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Autor: Jorge Vieira
  • Jorge Vieira
  • 11/abr/2023

Em meio à baderna de bolsonaristas, Dino é forçado a sair de audiência na Câmara

Yuri Ferreira – Revista  Fórum – O ministro da Justiça e Segurança Pública Flávio Dino (PSB-MA) teve que abandonar a audiência na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados.

A sessão tinha como foco temas como regulamentação das armas, os atos de 8 de janeiro, visita à favela da Maré e invasão de terras.

Após as perguntas dos deputados Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Éder Mauro (PL-PA) e Gilvan da Federal (PL-ES), o ministro dispôs 8 minutos para responder. Porém, após mais de 17 minutos de discussão, o ministro foi interrompido por diversos parlamentares e não pode responder às questões.

Durante seus menos de cinco minutos de fala contínua, Dino fez breves considerações sobre política de armas e os caminhos das políticas de segurança pública do país.

“Não há correlação entre número de armas e número de homicídios. Se a gente pegar números recentes na Amazônia, aumentaram as armas e aumentaram os homicídios. É falsa a ideia de quanto mais armas, menos homicídios. Pelo contrário, as notícias mostram que quando há mais armas em circulação – legais ou ilegais – é claro que se ampliam as ocorrências de crimes em lares, por isso que o feminicídio cresceu”, disse.

“Claro que os policiais devem estar armados. Isso se chama monopólio do uso legítimo da força, que a gente não pode substituir pela visão de faroeste praticada apenas em pouquíssimos países do mundo”, continuou o ministro. “Qual o país em que se mais realiza chacina em escola no mundo? Nos EUA. E o que está acontecendo agora no Brasil? Crescimento de chacina na escola…”

“Será que é impossível enxergar uma correlação lógica entre ódio, violência, armamentismo e o aumento de chacinas em escolas? Será que é por acaso que isso acontece apenas nos EUA no Brasil nesta dimensão?”, disse.

Flávio notificou o presidente da sessão, Ubiratan Sanderson (PL-RS) de que não poderia continuar na sessão. O chefe da sessão acabou encerrando a sessão, aos gritos histéricos da oposição: “Fujão, fujão!”, gritavam os bolsonaristas. A audiência será remarcada, conforme informou Sanderson.

  • Jorge Vieira
  • 11/abr/2023

Governador Carlos Brandão vai à China em comitiva do presidente Lula

O governador do Maranhão, Carlos Brandão, seguiu para a China, nesta terça-feira (11), como integrante da comitiva do presidente Lula, e deve desembarcar em Xangai na noite de quarta-feira (12). A missão diplomática tem foco em acordos bilaterais em diversas áreas, como agricultura, ciência e tecnologia, meio ambiente, economia, comércio e investimentos. A delegação conta com 40 autoridades: cinco governadores, nove ministros, oito senadores e 19 deputados federais.

É a primeira vez que Brandão viaja ao país asiático após sua reeleição como governador, embora já tenha ido outras sete vezes como vice-governador, fechando parcerias de interesse do Maranhão. Já Lula é o primeiro presidente a ser recebido pelo chefe de Estado chinês, Xi Jinping, após assumir a Presidência da República em 1º de janeiro de 2023, para exercer o cargo pela terceira vez.

O governador Carlos Brandão destacou a importância dessa viagem para a economia do estado. “Quando eu era vice-governador, recebi a missão de ir a vários países prospectando investimentos. E fomos a mais de dez países. Fui sete vezes à China fazendo muitas reuniões na área portuária, na área da indústria, na área de siderurgia, na área de refinaria, empresa de esmagamento de soja. Chegou o período da covid, houve um recuo de todas as empresas no mundo inteiro. Mas agora nós estamos vivendo um novo momento. O presidente Lula abrindo o mercado nacional para os grandes empresários. E nós fomos convidados porque nós temos projeto pronto, bem adiantado, no que diz respeito à siderúrgica e à refinaria para o nosso estado”, pontuou.

