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Notícias
  • Jorge Vieira
  • 31/ago/2026

Pesquisa BTG/Nexus: Lula lidera e Cury assume a terceira posição

Uma nova rodada da pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira 31, sobre a eleição presidencial de 2026 mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na liderança da disputa, com 39% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno. Flávio Bolsonaro aparece na segunda colocação, com 33%, enquanto Augusto Cury desponta como a principal novidade do levantamento e assume isoladamente o terceiro lugar, com 11%.

O resultado consolida Cury como um novo personagem relevante na corrida presidencial. Com dois dígitos, ele aparece à frente de candidatos que já vinham construindo suas campanhas há mais tempo e altera a configuração da disputa abaixo dos dois primeiros colocados.

Na sequência aparecem Ronaldo Caiado, com 5%, Renan Santos, com 3%, Romeu Zema, com 1%, e Samara, também com 1%.

Lula tem 39%, Flávio 33% e Cury chega a 11%

No cenário estimulado de primeiro turno informado pela pesquisa BTG/Nexus, os resultados são:

  • Lula: 39%
  • Flávio Bolsonaro: 33%
  • Augusto Cury: 11%
  • Ronaldo Caiado: 5%
  • Renan Santos: 3%
  • Romeu Zema: 1%
  • Samara: 1%

Lula mantém, portanto, seis pontos percentuais de vantagem sobre Flávio Bolsonaro. A novidade está na chegada de Cury aos 11%, percentual que o coloca com ampla vantagem sobre os demais candidatos situados fora da polarização entre Lula e Flávio.

Lula lidera todos os segundos turnos testados

A BTG/Nexus também simulou quatro confrontos de segundo turno envolvendo Lula. O presidente aparece numericamente à frente em todos eles.

No duelo mais apertado, Lula registra 46%, contra 45% de Flávio Bolsonaro, uma diferença de apenas um ponto percentual. O cenário caracteriza empate técnico.

Contra Ronaldo Caiado, a distância também é mínima: Lula aparece com 45% e o governador de Goiás com 44%, configurando igualmente empate técnico.

As vantagens do presidente aumentam nos outros dois confrontos. Lula marca 46% contra 41% de Romeu Zema e chega a 47% diante de Renan Santos, que registra 38%.

Os resultados são:

  • Lula 46% x 45% Flávio Bolsonaro
  • Lula 45% x 44% Ronaldo Caiado
  • Lula 46% x 41% Romeu Zema
  • Lula 47% x 38% Renan Santos

Pesquisa não testou Lula contra Augusto Cury

Um dado importante da nova rodada é a ausência de uma simulação de segundo turno entre Lula e Augusto Cury. Embora o escritor apareça agora com 11% e ocupe a terceira colocação no primeiro turno, a BTG/Nexus não testou como seria um eventual confronto direto entre ele e o atual presidente.

A ausência desse cenário ganha relevância justamente pelo desempenho de Cury. Ao atingir dois dígitos, ele se distancia de Caiado, Renan Santos e Zema e passa a ocupar uma faixa própria dentro da disputa presidencial.

Cury é a novidade da corrida presidencial

O levantamento mostra uma eleição ainda liderada por Lula e com Flávio Bolsonaro consolidado como seu principal adversário, mas acrescenta um elemento novo ao quadro eleitoral.

Os 11% obtidos por Augusto Cury indicam a existência de um contingente expressivo do eleitorado disposto a buscar uma candidatura fora da polarização entre Lula e o bolsonarismo. A evolução desse eleitorado passa a ser uma das variáveis importantes das próximas pesquisas.

Ao mesmo tempo, os números de segundo turno revelam uma disputa competitiva. Lula lidera numericamente todos os confrontos apresentados pela BTG/Nexus, mas enfrenta situações de empate técnico contra Flávio Bolsonaro e Ronaldo Caiado.

A nova rodada, portanto, desenha três movimentos centrais para a eleição: Lula permanece na liderança, Flávio Bolsonaro continua como principal adversário e Augusto Cury emerge, com 11%, como a novidade mais relevante da disputa pelo terceiro lugar.

