos infantis,
neste mesmo período do ano passado foram 12, já em 2015 esse número caiu pela
metade, com o registro de apenas seis mortes infantis.
A deputada Andrea Murad (PMDB) teve que ouvir caladinha e sem dar um