Em seu discurso, após a vitória no segundo turno das eleições do ano passado, o presidente Lula já havia sinalizado o interesse em “recolocar o Brasil no mundo”. Depois da visita aos Estados Unidos e à Argentina, a viagem de Lula sela a primeira rodada de visitas diplomáticas aos três maiores parceiros internacionais do Brasil.

Na programação, estão previstas reuniões com o presidente da China, Xi Jinping, com empresários do país e representantes do novo Banco de Desenvolvimento do Brics. As pautas prioritárias deverão ser investimentos na reindustrialização do Brasil e no combate às mudanças climáticas, além de cooperação para a paz.

O governo do Maranhão tem especial interesse em fazer avançar a construção do Porto São Luís, que conta com investimentos chineses e deverá ampliar a capacidade portuária do estado. Outras propostas, como a instalação de operações voltadas para a indústria petrolífera, também estão na pauta.

“O projeto está bem estruturado, assinado memorando de entendimento, e agora falta colocar em prática. O presidente Lula, com essa sua posição, sua postura, já abriu mercado nacional. Aqui no nosso estado nós damos segurança jurídica e política, para que os empresários se instalem. A gente vai avançar com certeza”, acredita o governador Carlos Brandão.

Com informações dos portais G1 e Gov.br

  • Jorge Vieira
  • 11/abr/2023

Embora interinamente, PT comanda o estado pela segunda vez

A convite do presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) o governador Carlos Brandão (PSB) integra a comitiva que embarca nesta terça-feira (11) rumo a China e passará o comando do estado para vice-governador e secretário de Educação Felipe Camarão (PT), muito ligado ao ministro da Justiça e Segurança Pública Flávio Dino (PSB) e ao chefe do executivo estadual. A senadora Eliziane Gama (PSD) e o deputado Cleber Verde (Republicanos) também integram a caravana presidencial.

Será a segunda vez que o PT comandará o estado embora por um curto espeço de tempo. Em outubro de 2011, a governadora Roseana Sarney (MDB), alegando problemas pessoais se afastou do cargo por dez dias e passou o comando para então vice-governador Washington Oliveira (PT), que mais tarde, numa manobra política para tirá-lo da linha sucessória acabou sendo premiado com o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.

Washington governou o Maranhão por dez dia, período em que a então governadora aproveitou, sendo suas próprias palavras na época, “para descansar um pouco, viajar, recuperar minhas forças, porque em 2012 teremos um ano intenso com o aniversário dos 400 anos de São Luís e voltar a trabalhar como sempre faço”. Disse ainda que Washington tinha toda sua confiança.

Desta vez Felipe Camarão, jovem político com futuro promissor e trunfo do PT para sucessão governamental de 2026, pois deve assumir o governo com a provável desincompatibilização do governador Carlos Brandão para disputar uma cadeira no Senado, comandará o estado até o final desta semana por um motivo mais nobre: a presença do governador na comitiva presidencial na história visita à China.

Ao contrário de Roseana que se afastou do cargo para descansar e viajar, Brandão vai à China em busca de parceiros comerciais e investimentos para o Maranhão, deixando em seu lugar um aliado fiel, que inspira confiança e que tem mostrado muito preparo em todos os cargos que ocupou nos dois governos de Flávio Dino, com destaque maior na condução da Secretaria de Educação, cargo a que foi reconduzido por Brandão.

Ao passar o comando do estado para o vice-governador, Brandão mostrar acima de tudo confiança em Camarão ao tempo em que consolida ainda mais a aliança PT/PSB, que deve se manter forte nas eleições de municipais de 2024, já com vistas a sucessão governamental. Salvo alguma mudança de rota, Felipe deverá ser o representante do grupo liderado por Brandão e Flávio Dino em 2026, pelo menos é que aposta o deputado Zé Inácio e a cúpula do PT.