  • Jorge Vieira
  • 28/ago/2026

PT inaugura campanha na TV com duras críticas a Flávio: “o pior dos Bolsonaros”

O PT estreou a sua propaganda eleitoral na televisão, na manhã desta sexta-feira (28), com uma ofensiva direta e contundente contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República. A peça publicitária foca nas ramificações do caso envolvendo o Banco Master para classificar o oponente como “o pior dos Bolsonaros” e enfatizar que “não dá para confiar” no parlamentar.

A propaganda abre classificando o episódio do Banco Master como “o maior escândalo de corrupção do Brasil”. Logo em seguida, o vídeo resgata uma declaração pública de Flávio Bolsonaro na qual o senador nega qualquer tipo de financiamento por parte de Daniel Vorcaro, ex-proprietário da instituição financeira, para a realização do filme Dark Horse — cinebiografia de tom romantizado sobre o seu pai, Jair Bolsonaro (PL). Na gravação original exibida na peça, Flávio afirma categoricamente: “é mentira isso”.

Contudo, a estrutura do programa do PT desmonta a versão do candidato do PL ao contrapor a sua fala com os desdobramentos das investigações oficiais conduzidas pelas autoridades. “Quem mentiu foi Flávio Bolsonaro, flagrado pela Polícia Federal pedindo R$ 134 milhões”, aponta a locução do vídeo, ressaltando o trabalho dos investigadores.

Para sustentar a acusação, o material partidário veiculado na TV reproduz o áudio obtido pela Polícia Federal no qual o filho de Jair Bolsonaro conversa diretamente com Vorcaro. Na gravação enviada ao ex-banqueiro, o senador refere-se ao empresário em tom de proximidade e intimidade, chamando-o explicitamente de “irmão”.

Ao associar a imagem do adversário político ao escândalo do Banco Master e expor as contradições entre os seus discursos e as provas colhidas pela Polícia Federal, a peça encerra com uma mensagem incisiva direcionada ao eleitorado: “Flávio Bolsonaro, não dá para confiar. O pior dos Bolsonaros”. A veiculação marca o tom de enfrentamento que deve balizar o horário eleitoral do PT nesta fase decisiva do pleito de 2026

  • Jorge Vieira
  • 26/ago/2026

Movimentos convocam atos pelo fim da escala 6×1

As Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, o Fórum das Centrais Sindicais e o Movimento Vida Além do Trabalho (VAT) decidiram nesta segunda-feira (24) intensificar a mobilização nacional pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada de trabalho sem redução salarial. Em plenária virtual, representantes de diferentes estados avaliaram que a tramitação da proposta no Senado abriu uma possibilidade concreta de votação antes das eleições.

O principal encaminhamento foi transformar o próximo domingo (30/8) em um Dia Nacional de Mobilização, com atos de rua em todo o país. A estratégia busca pressionar os senadores na semana de esforço concentrado, prevista para 31 de agosto a 4 de setembro.

A avaliação das organizações é que a pressão social será determinante para impedir novas manobras regimentais e garantir que a proposta avance na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, posteriormente, no plenário. “A rua” foi apresentada ao longo da plenária como elemento decisivo para transformar a possibilidade de votação em uma vitória efetiva.

A PEC foi encaminhada à CCJ na semana passada. O senador Omar Aziz foi designado relator e, segundo os relatos apresentados na plenária, havia expectativa de que seu relatório fosse apresentado na quinta-feira (27).

Bianca Borges, presidenta da UNE e representante da Frente Brasil Popular, afirmou que uma sinalização do líder do governo no Congresso, senador Randolfe Rodrigues, apontava para a possibilidade de apreciação da matéria pela CCJ em 2 de setembro.

A conjuntura, portanto, mudou de patamar. A proposta já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados, resultado considerado pelas organizações uma vitória importante. Agora, o objetivo é evitar que pedidos de audiência pública, vista ou outros mecanismos regimentais sejam utilizados para retardar a tramitação.

A mobilização do dia 30 terá justamente essa função: aumentar o custo político de qualquer tentativa de impedir a votação.

