
Apontado pelas pesquisas no início da campanha do segundo turno como franco favorito para vencer a eleição presidencial de domingo (28), o candidato Jair Bolsonaro, segundo a última sondagem do Ibope, começou perder terreno enquanto Fernando Haddad deu os primeiro sinais de que o jogo ainda está sendo jogado.
Segundo a recente pesquisa Ibope/Estadão/TVGlobo, divulgada nesta terça-feira (23), o capitão reformado do Exército que defende tortura e se declara homofóbico começou a desidratar e viu sua intenção de votos válidos cair de 59% para 57%, enquanto os votos totais também houve uma retração de 52% para 50%. Na pesquisa espontânea Bolsonaro despencou de 47% para 42%, enquanto a rejeição subiu de 35% para 40%. Já a rejeição de Haddad caiu de 47% para 41%.
Pelos números apresentados pelo Ibope, a perspectiva de uma vitória avassaladora do candidato do PSL deixou de ser uma realidade e os movimentos em defesa da democracia passou a ser uma preocupação nesta reta final da campanha, que promete ser emocionante, principalmente após os últimos acontecimentos envolvendo ameaças aos ministros do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral, feitas por um coronel aliado de Bolsonaro.
É fato que quem acompanha a campanha presidencial considera muito difícil a reversão do resultado que vem sendo apontados pelos institutos de pesquisas, mas também e fato que Haddad não está morto, respira e ainda pode surpreender.

Após ser escorraçado pelo eleitorado maranhense, o senador Roberto Rocha (PSDB) já começa a traçar estratégias para manter influência política. Um dos artifícios foi colar no presidenciável Jair Bolsonaro (PSL).
Apesar de ter sido um dos muitos parlamentares que se encontrou com o candidato do PSL nesta terça-feira (23), Rocha não poupou no oportunismo: o tucano divulgou nas redes sociais que se reuniu com Bolsonaro “atendendo convite”, como se fosse uma reunião exclusiva dele com o ex-capitão.
Até o site da Mirante, de propriedade da família Sarney, embarcou na notícia sobre encontro com Bolsonaro. E divulgou que os dois tiveram um “almoço”.
Isolado politicamente desde que decidiu trair Flávio Dino (PCdoB), homem que o elegeu ao Senado em 2014, Rocha voltou a se aproximar do decadente clã Sarney. Não à toa. O grupo Sarney é a última saída para Roberto Rocha, que saiu da eleição 2018 ainda mais desprestigiado.
O prefeito Edivaldo Holanda Júnior dá mais um importante passo dentro da política de valorização do Centro Histórico de São Luís, bem como do fomento ao turismo na capital do Maranhão com as obras de instalação do Museu da Gastronomia Maranhense. Com a estrutura física recuperada, os serviços do museu já se encontram em fase de acabamento. Foi isto que o prefeito confirmou na manhã desta terça-feira (23), em vistoria realizada no local. Ao lado do gestor municipal, o superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Maranhão, Maurício Itapary, também acompanhou a vistoria.
“Essa é mais uma obra que contribui para a valorização do nosso Centro Histórico, que em cada canto é carregado de cultura e história. Estamos muito felizes, pois essa é uma obra que beneficia São Luís, especialmente na área do turismo, contribuindo para o resgate da nossa bela história e fortalecendo as ações de valorização da nossa cultura, que se apresenta a nós de várias formas, inclusive, através da nossa culinária”, disse o prefeito Edivaldo, que estava acompanhado da primeira-dama, Camila Holanda e de secretários municipais, entre os quais a secretária de Turismo, Socorro Araújo.
