Parlamentar de primeiro mandato, mas com uma vasta experiência na vida pública, a deputada Iracema Vale (PSB) precisou de apenas cinco meses na presidência da Assembleia Legislativa para conquistar a confiança do governador Carlos Brandão, do plenário, se consolidar como liderança política e garantir antecipadamente um segundo mandato como dirigente do legislativo estadual.
A deputada, diante do consenso verificado durante a votação do projeto de resolução do deputado Antônio Pereira (PSB) autorizando a eleição a partir da segunda quinzena de deste mês de junho, está garantida na presidência até 2026, ano da eleição para governador, senador, deputados federais e estaduais.
Em entrevista ao portal Imirante nesta quinta-feira (1º), Iracema foi cautelosa ao falar que a chapa ainda será discutida, mas nos bastidores do legislativo, a única discussão que ainda resta é a composição dos demais cargos da Mesa Diretora, já que a eleição está sendo antecipada justamente para garantir a permanência da atual presidente.
É justamente na composição da futura Mesa que existe alguma tensão e possibilidade de alguns membros perderem seus cargos, porém articuladores buscam o entendimento e trabalham para que a eleição seja consensual. Mas é fato que a primeira vice-presidência e a segunda secretaria têm sido motivo de discussão nos bastidores.
O governador Carlos Brandão (PSB) completa nesta 2 de junho 65 anos com uma carreira política consolida e com status de uma das principais lideranças políticas do Maranhão. Com perfil conciliador e visão municipalista, o chefe do Executivo estadual vem construindo um legado de trabalho que tem como objetivo colocar o estado no caminho do desenvolvimento, tendo como foco a geração de emprego e renda para a população.
Deputado federal por dois mandatos, a grande virada na carreira política aconteceu em 2014 quando na condição de presidente do PSDB no Maranhão conduziu o partido para uma aliança com o PCdoB de Flávio Dino e se elegeu vice-governador, cargos que ocupou nos dois mandatos de Dino até assumir o comando do estado no início de 2022 e se reeleger governador logo no primeiro turno.
Em sua carreira de deputado federal, Carlos Brandão conquistou a aprovação de projetos ricos em significado cultural, a exemplo do Dia Nacional do Vaqueiro Nordestino e do Dia Nacional do Bumba Meu Boi, marcados no calendário brasileiro.
Brandão foi protagonista no acompanhamento de projetos especiais do governo do Estado, bem como é referência e presença de destaque nas missões internacionais que visam à atração de maiores investimentos para o Maranhão; a exemplo da Missão Chinesa, que abrirá novas portas para o avanço no ramo siderúrgico no Maranhão; Missão Índia e Irã, que retomaram as discussões sobre investimentos no setor petroquímico e no ramo da refinaria; Missão Ásia, que vislumbrou maior troca de expertise e parceria entre a China, Coreia do Sul e Vietnã, em diversas áreas de conhecimento voltadas para os ramos da tecnologia e agroindústria, turismo, esporte e educação; e a Missão Singapura, que evoluiu para o compartilhamento de projetos no ramo portuário, já concluídos.
Como governador, Brandão já imprime a marca municipalista em sua gestão e tem a missão de dar continuidade às conquistas dos últimos anos, melhorar o que precisa ser melhorado e iniciar novos projetos para o Maranhão avançar cada vez mais, gerando mais oportunidades, emprego e renda para os maranhenses.
O deputado Rodrigo Lago, primeiro vice-presidente da Assembleia Legislativa, esteve em Brasília, na quarta-feira (31), onde se reuniu com deputados federais, secretários de Estado, secretários executivos e ministros de Estado.
Com o deputado federal Márcio Jerry, coordenador da bancada do Maranhão, e Othelino Neto, secretário da Representação Institucional do Maranhão em Brasília (Rebras), Rodrigo Lago tratou de temas relacionados ao desenvolvimento do estado.
Lago também se reuniu com o secretário de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Social do Ministério da Ciência, Tecnologia e Informação (MCTI), Inácio Arruda. Em pauta, o acesso à internet no Maranhão e apoio às universidades estaduais (Uema e Uemasul) e aos institutos IFMA e Iema.
Já no Ministério da Justiça e Segurança Pública, ele participou de audiência com o secretário executivo do Ministério, Ricardo Cappelli, e com o ministro da Justiça, Flávio Dino, com quem tratou de investimentos do MJSP na segurança pública no Maranhão.
