O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou o compartilhamento com a Polícia Federal de dados apreendidos em uma operação da Polícia Civil de São Paulo contra Karina Ferreira da Gama, produtora envolvida no filme “Dark Horse”, sobre Jair Bolsonaro. A decisão atende a um pedido da PF e permite que o material seja incorporado ao inquérito que apura se recursos públicos de emendas parlamentares foram usados no financiamento do longa. A informação foi publicada pela coluna de Bela Megale, do jornal O Globo.
A operação realizada em junho pela Polícia Civil paulista teve como alvo Karina, sua ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB) e a Go Up Entertainment, produtora responsável por “Dark Horse”.
Embora a investigação conduzida em São Paulo tenha foco distinto do inquérito da Polícia Federal, os dados coletados nas buscas poderão ser usados pela PF para aprofundar a apuração sobre a origem dos recursos ligados à produção do filme. O objetivo dos investigadores é verificar se verbas públicas destinadas a entidades relacionadas ao projeto foram desviadas para bancar o longa sobre Bolsonaro.
A operação da Polícia Civil de São Paulo investigou suspeitas de fraudes e desvios de recursos públicos em um contrato firmado entre o Instituto Conhecer Brasil e a Prefeitura de São Paulo. Durante a ação, foram realizadas buscas nas sedes do ICB e da Go Up Entertainment, além de dois endereços residenciais de Karina Ferreira da Gama.
O caso também envolve emendas parlamentares destinadas a entidades ligadas ao filme. De acordo com a coluna, cinco parlamentares aparecem no contexto da apuração, entre eles o deputado federal Mário Frias, que destinou R$ 2 milhões em emendas, em 2024, à ONG de Karina.
A Polícia Federal investiga se esses recursos, originalmente direcionados a entidades relacionadas ao projeto, teriam sido utilizados para financiar a produção cinematográfica. O compartilhamento dos dados apreendidos pela Polícia Civil paulista amplia o conjunto de informações à disposição dos investigadores federais.
Em maio, Mário Frias afirmou que as emendas indicadas por ele ao Instituto Conhecer Brasil não foram direcionadas à produção do filme sobre Bolsonaro
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