Desde a descoberta do suicídio do médico Mariano de Castro e Silva, a oposição sarneyzista, sobretudo por meio dos seus asseclas, vê no caso a última chance de virar o consolidado cenário de reeleição do governador Flávio Dino. Para isso, tentam, a todo custo, jogar o cadáver para cima do Palácio dos Leões.
E para relacionar, de maneira torpe e desrespeitosa, o suicídio do médico com o governo, sarneyzistas entraram no ringue do vale-tudo. Primeiro suscitaram tese absurda de que Mariano não tinha se suicidado, levantando suspeitas acerca de uma possível queima de arquivo.
Depois tentaram criar elo entre um habeas corpus impetrado pelo secretário de Saúde, Carlos Lula, ainda no final do ano passado, com a morte do médico.
Agora, de maneira quase que desesperada, exploram uma carta despedida que fontes próximas a própria família de Mariano dizem não ser verdadeira, já que a letra do documento divulgado em blogs é completamente diferente da de Mariano.
O próprio delegado do caso, Francisco Baretta, da Polícia Civil do Piauí, afirma que ninguém teve acesso a tal carta despedida, que possui cinco páginas, mas os sarneyzistas só conseguiram mostrar uma até agora.
A partir desta carta despedida falsa, o império midiático de José Sarney pautou todos os seus ataques contra o governo. Sem saber o conteúdo verdadeira da missiva, eles usam as informações inverídicas na sanha de desgastar o governo.
Todas as teses sustentadas até o presente momento pelos sarneyzistas de nada valem, já que somente a polícia possui a carta encontrada no apartamento em que Mariano se suicidou em Teresina.
Para os asseclas de José Sarney, isso pouco importa. A verdade nunca foi uma prática usual do clã. Enquanto isso, fake news vão se espalhando de todas as formas. Mas os maranhenses estão atentos às verdades dos fatos.

FOLHA – O presidente Michel Temer assinou nesta quinta-feira (19) um decreto que autoriza a realização de estudos para a privatização da Eletrobras.
“Acabei de assinar um decreto que autoriza o início dos estudos para a capitalização da Eletrobras tão logo o projeto seja aprovado pelo Congresso Nacional”, disse Temer em um vídeo relâmpago publicado nas redes sociais.
O decreto serve para incluir a Eletrobras no Programa Nacional de Desestatização, ato legal necessário para iniciar os estudos técnicos para venda de ações da empresa.
A programação inicial era de publicação do texto na semana passada, como havia anunciado o ministro Moreira Franco ao tomar posse do Ministério de Minas e Energia.
De acordo com o ministro Carlos Marun (Secretaria de Governo), o texto será publicado na edição do Diário Oficial da União de sexta-feira (20).
Um desentendimento com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), levou ao adiamento da medida.
Marun disse nesta quinta que não há divergências com o Congresso e que o texto está “vacinado contra intrigas”.
A expectativa da equipe econômica é que o Congresso dê sinal verde ainda no primeiro semestre à privatização. Só dessa forma seria possível concluir a operação de aumento de capital e venda de ações ainda em 2018.
A privatização da Eletrobras é uma das apostas do governo na agenda econômica para este ano. Com isso, o Palácio do Planalto quer dar uma sinalização ao mercado, já que medidas vistas como importantes, como a reforma da Previdência, foram paralisadas.
Por outro lado, a capitalização da estatal representará também um aumento na arrecadação num momento em que a União tem dificuldades em reduzir o deficit nas contas públicas.
Apesar do empenho, o governo sabe que o projeto encontra dificuldades para avançar no Congresso pela proximidade do calendário eleitoral.

A estranha obsessão de Wellington do Curso em tentar manchar a imagem do governo Flávio Dino, diariamente, tem razão de ser. A desconfiança de que o parlamentar está a serviço do grupo Sarney é cada vez mais evidente.
Na noite de ontem, Wellington do Curso postou um vídeo de um pronunciamento seu contra o governo em um grupo de WhatsApp intitulado ‘Roseana Guerreira’, que contém simpatizantes da ex-governadora.
Soma-se a manifestação pública de apoio de Wellington à Roseana, o fato do deputado, em plenário, nunca direcionar críticas à família Sarney, muito menos mencionar o nome do clã que dominou o estado por décadas.
Sempre que quer se fazer de independente trata a oligarquia como “grupo do passado”. Mas jamais pelo menos citou os desmandos da família Sarney que colocaram o Maranhão como o estado mais pobre do Brasil.
Se pairou uma dúvida há dias sobre a serviço de quem estava Wellington. Parece que as respostas já estão surgindo.

O pior dos sonhos do presidente Michel Temer começa a ganhar contornos de realidade.
Tudo o que ele jamais quis foi chegar ao fim do seu governo como o então presidente José Sarney (PMDB) chegou ao dele em 1989.
Impopular, sem força para aprovar coisa alguma no Congresso, Sarney virou um saco de pancada na eleição daquele ano.
