Noventa e oito candidatos eleitos em 2018 no Maranhão, entre titulares e 1º e 2º suplentes de cada partido e/ou coligação, foram diplomados na tarde desta terça, 18 de dezembro, em sessão solene realizada pelo Tribunal Regional Eleitoral, no Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana, em São Luís.
O TRE-MA cumpriu a última etapa das eleições 2018, que é a diplomação daqueles que foram eleitos pela livre e soberana vontade do eleitor e que tiveram suas contas julgadas – independente de aprovadas, aprovadas com ressalvas ou desaprovadas. “Entregamos esses diplomas com votos de que as esperanças e mudanças demonstradas pela vontade popular seja o norte de todos”, disse o presidente do tribubal, desembargador Ricardo Duailibe.
Para o governador reeleito pelo PCdoB, Flávio Dino, o diploma não é apenas uma folha de papel, mas sim algo que possui caráter transcendente que espelha sonhos, esperanças, pedidos e anseios de milhões de pessoas. Assim, representa muito para aqueles que somente tem o voto popular como um sinal da mínima igualdade de usufruto de direitos. O diplomado agradeceu ao povo maranhense, frisou que esse segundo mandato tem sabor melhor que o primeiro, pois se sente reconhecido pelo trabalho que vem desenvolvendo. Também salientou o empenho e dedicação dos membros da Corte e funcionários da Justiça Eleitoral maranhense que tudo fizeram no combate aos abusos de poder econômico, às manipulações nas redes sociais, tornando as eleições cíveis e limpas.
Compuseram a mesa de honra membros da Corte Eleitoral, o procurador regional eleitoral, diretor-geral, prefeito, governador e os presidente do TJ, Assembleia Legislativa e OAB. Familiares, amigos e correligionários dos diplomados, além da imprensa, prestigiaram a cerimônia.
A deputada estadual Andréa Rezende, que sofreu acidente grave de carro durante a campanha, recebeu o diploma da Justiça Eleitoral maranhense em ato ocorrido no gabinete da presidência na manhã desta terça-feira.

Presidente da Câmara Municipal, Astro de Ogum
“Estou com o sentimento do dever cumprido. Os senhores nos ajudaram para que chegássemos até esse patamar do concurso público. A Câmara Municipal de São Luis estará completando 400 anos de fundação no próximo ano. Em quatro séculos de existência, esse é o primeiro concurso público que o Legislativo da capital maranhense realiza. É, na realidade, um grande avanço e isso me deixa muito satisfeito”.
A afirmação foi feita pelo presidente da Câmara Municipal, Astro de Ogum (PR), na manhã desta terça-feira (18), no gabinete do juiz Douglas de Melo Martins, titular da Vara de Interesses Difusos e Coletivos, durante a homologação do concurso público para aquela casa parlamentar, cujas inscrições serão abertas no próximo dia 27 e se estenderão até 6 de fevereiro, com as provas objetivas marcadas para 17 de março e as práticas em 14 de abril.
O concurso público foi o resultado de uma ação proposta pelo Ministério Público, através do promotor de Justiça Lindojonson Gonçalves de Sousa, titular da 28ª Vara da Improbidade Administrativa. O certame está sendo organizado pela Fundação Sousândrade, que foi representado pela advogada Elziane Araújo.
A advogada destacou que a Sousândrade tem 39 anos de experiência como organizadora de concursos e processos seletivos em todo o Brasil. Ela assinalou que é uma instituição de muita respeitabilidade, que nunca foi questionada em nenhum dos trabalhos realizados no Maranhão ou em outro Estado.
O juiz Douglas Martins foi enfático, ao afirmar que o concurso da Câmara Municipal de São Luis, longe de representar uma punição, é, na realidade, um grande avanço para aquela casa parlamentar. Por sua vez, o promotor Lindonjonson revelou que não é apenas a Câmara Municipal que foi alvo de ações para a realizações de concurso público. Ele citou a UEMA, a Assembleia Legislativa, o Tribunal de Contas do Estado e outros órgãos públicos que estão sendo acionados para a realização de certames para a seleção de servidores.
