O Brasil continua sofrendo as consequências de um governo ilegítimo e que tem como comandantes os dois presidentes mais impopulares da história: Michel Temer e José Sarney.
A agência de classificação de risco Standard & Poor’s reduziu, na última quinta-feira (11), a nota de crédito da dívida soberana do país de BB para BB-.
O Brasil perdeu o grau de investimento da S&P, uma espécie de “selo de bom pagador”, em setembro de 2015. Desde então, a S&P e as outras duas principais agências, a Moody’s e a Fitch, fizeram sucessivos cortes na nota do país.
Com o novo rebaixamento feito pela S&P, o país fica três níveis abaixo do grau de investimento. A perspectiva estável significa que a agência terá de esperar pelo menos seis meses para alterar a nota do país.
Paulo Guilherme de Araújo
O cenário é a entrega de parte da duplicação da BR 135, Estado do Maranhão, janeiro 2018.
Obra iniciada no governo PT, eleito democraticamente e não fruto do golpe de 2016, capitaneado por uma parte de nossa elite econômica brasileira em conluio com as midas, políticos e também parte do aparato jurídico-policial.
O Senador João Alberto, do PMDB/MA, do mesmo grupo político do ex Presidente José Sarney e da ex Governadora Roseana Sarney, estava presente no evento de entrega de parte da duplicação da BR 135 no dia 11 de janeiro corrente.
Ao ouvir o Governador do Estado do MA, Flávio Dino, discorrer sobre o modelo de Estado do passado, do presente e o que se pretende continuar implantar no futuro, rompendo com injustiças e desigualdades sociais onde direitos básicos como educação, saúde, mobilidade e habitação eram negados, o Senador reagiu de forma brutalmente agressiva com dedo em riste, gritando contra o Governador acusando-o de mentiroso.
O Sr. João Alberto ao reagir aos gritos demonstrou de forma cabal a face real de parte de nossa elite brasileira de origem escravocrata que não aceita qualquer mudança, ainda que não seja radical, na condução de políticas públicas visando romper com a relação de dependência entre os escravos e senhores/coronéis de engenho.
O Senador da base de apoio de Roseana Sarney com seu gesto deixa claro seu ódio de classe, o que é compreensível, pois é um duro golpe em sua origem de classe escravocrata ter de conviver com as políticas públicas implantadas pelo Governador Flávio Dino onde pilares como educação, saúde, mobilidade urbana/rural com planejamento econômico que caibam os pobres, fatalmente abrirão espaço para que eles tenham acesso ao capital do conhecimento, bem como cultural e isso enche a classe dominante de pavor.
Os gritos de ódio do Senador João Alberto não foram contra Flávio Dino, mas contra o que ele representa, a mudança do Estado do MA que abre Universidade pública fora da capital, que implantou programa de erradicação de Escolas de taipa construindo mais de 300 pelo interior, em três anos, que paulatinamente tem investido em seus professores e professoras, tendo um dos melhores salários do pais, tem investido em estradas para integrar regiões remotas, interiorizando e estimulando diversas atividades econômicas para o pequeno e grande empresário/agricultor de forma a dinamizar as cadeias produtivas incluindo também pessoas socialmente vulneráveis.
Estado para TODOS e não para a minoria escravagista do passado, pouco produtiva e sem visão de nação.
João Alberto, aliado de Sarney e Roseana, gritou contra um projeto que beneficia o Estado MA. Gritou contra os pobres que ascenderam e ascenderão socialmente. Gritou porque enxergou que seu golpe de classe, do qual participou em 2016 junto com Roseana e José Sarney contra Lula e Dilma, no Maranhão governado por Flávio Dino junto com o POVO, não deu certo.
Desde que assumiu o governo, no início de 2015, Flávio Dino manteve diálogo com o governo federal para a conclusão da duplicação da BR-135 no trecho até Bacabeira. A obra se arrastava há anos, com várias paralisações, e o governador do Maranhão sempre cobrou para que ela fosse concluída o mais rápido possível, já que era um dos sonhos dos maranhenses.