  • Jorge Vieira
  • 10/abr/2023

Carlos Brandão e Wellington Dias reforçam trabalho integrado de assistência às vítimas das enchentes no Maranhão

O governador Carlos Brandão foi recebido em Brasília (DF) pelo ministro do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), Wellington Dias, nesta segunda-feira (10). Durante a reunião, eles traçaram um plano de trabalho integrado de assistência às famílias afetadas pelas enchentes no Maranhão.

A reunião aconteceu um dia após a visita do presidente Lula, acompanhando do governador Carlos Brandão, aos municípios de Bacabal, Pedreiras e Trizidela do Vale, situados em uma região do interior maranhense bastante afetada pelas fortes chuvas que têm ocorrido neste período do ano.

Na visita do governador à Brasília também estiveram presentes a primeira-dama Rosângela (Janja) Silva, os ministros das relações institucionais, Alexandre Padilha, do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, e da Justiça, Flávio Dino, além da senadora Eliziane Gama, prefeitos, deputados e vereadores.

O governador agradeceu o compromisso e preocupação do presidente com os maranhenses e reforçou a parceria com o MDS. “Estamos compactuando com o ministro Wellington Dias um grande plano de apoio aos desabrigados e deslocados pelas enchentes, integrando também os ministérios do Desenvolvimento Regional e das Cidades. No longo prazo, essa parceria vai nos ajudar a atender todas as pessoas que mais precisam”, destacou.

O ministro Wellington Dias explicou que o próprio presidente Lula solicitou uma atenção especial ao Maranhão. “Há a necessidade de um trabalho integrado do governo federal com o governo do Maranhão, municípios e entidades solidárias, para que a gente possa cuidar, num primeiro momento da situação emergencial. Mas há também uma proposta de médio e longo prazo, pra que a gente possa continuar acompanhando a população”, garantiu.

Também participaram da reunião do secretário de Desenvolvimento Social do Estado do Maranhão, Paulo Casé, além de técnicos do MDS e da Sedes. O objetivo é formar uma força-tarefa de ação integrada para fortalecer e ampliar política públicas de segurança alimentar, como os Restaurantes Populares.

  • Jorge Vieira
  • 10/abr/2023

Marcial Lima critica serviço de limpeza pública da Prefeitura de São Luís

Em pronunciamento na Câmara Municipal, nesta segunda-feira (10), o vereador Marcial Lima (Podemos), ex-líder do governo, criticou o serviço de limpeza da Prefeitura de São Luís comandada por Eduardo Braide (PSD). Segundo o parlamentar, falta zelo do gestor pela cidade.

“A atual condição da limpeza pública de São Luís é lamentável. A prefeitura tirou do Comitê de Limpeza uma boa quantidade de pessoas que conheciam essa cidade na palma da mão e que estavam permanentemente trabalhando com a comunidade”, observou Marcial.

Ele citou com um dos exemplos, a situação da Avenida Oito, localizada no Turu, de grande movimentação de pedestres e veículos, enfatizando que a área está tomada de mato, que atrai mosquitos e animais.

“A cidade virou uma grande moita de mato, uma vez que não há mais capina nas praças e ruas. No Vinhais, temos uma das praças mais importantes, a Praça do Letrado, completamente abandonada. Os equipamentos de ginástica, que são públicos, são uma vergonha, sem cuidado nenhum”, criticou.

O vereador disse que abordou o assunto na tribuna após ser procurado por moradores do Turu que pediram providências em relação ao abandono do bairro. “Os moradores irão fazer uma manifestação para ver se chamam a atenção da prefeitura”, disse.

Ao encerrar seu pronunciamento, Marcial Lima fez um apelo ao prefeito Eduardo Braide para que contrate mais profissionais para a limpeza pública de São Luís. “Muitas pessoas estão desempregadas, querendo trabalhar e melhorar essa situação. Nossa cidade é grande, tem orçamento para isso”.