Para o concurso do Legislativo Municipal, serão oferecidas 116 vagas, sendo 114 para cargos de níveis médio e superior e duas vagas para a Procuradoria, além do cadastro de reserva. Acompanharam o presidente Astro de Ogum na homologação do acordo, o controlador da Câmara, Paulo Helder, a diretora de Comunicação Social, Itamargareth Correa Lima e a diretora financeira, Ana Karina Cordeiro.
O presidente estadual do PSL, vereador Chico Carvalho, em conversa com o titular do blog Jorge Vieira, nesta manhã de terça-feira (18), afirmou que “os rato da política do Maranhão estão querendo tomar o partido no Estado” e citou nominalmente a ex-candidata Maura Jorge, o ex-vereador Fábio Câmara e Alan Garcês que, segundo ele, estariam percorrendo gabinetes em Brasília tentando se apoderar da legenda.
“Tá uma futrica geral. Estão querendo tomar o partido a qualquer custo, existe uma turma percorrendo gabinetes em buscar de emprego e de tomar o partido, que tem como orientação lançar candidatos próprios em todos os municípios, inclusive transmitir essa informação aos companheiros de Caxias no último domingo quando voltei para agradecer os votos em Bolsonaro”.
Ele negou que tenha se afastado da ex-deputada por conta de indicações de cargos federais no Estado. “Quem vai indicar para os cargos existentes no Maranhão são os deputados federais, não serei eu, muito menos Maura Jorge. O Governo vai ter negociar com o congresso e que tem a oferecer é quem está no mandato”, observou Chico Carvalho.
Carvalho esclareceu que fez tudo para unir o partido durante a campanha eleitoral, que fez campanha para todos os candidatos do PSL, inclusive Maura Jorge, mas que a unificação da legenda se tornou impossível por conta do grupo da candidata a governadora. “O grupo dela é muito difícil, é muito ruim”, enfatizou.
Segundo o presidente do PSL, Maura Jorge e Alan Garcêz já estariam lançando até candidato a prefeito de São Luís. “Não estão respeitando as convenções do partido. Em São Luís temos até o Samuel de Itapecuru que teve 60 mil votos em São Luís, o Silvio Antônio que teve 10.500 votos, etc”, reclamou Carvalho.
A ex-deputada Maura Jorge (PSL), candidata que conseguiu votação surpreendente na eleição para o Governo do Maranhão na sombra do candidato e presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) continua sem saber se terá espaço no governo que inicia em primeiro de janeiro em meio a expectativas nada animadora.
A ex-candidata pelo PSL maranhense prometeu durante a campanha que indicaria todos os cargos federais existentes no Maranhão, mas até o momento não lhe deram nenhum sinalização neste sentido e tudo indica que quem o fará será o deputado federal reeleito Aluísio Mendes.
Maura Jorge, que se esforçou para dá uma boa votação ao candidato a presidente, tem perambulado por Brasília em busca de algum sinal sobre sua situação, mas, pelo visto, tem sido solenemente ignorada em sua pretensão de ser o braço do bolsonarismo no Maranhão, ainda que tenha sido candidata a governadora bem votada para o tamanho de sua liderança.
Ex-parlamentar, prefeita por diversas vezes do município de Lago da Pedra, onde a família comanda uma pequena oligarquia, Maura até que merecia um tratamento melhor por parte dos seus aliados em Brasília, porém, nem esperança de que conseguirá um emprego no futuro governo lhe deram.
Maura, uma política nascida e criada no sarneysismo, se distanciou do grupo, rompeu com Roseana, lançou candidatura ao governo, mas nunca foi unanimidade no PSL, partido comandado no Maranhão pelo vereador Chico Carvalho, que fez campanha apenas para Bolsonaro, ignorando a candidata ao governo do Estado.