Finalmente, ontem a liberação do trecho duplicado foi entregue em solenidade com a presença do ministro dos Transportes, Maurício Quintella, que reconheceu os esforços de Flávio Dino para a conclusão dessa obra.
Além do governador, o ministro exaltou também o trabalho da Bancada Federal do Maranhão que, sob o comando do deputado Pedro Fernandes, em 2015, destinou emenda de bancada de R$ 160 milhões para o término do trecho restante.
Em seu discurso, Quintella lembrou que a primeira audiência que teve quando assumiu o Ministério dos Transportes foi com o próprio Flávio Dino, justamente para tratar da BR-135. “Quero registrar quando o governador Flávio Dino fala que a primeira audiência que eu fiz no Ministério foi para recebê-lo para tratar da BR-135, ele fala a verdade. A segunda foi para receber a Bancada Federal”, contou durante sua fala.
O fato do governador ser oposição ao atual presidente e crítico do impeachment que o alçou ao Planalto não impede o espírito democrático que marca a nova política maranhense. O próprio Flávio Dino reconheceu o trabalho do Governo Federal na obra. Assim como Maurício Quintella fez referência à preocupação do governador.
Novos tempos.
O ministro Sarney Filho (Meio Ambiente) desautorizou a irmã Roseana Sarney (PMDB), na manhã da última quinta-feira (11), no ato público de entrega da duplicação da BR-135, e ampliou o abismo político entre os herdeiros do sarneysmo.
A distância entre os dois parece bem maior que os cerca de 50 km, que os separavam no momento do ato político. Nos estúdios da Rádio Mirante AM, de propriedade do clã, a ex-governadora do Maranhão criticava o governador Flávio Dino. No Campo de Periz, Sarney Filho precisou de apenas onze segundos para reconhecer qualidades do governador do PCdoB e enterrar as pretensões da irmã.
“O governador Flávio Dino é um governador democrata. É um governador que tem elevado o nível de participação dos políticos no seu governo”, discursou Sarney Filho.
Foi em vão o esforço de Roseana Sarney que, por 14 minutos e 47 segundos, tentou negar práticas utilizadas pelo grupo Sarney em meio século de domínio coronelista no Estado.
“Somos um grupo que nunca foi tido como perseguidor. Nunca perseguimos ninguém, nunca odiamos ninguém”, repetia, numa espécie de exercício de autoconvencimento.
Sem situar concretamente a quem ou ao que se referia, Roseana Sarney disse que “as pessoas gostam de traição, mas não gostam de traidor” e afirmou estar tentando reunificar a classe política com o povo maranhense. Como diria Garrincha, esqueceu de combinar com “russo” irmão e ministro Sarney Filho.
HISTÓRICO DE REJEIÇÃO – A relação política entre Sarney Filho e Roseana Sarney não é das mais amistosas. Em 1990, Sarney Filho teve a pré-candidatura ao governo lançada, mas foi preterido na disputa pelo então candidato Edison Lobão.
Em 1994, Roseana Sarney foi escolhida candidata do grupo ao governo.
Em 2004, o ex-governador Zé Reinaldo defendia Sarney Filho para a sucessão, mas passou a ser alvo de ataques de Roseana Sarney. Rompeu com o grupo Sarney e apoiou a candidatura vitoriosa de Jackson Lago (PDT), depois cassado num golpe jurídico patrocinado pelos Sarneys.
Em 2017, Sarney Filho decidiu lançar candidatura ao Senado contrariando a irmã, que vê no projeto mais um empecilho na tentativa de voltar ao Palácio dos Leões.
Diferente do passado, Sarney Filho não esconde o desconforto em ter Roseana Sarney como companheira de chapa, conforme noticiaram recentemente jornalistas da GloboNews e Valor Econômico. Segundo eles, o ministro do Meio Ambiente disse ter maiores chances de eleição para o Senado numa chapa liderada pelo senador Roberto Rocha (PSDB).
Antes, ao anunciar a pré-candidatura, em junho do ano passado, Sarney Filho afirmou a O Imparcial, que não formaria chapa com a irmã na disputa pelo Senado.