  • Jorge Vieira
  • 10/abr/2023

Dino associa golpistas de 8/1 a assassinos de crianças em escolas

Metrópoles – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, disse que a “ideia de violência extremista” liga golpistas políticos que invadiram e depredaram as sedes dos Três Poderes da República, em 8 de janeiro, a assassinos de crianças em escolas e creches. “Tem influência da ideia de violência extremista a qualquer preço, a qualquer custo”, disse Dino, nesta segunda-feira (10/4), em conversa com jornalistas na saída do evento no Palácio do Planalto que marcou os primeiros 100 dias de governo Lula.

Dino falava sobre as consequências e investigações sobre os atos golpistas de 8 de janeiro, quando militantes bolsonaristas inconformados com a derrota eleitoral invadiram o Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF).

“Do ponto de visto político eu posso dizer que já melhorou muito, em relação às questões democráticas”, começou o ministro. “Se nós olharmos 100 dias atrás, havia muitas indagações em relação às condições de governabilidade. O extremismo político acabou fazendo com que se ampliasse o apoio ao governo, não só social como institucional”, continuou ele, que em seguida falou sobre o que vê como relação entre aqueles eventos e os ataques a escolas e creches, como o que ocorreu em Blumenau na semana passada, deixando quatro crianças mortas.

“A questão hoje remanescente é a responsabilização das pessoas que engendraram esse planejamento golpista durante meses e os ecos, as reverberações da violência que permanecem. Por exemplo, estamos agora às voltas com essas ameaças relativas a escolas. Nós temos uma ligação entre uma coisa e outra”, avaliou Dino. “Tem influência da ideia de violência extremista a qualquer preço, a qualquer custo. O ethos, o paradigma de organização do mundo que golpistas políticos e agressores de crianças, assassinos de crianças têm é o mesmo. É a mesma matriz de pensamento, a matriz da violência”, afirmou o ministro da Justiça.

“Então, nós temos uma luta cotidiana, porque nesse aspecto o nível de destruição foi muito grande. E a resposta que nos cabe é a resposta da responsabilização. É dar punição para essas pessoas que violam a lei e, claro, dar prevenção, como nós estamos fazendo cotidianamente”, concluiu Flávio Dino.

  • Jorge Vieira
  • 10/abr/2023

Lula, Brandão e Dino deram demonstração de solidariedade com as vítimas das cheias

O presidente Luís Inácio Lula da Silva e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, responsável por uma das pastas mais ativas do governo federal, mostraram neste final de semana atenção especial com a situação dos desabrigados pelas cheias que castigam o Maranhão neste inverno rigoroso e que tantos prejuízos tem causados às populações ribeirinhas.

E neste cem dias do governo Lula, além das forças democráticas terem vencido a tentativa de golpes, ter desenvolvido uma série de ações de combate ao crime e ter retomado o controle das terras dos Yanomami, vem mostrando, na prática, que o governo se preocupa com aqueles que mais precisam. A visita à alagada Região do Mearim é um bom exemplo.

Dino esteve este final de semana no Maranhão acompanhando a comitiva de Lula na visita à Região do Mearim castigada pelas cheias que deixaram milhares de famílias desabrigadas. Segundo o ministro, foi uma importante demonstração de solidariedade do presidente aos atingidos pelas enchentes

Acompanhado do governador Carlos Brandão, Lula e Dino foram ver de perto o drama dos atingidos que perderam tudo e estão em situação de extrema de dificuldade, algo muito diferente do governo passado de Jair Bolsonaro em períodos de calamidade pública.

Ao visitar, falar e garantir assistência para os desabrigados pelas chuvas que causam estragos em praticamente todas as regiões do estado, Lula mostrou para que serve o governo e da escolha certa que os menos favorecidos fizeram ao lhe conceder um terceiro mandato.

Lula, Dino e Brandão, de mãos dadas, como estiveram na campanha, é garantia de que os desabrigados do Maranhão contarão com a ajuda do poder público para retomar suas vidas tão logo cessem as chuvas. Foi essa mensagem que o trio passou neste momento de tanta dificuldade para aqueles que perdem tudo.

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