Ao longo da campanha, a ex-candidata teve que conviver com um clima hostil. Nas manifestações de rua, os aliados de Chico Carvalho faziam bandeiraço para Bolsonaro, sem exibir uma única mensagem de apoio à candidata da legenda.
Um dos motivos da retaliação estaria ligado diretamente a fala da então candidata de que iria indicar todos os cargos federais no Maranhão com a eleição de Jair Bolsonaro, que será diplomado nesta terça-feira (18), mas que, até o momento, não fez nenhum convite para ela exercer cargos ou lhe deu autorização para fazer alguma indicação.
O governador Flávio Dino (PCdoB), os senadores eleitos Weverton Rocha (PDT), Eliziane Gama (PPS) e seus respectivos suplentes, o vice Carlos Brandão, dezoito deputados federais, 42 estaduais e mais o primeiro e segundo suplentes de cada coligação serão diplomados nesta terça-feira (18), às 16h, no Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana, em São Luis, em cerimônia organizada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE).
Concorrendo a uma das duas vagas disponíveis para o Senado Federal no Maranhão pela coligação liderada pelo governador Flávio Dino (PcdoB), Weverton obteve quase dois milhões de votos, com uma margem de votação jamais alcançado antes na história do estado por outro candidato ao cargo. Foram 1.997.443 votos – 35,02% da preferência do eleitor que validou seu direito de eleger seus candidatos.
A diplomação atesta quem são os eleitos e os suplentes com a entrega ou a disponibilização do diploma devidamente assinado. Para que o candidato eleito seja diplomado pela Justiça Eleitoral a legislação exige que suas contas estejam julgadas.
O deputado estadual Neto Evangelista (DEM) realizou, no domingo (16), na área Itaqui-Bacanga, um importante trabalho social em benefício da comunidade. Foram distribuídos mais de mil quilos de alimentos para 5 instituições.
Folha – O TCU (Tribunal de Contas da União) protagonizou na semana passada uma constrangedora sessão para figurar entre os maiores vexames da história da corte.
O episódio foi contado na Folha pelo repórter Fábio Fabrini. O enredo é simples: dois ministros haviam se declarado impedidos lá atrás de opinar em um processo envolvendo dois aliados bem próximos deles.
Até aí, tudo certo, afinal demonstraram bom senso. Na hora do julgamento, a surpresa: quando o placar final, sem os votos da dupla, caminhava para condenação dos velhos amigos, os ministros anunciaram, para o espanto dos colegas, que mudaram de ideia e não se sentiam mais impedidos. Rasgaram a fantasia e votaram a favor dos investigados.
Os ministros são Raimundo Carreiro, que deixa a presidência do TCU no fim deste mês, e Aroldo Cedraz.
Os dois personagens julgados são Agaciel Maia e Efraim Morais. O primeiro, hoje deputado distrital no DF, foi o todo-poderoso da diretoria-geral do Senado até 2009, quando caiu durante o escândalo administrativo que atingiu a Casa naquele ano. Era apontado, na época, como operador dos atos secretos que quase derrubaram José Sarney da presidência.
Efraim ocupou, como senador, a primeira-secretaria do Senado. Respaldava os contratos de terceirização. Segundo o TCU, ele e Agaciel deram um prejuízo de pelo menos R$ 14 milhões (valores da época) na contratação de uma dessas empresas.
O ministro Raimundo Carreiro chegou ao tribunal em 2007, indicado pelos senadores depois de 12 anos como secretário-geral do Senado. Era parceiro de Agaciel nos serviços prestados ao grupo de Sarney no Congresso, incluindo Efraim Morais.
Aroldo Cedraz também é ministro desde 2007, escolhido pela Câmara sob filiação ao antigo PFL, partido de Efraim. Seu filho, o advogado Tiago Cedraz, tem sido uma figurinha carimbada nas ações da Lava Jato.
Não surpreende o compadrio nas relações de poder em Brasília. O seu escancaramento, porém, não deixa de ser preocupante e assustador.
Por Leandro Colon.