Nenhum dos 22 candidatos à vaga dele se dispôs a defender o seu governo. Nem mesmo Ulysses Guimarães, do PMDB.
O projeto de Temer de ser candidato à reeleição faz água. Ninguém o leva a sério nem dentro nem fora do PMDB.
Sua esperança de crescer alguns pontinhos nas pesquisas de intenção de voto foi pelo ralo com os números recentes do Datafolha.
A intervenção federal no Rio ainda não deu em nada e levou um forte tranco com o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL).
Para agravar seu infortúnio, Temer corre o risco de ser denunciado pela terceira vez por crime de corrupção.
Se for, dificilmente será salvo pela Câmara. Deputado às vésperas de eleição só pensa em sobreviver.
Os que votaram para rejeitar as duas primeiras denúncias contra Temer estão pagando um dobrado junto aos seus eleitores.
Mais rápido do que seus auxiliares poderiam imaginar, Temer está sendo expulso de um jogo que gostaria de jogar até o fim.
Por Ricardo Noblat, da Veja

Equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA) já iniciaram o cadastramento de famílias para receber o Cheque Minha Casa, anunciado pelo governador Flávio Dino na última sexta-feira (13). Como as inundações e alagamentos danificaram moradias e muitas famílias perderam bens materiais, além de enviar mantimentos, o Governo do Estado vai conceder cheques no valor de até R$ 5 mil para reconstrução da moradia e compra de eletrodomésticos e móveis. A inclusão no benefício e o valor do cheque vão depender da extensão dos danos.
Serão beneficiadas famílias dos municípios do interior que decretaram situação de emergência, devido a inundações e alagamentos causados pelas fortes chuvas desde abril. Para receber o benefício, o Corpo de Bombeiros junto à Secretaria Estadual de Cidades e Desenvolvimento Urbano (Secid), está fazendo o cadastramento dos beneficiários e a mensuração do valor do cheque. A loja que receber o Cheque Minha Casa terá desconto do ICMS.
Segundo informações do chefe do Departamento de Gestão de Riscos da Defesa Civil, capitão Fernandes, o cadastro já está sendo concluído nas cidades mais atingidas pelas chuvas e com maior número de famílias afetadas.
“Já estamos finalizando o cadastramento em Trizidela do Vale e Pedreiras, vamos agora para Marajá do Sena. A mensuração do valor que cada família irá receber será feito pela Secretaria Estadual de Cidades e Desenvolvimento Urbano, conforme determinação do governador”, explicou o capitão.
De acordo com informações da Secid, até o final da semana as equipes vão trabalhar na avaliação dos danos de cada família nas cidades de Trizidela do Vale, Pedreiras e Marajá do Sena. Na semana que vem, as equipes da secretaria junto ao Corpo de Bombeiros seguem para Caxias, Presidente Vargas e São João do Soter.
“Nós vamos levar o benefício à população atingida pelas enchentes nos municípios oficialmente em situação de emergência. O que há de novo nesta versão do programa é que além do valor de até R$ 5 mil para reconstrução das moradias danificadas ou destruídas, nós vamos fornecer os cheques para que as pessoas possam adquirir móveis e eletrodomésticos essenciais”, diz a secretária de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano, Flávia Alexandrina.
Toda ação está sendo oficializada em um decreto e um edital emitido pelo Governo do Maranhão.
Famílias atingidas
O Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), por meio da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil (CEPDECMA), registrou aumento do número de famílias afetadas pelas inundações em Pedreiras e Trizidela do Vale.
Segundo informações do CBMMA, a cidade de Pedreiras está com 182 famílias desabrigadas; e Trizidela do Vale, com 419 famílias. Nos onze municípios que decretaram situação de emergência, e nos que ainda não decretaram como Bacabal, Imperatriz, Codó, Timbiras e Cantanhede, foram registradas 2.354 famílias atingidas pelas chuvas.
Equipes do CBMMA continuam atuando nas áreas inundadas ou alagadas junto as equipes da Defesa Civil, da Força Estadual de Saúde do Maranhão (Fesma) e de equipes da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedes), do Comando Tático Aéreo (CTA) e das prefeituras municipais.
Além de auxiliar no transporte marítimo de médicos e demais profissionais de saúde para atender a população em áreas de alagamento e difícil acesso terrestre, as equipes do Corpo de Bombeiro também trabalham no cadastramento de famílias desabrigadas e no atendimento de diversas ocorrências.
Recolhida desde que encerrou sua desastrosa caravana por trinta municípios do Maranhão, a ex-governadora Roseana Sarney simplesmente ficou em silêncio por quase um mês.
Nas redes sociais, então, Roseana Sarney só tem aparecido para dizer “oi”.
Nos últimos 30 dias, em sua página oficial do Facebook, foram apenas quatro postagens: uma de feliz Páscoa e três de aniversários de cidades, em artes produzidas por sua assessoria.