O Museu da Gastronomia Maranhense, que tem a parceria do Governo Federal, via Ministério do Turismo, fica localizado na Rua da Estrela, nº 82, no Centro Histórico. O espaço contará a história da culinária maranhense aos visitantes locais e aos turistas de todas as regiões do Brasil e estrangeiros que visitam a capital. Além da exposição, que reunirá informações e curiosidades da gastronomia maranhense, o local será dedicado à oferta de cursos permanentes de capacitação na área da gastronomia. Para a reforma do prédio, que manteve seu projeto arquitetônico conservado, foram realizados serviços estruturais como os de reparação elétrica, hidráulica e recuperação de piso e forro.
O prefeito destacou que o Museu de Gastronomia soma-se às obras que vêm sendo executadas pelo Iphan em parceria com a Prefeitura de São Luís. “Essa parceria tem rendido frutos positivos para a população ludovicense, com o grande volume de investimentos que vêm sendo realizado no Centro de São Luís, a exemplo das obras do Complexo Deodoro e Rua Grande”, completou o prefeito.
O superintendente do Iphan no Maranhão, Maurício Itapary, reforçou os benefícios da parceria que o órgão tem mantido com a gestão municipal. “Temos um volume de obras muitos grande em andamento no Centro de São Luís. Temos trabalhado na requalificação do Complexo Deodoro e vamos iniciar a revitalização de outros espaços como a Praça João Lisboa, incluindo o largo do Carmo, assim como a implantação de uma nova praça nas proximidades do Convento das Mercês, além de várias intervenções em diversos prédios do Centro Histórico”, destacou.
A secretária de Turismo, Socorro Araújo, frisou a relevância do empreendimento para o incremento do turismo na cidade. “O Museu da Gastronomia Maranhense é uma grande conquista para São Luís. A nossa gastronomia é riquíssima, e todos poderão ter acesso à diversidade que é a culinária local, mostrando a trajetória entre os elementos que contribuíram para a formação da nossa culinária. O prefeito Edivaldo entregará à população maranhense uma oportunidade de estar ainda mais próxima da nossa cultura, desta vez por meio da gastronomia”, explicou a secretária.
RIQUEZA – Ainda que seja considerado um nicho de mercado que se configure como um atrativo complementar à toda planta turística de uma localidade, o Turismo Gastronômico revela-se como instrumento de divulgação e valorização do patrimônio cultural do destino turístico. A ambientação de todo o museu será baseada na proposta de oferecer aos turistas a oportunidade de ter contato com essa gastronomia e, também, de resgatar na população o sentimento de pertencimento e valorização da cultura local.
O coordenador do projeto expográfico do museu é o turismólogo e artista visual Enoque Silva. “A exposição é resultado de planos curatoriais elaborados através de uma extensa pesquisa sobre o assunto. Vamos tentar retratar algumas ambiências temporais e atemporais e trazer a comida e seu processo de manufatura, origem, utilitários, crendices e muitos outros elementos que rodeiam a culinária maranhense. A proposta é fazer com que os moradores da cidade se reconheçam nessa ambiência e com que os turistas tenham uma experiência diferenciada durante a visitação”, explicou.
Além da primeira-dama Camila Holanda, também acompanharam a vistoria o secretário municipal Lula Fylho (Saúde), o presidente do Instituto Municipal da Paisagem Urbana (Impur), Fábio Henrique Carvalho e o presidente da Fundação Municipal de Patrimônio Histórico, Aquiles Andrade.
Portadores de hemofilia serão isentos do pagamento de passagem no transporte coletivo intermunicipal no Maranhão. O projeto, de autoria do deputado estadual Neto Evangelista (DEM), que teve parecer favorável das comissões de Constituição, Justiça e Cidadania e de Obras e Serviços Públicos, foi aprovado na manhã desta terça-feira (23), pelo Plenário da Assembleia Legislativa. E seguirá para sanção governamental.
O Globo – Três dias depois de vir à tona o vídeo que traz a polêmica declaração de que um soldado e um cabo seria possível fechar o Supremo Tribunal Federal (STF), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL-RJ), fez outras críticas à Corte, durante audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados, sobre o voto impresso. O vídeo com as novas críticas foi feito em 12 julho deste ano.