Pressão busca unir ruas, Congresso e locais de trabalho

João Carlos Gonçalves, o Juruna, da Força Sindical, ressaltou que a mobilização já vem ocorrendo nos locais de trabalho, nas portas das fábricas, nos terminais de transporte e em outros pontos de grande circulação.

Segundo ele, as centrais também vêm realizando conversas com senadores e desenvolveram campanha pública pela redução da jornada. A reunião nacional dos presidentes das centrais, marcada para esta terça-feira (25), deverá definir novas iniciativas de pressão sobre o Senado.

Na plenária, ficou reforçada a necessidade de combinar mobilização presencial e atuação nas redes sociais. A orientação é produzir vídeos, cards, convocações e outras peças digitais para colocar o fim da escala 6×1 no centro do debate público durante a semana.

A estratégia também pretende envolver artistas, influenciadores, personalidades, parlamentares e candidaturas comprometidas com a pauta.

Brasília será foco entre 1º e 3 de setembro

Além dos atos estaduais no dia 30, as centrais planejam intensificar a presença em Brasília durante a semana de esforço concentrado.

Segundo Ronaldo Leite, secretário-geral da CTB e representante das centrais, os presidentes das entidades estarão na capital federal e deverão construir uma estratégia conjunta de mobilização entre 1º e 3 de setembro, com participação em atividades no Congresso, reuniões com senadores e ações de pressão.

A plenária também discutiu o custo de deslocamento de dirigentes de estados distantes. Como alternativa, foi mencionada a possibilidade de contar com representações de organizações do Distrito Federal quando não for possível enviar delegações completas.

A orientação nacional, porém, é clara: a principal demonstração de força deve ocorrer nos estados, no dia 30.

“Mais perto da vitória do que nunca”

A avaliação compartilhada pelas Frentes é que a campanha eleitoral cria dificuldades para a agenda dos movimentos, mas não deve impedir a mobilização de uma pauta considerada histórica para a classe trabalhadora.

A reivindicação defendida pelas organizações vai além da eliminação da escala 6×1: inclui escala de cinco dias de trabalho por dois de descanso, redução da jornada semanal de 44 para 40 horas e manutenção dos salários.

A palavra de ordem que prevaleceu na reunião foi a de que a aprovação está mais próxima, mas não está garantida. Para as organizações, cabe agora às ruas, aos locais de trabalho e às redes transformar a possibilidade de votação em pressão política suficiente para que o Congresso não tenha como adiar novamente a decisão.

  • Jorge Vieira
  • 25/ago/2026

Decisão de Dino sobre ‘Dark Horse’ amplia pressão no STF sobre investigações envolvendo Flávio Bolsonaro

247 – Uma decisão tomada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, permitindo que a Polícia Federal (PF) acesse provas obtidas pela Polícia Civil do Estado de São Paulo, ampliou a pressão dentro da Corte em torno das investigações sobre o financiamento do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL). O movimento tem potencial para intensificar as divergências internas entre os magistrados do tribunal, informa o jornal O Globo.

A determinação de Dino, assinada no último dia 21 e revelada na segunda-feira (24), autoriza a PF a examinar dados apreendidos pelos policiais paulistas em uma operação que teve como alvo Karina Ferreira da Gama, sócia da produtora Go Up Entertainment, responsável pela produção do longa-metragem. O pedido de compartilhamento partiu da própria corporação policial, que apura, na frente sob relatoria de Dino, se recursos de emendas parlamentares foram desviados de forma irregular para empresas e entidades ligadas à produtora.

A medida do ministro ocorre em um contexto de insatisfação entre aliados do governo federal quanto ao ritmo de outra frente investigativa sobre o “Dark Horse”, conduzida sob a relatoria do ministro André Mendonça. O inquérito sob responsabilidade de Mendonça examina os repasses financeiros realizados pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, para a realização do filme. Essa apuração foi instaurada em julho, após a divulgação de mensagens e de um áudio em que o senador Flávio Bolsonaro (PL) solicita apoio financeiro a Vorcaro para a obra.