Fora isso, nada. Nenhuma manifestação de opinião. Nenhum evento, nenhuma entrevista. Nada.
É por essas e outras que há quem tema que ela repita ACM Neto e retire sua candidatura ao governo. Ou que repita a si própria em 2014, quando abandonou sua candidatura ao Senado no último dia do prazo legal.
O deputado estadual Bira do Pindaré (PSB) participou, nesta segunda-feira (17), do ato pelo Dia Nacional de Luta Contra a Privatização do Sistema Eletrobras que, em São Luís, aconteceu no bairro do Sacavém. Da tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão, o parlamentar endossou a luta e a mobilização dos trabalhadores e afirmou que a privatização é mais uma proposta do Governo Federal que merece todo o repúdio da população.
“Participei da manifestação na Eletronorte aqui em São Luís, ali no Sacavém, com o Sindicato dos Urbanitários. Lá, pudemos expressar a nossa indignação com decisão do governo Temer, que é um governo golpista, sem qualquer legitimidade de fazer a privatização do sistema Eletrobras. O que ganha o povo do Maranhão, o povo brasileiro com uma privatização desse tipo?”, questionou.
O deputado também questionou quais benefícios a população ganha com a privatização do sistema energético, e destacou que setor elétrico é estratégico para o desenvolvimento. Segundo ele, todos os países do mundo preservam o setor elétrico exatamente em razão da soberania do país, mas aqui, ao contrário, estão entregando o capital financeiro.
“É mais uma entrega do governo Temer. Já entregou o pré-sal, está tirando o direito dos trabalhadores por meio de reforma trabalhista. Não conseguiu fazer a reforma da Previdência porque ficou com medo da eleição. Agora, na Ordem do Dia, a privatização da Eletrobras. E tentam passar para a população mais uma vez a cantilena enganosa de que privatizando vai melhorar. Quem vai ganhar com privatização? A conta de energia vai ficar mais cara porque o sistema Eletrobras é quem gera energia, então a conta na origem vai ser mais cara e a CEMAR vai repassar o custo para o consumidor”, avisou.
O governo brasileiro investiu mais de 400 bilhões no sistema de geração de energia no país e eles querem vender por uma bagatela de 20 bilhões de reais. Para Bira, mais um disparate em relação ao patrimônio nacional. Algo que, destacou, não dá para aceitar de maneira alguma porque destrói empregos, direitos, prejudica a economia e o desenvolvimento social.
Ele acrescentou que isso vai afetar os municípios e o estado do Maranhão. Todos os governadores do Nordeste já se posicionaram contrários à privatização do Sistema Eletrobras e manifestação isso ao Governo Federal. Ainda assim, o governo Temer segue com a proposta de privatização e a matéria entrou na ordem do dia do Congresso Nacional. Neste sentido, Bira defendeu que os deputados federais eleitos no Maranhão defendam a população brasileira e manifestem posicionamento contrário à privatização.
Solidariedade ao STIU – O parlamentar reforçou, mais uma vez, solidariedade à luta do Sindicato dos Urbanitários e destacou também outras categorias, como o Correios que, de acordo com ele, está sendo precarizado, parte de um processo de sucateamento do serviço dos Correios com o mesmo objetivo, a privatização. A Comissão de Assuntos Econômicos da Assembleia Legislativa iniciou inclusive uma discussão sobre os serviços dos Correios em São José de Ribamar, na região do Parque Vitória, Parque Jair, Alto Turu, Jardim Turu, que moradores alegam não receber mais as correspondências.
“Estão sucateando os Correios. Os próprios servidores relataram da dificuldade, da escassez de recursos, da falta de pessoal. Da mesma forma, os bancos. O que estão fazendo com o Banco da Amazônia, com o Banco do Nordeste que são instituições importantíssimas que trabalham com os fundos constitucionais. É uma exigência do capital financeiro. Banco da Amazônia, Banco do Nordeste, Caixa Econômica e Banco do Brasil, já fecharam diversas agências e o Governo continua nessa direção”, contou.
Ele acrescentou que é um filme que já foi assistido na década de 90, com o Governo Fernando Henrique Cardoso. Na época o Bira do Pindaré era presidente do Sindicato dos Bancários do Maranhão e a categoria fez uma forte resistência e conseguiu barrar a privatização dos bancos federais, mas o Banco do Estado do Maranhão (BEM) foi privatizado.
“E o que o Maranhão ganhou com isso? Nada, absolutamente nada. Portanto, queremos aqui, mais uma vez, endossar a luta dos trabalhadores e trabalhadoras do setor eletricitário, urbanitários que estão batalhando contra a privatização da Eletronorte, do Sistema Eletrobras. Tem o nosso apoio a essa luta e vamos prosseguir nessa direção, a agenda do golpe que já trouxe tantos prejuízos para o povo brasileiro e tem mais esse problema a ser enfrentado. Vamos vencer, se Deus quiser!”, concluiu.