Nas imagens, Eduardo Bolsonaro fez referência à proposta de aumentar o número de ministros do Supremo — que, à época, era defendida por seu pai — e declarou que, caso o próximo presidente venha a tomar medidas consideradas inconstitucionais pelo STF, “a gente não vai se dobrar”.
— Eu acredito que caso o próximo presidente venha a tomar medidas e aprovar projetos que sejam contrários ao gosto desse Supremo, eles vão declarar inconstitucional. E, aqui, a gente não vai se dobrar a eles não. Eu quero ver alguém reclamar quando estiver no momento de ruptura mais doloroso do que colocar dez ministros a mais na suprema corte. Se este momento chegar, quero ver quem vai para rua fazer manifestação pelo STF, quem vai pra rua dizer “ministro X, volte, estamos com saudades” — disse Eduardo Bolsonaro.
O vídeo do pronunciamento foi publicado no canal do Youtube do próprio deputado com o título “Eduardo Bolsonaro fala em audiência sobre voto impresso e detona STF”. A audiência em questão debatia a decisão do Supremo que derrubou a exigência de voto impresso para as eleições, proposta aprovada pelo Congresso com base em uma emenda de Jair Bolsonaro. O filho do presidenciável disse, na ocasião, “apoiar” a ideia do pai de aumentar o número de ministros do Supremo de 11 para 21. A ampliação do número de ministros na Corte foi adotada pela ditadura militar em 1965. O candidato do PSL à Presidência disse já ter recuado da ideia.
Eduardo Bolsonaro afirmou durante o discurso na comissão que uma outra possibilidade seria mudar o nome do Supremo, sem esclarecer o que estaria por trás da medida. Ironizou ainda o poder dos magistrados da corte.
— A gente brinca aqui que juiz acha que tem o rei na barriga e que o ministro da Suprema Corte tem certeza que tem o rei na barriga. Tem que mudar isso daí — afirmou o filho do presidenciável.
As críticas não permeiam apenas discursos. Em um artigo publicado no dia 19 de junho deste ano pelo jornal goiano “Hora Extra”, intitulado “Pensar fora da caixinha para derrubar a ditadura do STF”, Eduardo Bolsonaro ataca decisões da Corte e afirma ser necessária uma “contrarrevolução” contra a principal instituição do Judiciário.
“Ambos os ocupantes das cadeiras mencionadas no Executivo e Legislativo podem ser trocados nas eleições deste ano. Fiquemos atentos, pois a subserviência à ditadura do STF pode estar próxima, é hora da contrarrevolução!”, escreveu o filho do presidenciável na conclusão do artigo.
Eduardo Bolsonaro já pediu desculpas pela declaração sobre fechar a Suprema Corte, dada durante um curso, em Cascavel (PR), para interessados em prestar concursos públicos. Afirmou que a frase do vídeo foi em resposta a uma pergunta “esdrúxula” sobre a possibilidade do Judiciário barrar a candidatura do pai. Eduardo repetiu ainda a frase do presidenciável de que quem defende o fechamento do Supremo “precisa de um psiquiatra”.
Jair Bolsonaro também pediu desculpas pela declaração do filho, em entrevista ao Jornal Nacional.
— Isso ocorreu há quatro meses, eu não tinha conhecimento. Ele diz que respondeu a uma pergunta sem pé nem cabeça, até houve a palavra brincadeira no meio daquilo. Conversei com ele, ele reconheceu o seu erro, pediu desculpas. Eu também, em nome dele, peço desculpas ao Poder Judiciário. Não foi a intenção dele atacar quem quer que seja. E eu espero que, como todos nós podemos errar, que os nossos irmãos do Poder Judiciário deem por encerrada essa questão. — disse, pedindo que a Justiça dê por “encerrada a questão”.