Embora tenham objetos distintos — a frente de Dino investiga o desvio de emendas parlamentares e a de Mendonça foca na origem e no destino dos aportes de Vorcaro —, as duas investigações se aproximam ao convergirem sobre a produtora do filme. Por essa razão, a sobreposição dos casos passou a ser monitorada com atenção por integrantes do STF e do governo. Governistas avaliam que o acesso aos materiais apreendidos em São Paulo pode dar novo impulso ao conjunto de apurações, mitigando a percepção de lentidão no inquérito relatado por Mendonça.

Por outro lado, interlocutores de Mendonça ponderam que o caso sob sua relatoria ainda se encontra em fase inicial e que os próximos passos dependem das providências adotadas pela PF. O ministro autorizou a abertura das investigações em julho a pedido da corporação e após parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O cenário reflete um ambiente de crescente tensão na Corte em relação a inquéritos com impacto no cenário político. Mendonça acumula a relatoria de casos sensíveis a diferentes espectros políticos: além do caso “Dark Horse” e das apurações vinculadas ao Banco Master, supervisiona investigações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e sobre Fábio Luís Lula da Silva. Paralelamente, Dino também foi sorteado para relatar uma apuração referente a Fábio Luís.

No plano interno do tribunal, Dino e Mendonça pertencem a correntes distintas. Dino mantém interlocução mais alinhada com os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, enquanto Mendonça tem demonstrado maior convergência de posições com os ministros Kassio Nunes Marques e Luiz Fux.

Avaliação do cenário governista

Integrantes do governo e aliados do presidente Lula (PT) consideram que a autorização concedida por Dino pode acelerar a apuração das suspeitas que envolvem o entorno de Flávio Bolsonaro. Entre aliados do presidente, há reclamações sobre a disparidade na velocidade entre os procedimentos que miram figuras ligadas ao entorno de Lula e os que envolvem o senador.

Indicado ao STF por Jair Bolsonaro, Mendonça contrapõe-se no histórico a Dino, que ocupou o Ministério da Justiça no atual governo antes de ser indicado por Lula à Corte. Apesar das divergências, aliados do presidente observam sob reserva que a divisão interna no STF não é benéfica, pois pode alimentar questionamentos e ataques da oposição ao Poder Judiciário. Um auxiliar palaciano apontou a existência de esforços para mitigar os ruídos no tribunal, ressaltando que eventuais atritos podem ser explorados estrategicamente por partes interessadas para tentar anular processos futuros.

Recentemente, as investigações envolvendo Fábio Luís registraram andamentos. Diante disso, o grupo político aliado ao governo passou a cobrar maior celeridade na apuração das suspeitas sobre Flávio e Vorcaro no caso “Dark Horse”. Diante desse quadro, a decisão de Dino é vista como um meio de fornecer novos elementos probatórios à Polícia Federal independentemente do ritmo do inquérito sob gestão de Mendonça.

Apesar das críticas à condução de Mendonça, um interlocutor próximo ao presidente alertou que o acirramento de trocas de acusações sobre o andamento das apurações pode trazer prejuízos ao próprio chefe do Executivo. Na avaliação desse aliado, qualquer tensão pública pode ser aproveitada por adversários para sustentar narrativas de suposta interferência nas investigações, hipótese rejeitada por Lula e seus assessores.

Em entrevista concedida no final de semana à Record, o presidente Lula reiterou que todas as apurações devem prosseguir com rigor, afirmando tratar com extrema seriedade as investigações que mencionam seu filho Fábio Luís e seu ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro. O presidente reafirmou que nenhuma pessoa está acima da legislação vigente. “Todos nós somos obrigados a agirmos corretamente. Se alguém está agindo de forma equivocada, de forma errada, esse alguém tem que ser investigado. Isso vale para o meu filho, vale para qualquer pessoa. Ninguém está acima da lei se cometer erro”, declarou Lula.

  • Jorge Vieira
  • 24/ago/2026

Pesquisa Quaest apresenta Braide liderando com folga a corrida ao Palácio dos Leões

Pesquisa do Instituto Quaest, contratado pela TV Mirante e divulgada nesta segunda-feira (24), confirma a liderança do ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) na corrida ao Palácio dos Leões, assim como a possibilidade do pleito ser decidido logo no primeiro turno da eleição, dia 4 de outubro.