Provável que os elogios públicos de Sarney Filho a Flávio Dino acirrem ainda mais a disputa dos irmãos pelo que sobrou do espólio sarneysta.
O governador Flávio Dino criticou a grosseria e destempero do senador João Alberto (MDB) e do deputado federal Hildo Rocha (MDB), durante solenidade de entrega da primeira etapa da duplicação da BR-135, na manhã desta quinta-feira (11).
“Somente “coronéis” são chegados a gritos, grosserias e destemperos. Coisas que pertencem ao passado, que não voltará”, escreveu Dino, nas redes sociais.
João Alberto tentou interromper o discurso do governador Flávio Dino, após este discorrer sobre as mudanças implementadas na condução do Estado.
Flávio Dino disse que os “coronéis” querem ser donos de todas as obras já realizadas no Maranhão, em todos os tempos. “E gostariam de colocar seus nomes familiares em tudo. Só que não podem mais, nem convencem mais. Aí ficam nervosos. Mas isso realmente é uma coisa menor”.
O governador agradeceu aos ministros Maurício Quintella (Transportes, Portos e Aviação), Moreira Franco (Secretaria Geral da Presidência) e à bancada federal. Disse que o governo do Maranhão sempre recebe com gentileza e educação os visitantes. “Feliz com a entrega da 1ª etapa da duplicação da BR 135, estrada federal de grande importância. Agradeço aos ministros que vieram hoje aqui e à nossa bancada federal pela alocação de recursos pra conclusão do trecho”, tuitou.
Dino afirmou que o que realmente importa é a melhoria da BR 135, há muito esperada, e a festa que 99% das pessoas presentes ao evento fizeram. “2018 será assim: um ano de muitas vitórias para todos nós”.
O deputado federal Hildo Rocha se recusou em posar para fotos com os demais deputados da bancada federal maranhense. Foi vaiado.
“As vaias do público ao desequilibrado Hildo Rocha expressam o sentimento em relação à baixaria na política, ao oportunismo e desrespeito. E mostram o quanto a politicalha é reprovada”, disse o secretário Márcio Jerry (Comunicação e Assuntos Políticos), em seu perfil nas redes sociais.

O desespero bateu ás portas da oligarquia Sarney, o que tem levado seus defensores perderem a compostura quando confrontados com a realidade. Foi o que aconteceu nesta manhã de quinta-feira (11) com o senador João Alberto (PMDB) durante a solenidade de inauguração do trecho duplicado da BR-135, no Campo de Periz.
Dino discursava sobre os benefício da obras e do rompimento com o atraso quando o senador, fiel escudeiro do ex-senador José Sarney tentou interrompe-lo chamando-o de “mentiroso” com dedo em riste. “Rompemos aqui o ciclo da falta de estradas, da falta de políticas sociais, da falta de escolas e rompemos também com a falta de educação”, respondeu o governador.
Fizeram coro com a falta de educação de João Alberto o rebento da oligarquia, ministro do Meio Ambiente Sarney Filho (PV) e o deputado Hildo Rocha.
O espetáculo protagonizado pelos aliados de Sarney foi assistida pelos ministros Maurício Quintella (Transportes) e Moreira Franco (secretário da Presidência da República), que ficaram assustados com chilique do senador.
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), promoveu mudança na Diretoria de Comunicação Social da Casa. O jornalista Edwin Jinkings Rodrigues assume no lugar de Carlos Alberto Ferreira, nomeado pelo ex-presidente Humberto Coutinho, falecido dia 1º de janeiro deste ano.
O jornalista, com militância na imprensa local, exerceu a função da assessor de imprensa de Othelino quando o atual presidente da Assembleia assumiu a Secretaria de Meio Ambiente do Estado, no governo de José Reinaldo.
Jinkings também exerceu a função de superintendente de Comunicação da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap), na gestão de João Castelo; secretário de comunicação das prefeituras de São Luís e de Imperatriz, e mais recentemente, esteve no Tribunal de Contas do Estado (TCE).