Bolsonaro também enviou uma carta ao decano do tribunal, ministro Celso de Mello, para tentar desfazer o mal-estar. No documento, ele afirma que o Supremo “é o guardião da Constituição e todos temos de prestigiar a Corte”. A carta do presidenciável tenta contornar o clima criado depois que o filho dele afirmou que, “para fechar o Supremo”, bastaria “um soldado em um cabo”. A fala, gravada em julho, foi classificada por Mello de “inconsequente e golpista”.
A deputada Andréa Murad (MDB), uma das mais assíduas nas sessões plenária do Poder Legislativo do Maranhão, pelo visto, ainda não se recuperou da derrota sofrida na eleição de 7 de outubro, pois desde que o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão anunciou os nomes dos 42 deputados estaduais eleitos, a parlamentar nunca mais foi vista na Assembleia Legislativa, muito menos na tribuna de onde costumava destilar ódio contra o governador que enterrou a velha e carcomida oligarquia das famílias Sarney/Murad/Lobão.
A ausência da deputada, filha de Ricardo Murad, preso recentemente pela Polícia Federal sob a acusação de negócios não republicanos quando comandava a Secretaria de Saúde do Estado no Governo da cunhada Roseana Sarney, chama atenção pelo fato da parlamentar sequer comparecer ao seu gabinete ou apresentar justificativa para as faltas, uma vez que os trabalhos continuam normalmente. Na sessão desta manhã de quarta-feira, por exemplo, várias matérias de interesse do Poder Executivo foram aprovadas.
Dona de um discurso agressivo, inclusive desrespeitoso contra alguns colegas de plenário, principalmente o líder do governo, deputado não reeleito Rogério Cafeteira (DEM) com quem teve discussões ásperas, Andréa, talvez envergonhada com a recente prisão do pai e por não ter conseguido sensibilizar a população com seus discursos caluniosos e difamatórios contra o governador reeleito Flávio Dino (PCdoB), ainda não encontrou o caminho do plenário e tudo indica que deverá passar o resto do pouco tempo que ainda resta do mandato conquistado em 2014 refletindo sobre a derrota acachapante e que pôs fim a era do sarneysismo no Maranhão.
Andréa Murad está tendo um comportamento diferente de muitos parlamentares que não lograram êxito na tentativa de renovarem o mandato, mas estão comparecendo normalmente ao plenário. Até o “bananeira” Cabo Campos, que andava sumido resolveu dá as caras hoje no plenário, seguindo o mesmo exemplo da Francisca Primo, Lei Pontes, entre outros que continuarão no exercício do mandato até o dia 31 de dezembro.
Para que não reste nenhuma dúvida sobre a segurança das urna e do voto eletrônico, o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão realiza nesta quarta-feira (24), às 16h, na sede do TRE-MA, uma audiência pública para tratar sobre o assunto e está convidando os interessados a participar do evento.
A votação eletrônica foi muito questionada pelo candidato Jair Bolsonaro, que chegou a defender a volta do voto no papel, mas até hoje, embora já tenham ocorrido várias eleições e algumas auditoria, nada de anormal foi constatado pelos especialistas na matéria.
Segundo informa a assessoria de imprensa do TRE-MA, o objetivo da audiência é apresentar o resultado de auditorias realizadas após o primeiro turno por 5 regionais do país onde houve questionamento da confiabilidade da urna através de notícias falsas que circularam em redes sociais: Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
A audiência será presidida pelos desembargadores Ricardo Duailibe (presidente) e Tyrone Silva (corregedor) e os resultados serão exibidos pelo secretário de Tecnologia da Informação do TRE-MA, Gualter Lopes.
Conforme dirigentes do Tribunal todas as auditorias confirmaram a integridade e autenticidade dos sistemas instalados nos equipamentos e que os trabalhos foram observados pela Polícia Federal, Ministério Público, representantes de Ordem de Advogados, partidos políticos e cidadãos comuns, além de observador técnico da Organização dos Estados Americanos, que declarou a coincidência dos votos da urna com os dados enviados para a Justiça Eleitoral totalizar.