O levantamento da Quaest ouviu 900 eleitores nos dias 20 a 23 de agosto e apresenta resultados nos cenários espontâneo e estimulado. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos e o grau de confiança é de 95%. O registro da pesquisa é MA 02558/26.

O cenário espontâneo apresenta um elevado número de leitores indecisos: 64% ainda não definiram o candidato, não sabem, brancos e nulos alcançam 1%. Neste cenário para o governo do Estado Eduardo Braide (PSD) tem 21% sendo seguido por Orleans Brandão (MDB) com 13%. Felipe Camarão do PT aparece com 1%, os outros candidatos não pontuaram.

No cenário estimulado (quando é apresentado o nome do candidato ao eleitor), porém, o candidato do PSD aparece com 44%. Orleans alcança 25%, Felipe Camarão, 6%. Roberto Rocha do PRTB vem em seguida com 3% e André Luís do Missão, 1%. Os candidatos Saulo Arcangeli (PSTU), Reginaldo Lima (PCB) e Dimas Cassimiro (PCO) não pontuaram. Por este cenário não haveria segundo turno.

Senado – Se a eleição para governador apresenta um quadro de franco favoritismo para o candidatos Eduardo Braide, a eleição para o Senado aponta um quadro bastante embolado, mas com a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) tendo a preferência do eleitorado no primeiro e segundo voto. Segundo a Quaest, Roseana tem 16% sendo que no primeiro voto ela alcança 21% e no segundo, 12%.

Weverton Rocha do PDT aparece com 11% no combinado dos dois votos sendo 8% como primeira opção e 13%, segunda. Lahesio Bonfim (Novo) tem 10% (12% como primeiro voto e 8%, segundo), André Fufuca (PP) chega a 9% (com 11% como primeiro voto e 7% sendo a segunda opção), Elziane Gama (PT) vem em seguida com 9%. Os demais candidatos apresentam percentuais insignificantes. (Com informações do Imirante)

  • Jorge Vieira
  • 24/ago/2026

Dino autoriza PF a acessar dados de operação contra produtora de Dark Horse

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o compartilhamento com a Polícia Federal de dados apreendidos em uma operação da Polícia Civil de São Paulo contra Karina Ferreira da Gama, produtora envolvida no filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. A decisão atende a um pedido da PF e permite que o material seja incorporado ao inquérito que apura se recursos públicos de emendas parlamentares foram usados no financiamento do longa. A informação foi publicada pela coluna de Bela Megale, do jornal O Globo.

A operação realizada em junho pela Polícia Civil paulista teve como alvo Karina, sua ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Go Up Entertainment, produtora responsável por “Dark Horse”.

Embora a investigação conduzida em São Paulo tenha foco distinto do inquérito da Polícia Federal, os dados coletados nas buscas poderão ser usados pela PF para aprofundar a apuração sobre a origem dos recursos ligados à produção do filme. O objetivo dos investigadores é verificar se verbas públicas destinadas a entidades relacionadas ao projeto foram desviadas para bancar o longa sobre Bolsonaro.

A operação da Polícia Civil de São Paulo investigou suspeitas de fraudes e desvios de recursos públicos em um contrato firmado entre o Instituto Conhecer Brasil e a Prefeitura de São Paulo. Durante a ação, foram realizadas buscas nas sedes do ICB e da Go Up Entertainment, além de dois endereços residenciais de Karina Ferreira da Gama.

O caso também envolve emendas parlamentares destinadas a entidades ligadas ao filme. De acordo com a coluna, cinco parlamentares aparecem no contexto da apuração, entre eles o deputado federal Mário Frias, que destinou R$ 2 milhões em emendas, em 2024, à ONG de Karina.

A Polícia Federal investiga se esses recursos, originalmente direcionados a entidades relacionadas ao projeto, teriam sido utilizados para financiar a produção cinematográfica. O compartilhamento dos dados apreendidos pela Polícia Civil paulista amplia o conjunto de informações à disposição dos investigadores federais.