“Em Brasília, debatemos temas essenciais para o Maranhão. Na educação, falamos sobre acesso à internet e apoio às universidades. Na segurança pública, discutimos investimentos e a proteção da população. Comprometidos com o desenvolvimento, buscamos parcerias e soluções que beneficiem o povo do nosso estado”, avaliou Rodrigo Lago.
Por unanimidade o plenário da Assembleia Legislativa aprovou nesta manhã de quinta-feira (1), em primeiro turno, o projeto de resolução de autoria do deputado estadual Antônio Pereira (PSB) que autoriza a antecipação da eleição da Mesa Diretora da Casa para o segundo biênio da legislatura, a partir da segunda quinzena deste mês de junho.
A proposta recebeu parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e foi aprovada sem maiores discussões, o que vai garantir a permanência da presidente Iracema Vale pelo por mais dois anos após o final da atual gestão.
A decisão do plenário autorizar a antecipação do pleito já vinda sendo articulada desde a primeira eleição em primeiro de fevereiro deste ano e foi concretizada na sessão desta manhã. A sucessão que deveria ocorrer somente em fevereiro de 2025, poderá ser realizada a partir do dia 16 de junho
A confirmação da antecipação deverá ocorrer na próxima semana quando o projeto de resolução será votado em segundo turno.
Segundo informações de bastidores, a presidente Iracema será reconduzida antecipadamente ao cargo, restando apenas a discussão com blocos partidos sobre os demais cargos da Mesa Diretora.
Professor Márcio Jardim, militante histórico do Partido dos Trabalhadores, que contrariou a decisão da direção estadual e manifestou apoio à candidatura do senador Weverton Rocha (PDT) ao govenro do estado na eleição de 2022, se posicionando contra a reeleição do governador Carlos Brandão (PSB), aliado de Flávio Dino (PSB) e apoiado por um aglomerado de legendas, recorreu as redes sociais nesta quarta-feira (31) para fazer um alerta sobre a possibilidade do anti-sarneysismo, que era tido como coisa do passado, retornar ao cenário político.
“Anotem ai: os mesmos que redimiram o ex-presidente Sarney para a história do Maranhão, agora recorrerão (mais uma vez) o caminho da retórica anti-Sarney”, adverte Márcio Jardim, já prevendo que os mesmo que pregaram contra o grupo Sarney, diante da nova realidade política do estado, voltarão ao surrado anti-sarneysismo, mantra da oposição interrompido com a vitória da aliança que elegeu Flávio Dino em 2014, provocando o desmantelamento do grupo político liderado pela ex-presidente da República, José Sarney e sua filha Roseana.
Curiosamente, o alerta do militante petista, que integrou o primeiro governo de Flávio Dino como secretário de Esporte, mas que se voltou contra o ex-governador no processo de escolha do candidato Carlos Brandão para representar o grupo na eleição de 2022 e embarcou na candidatura dissidente do senador Weverton Rocha, ocorre logo após Marcus Brandão, irmão do governador, se filiar ao MDB, com a missão de liderar o partido na sucessão estadual de 2026 e do flerte dos dirigentes emedebistas com o prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD).
Como é do conhecimento de quem acompanha a política no estado, Flávio Dino, hoje senador licenciado e ministro da Justiça e Segurança Pública, chegou ao poder no Maranhão com o discurso anti-sarney, mas acabou se reconciliando com o ex-presidente e afirmando em vária entrevistas que o anti-sarneysismo é coisa do passado. Daí o recado de Márcio Jardim ter como alvo o ministro da Justiça e seus aliados diante da expectativa de Brandão retornar para liderar o grupo onde nasceu para a vida pública, ou seja, o grupo Sarney.
O recado de Márcio Jardim chama a atenção pelo fato do MDB, legenda considerada morta sob o comando da ex-governadora Roseana Sarney está sendo entregue ao irmão de Carlos Brandão, provavelmente com o aval do mandatário do Palácio dos Leões, que ressuscitou Sarney ao convidá-lo para sua posse e entregar algumas pastas para pessoas ligada ao ex-presidente e sua filha Roseana.
Se o alerta de Jardim pode ser considerado como o prenúncio de que a aliança de setores da esquerda com a direita no Maranhão pode estar dando seus últimos suspiros, só o tempo dirá.

O prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) encaminhou nesta quarta-feira (31) oficio à Câmara Municipal solicitando que seja maraca uma reunião para que o técnicos da prefeitura apresentem os impactos que representam as emendas apresentadas pelos vereadores que modificaram o projeto do Executivo municipal que reajusta os salários dos servidores.
Diante da solicitação do prefeito, o presidente da Câmara Municipal, vereador Paulo Victor (PCdoB), agendou a reunião para a próxima segunda-feira, dia 5 de junho, às 15h, para ouvir e discutir com os técnicos da prefeitura as razões que levaram o prefeito vetar o projeto após ser modificado pelos vereadores, que incluíram diversas categorias que não haviam sido contempladas.
O encontro deverá acontecer na sala de Atos da Casa ou no próprio Plenário, a depender da programação de eventos que já foram previamente agendados nos espaços.
Ao solicitar a reunião para esclarecer os motivos que o levaram a vetar o projeto modificado, o prefeito quer mostrar juridicamente os impactos financeiros que envolvem as emendas aprovadas e que assegura reajuste da ordem de 8,2% nos vencimentos de servidores da administração pública.
Será a segunda tentativa de discutir o assunto que interessa muitos ao funcionalismo. O primeiro encontro foi marcado pelo presidente Paulo Victor para a terça-feira (30), no plenário da Casa, após o prefeito solicitar uma reunião com os vereadores, mas o chefe do Executivo municipal não compareceu e nem mandou equipe técnica para conversar com os parlamentares.
Relatora da CPMI do 8 de janeiro, a senadora Eliziane Gama (PSD-MA) afirmou à Folha de de S. Paulo que não descarta ouvir Jair Bolsonaro (PL), o ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal Anderson Torres, o governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), e militares sobre os atos terroristas daquele dia.
Sobre Bolsonaro, a parlamentar afirmou que “há possibilidade de ele vir. Isso é um fato”. “De novo, pode ser também que não venha. Nós temos 180 dias. Então eu acho que, nesses dois primeiros meses, é importante tomar pé da situação. O que você tem. E depois partir. Se tiver que fazer uma ação mais ostensiva, sim. Se tiver que chamá-lo, nós vamos chamar. Até porque é absolutamente possível disso acontecer, né?”.
Em relação a Torres, a relatora espera tomar seu depoimento “logo”. “É um nome que também será ouvido. Até pela função dele. Naturalmente será ouvido. Até acredito que será logo. É um nome que será ouvido com toda certeza”.
Quanto a Ibaneis Rocha, Eliziane lembrou que ele é investigado e tratou sua convocação como uma “possibilidade”, já que, como governador, poderá recorrer à Justiça para não depor à CPMI. “Há algumas definições em nível de Supremo, mas ele é investigado, o governador de Brasília. Tem uma diferença”.
Questionada sobre os militares, a relatora confirmou a ida de representantes da caserna à CPMI, mas deixou claro que a convocação de membros das Forças Armadas não significa dizer que toda a instituição conspirou para a tentativa de golpe do dia 8 de janeiro. “A gente vai convocar militares. Isso aí com certeza a gente vai. Quais são também eu ainda não sei te dizer, mas teremos o chamamento”.
Perguntada acerca do governo Lula (PT), ela afirmou que eventuais omissões serão investigadas mas que, com base nas evidências que existem hoje, a administração federal não pode ser considerada o foco das apurações.
“Omissão, eventualmente, a gente tem que saber de quem foi. Se omite quem tem responsabilidade de fazer e não fez. Mais uma vez eu te digo: se tiver alguém que deveria ter agido dentro da estrutura do governo atual e não agiu, ele tem que ser responsabilizado. Agora, dizer hoje que isso é real, eu não posso dizer. Até porque eu não tenho elementos que me subsidiem [nesse sentido]”.
“Dia 8 é um fato. Você teve sete dias de governo só, estava no oitavo dia. Outra coisa. A segurança ostensiva é da Polícia Militar. A Polícia Federal, por exemplo, é uma polícia judiciária, ela não faz o trabalho ostensivo. Quem faz o trabalho de proteção daqui é a PM do DF. Tanto que ela é financiada pelo governo federal. Quer dizer, se não fosse, se fosse uma polícia comum, tudo bem. Mas não é o caso. Ela é paga para isso”, completou. (247 com informações da Folha)