Em maio, Mário Frias afirmou que as emendas indicadas por ele ao Instituto Conhecer Brasil não foram direcionadas à produção do filme sobre Bolsonaro

  • Jorge Vieira
  • 24/ago/2026

Em lançamento de candidatura, Rubens Jr. mostra o bom uso da tecnologia na política

O lançamento da campanha do deputado federal Rubens Pereira Jr. (PT) à reeleição, na noite de quinta-feira (20), reuniu mais de duas mil pessoas e abandonou a gramática do comício tradicional. Não havia palanque com cadeiras enfileiradas nem sequência de discursos. O público entrava por um percurso de estações, e em quase todas produzia alguma coisa que saía com ele no celular.

No palco, o formato lembrava menos um ato político e mais uma apresentação de produto. Rubens Jr. falou de pé, sozinho, com roteiro cronometrado, alternando blocos curtos de fala com vídeos produzidos para o telão. Os apoios políticos foram citados por ele, um a um, sem a fila de oradores que costuma alongar eventos do tipo. A parte de palco foi curta e terminou com as dezenas de lideranças que apoiam a candidatura.

No trecho mais aplaudido da noite, ele repetiu a frase que dá nome ao conceito da campanha. “Todas as vezes que eu tiver que votar, e de um lado estiverem os poderosos e do outro estiver o povo, eu vou estar sempre do lado do povo”, disse.

Tecnologia – Em paralelo, as pessoas alternavam o auditório com os ambientes tecnológicos montados em volta. Na estação de realidade virtual, o visitante entrava em um vídeo em 360 graus gravado na Câmara e passeava pelos espaços do Congresso Nacional, acompanhando o trajeto de um dia de trabalho parlamentar.

Em outro ponto, óculos de realidade aumentada colocavam o participante diante de um assistente virtual da campanha, com voz e imagem, que respondia em tempo real tudo o que eles quisessem saber, desde a prestação de contas até as entregas locais, o que foi feito na saúde, educação, cultura, agricultura etc. O sistema devolvia a resposta município por município e área por área, a partir da base de execução do mandato, e se identificava como assistente automatizado antes de cada conversa.

Ao lado, um totem mostrava a reação do cérebro em tempo real. A pessoa colocava na testa a faixa de sensores de um eletroencefalograma portátil, ouvia o jingle da campanha ou assistia a um dos vídeos, e via na tela como a própria atenção subia e descia ao longo dos segundos. A leitura ficava com ela.

A última estação gerava um jingle personalizado, com o nome da pessoa cantado e a cidade citada na letra, enviado para o WhatsApp de quem participou. Na saída, o comentário recorrente era sobre o formato, e não sobre o palanque.

Regulamentação – Todo o conjunto de interações foi montado dentro das regras eleitorais para uso de inteligência artificial. A Resolução 23.610/2019 do TSE, com as alterações aprovadas em 2024, obriga a identificação explícita de conteúdo sintético na propaganda, proíbe o uso da tecnologia para criar ou difundir fatos sabidamente inverídicos e veda material que simule a fala de pessoa real. Segundo a coordenação da campanha, cada peça gerada nas estações sai rotulada como conteúdo produzido por inteligência artificial, o assistente virtual se apresenta como sistema automatizado, e nenhuma resposta sobre entregas é dada sem lastro em documento público de execução orçamentária. O cadastro na entrada foi feito com consentimento assinado para uso de dados e imagem.

Uso ético da IA – A escolha tem um subtexto de disputa. Nos últimos ciclos eleitorais, a associação entre inteligência artificial e campanha veio quase sempre por vídeo adulterado, deepfakes, bots para ataques desinformativos. O que Rubens Jr procurou demonstrar no lançamento é que a mesma tecnologia funciona no sentido inverso, como instrumento de prestação de contas de quem quer conferir o que foi feito.

Sobre o candidato – Rubens Pereira Jr. é vice-presidente nacional do PT e disputa a reeleição para a Câmara dos Deputados pelo Partido no Maranhão. Chega ao pleito com o apoio declarado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem é o candidato no Maranhão.

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